Wikinativa/Macuxi

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Os índios Macuxi (ou Makuxi, Macushi),são ocupantes de áreas da fronteira, além de áreas da Guiana e da Venezuela. Nos últimos anos ele têm sofrido com a ocupação de não-índios em seus territórios, e hoje lutam para recuperá-los.

Macuxi
População total

39.514 indivíduos

Regiões com população significativa
Roraima(BRA), Guiana Equatorial, Venezuela (Funasa 2010; Guiana 2001; INEI 2001)[1]
Línguas
Makuxi, Português
Religiões
Xamanismo
Grupos étnicos relacionados
Campa, Uarequena, Uapixana, Curipaco, Machineri, Apurinã

Localização[editar | editar código-fonte]

Os índios Macuxi são dividos em várias tribos, cuja localização é bem diferente. No Brasil, ele se concentaram no estado de Roraima, perto da fronteira com a Colômbia e com a Venezuela. Se concentram em áreas de vales, como o vale do rios Uraricoera, Amajari e Cauamé.Ocupam as áreas do vale do interflúvio Maú(Ireng)-Rupununi, na Guiana, e não são fixos em áreas na Venezuela.

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História[editar | editar código-fonte]

O primeiro histórico de contato de que se tem informação é datado em meados do século XVIII, em uma ocupação territorial estratégico-militar. A região em que estavam localizados, perto da fronteira com as Guianas, regiões em que havia domínio holandês e espanhol. Com altas probabilidades de invasão territorial, os portugueses decidiram ocupar essas áreas para impedir qualquer atividade de outros exploradores. Em 1775 foi construído um forte na região de confluência dos rios Uraricoera e Tacutu, formadores do Branco, via de acesso às bacias dos rios Orinoco e Essequibo. Para que o forte se mantivesse numa posição estratégica, o aldeamento dos índios, tanto Macuxis(em minoria) como outros demais foi estabelecido, criando um ambiente propício à defesa dos portugueses caso houvesse alguma situação perigosa a eles.

São raros os documentos que constam informações sobre esse grupo, tem-se notícias de apenas dois principais grupos Macuxi: Ananahy em 1784 e Paraujamari em 1788, que chegaram a aldear-se, trazendo pequenos grupos consigo. O aldeamento é a primeira forma de agrupamento do grupo que se tem informações, e os índios passaram a se reunir às margens do rio Negro e outros foram reagrupados em outros aldeamentos por portugueses.

Extrativismo[editar | editar código-fonte]

O extrativismo foi uma atividade imposta pelo homem branco que veio a afetar novamente os Macuxi. No período imperial, a exploração da borracha estava em alta, e os Macuxi não foram exceção. Além da extração da borracha, estes também foram submetidos à extração do caucho e da balata na matas do baixo rio Branco.

Língua ou Dialeto[editar | editar código-fonte]

O idioma Macuxi pertence à família linguística Karib. Esta classe linguística faz parte do grupo denominado Línguas Aruaques, um conjunto de idiomas falados na América do Sul, em regiões que se extendem da Cordilheira dos Andes à Bacia Amazônica, do Paraguai às Guianas, e também no Mar do Caribe.

Cosmologia e Religiosidade[editar | editar código-fonte]

Em diversas versões narrativas – Pandon –, contam esses povos que Macunaíma percebeu entre os dentes de uma cotia, adormecida de boca aberta, grãos de milho e vestígios de frutas que apenas ela conhecia; saiu, então, a perseguir o pequeno animal e deparou com a árvore Wazacá – a árvore da vida –, em cujos galhos cresciam todos os tipos de plantas cultivadas e silvestres de que os índios se alimentam. Macunaíma resolveu, então, cortar o tronco – Piai – da árvore Wazacá, que pendeu para a direção nordeste. Nessa direção, portanto, teriam caído todas as plantas comestíveis que se encontram até hoje, significativamente nas áreas cobertas de mata.

Aspectos Culturais[editar | editar código-fonte]

Um dos aspectos culturas mais curiosos nesse grupo é a organização social. A um olhar desatento e sem interesse, a distribuição de famílias dentro de uma aldeia Macuxi é, a princípio, aleatório. Pequenas casas abrigam famílias e estão localizadas em um lugar que julgaram bom. Na verdade, as casas são distribuídas em um território por parentelas. Vivem em aldeias ligadas por trilhas e caminhos, com casas construídas em volta de um pátio central. Um exemplo muito comum disso é quando uma moça e um homem se casam. Após o casamento, o casal passa a morar na casa da família da moça, e o pai dela se torna um líder-sogro, cuja habilidade política na manipulação dos laços de parentesco depende sua existência. Com o declínio do prestígio do líder-sogro (ou sua morte), o grupo local tende a tomar outras formas, desfazer-se. Mesmo em caso de morte, porém, a aldeia persiste como referência histórico-geográfica.

Situação territorial[editar | editar código-fonte]

Nas ultimas décadas, juntamente com outros povos da região, os Macuxi fazem parte de uma luta incessante pela homologação da TI Raposa Serra do Sol, ocorrida em 2005, e posteriormente pela desintrusão dos ocupantes não-indios, finalmente resolvida com o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal em 2009, que confirmou a homologação e a retirada dos ocupantes não-índios.=P


== Referências ==

Fontes[editar | editar código-fonte]

http://pib.socioambiental.org/pt/povo/makuxi/735 http://pt.wikiversity.org/w/index.php?title=Wikinativa/Macuxi&action=edit&section=8


Sciences humaines.svg Esta página é somente um esboço sobre o projeto Wikinativa. Ampliando-a você ajudará a melhorar a Wikiversidade.
  1. Quadro Geral dos Povos. Enciclopédia dos Povos Indígenas no Brasil. Página visitada em 27 de maio de 2013.