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Análise de Filme "Olga" - Julia Rodrigues Missão

De Wikiversidade

Análise de Filme "Olga" - Julia Rodrigues Missão

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Disciplina: História do Brasil II

Prof. Paulo Eduardo Teixeira

ROTEIRO PARA ANÁLISE DE FILME

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Aluno/a: Julia Rodrigues Missão

Ciências Sociais – 2025 – Turma Matutino (   ) Turma Noturno (X)

TÍTULO DO FILME

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FICHA TÉCNICA

Título do Filme: Olga

Ano: 2004        País: Brasil

Gênero: Biopic, Drama, Histórico, Romance

Duração: 1h 39min

Direção: Jayme Monjardim

Roteiro: Rita Buzzar

Fotografia: Ricardo Della Rosa

Trilha sonora: Marcus Viana (Produtor Musical)

Elenco original: Camila Morgado (Olga Benário Prestes); Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler); Fernanda Montenegro (Dona Leocádia Prestes); Osmar Prado (Getúlio Vargas).

Produção: Guilherme Bokel (Produção Executiva)

Idioma original: Português

DINÂMICA DA NARRATIVA

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Idéia Inicial – História

1. O filme conta uma história. Sobre quem?

O longa-metragem se baseia na trajetória de vida de Olga Benário, militante comunista. A obra inicia trazendo elementos da juventude de Olga, marcada por sua resistência ao lutar pela garantia de direitos à população operária, apontando o desapontamento de seus parentes, considerando a realidade alternativa vivida pela família. Benário amadurece, e desempenha um papel fundamental para a comunidade revolucionária de Berlim. Designada para uma missão, onde cumpre o papel de segurança de Luís Carlos Prestes, Olga parte para o Brasil. Como um dos principais componentes da obra, desenvolve-se o romance entre Prestes e Benário, marcado por atos militantes, e grande repressão por parte do Estado Novo, chefiado e centralizado em Getúlio Vargas, diretamente influenciado pelas ideologias fascistas e nazistas perpetuadas pela Europa, durante a Segunda Guerra Mundial.

2. Quais são as personagens principais?

Olga Benário e Luís Carlos Prestes.

3. Qual delas mereceu a sua atenção?

A personagem de Olga Benário, considerando a sua importância para compreensão do curso da obra.

4. Como termina o filme? O que você achou sobre ele e porquê?

Ao fim do filme, Olga Benário é executada pelo regime nazista alemão, em um campo de extermínio. A cena é carregada de peso e tristeza. Olga não esboça nenhuma reação, enquanto outras prisioneiras buscam resistir, tornando a cena ainda mais dura. Durante a cena, há a narração de uma carta escrita por Olga, destinada a Luís Carlos Prestes e a filha, Anita Leocádia.

Tema de Fundo – Tese

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1. Quais são os temas tratados no filme?

Além de retratar a história de Olga, a obra trabalha o contexto político da época, aspecto predominante, que determinou diversos acontecimentos do filme.

2. Em que cena compreendeu o tema de fundo do filme?

As cenas que expõem o cenário político da época são caracterizadas por perseguições, mortes e torturas. A passagem mais memorável reflete a separação de Olga e Luís Carlos, marcada por violência e repressão, após serem detidos por militares brasileiros.

3. Qual o problema ou questão que foi tratada mais demoradamente?

Dois elementos foram trabalhados com mais riqueza durante o longa: a caça aos comunistas revolucionários, antagonistas da conjuntura política da qual estavam inseridos, e, mais específicamente, a perseguição à Olga, que reflete a selvageria do sistema, ao deportar Benário, mulher judia e grávida, para a Alemanha Nazista.

4. Os realizadores descreveram bem os protagonistas?

Sim. Considerando o tempo de duração da obra, os personagens foram bem desenvolvidos, e fiéis as personalidades

Ritmo e Montagem – Edição

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1. Qual a cena ou seqüência que mais chamou sua atenção ou lhe impactou? Porquê?

A cena mais impactante do longa envolve Olga e sua filha, Anita. Na passagem, Olga é forçada a entregar Anita para militares do regime, considerando o acordo que permitia a custódia da criança à mãe somente durante o período de amamentação - medida que, de acordo com seus defensores, existia para comprovar o regime nazista como “humanitário”. A cena é forte e marcante devido a tamanha crueldade vivenciada por Olga.

2. Houve algo no filme que te aborreceu? Em que parte do filme? Eram cenas de diálogo ou de ação?

Em sua maioria, cenas de ação que envolviam torturas, crueldades, e mortes por parte do governo brasileiro e alemão e suas posturas opressivas. Cenas desse perfil traziam sentimentos como tristeza, aflição e angústia.

3. Qual a cena/seqüência que não foi bem compreendida por você? Porquê?

A obra reflete a biografia de forma bem clara e consistente. Portanto, não foram identificadas cenas dificultosas, referente a interpretações.

1. O que é proposto pelo filme é aceitável ou não? Porquê?

Considerando o propósito de relembrar e celebrar a existência marcada pela coragem e determinação de Olga Benário, é possível afirmar que o que foi proposto pelo filme é, sim, aceitável.  

2. A quem se dirige, em sua opinião, o filme?

Para todos os públicos que se interessem pela história de Olga Benário. O filme retrata, de forma admirável, a resistência e perseverança de uma mulher, que, perante diversas tentativas, jamais renegou o que verdadeiramente acreditava. Olga é um símbolo revolucionário até os dias atuais, representando o que sempre lutou a favor.

Relação com a disciplina de História do Brasil

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1. Qual a contribuição do filme para sua compreensão da disciplina e do período estudado?

Partindo da concepção de memórias coletivas e subterrâneas,  os resgates ao passado, como feito nesta obra, são de extrema relevância para a compreensão de época, marcada pela opressão e silenciamento. As cartas escritas pelos personagens principais revelam a importância de documentos históricos, e a obra se compromete a manter o legado histórico de Benário eternizado.

2. Relacione as contribuições desse trabalho para sua formação.

“Olga” contribui para a compreensão visual e palpável do quão violentos e desumanos foram os regimes nazi-fascistas, e a existência da ditadura do Estado Novo, altamente influenciada pelo supracitados. É notável, durante as formações básicas, a dimensão do Holocausto, e a nocividade de suas ideologias e práticas, baseando-se na quantidade de relatos tortuosos e violentos descritos por sobreviventes do genocídio, e o número exacerbado de execuções e perseguições. Entretanto, compreendendo a existência real de Olga Benário, e que o roteiro biográfico é, de fato, apurado e verdadeiro, torna tangível a barbaridade vivenciada pelos perseguidos.