Ir para o conteúdo

Análise de Texto: "Memória, Esquecimento, Silêncio" - Brenno Cunha Pimentel

De Wikiversidade

Análise de texto: “Memória, Esquecimento, Silêncio” - Brenno Cunha Pimentel

Professor responsável: Paulo Eduardo Teixeira

ROTEIRO PARA ANÁLISE DE TEXTO

DISCENTE: Brenno Cunha Pimentel

TEXTO: Memória, Esquecimento, Silêncio.

EDIÇÃO: Revista Estudos Históricos, vol. 2, n.3, Ano de publicação: 1989

Autor: Michael Pollak  

ANÁLISE DO TEXTO

1. Identificação do autor.  

Michael Pollak é um autor austríaco, nascido no ano de 1948, que dedicou sua carreira acadêmica a compreensão de temas como identidade social, e memória. Seus trabalhos foram referência em áreas como sociologia da saúde e sociologia da memória também.

Ele estudou na universidade de Lins, e logo cedo teve um envolvimento político-intelectual que projetou sua carreira futura, e em um momento conturbado da época contribuiu como ativista estudantil e jornalista.

Pollak faleceu precocemente na França, no ano de 1992, vítima de AIDS.

2. Temáticas analisadas / problematizações destacadas

As temáticas analisadas no artigo abordam a relação entre memória, silenciamento e esquecimento, pois, segundo o autor, memória e esquecimento são construções seletivas. Partindo disso nos deparamos com as memórias de grupos periféricos, que são denominadas memórias subterrâneas, ponto principal no que discorre o texto depois.  

No que se diz respeito às problematizações destacadas, vemos que o autor enfatiza como as memórias subterrâneas muitas vezes são silenciadas por diversos fatores que deixa explícito no texto.

3. Momento histórico de produção (lugar do discurso)

O texto foi publicado no ano de 1989, na França. Nesse contexto, o país passava pela comemoração do Bicentenário da Revolução Francesa, a partir de uma perspectiva reflexiva e dividida. Nesse ano também ocorreu a queda do Muro de Berlim, com isso o mundo sentia as consequências de uma mudança repentina. E o artigo de Michael Pollak em uma época de efervescência histórica e de debates sobre identidade e memória se pôs muito pertinente para o momento.  

4. Temporalidades / sujeitos abordados / relação passado-presente

O texto aborda o período após o fim da segunda guerra mundial no ano de 1945, e como as memórias foram sendo construídas a partir dela, abordando diferentes sujeitos como as mulheres sobreviventes do campo de concentração, os alsacianos que foram recrutados a força para a guerra, e as vítimas do Stalinismo.

O texto estabelece uma relação de passado-presente muito concreta, a partir do ponto que as memórias hoje em dia, como também naquela época, por diversas razões ainda são apagadas e silenciadas.

5. Perspectiva de História expressa

A perspectiva de história expressa no texto é que as memórias não são particulares de contextos e eventos históricos, levando em conta que as memórias disputadas entre as oficiais e as subterrâneas, partem principalmente dos sujeitos da história, e como evidencia o texto muitas delas as vezes não eram nem disputadas por diversos motivos.

6. Metodologia utilizada

A metodologia que foi utilizada por Michael Pollak foi de análise qualitativa no que se diz respeito aos grupos e sujeitos oprimidos. Utilizando de técnicas como análises historiográficas e entrevistas. Após isso o autor se utiliza de ferramentas para produzir uma obra teórico-metodológica.

7. Tipo de pesquisa realizada

O autor envolve uma análise crítica de certa forma dinâmica entre memórias coletivas e memórias individuais, e para isso ele recorre ao uso de relatos pessoais, entrevistas e testemunhos (mesmo que, como dito no próprio texto, alguns desses relatos e testemunhos eram difíceis de serem coletados por conta dos mecanismos sociais que eram usados por exemplo, para silenciar os sujeitos). Com isso ele valoriza o processo de construção de memória e os depoimentos dos sobreviventes de modo que eles sejam os protagonistas da história.

8. Apreciação crítica sobre o texto

A análise produzida por Michael Pollak se pôs muito pertinente ao seu tempo e aos tempos atuais, pelo fato de analisar bem a construção das memórias a partir de pontos de vista diferentes, conseguindo com isso provar seu ponto de esquecimento e silenciamento dos sujeitos.

Data: 12/10/2025