Análise de texto “Historiografia da censura à imprensa brasileira: tradição, permanência e particularidades” - Ana Isabela Alonso Silva
ALUNA(O): Ana Isabela Alonso Silva (Matutino)
OBRA/TEXTO: Historiografia da censura à imprensa brasileira: tradição, permanência e particularidades
AUTOR(A): Guilherme Carvalho e João Figueira
EDIÇÃO: O artigo não teve sua publicação em revista.
ANO DE PUBLICAÇÃO: 2022
ANÁLISE DO TEXTO
1. Identificação do Autor(a), ou seja, qual a formação do autor, sua trajetória acadêmica e atuação política:
Guilherme Carvalho é pós-doutor em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, doutor pela UNESP e mestre em sociologia pela Universidade Federal do Paraná. Possui atuação profissional como jornalista sindical e ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná. Atualmente é docente do Centro Universitário Uninter e professor do programa de pós-graduação em Jornalismo na UEPG e em comunicação da UFMS. João Figueira possui doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de Coimbra, onde também é professor auxiliar da Faculdade de Letras e diretor do mestrado em jornalismo e comunicação. Faz parte do Centro de Estudos Interdisciplinares - CEIS20.
2. Temáticas analisadas ou problematizações destacadas pelo texto do autor:
Os autores analisam perspectivas acerca da censura à imprensa no Brasil, destacando como o controle estatal no jornalismo acompanha a história política do país, adaptando-se a cada momento histórico. Os jornalistas argumentam que esta censura não se trata de um fenômeno particular, e sim de uma prática estrutural que se manifesta desde o período colonial até a contemporaneidade, seja por meio de uma repressão direta ou mais “escondida” - como estratégias de descredibilização, que de maneira despercebida impactam a opinião pública. A tese portanto revela o contínuo uso dessas práticas pela imprensa contemporânea como mecanismo de censura e alinhamento político.
3. Momento histórico que foi produzido o texto (o lugar do discurso) do autor:
O artigo apresenta-se como um aprofundamento de uma das temáticas abordadas na pesquisa de pós-doutorado intitulada “Jornalismo alternativo ou alternativas ao jornalismo? Uma crítica ao culturalismo”, de 2019.
4. Temporalidades/Sujeitos Abordados/Relação Passado-Presente:
O texto percorre do período colonial até a contemporaneidade, com o governo Bolsonaro, analisando os agentes (Estado e igreja) e os atores da imprensa (jornalistas e veículos). A relação entre passado e presente constitui a centralidade analítica do artigo, evidenciando como mecanismos históricos de censura reproduzem continuamente práticas coloniais às formas contemporâneas de controle midiático
5. Perspectiva de História expressa pelo texto:
O presente artigo adota uma perspectiva mais crítica da história, enfatizando a censura como uma prática estrutural no Brasil, compreendendo a relação entre poder e imprensa como um processo histórico vastamente marcado por continuidades, na qual os mecanismos de censura se adaptam aos períodos históricos e políticos do país, operando sob uma lógica iniciada no período colonial que se perpetua até os dias de hoje.
6. Metodologia utilizada pelo autor(a):
Os autores utilizam da revisão bibliográfica como método central da construção da tese, analisando diferentes obras brasileiras e portuguesas para contextualizar a história da imprensa. A abordagem da tese segue o método historiográfico, separando a análise em períodos da história para um melhor entendimento da censura.
7. Tipo de pesquisa realizada – bibliográfica, documental, estatística, descritiva, etc... (ver notas explicativas):
Pesquisa bibliográfica e historiográfica, revisando fontes brasileiras e portuguesas para revisitar a relação de imprensa e censura no Brasil de forma panorâmica.
8. Apreciação crítica sobre o texto:
O texto é referencial para compreender tanto a relação do papel do historiador e do jornalista, quanto entender a forma que a imprensa e mídia se posicionam e operam na contemporaneidade da história política do Brasil.
Data: 01/10/25