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Analise de texto " O poder da polícia e o mundo da prisão na Era Vargas (1930- 1945)" - Estefany Nicole Ferreira dos Santos

De Wikiversidade

Disciplina: História do Brasil II

Responsável: Prof. Dr. Paulo Eduardo Teixeira

________ROTEIRO PARA ANÁLISE DE TEXTO______

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ALUNA(O): Estefany Nicole Ferreira dos Santos  

OBRA/TEXTO: O poder da polícia e o mundo da prisão na Era Vargas (1930-

1945)

AUTOR(A): Elizabeth Cancelli

EDIÇÃO: História & Perspectivas, Uberlândia (7)

ANO DE PUBLICAÇÃO: 1992

ANÁLISE DO TEXTO

  1. Identificação do Autor(a), ou seja, qual a formação do autor, sua trajetória acadêmica e atuação política:  

Elizabeth Cancelli é professora de História na Universidade de São Paulo, onde também atua como orientadora no Programa de História Social. Já lecionou na Universidade de Brasília, onde ocupou diversos cargos, incluindo presidente do Conselho Editorial da EDUnB e diretora do CEPPAC. Formou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1977) e concluiu mestrado e doutorado em História pela Universidade Estadual de Campinas. É livre-docente pela Universidade de São Paulo. Atualmente seu trabalho tem com ênfase a História do Brasil República e a História no pós-guerra. É autora dos vários livros, entre eles O Mundo da Violência: a polícia na Era Vargas; O Brasil e outros.

2.Temáticas analisadas ou problematizações destacadas pelo texto do autor:  

A principal temática analisada por Elizabeth Cancelli é a função política do sistema policial e prisional na Era Vargas, problematizando como o regime utilizou a repressão e tortura, utilizando o discurso de moralização para moldar uma sociedade conforme o ideal do “Homem Novo” e da “Nova Brasilidade”.  

3. Momento histórico que foi produzido o texto (o lugar do discurso) do autor:  

O texto foi produzido no contexto de redemocratização e renovação historiográfica do final dos anos 1980 e início dos 1990, quando intelectuais retornavam do exílio e a historiografia brasileira revisava criticamente o período Vargas, destacando seu caráter autoritário e repressivo em contraposição às interpretações modernizadoras anteriores.

4. Temporalidades/Sujeitos Abordados/Relação Passado-Presente:  

A obra de Elizabeth Cancelli analisa a Era Vargas (1930–1945), mostrando o sistema policial e prisional como instrumento de controle social e político. Os sujeitos abordados incluem presos comuns e políticos e os agentes do Estado, principalmente a polícia. A autora mostra como a violência, a arbitrariedade jurídica e a manipulação ideológica desse período deixaram legado na memória social e nas instituições brasileiras.

5.Perspectiva de História expressa pelo texto:  

O texto adota uma perspectiva histórica crítica, focada na análise das instituições e práticas do Estado durante a Era Vargas. A autora enfatiza o papel da polícia e do sistema prisional como instrumentos de controle político e social, mostrando como a repressão, a tortura e a violência moldaram a vida dos indivíduos, as estruturas institucionais e a memória coletiva. A obra também dialoga com a historiografia do período, revisitando relatos literários como “Memórias do Cárcere” de Graciliano Ramos, e busca compreender como mecanismos de dominação do passado influenciam a sociedade e as memorias sobre o período.

6. Metodologia utilizada pelo autor(a):  

A autora usou pesquisa documental em arquivos e relatórios policiais, análise de registros legais (como alvarás de soltura) e interpretação de relatos literários, como Memórias do Cárcere de Graciliano Ramos.

7. Tipo de pesquisa realizada – bibliográfica, documental, estatística, descritiva, etc... (ver notas explicativas):  

O tipo de pesquisa realizada é documental, ao analisar arquivos policiais e relatórios do sistema prisional, bibliográfica, ao estudar obras literárias e historiográficas relacionadas, e descritiva, ao detalhar as condições das prisões, as torturas, a atuação da polícia e os efeitos sociais e políticos da repressão durante a Era Vargas.

8. Apreciação crítica sobre o texto:  

O texto é importante por mostrar como o Estado, ao tentar construir a memória do Estado Novo, recorreu à repressão, censura e arbitrariedade, revelando as irregularidades e a violência institucional que marcaram o período

Data: 13/ 10/ 2025