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CCT-UFCA/Ciência da Computação/Teoria dos Grafos/Grafos:

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Definições fundamentais

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Definição: Um grafo não-orientado é um par , onde é um conjunto não vazio de elementos, chamados vértices e é um conjunto de pares de elementos de , chamados de arestas.

Exemplos:

Definição: Todo grafo admite uma representação no plano (um desenho), orientada como segue:

  • Para cada vértice , adicionamos um ponto ao plano.
  • Para cada aresta , adicionamos um segmento entre os pontos correspondentes a e no plano.

Definição: Dada uma aresta , podemos dizer que:

  • e são as extremidades ou extremos de .
  • e são adjacentes, vizinhos ou "se veem" através de .
  • é incidente em e em .

Definição: Duas arestas e são chamadas de arestas múltiplas ou paralelas se ambas possuem as mesmas extremidades. Além disso, uma aresta cujas extremidades são iguais, é chamada de laço.

Se é um grafo sem arestas múltiplas ou laços, então é dito um grafo simples.

Grafos especiais

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Definição: Um grafo simples é chamado de completo se existe uma aresta entre todos os pares de vértices. Denotamos o grafo completo com vértices por .

Analogamente, o grafo com é um grafo vazio.

(possui apenas um vértice e nenhuma aresta) é um grafo simples e completo, uma vez que não quebra a propriedade.

Definição: Um grafo é chamado de regular ou k-regular se .

Obs.: Se , dizemos que é cúbico.

Definição: Um grafo é chamado de bipartido se podemos particionar em dois conjuntos e tal que toda aresta de possui uma extremidade em e a outra em . Isso é equivalente ao problema de colorir vértices de um grafo com duas cores.

Definição: Um grafo é chamado multipartido ou k-partido, se podemos dividir o conjunto de vértices em conjuntos disjuntos, tal que cada aresta possui extremidades em conjuntos distintos.

Definição: Um grafo é dito bipartido completo é um grafo bipartido com partes e , tal que todo vértice de é adjacente a todo vértice de . Além disso, denotamos o grafo bipartido completo, onde e por . Analogamente, definimos o grafo multipartido completo, onde   é particionado em conjuntos , onde . Definimos tal grafo como .

Definição: Seja um grafo. O grafo complementar de G, denotado por , é o grafo que possui o mesmo conjunto de vértices , mas no qual dois vértices distintos estão ligados por uma aresta em G̅ se, e somente se, não estiverem ligados por uma aresta em .

Vizinhança, grau e distância

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Definição: Seja um vértice de . Definimos um conjunto de vizinhos de como a vizinhança de , denotada por .

Definição: Dado um vértice , definimos o grau de como o número de arestas que incidem a em . Além disso, cada aresta múltipla incide exatamente uma vez em e cada laço incide exatamente duas vezes em sua extremidade. Denotamos o grau de em por .

Definição: Dados dois vértices e em , a distância entre e em é o comprimento mínimo de qualquer caminho entre e em ou o comprimento do caminho mínimo entre e em . O conceito formal de caminho será apresentado em outra seção, mas o leitor pode interpretar a distância como o número mínimo de arestas que precisam ser percorridas para ir de até em .

Além disso, denotamos a distância entre e por .

Definição: Dado um grafo e uma sequência dos vértices de , definimos a sequência de graus de sobre como a ordem . Vale ainda ressaltar as seguintes observações:

  • A distância de um vértice a ele próprio é 0, isto é, , para todo vértice . Além disso, se não existem caminhos entre e em , então .
  • O grau mínimo e o grau máximo de um grafo são os valores mínimo e máximo de graus dentre os graus de vértices em , e denotamos, respectivamente, por e .

Teoremas relacionados

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Teorema 1: Para todo grafo , sendo temos que: .

Prova: Para cada aresta incidente a em , temos que é a contada duas vezes no somatório: uma vez em e outra vez em . Além disso, temos que se é um laço, então a mesma é contada duplamente em . Logo, todas as arestas são contadas exatamente duas vezes no somatório e o resultado vale.


Corolário: Para todo grafo , temos que o número de vértices de grau ímpar de é par.

Prova: Sejam e os conjuntos de vértices de com graus ímpar e par, respectivamente. Podemos ver que: e, além disso, , isto é, e formam uma partição de . Assim, podemos escrever:

Sabemos, do teorema citado, que , isto é, é par. Além disso, pela equação acima, é possível deduzir que, como é par, temos que deve ser par, o que implica que o é par.