Coletivo Açu/Ciclos Formativos
Aparência
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2025
[editar | editar código]Ciclo Formativo II (Abril–Junho 2025)
[editar | editar código]Abril: "Escala 6x1 e Trabalho"
[editar | editar código]Objetivos:
- Refletir sobre a relação entre gênero e trabalho na pauta sobre a Escala 6x1.
- Fundamentar teoricamente as ações para os atos do dia 26/04 e 01/05.
- Quais são as especificidades para se pensar o Dia do Trabalhador no Alto Vale do Itajaí?
Atividades planejadas:
- Leitura coletiva (via grupo focal): Como Não Pular a Classe: Reprodução Social da Força de Trabalho e Classe Trabalhadora Global, de Tithi Bhattacharya (publicado originalmente em 2015).
- Organização de um ato no dia 26 de abril, com demais organizações.
Maio–Junho: "Memória, Justiça e Verdade"
[editar | editar código]Objetivos:
- Debater sobre a memória da ditadura na região
- Debater sobre a memória do nazi-fascismo e do integralismo na região
Atividades pensadas:
- Cine-Clubes com debate acerca de temas relacionados (exibição de Ainda Estou Aqui e documentários como "Anauê! O Integralismo e o nazismo na região de Blumenau", de Zeca Pires)
Ciclo Formativo I (Janeiro–Março 2025)
[editar | editar código]Tema: "Problemáticas Ambientais e suas Relações nas Cadeias Produtivas no Alto Vale do Itajaí"
Avaliação:
- Não houve discussões coletivas ou estudos organizados sobre o tema planejado.
- Participação individual de militantes em eventos nacionais:
- Acampamento Terra Livre
- V Conferência Nacional do Meio Ambiente (etapas estadual e nacional)
Lições: Necessidade de maior estruturação metodológica e compromisso coletivo para os próximos ciclos.
2024
[editar | editar código]Ciclo Formativo I (2024)
[editar | editar código]Período: Maio–Dezembro 2024 Tema: Gênero, Colonialismo e Estratégias Revolucionárias
Debates Principais
[editar | editar código]25 de junho de 2024: Gênero e Colonialismo
[editar | editar código]1. Bell Hooks e Violência de Gênero
- Ligações entre colonialismo e violência de gênero: Discutiu-se como padrões binários de gênero (e.g., "mulher = sem pelos") são reforçados por estruturas coloniais, especialmente contra pessoas LGBTQIA+.
- Crítica ao feminismo liberal: Contrastou-se a visão de bell hooks sobre a família como espaço potencialmente positivo com as críticas ao feminismo branco, que historicamente ignorou interseccionalidades.
- Exemplo político: Analisou-se a performatividade de gênero através de um caso recente na política brasileira, refletindo sobre como discursos públicos reforçam ou desafiam normas.
2. Alexandra Kollontai e Amor Livre
- Amor romântico como contradição: Debateu-se seu papel revolucionário versus sua perpetuação de opressões em relações heteronormativas.
- Contexto histórico da maternidade: Explorou-se como práticas como casamento tardio funcionavam como anticoncepcionais, desnaturalizando narrativas contemporâneas sobre família.
- Jornada dupla e modelos alternativos: Refletiu-se sobre a sobrecarga feminina no trabalho doméstico e propostas como creches públicas e arranjos comunitários de cuidado.
13 de junho de 2024: Estratégias Revolucionárias
[editar | editar código]1. Lênin – "Por Onde Começar?"
- Estratégia vs. tática: Debateu-se a necessidade de planejamento de longo prazo aliado a táticas flexíveis, adaptáveis a contextos de "maré baixa" nas lutas sociais.
- Organização vs. espontaneidade: Criticou-se a dependência de movimentos espontâneos, defendendo estruturas coletivas para sustentar transformações radicais.
2. Francisco Martins Rodrigues – Ação em Tempos de Maré Baixa
- Armadilhas do reformismo: Alertou-se sobre riscos como burocratização, foco excessivo em classes médias e dependência de instituições burguesas.
- Integração de lutas: Defendeu-se a conexão entre estratégias revolucionárias e combate a opressões de gênero/raça, citando teóricas como bell hooks.