Determinismo, liberdade e responsabilidade moral: Abertura como condição da responsabilidade moral

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A ação considerada correta costuma ser considerada como o resultado da escolha do certo em detrimento do errado. A possibilidade de tal escolha costuma ser tratada como a condição para a responsabilização do agente. É porque está aberto a uma ou outra escolha/ação que o indivíduo é considerado responsável pelo que escolhe ou faz.

Levando em conta as disposições de um indivíduo a raciocinar, seu conjunto de crenças e suas ações, sua abertura pode ser caracterizada da seguinte maneira:

  1. Dadas suas crenças atuais, ele poderia ter agido de outra forma.
  2. Dadas suas disposições cognitivas atuais, ele poderia ter formado outro conjunto de crenças;
  3. Dadas suas disposições cognitivas atuais, ele poderia ter raciocinado de outra forma;
  4. Ele poderia estar disposto a raciocinar de maneira diferente da atual.

De acordo com (1) o indivíduo é moralmente responsável porque suas ações não são determinadas pelas suas crenças atuais. Dado seu conjunto atual de crenças, ele ainda assim está aberto a mais de uma linha de ação. De acordo com (2) o indivíduo é moralmente responsável por suas crenças porque dadas suas disposições cognitivas atuais, ainda assim ele está aberto a formar outro conjunto de crenças. De acordo com (3) o indivíduo é moralmente responsável por seus raciocínios, pois dadas suas disposições cognitivas atuais ele ainda está aberto a outros raciocínios. De acordo com (4), o indivíduo está aberto a outra disposição cognitiva distinta da sua disposição atual.

Leitura[editar | editar código-fonte]

  1. Cohen, Daniel. "Openness, Accidentality and Responsibility." Philosophical Studies 127 (2006): 581–97.