Discussão:Educação em Ciências e Matemática;
Adicionar tópicoArtigo 1: Uma revisão sistemática sobre a aprendizagem baseada em problemas no ensino de Ciências
[editar código]Título: Uma revisão sistemática sobre a aprendizagem baseada em problemas no ensino de Ciências
Autores: Judimar Teixeira da Silva, Ivoneide Mendes da Silva
Ano de Publicação: 2020
Fonte: Pesquisa e Ensino, Barreiras (BA), Brasil, v. 1, e202021, p. 1-29, 2020
DOI: 10.37853/pqe.e202021
O artigo intitulado "Uma revisão sistemática sobre a aprendizagem baseada em problemas no ensino de Ciências" de Judimar Teixeira da Silva e Ivoneide Mendes da Silva, publicado na Pesquisa e Ensino, propõe uma análise da aplicação da metodologia de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) no ensino de Ciências, em especial na educação básica. O objetivo principal foi construir uma revisão sistemática para identificar o estado da arte do uso da metodologia PBL no processo de ensino e aprendizagem, destacando suas potencialidades e desafios. A revisão abrange o período de 2008 a 2018, analisando artigos científicos, teses e dissertações publicadas em eventos e revistas acadêmicas.
A metodologia adotada pelos autores foi uma revisão sistemática, dividida em três etapas: a busca eletrônica de artigos em bases de dados e eventos da área de educação, a seleção e identificação dos artigos elegíveis e, por fim, a extração dos dados relevantes para análise. Foram utilizados termos como "Problem Based Learning" e "Aprendizagem baseada em problemas" nas buscas. No total, 32 produções acadêmicas foram analisadas, sendo 12 artigos de eventos, 16 dissertações, 1 tese e 3 artigos de revistas. Os critérios de seleção incluíram a relevância dos trabalhos para a educação básica e sua aplicabilidade ao ensino de Ciências.
Os resultados destacam o potencial da metodologia PBL para a construção de conceitos científicos, sendo especialmente eficaz para motivar os estudantes e desenvolver habilidades cognitivas e colaborativas. Contudo, os autores identificam que, quando aplicada à formação de professores, a PBL ainda é majoritariamente utilizada em cursos de curta duração nas universidades. Além disso, a aplicação da PBL na educação básica ainda é incipiente no Brasil, sendo a educação superior o principal foco das pesquisas.
As conclusões sugerem que a PBL é uma metodologia promissora para o ensino de Ciências, com potencial para transformar o paradigma tradicional de ensino e fomentar uma aprendizagem mais ativa e significativa. No entanto, os autores destacam a necessidade de mais pesquisas e práticas pedagógicas que incorporem a PBL de forma sistemática no currículo das escolas de educação básica. Além disso, reforçam a importância da formação continuada dos professores para que possam aplicar a metodologia de maneira eficaz. A revisão revela ainda que a infraestrutura escolar e a formação docente são alguns dos principais desafios para a implementação ampla da PBL nas escolas brasileiras.
Entre as limitações do estudo, os autores apontam a predominância de artigos voltados para a educação superior, o que limita a compreensão da aplicação da PBL na educação básica. Além disso, a revisão identificou poucas produções acadêmicas focadas na formação de professores para a aplicação da PBL, indicando a necessidade de mais estudos nesse campo. A pesquisa contribui para o campo da educação ao mapear as tendências e desafios do uso da PBL no ensino de Ciências, abrindo caminhos para novas investigações sobre a implementação dessa metodologia nas escolas. Sidney Soares Filho (discussão) 18h26min de 15 de novembro de 2024 (UTC)
Artigo 2: Saberes docentes em estudos acadêmicos relacionados à história da matemática nos últimos cinco anos
[editar código]Título: Saberes docentes em estudos acadêmicos relacionados à história da matemática nos últimos cinco anos
Autores: Ana Carolina Costa Pereira, Verusca Batista Alves, Antonia Naiara de Sousa Batista, Francisco Wagner Soares Oliveira
Ano de Publicação: 2020
Fonte: Research, Society and Development, v. 9, n. 3, e104932429, 2020
DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i3.2429
O artigo intitulado "Saberes docentes em estudos acadêmicos relacionados à história da matemática nos últimos cinco anos" (Ana Carolina Costa Pereira, Verusca Batista Alves, Antonia Naiara de Sousa Batista, Francisco Wagner Soares Oliveira, 2020), publicado na Research, Society and Development, aborda o papel da história da matemática na formação de professores e investiga como esse tema foi tratado em pesquisas acadêmicas nos últimos cinco anos. O estudo foca em como os saberes docentes são articulados com a história da matemática na formação de professores de matemática, destacando a relevância da teoria na prática pedagógica.
O objetivo principal do estudo foi realizar uma revisão sistemática de pesquisas acadêmicas que abordam a formação de professores, vinculando-a à história da matemática, com base nos saberes docentes propostos por teóricos como Shulman e Tardif. A hipótese inicial propõe que a história da matemática, quando aliada aos saberes docentes, pode enriquecer a formação de professores e a prática pedagógica no ensino de matemática.
A metodologia utilizada foi uma revisão sistemática de literatura. Foram analisadas 21 dissertações e teses que tratavam sobre a relação entre a formação de professores e a história da matemática, defendidas entre 2015 e 2019. A coleta de dados foi feita por meio de buscas na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), utilizando as palavras-chave “formação de professores” e “história da matemática”. Foram analisados tanto os resumos e palavras-chave quanto o conteúdo integral dos trabalhos selecionados. Como instrumentos de análise, foram utilizadas as teorias de saberes docentes propostas por Shulman e Tardif.
Os resultados indicam que, apesar de a história da matemática ser reconhecida como um recurso valioso na formação de professores, há uma lacuna no uso efetivo dos saberes docentes nessas pesquisas. A maioria dos estudos revisados menciona a importância de se conhecer o conteúdo histórico e matemático, mas poucos fazem uma articulação profunda entre esse conhecimento e os saberes necessários à prática docente. Os resultados também mostram que, embora o interesse pela história da matemática tenha aumentado, há poucas pesquisas que utilizam essa perspectiva como parte fundamental na formação inicial de professores.
Em conclusão, o artigo aponta que a história da matemática tem grande potencial para enriquecer a formação docente, especialmente ao permitir que os professores compreendam melhor o conteúdo que ensinam. No entanto, os autores sugerem que é necessário integrar de forma mais sistemática os saberes docentes com o estudo da história da matemática nos currículos de formação de professores. Eles também recomendam que futuras pesquisas aprofundem essa articulação, proporcionando uma formação mais completa e reflexiva para os professores.
As limitações do estudo incluem a dificuldade de acesso a algumas dissertações e teses, além da concentração de trabalhos em um número restrito de universidades. A pesquisa também aponta para a necessidade de mais estudos empíricos que explorem como a história da matemática pode ser aplicada na prática pedagógica diária dos professores.
A relevância do estudo está em sua contribuição para o campo da formação de professores, ao destacar a importância da história da matemática como uma ferramenta para melhorar a prática pedagógica. O artigo sugere que uma abordagem mais integrada entre teoria e prática, incluindo a aplicação dos saberes docentes, pode resultar em uma formação mais robusta e eficaz para os futuros professores de matemática. Sidney Soares Filho (discussão) 18h26min de 15 de novembro de 2024 (UTC)
Artigo 3: Ensino de Ciências na educação infantil: uma revisão sistemática em periódicos, teses e dissertações da área de ensino
[editar código]Título: Ensino de Ciências na educação infantil: uma revisão sistemática em periódicos, teses e dissertações da área de ensino
Autores: Julio Cesar Souza da Silva, Lucken Bueno Lucas, Daniel Trevisan Sanzovo
Ano de Publicação: 2020
Fonte: Research, Society and Development, v. 9, n. 5, e81953142, 2020
DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i5.3142
O artigo intitulado "Ensino de Ciências na educação infantil: uma revisão sistemática em periódicos, teses e dissertações da área de ensino" foi escrito por Julio Cesar Souza da Silva, Lucken Bueno Lucas, e Daniel Trevisan Sanzovo e publicado na Revista Research, Society and Development em 2020. Este estudo tem como objetivo revisar sistematicamente as publicações sobre o ensino de Ciências na educação infantil e examinar a formação de professores para esse nível de ensino. O artigo analisa como o ensino de Ciências tem sido tratado em artigos, teses e dissertações publicadas entre 1996 e 2019, com um enfoque especial na formação de professores.
A metodologia utilizada foi a revisão sistemática de literatura, baseada no protocolo de Kitchenham (2004). Foram analisados artigos de periódicos listados no WebQualis da Plataforma Sucupira/CAPES e teses e dissertações disponíveis na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). A amostra inicial foi de 3.840 trabalhos, dos quais apenas 45 tratavam da temática específica do ensino de Ciências na educação infantil, e apenas 12 desses abordavam diretamente a formação de professores para esse fim.
Os resultados da pesquisa indicam uma escassez de publicações que tratam do ensino de Ciências na educação infantil, especialmente no que diz respeito à formação de professores. Os autores identificaram que, embora o interesse pela temática tenha aumentado nos últimos anos, há uma carência significativa de estudos e propostas formativas voltadas para capacitar os docentes a ensinar Ciências nessa faixa etária. Os poucos trabalhos encontrados concentram-se em metodologias pedagógicas específicas, como a educação ambiental e a educação nutricional, mas há pouca abordagem sobre a implementação prática do ensino de Ciências de forma integrada ao currículo da educação infantil.
Entre os principais desafios destacados pelo artigo está a falta de formação adequada dos professores para o ensino de Ciências na educação infantil. Os autores destacam que a formação inicial dos docentes muitas vezes não inclui uma preparação sólida para lidar com os conteúdos de Ciências, o que resulta em práticas superficiais ou mal fundamentadas em sala de aula. Além disso, muitos professores se sentem inseguros para ensinar esses conteúdos, o que reforça a necessidade de uma formação continuada mais robusta.
Em conclusão, o estudo sugere que, para melhorar o ensino de Ciências na educação infantil, é necessário desenvolver programas de formação continuada específicos para os professores dessa área, bem como incentivar mais pesquisas sobre a temática. A revisão sistemática aponta para uma lacuna significativa na literatura acadêmica e sugere que há muito a ser feito para garantir que os professores estejam preparados para ensinar Ciências de maneira eficaz desde os primeiros anos de escolaridade.
Este artigo destaca a importância da alfabetização científica desde cedo, mas reconhece que a implementação prática desse ideal ainda enfrenta muitos desafios, principalmente devido à falta de preparo adequado dos professores e à escassez de recursos disponíveis nas escolas. Sidney Soares Filho (discussão) 18h27min de 15 de novembro de 2024 (UTC)
Artigo 4: O ensino de Química e as TDIC: uma revisão sistemática de literatura e uma proposta de webquest para o ensino de Ligações Químicas
[editar código]Título: O ensino de Química e as TDIC: uma revisão sistemática de literatura e uma proposta de webquest para o ensino de Ligações Químicas
Autores: Beatriz Haas Delamuta, Natany Dayani de Souza Assai, Sidney Lopes Sanchez Júnior
Ano de Publicação: 2020
Fonte: Research, Society and Development, v. 9, n. 9, e149996839, 2020
DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i9.6839
O artigo intitulado "O ensino de Química e as TDIC: uma revisão sistemática de literatura e uma proposta de WebQuest para o ensino de Ligações Químicas", escrito por Beatriz Haas Delamuta, Natany Dayani de Souza Assai, e Sidney Lopes Sanchez Júnior, publicado na revista Research, Society and Development em 2020, tem como objetivo mapear as produções sobre o uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) no ensino de Química, com foco em Ligações Químicas, e propor uma WebQuest para o ensino desse conteúdo.
A metodologia utilizada foi uma Revisão Sistemática de Literatura (RSL), investigando produções de 2008 a 2018 em 56 periódicos nacionais com classificação Qualis A1, A2 e B1. A RSL permitiu mapear a utilização de recursos tecnológicos no ensino de Química, com ênfase em softwares, mídias e plataformas interativas. A pesquisa também identificou que, dentre os artigos analisados, dez abordavam a formação de professores, com sete focando na formação continuada. No entanto, apenas um artigo tratou diretamente do ensino de Ligações Químicas, evidenciando uma lacuna no tratamento desse conteúdo específico.
Os resultados mostram que os recursos mais mencionados foram softwares, seguidos de mídias e plataformas interativas. Embora os recursos tecnológicos ajudem a contextualizar conteúdos abstratos da Química, como as ligações químicas, ainda há uma escassez de artigos que abordem o uso dessas tecnologias de forma integrada ao ensino desse conteúdo específico. A proposta de WebQuest desenvolvida no artigo busca suprir essa lacuna, oferecendo um tutorial que orienta professores a utilizarem esse recurso pedagógico para mediar o ensino de Ligações Químicas.
Entre os principais desafios identificados na literatura está a falta de familiaridade dos professores com as tecnologias, o que limita sua integração nas aulas. Além disso, a pesquisa revela que a formação de professores, especialmente em relação às tecnologias digitais, precisa ser ampliada, com foco na formação continuada para que os professores estejam capacitados a usar ferramentas como a WebQuest de maneira eficaz.
Em conclusão, o estudo destaca a importância das TDIC para o ensino de conteúdos complexos como as Ligações Químicas e propõe a WebQuest como uma solução inovadora e interativa. No entanto, é necessário investir mais em pesquisas e formações que integrem essas tecnologias às práticas pedagógicas diárias dos professores, especialmente no que diz respeito à Química. Sidney Soares Filho (discussão) 18h27min de 15 de novembro de 2024 (UTC)
Artigo 5: Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC), formação de professores e conteúdos de Zoologia: um mapeamento em publicações nacionais no âmbito do Ensino de Ciências
[editar código]Título: Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC), formação de professores e conteúdos de Zoologia: um mapeamento em publicações nacionais no âmbito do Ensino de Ciências
Autores: Gisele Carvalho de Siqueira, Hilda Helena Sovierzoski, Lucken Bueno Lucas, João Coelho Neto
Ano de Publicação: 2020
Fonte: Research, Society and Development, v. 9, n. 7, e617974496, 2020
DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i7.4496
O artigo intitulado "Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC), formação de professores e conteúdos de Zoologia: um mapeamento em publicações nacionais no âmbito do Ensino de Ciências", escrito por Gisele Carvalho de Siqueira, Hilda Helena Sovierzoski, Lucken Bueno Lucas e João Coelho Neto, e publicado na Research, Society and Development em 2020, tem como objetivo investigar a relação entre as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), o ensino de Zoologia e a formação de professores no Brasil. A pesquisa se concentra em mapear publicações nacionais que articulam esses três enfoques no contexto do ensino de Ciências.
A metodologia utilizada foi a Revisão Sistemática de Literatura (RSL), com a busca por artigos, teses, dissertações e trabalhos completos publicados em anais de eventos entre 2009 e 2019. Foram investigados 24.170 produções, das quais apenas 0,070% abordaram parcialmente os temas de interesse, e nenhuma articulação completa entre as três perspectivas. Os autores organizaram os resultados em quadros, categorizando as publicações conforme a relevância para os temas pesquisados.
Os resultados indicam que há uma carência significativa de estudos que integrem as TDIC ao ensino de Zoologia e à formação de professores. Os poucos trabalhos encontrados exploram o uso de ferramentas digitais no ensino de invertebrados marinhos e indicam a necessidade de desenvolver materiais didáticos e propostas formativas que promovam o uso eficaz das TDIC no ensino de Ciências, especialmente no campo da Zoologia.
Entre os principais desafios apontados no artigo estão a falta de recursos tecnológicos nas escolas, a dificuldade dos professores em integrar as TDIC às práticas pedagógicas e a necessidade de uma formação continuada que prepare melhor os docentes para o uso dessas tecnologias em sala de aula. Os autores destacam que as TDIC têm o potencial de aproximar conteúdos como Zoologia dos estudantes, especialmente em áreas distantes de regiões litorâneas, facilitando a compreensão de temas como invertebrados marinhos.
Em conclusão, o artigo ressalta a importância de fomentar mais pesquisas e investimentos no desenvolvimento de propostas pedagógicas que integrem as TDIC ao ensino de Ciências, com foco na formação de professores. O estudo sugere que políticas públicas e ações educacionais devem ser implementadas para garantir que os docentes tenham acesso a uma formação contínua e recursos tecnológicos adequados para promover o uso eficiente dessas ferramentas no ensino de Zoologia.
O trabalho também destaca a lacuna existente na literatura científica brasileira sobre a articulação completa entre TDIC, ensino de Zoologia e formação de professores, sugerindo que essa área constitui um campo fértil para futuras pesquisas e inovações no ensino de Ciências. Sidney Soares Filho (discussão) 18h28min de 15 de novembro de 2024 (UTC)
Artigo 6: Ciências nos anos finais do Ensino Fundamental: uma revisão sistemática de literatura
[editar código]Título: Ciências nos anos finais do Ensino Fundamental: uma revisão sistemática de literatura
Autores: Jaírla Bianca Aires Praciano, Raphael Alves Feitosa
Ano de Publicação: 2020
Fonte: Research, Society and Development, v. 9, n. 6, e121963489, 2020
DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i6.3489
O artigo intitulado "Ciências nos anos finais do Ensino Fundamental: uma revisão sistemática de literatura", escrito por Jaírla Bianca Aires Praciano e Raphael Alves Feitosa, publicado na Revista Research, Society and Development em 2020, apresenta uma revisão sistemática sobre o ensino de Ciências nos anos finais do Ensino Fundamental, com foco no 9º ano, e a formação de professores de Ciências. O estudo visa identificar as contribuições de pesquisas publicadas entre 2015 e 2019, com base em uma análise dos trabalhos disponíveis no Portal de Periódicos da CAPES.
A metodologia utilizada foi uma Revisão Sistemática de Literatura (RSL), uma técnica que consiste em agrupar, analisar criticamente e sintetizar os resultados obtidos em diversos estudos primários. A busca pelos estudos foi realizada no Portal CAPES utilizando os descritores "Ciências no 9º ano", "Ensino de Ciências" e "Formação de professores de Ciências". Após a aplicação de critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 10 estudos para análise detalhada. A técnica de Análise de Conteúdo, conforme proposto por Silva e Fossá (2015), foi utilizada para interpretar e sintetizar os dados encontrados.
Os resultados mostraram uma ausência de pesquisas focadas no ensino de Ciências no 9º ano das séries finais, com apenas um trabalho encontrado, que foi excluído por não atender aos objetivos do estudo. O levantamento também revelou que a maioria dos trabalhos analisados se concentram no ensino de Ciências de maneira geral e na formação de professores de Ciências, com foco na implementação de metodologias pedagógicas inovadoras, como a Resolução de Problemas e o uso de atividades experimentais.
Um ponto importante discutido é a formação inicial e continuada dos professores de Ciências. A pesquisa revela uma lacuna significativa na formação específica para o ensino de Ciências nos anos finais do Ensino Fundamental, com muitos professores tendo sua formação em disciplinas como Biologia, Química ou Física, sem uma formação integrada em Ciências Naturais. Além disso, foi identificado que a formação continuada, quando oferecida, contribui significativamente para a melhoria das práticas docentes, especialmente quando são utilizados métodos como a Resolução de Problemas.
Os desafios apontados incluem a falta de laboratórios de Ciências nas escolas e a carência de formação adequada para os professores, o que prejudica a implementação de atividades experimentais. Os autores também destacam a necessidade de maior valorização do professor de Ciências, com melhorias nas condições de trabalho e remuneração.
Em conclusão, o artigo reforça a necessidade de novas pesquisas focadas no ensino de Ciências nos anos finais do Ensino Fundamental, especialmente no 9º ano, e sugere que a formação de professores de Ciências deve ser reestruturada para incluir uma abordagem mais integrada e contextualizada, capaz de preparar os docentes para lidar com os desafios da educação contemporânea. Sidney Soares Filho (discussão) 18h28min de 15 de novembro de 2024 (UTC)
Artigo 7: Estudo sobre a tríade Educação Ambiental, Ensino de Biologia e Formação de Professores: uma revisão sistemática de literatura
[editar código]Título: Estudo sobre a tríade Educação Ambiental, Ensino de Biologia e Formação de Professores: uma revisão sistemática de literatura
Autores: Marcos Venicius Nunes, Raphael Alves Feitosa
Ano de Publicação: 2022
Fonte: Educitec - Revista de Estudos e Pesquisas sobre Ensino Tecnológico, v. 8, e173422, 2022
DOI: Não informado
O artigo intitulado "Estudo sobre a tríade Educação Ambiental, Ensino de Biologia e Formação de Professores: uma revisão sistemática de literatura", de autoria de Marcos Venicius Nunes e Raphael Alves Feitosa, publicado na revista Educitec em 2022, analisa as intersecções entre três grandes áreas: Educação Ambiental (EA), Ensino de Biologia e Formação de Professores, por meio de uma revisão sistemática da literatura. O objetivo principal da pesquisa é mapear as publicações relacionadas à inserção da Educação Ambiental na formação de professores de Biologia e compreender como essa temática vem sendo abordada nas últimas décadas.
A metodologia do estudo é baseada na Revisão Sistemática de Literatura (RSL), um método rigoroso que visa sintetizar as evidências científicas sobre um tema específico. Foram analisados artigos acadêmicos disponíveis no Portal de Periódicos da CAPES, publicados entre 2010 e 2020, a fim de identificar as abordagens metodológicas, os resultados e as lacunas nas pesquisas sobre a tríade investigada. Ao todo, foram selecionados 10 artigos que abordavam diretamente a questão, os quais foram lidos integralmente e discutidos no artigo.
Os resultados obtidos indicam que a temática da Educação Ambiental tem sido abordada, embora de maneira pontual, durante a formação de professores de Biologia. Os autores ressaltam que, embora algumas universidades ofereçam disciplinas optativas ou atividades de extensão voltadas para a Educação Ambiental, essa temática ainda é tratada de forma fragmentada e descontextualizada. A maior parte dos estudos revisados indica que a Educação Ambiental é inserida por meio de disciplinas isoladas, muitas vezes sem articulação com o currículo principal dos cursos de Licenciatura em Biologia. Isso leva a uma abordagem limitada, com pouca integração entre a teoria e a prática docente.
Outro ponto importante discutido no artigo é a importância da interdisciplinaridade no ensino de Educação Ambiental. Embora os estudos revisados apontem para a necessidade de uma abordagem interdisciplinar, que conecte as diversas áreas do conhecimento com a temática ambiental, essa integração ainda é escassa nas práticas de formação de professores. A maioria das disciplinas focadas em Educação Ambiental está concentrada nas áreas de Ecologia e Ciências Biológicas, enquanto outras disciplinas, como Física, Química e Geografia, tendem a abordar o tema de forma superficial.
Em termos de limitações, o estudo destaca que a maioria das publicações revisadas não traz uma discussão profunda sobre a inserção da Educação Ambiental na formação continuada de professores. A formação inicial é o foco predominante, o que deixa uma lacuna importante em relação à formação continuada e ao desenvolvimento profissional ao longo da carreira docente.
O artigo conclui que, embora a Educação Ambiental tenha ganhado espaço nos currículos de formação de professores de Biologia, ainda há muito a ser feito para garantir que essa formação seja realmente eficaz e integrada. É necessária uma maior articulação entre a teoria e a prática, bem como uma abordagem mais interdisciplinar que envolva diferentes áreas do conhecimento. Os autores sugerem que futuras pesquisas devem se concentrar em desenvolver estratégias para a inserção mais efetiva da Educação Ambiental no currículo de formação de professores, além de promover uma maior integração entre as disciplinas e atividades práticas.
Essa pesquisa contribui para a área de Educação Ambiental ao fornecer uma visão crítica sobre como essa temática vem sendo tratada no contexto da formação de professores de Biologia, destacando a necessidade de avanços tanto na formação inicial quanto na continuada. Sidney Soares Filho (discussão) 18h30min de 15 de novembro de 2024 (UTC)
Artigo 8: Educação em Ciências e Matemática no Brasil: uma Revisão Sistemática de 25 Anos de Pesquisa (1994–2018)
[editar código]Título: Educação em Ciências e Matemática no Brasil: uma Revisão Sistemática de 25 Anos de Pesquisa (1994–2018)
Autores: Samuel Molina Schnorr, Maurício Pietrocola
Ano de Publicação: 2022
Fonte: Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, v. 22, e37242, 2022
DOI: http://dx.doi.org/10.28976/1984-2686rbpec2022u713742
O artigo intitulado "Educação em Ciências e Matemática no Brasil: uma Revisão Sistemática de 25 Anos de Pesquisa (1994-2018)", escrito por Samuel Molina Schnorr e Maurício Pietrocola, foi publicado na Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências. A pesquisa foca em analisar a produção científica em educação científica e matemática no Brasil ao longo de 25 anos. A metodologia utilizada foi uma revisão sistemática de literatura, com a análise de 10 periódicos nacionais de alto impacto. O artigo busca traçar um panorama abrangente da pesquisa nessa área e compreender as tendências de publicação.
Os resultados indicam que, entre 1994 e 2018, foram publicados 3.014 artigos de produção nacional e 584 de produção estrangeira, sendo que a maior parte das publicações nacionais está concentrada em universidades públicas do sudeste do Brasil. As áreas mais pesquisadas incluem formação de professores, ensino e aprendizagem, e livro didático, além de uma atenção significativa à educação ambiental. A pesquisa empírica foi o tipo de estudo mais comum, seguido por ensaios teóricos e relatos de experiência.
Uma das limitações do estudo foi a exclusão de periódicos de menor impacto e publicações que não abordavam diretamente a educação científica e matemática, o que pode ter limitado a abrangência das conclusões. No entanto, o artigo fornece uma contribuição valiosa ao mapear as áreas de maior produção e os desafios enfrentados na pesquisa em educação científica e matemática.
Em conclusão, o estudo aponta que a pesquisa nessa área no Brasil ainda é predominantemente conduzida por homens, com concentração em universidades públicas do sudeste, especialmente em São Paulo. Apesar do crescimento da produção científica, ainda há desafios relacionados à diversidade de temas e à inclusão de novas perspectivas e abordagens metodológicas. Sidney Soares Filho (discussão) 18h30min de 15 de novembro de 2024 (UTC)
Artigo 9: Matemática na Educação de Jovens e Adultos: análise da produção científica do período 2004-2015
[editar código]Título: Matemática na Educação de Jovens e Adultos: análise da produção científica do período 2004-2015
Autores: Giane Correia Silva, Mary Ângela Teixeira Brandalise
Ano de Publicação: 2016
Fonte: Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, v. 9, n. 1, p. 202-227, jan./abr. 2016
DOI: https://periodicos.utfpr.edu.br/rbect
O artigo "Matemática na Educação de Jovens e Adultos: análise da produção científica do período 2004-2015", de autoria de Giane Correia Silva e Mary Ângela Teixeira Brandalise, publicado na Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, busca mapear e analisar a produção acadêmica relacionada ao ensino de Matemática na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil, ao longo de um período de 11 anos. A pesquisa apresenta uma visão abrangente dos desafios e avanços na área, destacando as principais temáticas, tendências e lacunas presentes nas pesquisas acadêmicas.
A metodologia utilizada foi uma revisão sistemática de literatura, na qual os autores examinaram 68 produções acadêmicas, sendo 65 dissertações de mestrado e 3 teses de doutorado, defendidas em universidades brasileiras entre os anos de 2004 e 2015. A busca por esses trabalhos foi realizada com o auxílio de descritores como "Matemática" e "Educação de Jovens e Adultos", nas principais bases de dados acadêmicas do Brasil. A análise dos dados foi conduzida por meio do software IRAMUTEQ, que permitiu uma análise lexicográfica e de similitude, facilitando a organização dos estudos em cinco grandes eixos temáticos: Atuação e prática do professor de Matemática, Ensino-aprendizagem de Estatística, Ensino-aprendizagem de Matemática, Formação de professores de Matemática, e Currículo de Matemática.
No eixo Atuação e prática do professor de Matemática, a pesquisa revelou que muitos professores enfrentam dificuldades em adaptar sua prática pedagógica às necessidades dos alunos da EJA. A falta de formação específica para trabalhar com esse público, somada à diversidade de perfis dos estudantes, que variam entre jovens que não completaram o ensino regular e adultos que voltam à escola após longos períodos, complica o processo de ensino. Os professores, em geral, relataram que se sentem despreparados para lidar com os desafios da sala de aula da EJA, o que prejudica o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais inclusivas e eficazes.
O eixo Ensino-aprendizagem de Matemática foi o tema mais frequente nas pesquisas analisadas, representando cerca de 67% dos estudos. As investigações nesta área destacam a dificuldade que os alunos da EJA têm com conteúdos básicos da Matemática, como operações fundamentais, frações, e resolução de problemas. O ensino tradicional, muitas vezes centrado em métodos expositivos e pouco dialógicos, não atende às necessidades dos alunos da EJA, que requerem abordagens mais contextualizadas e significativas. Os estudos sugerem que metodologias ativas, que valorizem a experiência de vida dos alunos e suas interações com a Matemática no dia a dia, são mais eficazes para engajar os estudantes e promover uma aprendizagem significativa.
O eixo Ensino-aprendizagem de Estatística recebeu menor atenção nas pesquisas analisadas, o que demonstra uma lacuna significativa no ensino dessa área no contexto da EJA. Embora a Estatística seja uma ferramenta importante para a compreensão de dados e informações no cotidiano, ela ainda não é amplamente explorada nas práticas pedagógicas da EJA. As poucas pesquisas que abordam o ensino de Estatística sugerem que é necessário integrar essa área de conhecimento ao currículo de maneira mais efetiva, promovendo o letramento estatístico dos alunos.
A formação de professores de Matemática foi outro eixo central das pesquisas. O estudo revelou que a maioria dos professores que atuam na EJA não recebe uma formação adequada para lidar com as especificidades desse público. Muitos educadores são formados para atuar no ensino regular e não possuem preparo para adaptar suas estratégias de ensino à realidade dos alunos da EJA, que frequentemente apresentam lacunas educacionais significativas e trazem experiências de vida que diferem das vivências dos alunos tradicionais. As pesquisas sugerem que a formação continuada é essencial para capacitar os professores a desenvolverem metodologias mais inclusivas e efetivas, que dialoguem com o contexto social e cultural dos alunos.
Por fim, o eixo Currículo de Matemática destaca que o currículo adotado na EJA muitas vezes não é adequado para as necessidades dos alunos. O currículo, em muitos casos, segue os moldes do ensino regular, o que pode tornar os conteúdos descontextualizados e pouco atrativos para os estudantes da EJA. Os estudos sugerem que o currículo de Matemática na EJA deve ser revisado e adaptado para incluir conteúdos que sejam mais significativos para o cotidiano dos alunos, valorizando suas experiências de vida e suas necessidades práticas.
As limitações do estudo incluem o fato de que a revisão se concentrou em fontes eletrônicas e na produção acadêmica disponível em bases de dados brasileiras, o que pode não refletir completamente o cenário de ensino de Matemática na EJA em outras regiões ou contextos. Além disso, a análise abrange apenas o período de 2004 a 2015, o que exclui pesquisas mais recentes que podem trazer novas perspectivas e abordagens para o ensino de Matemática na EJA.
Em termos de relevância, o artigo oferece uma contribuição importante para a compreensão dos desafios e avanços no ensino de Matemática para jovens e adultos no Brasil. Ao mapear as principais tendências e lacunas da produção científica, os autores fornecem um panorama abrangente das questões que permeiam o ensino de Matemática na EJA, destacando a necessidade de mais pesquisas voltadas para a formação de professores e a adaptação curricular. O estudo também aponta para a importância de políticas públicas que incentivem a formação continuada dos docentes e a implementação de metodologias de ensino que sejam mais inclusivas e dialoguem com as realidades dos alunos da EJA.
O artigo conclui que, embora tenha havido avanços na produção científica sobre o ensino de Matemática na EJA, ainda há muito a ser feito, especialmente no que diz respeito à formação docente e à adaptação do currículo. Para que a EJA possa cumprir seu papel de promover a inclusão social e educacional, é necessário que o ensino de Matemática seja repensado e reorganizado, de modo a atender às necessidades específicas desse público. Sidney Soares Filho (discussão) 18h31min de 15 de novembro de 2024 (UTC)