Discussão:Formação Docente e a Dimensão Emocional e Psicológica;
Adicionar tópicoArtigo 1: Estratégias de regulação emocional de estudantes universitários: uma revisão
[editar código]Título: Estratégias de regulação emocional de estudantes universitários: uma revisão sistemática da literatura
Autores: Sofia Pellisson, Evely Boruchovitch
Ano de Publicação: 2022
Fonte: Educação & Formação, Fortaleza, v. 7, n. 1, e7152, jan./abr. 2022
DOI: https://doi.org/10.25053/redufor.v7i1.7152
O artigo intitulado "Estratégias de Regulação Emocional de Estudantes Universitários: Uma Revisão Sistemática da Literatura" de Sofia Pellisson e Evely Boruchovitch, publicado na Educação & Formação, apresenta uma revisão sistemática das estratégias de regulação emocional usadas por estudantes universitários, especialmente em cursos de formação de professores. O objetivo principal do estudo foi investigar o estado do conhecimento sobre o uso de estratégias de regulação emocional por esses estudantes, considerando produções científicas publicadas entre 2015 e 2020.
A metodologia utilizada foi uma revisão sistemática, seguindo as diretrizes do modelo Prisma. As bases de dados APA, BVS-Psi, ERIC, SciELO, Science Direct, Scopus e Redalyc foram consultadas, utilizando termos em português e inglês, como "autorregulação emocional" e "emotion regulation strategies". Após a aplicação de critérios de inclusão, como a análise de artigos descritivo-correlacionais sobre o uso de estratégias de regulação emocional, foram selecionados cinco estudos. Esses estudos abrangem públicos de diferentes nacionalidades, com amostras compostas por estudantes universitários e de cursos de formação de professores.
Os resultados indicaram que os estudantes relataram utilizar uma variedade de estratégias de regulação emocional, como a reavaliação positiva e a supressão expressiva. A reavaliação cognitiva foi associada a um bem-estar psicológico elevado, enquanto a supressão expressiva foi ligada a maiores níveis de afeto negativo. Os estudos destacaram a importância de ampliar a investigação no contexto nacional, já que nenhum dos trabalhos encontrados era de origem brasileira. Além disso, a revisão revelou que a maior parte das pesquisas focava em variáveis como o bem-estar psicológico e a autoeficácia, apontando a necessidade de explorar outras variáveis demográficas e psicossociais.
Em termos de conclusões, os autores sugerem que há uma lacuna significativa de estudos sobre a regulação emocional de estudantes de cursos de formação de professores no Brasil. Eles também recomendam que futuras pesquisas incluam intervenções educacionais voltadas para o ensino de estratégias de regulação emocional, visando promover o bem-estar e o sucesso acadêmico desses estudantes. Os autores reconhecem algumas limitações no estudo, como o recorte temporal restrito e a exclusão de outras bases de dados relevantes.
Este artigo contribui para a revisão ao evidenciar a relevância das estratégias de regulação emocional no contexto educacional, sugerindo que estudantes universitários e futuros professores que dominam essas estratégias podem melhorar seu desempenho acadêmico e lidar melhor com as emoções nas salas de aula. Sidney Soares Filho (discussão) 18h37min de 15 de novembro de 2024 (UTC)
Artigo 2: Formação de professores e o manejo de situações de bullying na escola: o que as pesquisas têm indicado?
[editar código]Título: Formação de professores e o manejo de situações de bullying na escola: o que as pesquisas têm indicado?
Autores: Mônica Tessaro, Maria Teresa Ceron Trevisol
Ano de Publicação: 2020
Fonte: Revista Prâksis, Novo Hamburgo, v. 17, n. 3, p. 44-67, set./dez. 2020
DOI: https://doi.org/10.25112/rpr.v3i0.2112
O artigo analisado é intitulado "Formação de Professores e o Manejo de Situações de Bullying na Escola: O que as pesquisas têm indicado?", de Mônica Tessaro e Maria Teresa Ceron Trevisol, publicado na Revista Prâksis. O estudo tem como objetivo analisar as contribuições das pesquisas sobre a formação de professores e o impacto dessa formação no manejo de situações de bullying no ambiente escolar.
A metodologia empregada foi uma revisão sistemática de literatura. Os dados foram extraídos de três bases de dados: Scielo, Portal de Periódicos CAPES e Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, abrangendo o período de 2009 a 2019. A busca utilizou descritores como "formação de professores", "bullying", "violência escolar" e "desenvolvimento moral". Foram selecionadas 28 publicações após a aplicação de critérios de inclusão e exclusão, com base em sua relevância para o tema e a disponibilidade dos textos completos.
Os resultados principais indicam que a formação de professores ainda é deficitária em relação ao preparo para lidar com situações de bullying. As pesquisas mostram que muitos professores não se sentem suficientemente capacitados para identificar ou intervir em casos de bullying, destacando a importância de integrar essa temática tanto na formação inicial quanto na continuada. O estudo identificou três categorias centrais nas pesquisas analisadas: i) Práxis pedagógica, que enfatiza a importância de ações reflexivas e coletivas no manejo de situações de conflito; ii) Políticas públicas e educação escolar, que discute a necessidade de políticas que promovam a formação adequada dos professores; e iii) Práticas construtivistas na formação de professores, que aponta para a importância de práticas pedagógicas que promovam a empatia e a ação coletiva no enfrentamento do bullying.
O estudo também destaca que, embora existam leis e políticas públicas sobre bullying, sua implementação nas escolas ainda é limitada, e a formação de professores para lidar com essas questões não é suficiente. Os autores sugerem que a formação docente deveria valorizar mais as experiências práticas dos professores, promovendo a troca de saberes e a construção de uma cultura de paz no ambiente escolar.
As limitações do estudo incluem a restrição das buscas a apenas três bases de dados, o que pode não refletir todas as pesquisas realizadas sobre o tema. Além disso, as análises focam principalmente no contexto brasileiro, limitando a generalização dos resultados para outros países.
Em termos de relevância, o artigo fornece uma contribuição importante para o campo da educação, destacando a necessidade urgente de melhorar a formação de professores em relação ao manejo de situações de bullying. Ele sugere que uma formação mais prática e colaborativa pode ser a chave para lidar de forma mais eficaz com os desafios do bullying nas escolas. Sidney Soares Filho (discussão) 18h38min de 15 de novembro de 2024 (UTC)