Guia de Orientação para Visitas às Escolas da Rede MCEPDF
Propósitos da Visita
[editar | editar código]São quatro os propósitos de visitação as escolas da Rede Mais Ciência nas Escolas Públicas do Distrito Federal, a seguir descritos.
1. Propósito Formativo
[editar | editar código]Enquanto no papel de extensionista em formação, o(a) estudante precisa desenvolver três habilidades:
1.1 Exercitar escuta e observação
[editar | editar código]Aprender a identificar demandas reais da escola (de professores e estudantes) relacionadas com a implementação de pedagogias mão-na-massa, em vez de partir apenas de expectativas externas da universidade.
1.2 Desenvolver Sensibilidade Pedagógica
[editar | editar código]Identificar como as inovações mão-na-massa introduzidas na universidade podem dialogar com práticas já existentes, em vez de buscar “substituí-las”.
1.3 Vivenciar a Realidade Escolar
[editar | editar código]Compreender a dinâmica, os ritmos, as prioridades e as limitações do cotidiano de uma escola pública.
2. Propósito Apoiador
[editar | editar código]Enquanto no papel de universitário extensionista em formação, o(a) estudante deve buscar ver de que modo o seu conhecimento e o projeto podem ajudar a escola, abordando pelo menos três possibilidades:
2.1 Mapear possibilidades de integração
[editar | editar código]Entender como o laboratório e as pedagogias mão-na-massa poderão ser conectados ao currículo existente, sem gerar sobrecarga para docentes.
2.2 Apoiar a formação continuada
[editar | editar código]Contribuir para que os professores da escola se apropriem das práticas mão-na-massa, reforçando a autonomia deles, em vez de criar mais dependência do projeto.
2.3 Oferecer experiências concretas
[editar | editar código]Organizar pequenas oficinas-piloto ou demonstrações, durante sua visita, que mostrem, de forma simples e significativa, o valor do “aprender fazendo” para alunos e professores.
3. Propósito Institucional
[editar | editar código]Enquanto no papel de universitário extensionista em visita à escola, o(a) estudante deve:
3.1 Fortalecer o vínculo universidade–escola
[editar | editar código]Mostrar que a visita não é uma intervenção isolada, mas parte de uma parceria de longo prazo, e que tanto a universidade quanto a escola se beneficiam e precisam desse vínculo.
3.3 Gerar confiança
[editar | editar código]Construir uma relação de respeito entre você e as pessoas que encontra na escola, para que a comunidade escolar sinta que suas necessidades estão sendo ouvidas e levadas a sério.
3.3 Identifique barreiras práticas
[editar | editar código]Observar, registrar e analisar a infraestrutura, a carga horária, o apoio da gestão, a disponibilidade de professores, o engajamento e animação dos estudantes, pois isso pode ser útil para ajustes ao projeto de implementação dos laboratórios.
4. Propósito Social e Político
[editar | editar código]Enquanto no papel de sujeito em formação universitária, o(a) estudante deve contribuir para o desenvolvimento da sociedade, certificando-se do propósito social e político da visita. Assim durante a visita o(a) estudante:
4.1 Promover inclusão e inovação
[editar | editar código]Deve se empenhar para que os estudantes da escola tenham acesso a metodologias inovadoras.
4.2 Valorize os saberes locais
[editar | editar código]Deve buscar integrar práticas mão-na-massa com os conhecimentos e experiências que já circulam na comunidade escolar visitada.
4.3 Reduzir resistências
[editar | editar código]Deve mostra que a inovação trazida com as pedagogias mão-na-massa não é uma imposição, mas uma oportunidade de enriquecer a prática docente, fortalecer o aprendizado dos alunos, e melhorar a qualidade de vida de todos, por meio da exploração do conhecimento curricular na busca por soluções para os problemas reais vivenciados pela comunidade escolar.