Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Atividade/Jaqueline Nichi
Nome da atividade
[editar | editar código]Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 3 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
Atividade
[editar | editar código]Um dos principais desafios da prática do jornalismo científico é entrevistar cientistas sobre seu trabalho, isto porque é ao mesmo tempo necessário introduzir e aprofundar os temas abordados. Nesta tarefa, você deverá entrevistar um pesquisador ou uma pesquisadora sobre Ética da Ciência e sobre questões éticas específicas relacionadas a seu trabalho.
Para a entrevista, é preciso pesquisar de antemão a produção da/do cientista selecionada/a. Procure seu trabalhos em bases de dados de publicações científicas, como o Google Acadêmico, e leia-os antes da conversa.
Prepare então um roteiro de perguntas, pensando-o com base na pauta sobre ética proposta nesta tarefa. Há vários manuais sobre como fazer boas entrevistas, um material que pode ser é útil é Um guia para aprimorar a arte da entrevista, de Natália Mazotte.
É indispensável que o/a entrevistado/a assine e lhe envie um termo de cessão de direitos, tal qual o deste modelo.
A entrevista, em formato de vídeo ou áudio, deve ter no máximo 7 minutos. Uma vez a entrevista realizada, edite o material, por exemplo melhorando o som, inserindo uma vinheta com o título e o nome da pessoa entrevista e cortando trechos desnecessários.
Considere os aspectos técnicos, como iluminação e som, na momento de produção e informe sua fonte que o material será disponibilizado em licença livre. Também é necessário publicar a entrevista transcrita.
A entrevista será disponibilizada no repositório Wikimedia Commons.
Nome de usuário(a)
[editar | editar código]Jaqueline Nichi
Transcrição
[editar | editar código]Nesta seção, você deverá publicar a transcrição da entrevista realizada. Esteja logado. Também dê acesso ao termo de cessão de direitos assinado, numa pasta de acesso restrito, mas liberada para o email comunicacao@numec.prp.usp.br
Participante 1 Olá, hoje eu vou conversar aqui com a Érica Mariosa Moreira Carneiro, doutoranda no PECIM/Unicamp, mestre, em divulgação científica e coordenadora de comunicação do Blogs de ciência da Unicamp. Você tem alguma história para compartilhar um dilema ético que você enfrentou na prática?
Participante 2 Numa situação, a gente trabalhou na época da COVID na linha de frente, a gente trabalhou no sistema de pauta quente, né? Para quem não é da comunicação falta quente? É quando o jornalismo trabalha em cima de um assunto que está em alta.
Participante 2 E a divulgação científica normalmente trabalha em pauta fria, que é um assunto que ele não está em alta, mas a divulgação científica entende que a sociedade precisa tá falando sobre aquilo, então, a divulgação científica busca trabalhar contextualização. O conceito, como aquilo acontece. Por que aquilo acontece de onde vem, por que você precisa saber.
Participante 2 O jornalismo forma, ele procura informar da melhor maneira e da forma mais completa possível. Então, essa diferença entre as 2 coisas é muito importante, então, a gente nesse tropeço, de querer informar de forma. A falta quente, como o jornalismo precisa, a gente também tomou, eh, tropeços, né?
Participante 2 Ah, um que eu falo pra você que a gente que a gente durante a pandemia, a gente sofreu foi porque logo de início, quando a gente tava recebendo, muito muitas problemáticas, relacionadas à pseudociência, né? A pseudiência é um assunto do qual a gente trabalha pouco. Mas a gente recebe muita denúncia.
Participante 2 Muita denúncia de pseudociência, são assuntos científicos, assuntos que parecem científicos. Mas na realidade não é?
As pessoas usam termos científicos para ganhar credibilidade de uma coisa que elas sabem que não é. E a gente tava falando sobre um texto, explicando o que era pseudociência, que era de um blogueiro maravilhoso. Ele foi usar uma arte para colocar nas redes sociais. Essa arte de um cartunista tinha entre ela citava vários pseudocências. E dentre ela estava o tarô.
E aí eu fui informada por uma colega cientista social que me informou que aquilo que eu estava chamando de pseudociência. Na verdade, era uma cultura cigana. É um conhecimento tradicional, então ele não entrava no lugar de pseudociência, porque ele não era ciência. Ele é um conhecimento tradicional e precisava ser respeitado, então eu precisei retirar a gente optou para retirar do ar a notícia e pedi desculpas, porque assim mesmo eu me preparando, checando, correndo atrás por um desconhecimento meu.
Eu cometi um erro, então eu acho que a ética está não só do preparo antecipado, mas do reconhecer, quando você não sabe tudo é reconhecer que possa também é e que tá tudo bem.
Participante 1 Eu li um texto seu sobre encaminhar conteúdo pra imprensa e você ressalta que os cientistas precisam sair “da sua torre de marfim” para dialogar diretamente com a sociedade. O que você acha que nesses tempos de crise de desinformação é a responsabilidade ética desses pesquisadores em relação à imprensa?
Participante 2 Eu acho que a responsabilidade está em 2 lugares, um do cientista, entender que, quando eles fazem ciência, eles não tão fazendo para si mesmo. Eles estão fazendo para a sociedade e que o método científico não acaba na publicação do artigo, porque a publicação de artigo é para os seus pares, seus colegas, cientistas. O método científico acaba quando você informa a sociedade do uso do dinheiro público na tua pesquisa, mesmo que seja dinheiro privado, então, se você. Trabalhou durante uma vida inteira, um período inteiro em cima de uma ciência. Você tem que informar a sociedade e resultado disso isso transparência, isso é ética. Participante 1 E pra encerrar o que você gostaria que o público geral compreendesse melhor sobre ética na divulgação científica?
Participante 2 Eu acho. Eu acho que hoje em dia nesse momento atual, o mais importante é as pessoas entenderem que a internet, não é terra de ninguém. Quando o cientista ele vai falar sobre ciência, ele tá falando daquele lugar dele, da realidade dele, das coisas dele, e que a internet não é esse lugar que todo mundo fala, todo mundo ouve e nada acontece. Existe legislação, já me gente a comunicação no Brasil. Ela é fortemente regulada regulamentada, ela é fortemente pensada, a gente tem aí.
Participante 2 A comunicação de massa, que é a televisão rádio cinema foi altamente discutida no Brasil. Durante décadas, então, a gente pode muito bem pegar ali se bazar, e nesse nesse sistema ético, o código de ética do jornalismo nos manuais de imprensa, para poder fazer o nosso trabalho no meu canal dentro do blogs, o mindflow. Eu tenho uma publicação que fala sobre manuais. Eu tenho vários manuais de vários tipos que se você nunca trabalhou com comunicação e que é como trabalhar. Com isso pelo menos tenha um para você se embasar um para você comunicar, então acho que hoje em dia é você entender que a internet? Ela é um canal de comunicação. E quando você fala pra alguém, você tem que ter responsabilidade sobre o que você fala isso online e offline, porque você nunca sabe quem é que tá usando a tua opinião para basear a vida dela. Então, para de achar que você pode falar, se quiser bem entender nada o que você quiser, né? Existem leis legislação criminal regulamentação.
Participante 2 Existe legislação na comunicação no Brasil, vamos entender um pouquinho mais. Vamos usar a internet para se informar e para poder fazer um trabalho mais responsável. Não só online offline, também para de falar pro coleguinho, aquilo que acha baseado em nada, porque você não sabe se aquela pessoa não vai levar a tua informação para a vida dela para tomar decisões da vida dela. Participante 1 Ok, muito obrigada, Erica por trazer essas flexões super importantes. O seu trabalho também mostra como a divulgação científica, com responsabilidade pode contribuir para uma sociedade mais informada e mais ética. Obrigada.
- Link para o termo de cessão: https://drive.google.com/file/d/1u_GjuUxnY3feTKTjenF-jUzdIFy_wHO5/view?usp=sharing
Carregamento de entrevista
[editar | editar código]Para esta etapa, você precisará carregar o áudio ou o vídeo no Wikimedia Commons e publicá-lo aqui na Wikiversidade. Necessariamente o arquivo de vocês deverá estar num formato livre. Os vídeos abaixo servem de instrução para carregar conteúdos no Wikimedia Commons. Esteja logado.
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Como carregar no Wikimedia Commons.
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Como usar mídias do Wikimedia Commons.
Próximos passos
[editar | editar código]Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para ir para o próximo módulo do curso.