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Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Atividade/MarcioMorrison

De Wikiversidade

Nome da atividade

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Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 3 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.

Atividade

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Um dos principais desafios da prática do jornalismo científico é entrevistar cientistas sobre seu trabalho, isto porque é ao mesmo tempo necessário introduzir e aprofundar os temas abordados. Nesta tarefa, você deverá entrevistar um pesquisador ou uma pesquisadora sobre Ética da Ciência e sobre questões éticas específicas relacionadas a seu trabalho.

Para a entrevista, é preciso pesquisar de antemão a produção da/do cientista selecionada/a. Procure seu trabalhos em bases de dados de publicações científicas, como o Google Acadêmico, e leia-os antes da conversa.

Prepare então um roteiro de perguntas, pensando-o com base na pauta sobre ética proposta nesta tarefa. Há vários manuais sobre como fazer boas entrevistas, um material que pode ser é útil é Um guia para aprimorar a arte da entrevista, de Natália Mazotte.

É indispensável que o/a entrevistado/a assine e lhe envie um termo de cessão de direitos, tal qual o deste modelo.

A entrevista, em formato de vídeo ou áudio, deve ter no máximo 7 minutos. Uma vez a entrevista realizada, edite o material, por exemplo melhorando o som, inserindo uma vinheta com o título e o nome da pessoa entrevista e cortando trechos desnecessários.

Considere os aspectos técnicos, como iluminação e som, na momento de produção e informe sua fonte que o material será disponibilizado em licença livre. Também é necessário publicar a entrevista transcrita.

A entrevista será disponibilizada no repositório Wikimedia Commons.

Nome de usuário(a)

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MarcioMorrison

Transcrição

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Nesta seção, você deverá publicar a transcrição da entrevista realizada. Esteja logado. Também dê acesso ao termo de cessão de direitos assinado, numa pasta de acesso restrito, mas liberada para o email comunicacao@numec.prp.usp.br

Hoje o nosso podcast fala com o cientista recebe a professora e pesquisadora Ana Paula Heck que é Doutora em Comunicação pela Universidade Tuiuti do Paraná e mestre pelo programa de pós graduação de comunicação pela Universidade Federal do Paraná com graduação em publicidade e propaganda pela FAG (PR) Ana, primeiramente muito obrigado por estar aqui com a gente. Eu queria começar a nossa conversa, eu sei que assim como eu você também participou do curso da USP de Divulgação Ciêntífica e a gente debateu alguns assuntos muito interessantes. Eu queria começar perguntando para você, que trabalha na UFPR com divulgação científica na Agência Escola, qual a sua perspectiva sobre a espiral da cultura ciêntifica pode contribuir para a gente pensar novas práticas de divulgação científica dentro da universidade e também com relação a projetos de extensão. Resposta Ana: A Espiral da Cultura Científica nos ajuda a enxergar a ciência como um processo vivo, que não termina na universidade ou no artigo publicado. Ela conecta produção, educação e comunicação num movimento contínuo, e isso muda tudo. Quando olhamos por essa lente, percebemos que divulgar ciência é também produzir cultura e valores. Então, a questão não é só “como tornar a ciência acessível”, mas quem tem voz nesse processo. É uma questão de poder, de reprodução de hierarquias simbólicas. Mas podemos trabalhar para abalar essas estruturas. Se aplicarmos essa lógica à UFPR, a divulgação científica pode deixar se tornar um espaço político de reconhecimento, onde as mulheres cientistas, e suas experiências diversas, não só aparecem, mas são autoras das narrativas sobre o que é fazer ciência. É sobre transformar visibilidade em legitimidade. A Espiral da Cultura Científica nos ajuda a enxergar a ciência como um processo vivo, que não termina na universidade ou no artigo publicado. Ela conecta produção, educação e comunicação num movimento contínuo, e isso muda tudo. Quando olhamos por essa lente, percebemos que divulgar ciência é também produzir cultura e valores. Então, a questão não é só “como tornar a ciência acessível”, mas quem tem voz nesse processo. É uma questão de poder, de reprodução de hierarquias simbólicas. Mas podemos trabalhar para abalar essas estruturas. Se aplicarmos essa lógica à UFPR, a divulgação científica pode deixar se tornar um espaço político de reconhecimento, onde as mulheres cientistas, e suas experiências diversas, não só aparecem, mas são autoras das narrativas sobre o que é fazer ciência. É sobre transformar visibilidade em legitimidade. Pergunta: 2. Como você percebe a representação das mulheres nas ações de extensão da UFPR? Ana Resposta: A presença das mulheres na extensão da UFPR é expressiva, e reflete algo que já acontece dentro da própria universidade. Hoje, mulheres correspondem a cerca de 45% do corpo docente, um dado que mostra o quanto já ocupam espaço na produção e na mediação do conhecimento. E isso se reflete diretamente na extensão: em um universo de mais de 1.300 projetos ativos, quase 70% contam com mulheres na coordenação ou vice-coordenação. Ou seja, as mulheres não estão na periferia da extensão, elas sustentam boa parte desse elo entre universidade e sociedade, levando pesquisa e ensino para contextos reais, cotidianos e transformadores. E esse papel ganha ainda mais peso quando a gente lembra que, desde 2018, a extensão universitária é parte obrigatória dos currículos de graduação. Ou seja, a extensão hoje é parte da formação cidadã dos estudantes, e as mulheres têm um papel central nessa ponte entre universidade e comunidade. Mas existe um paradoxo: toda essa presença feminina não aparece com a mesma força nos temas dos projetos. Dos mais de 1.300 registros, apenas 40 tratam diretamente de gênero, feminismo ou questões voltadas às mulheres. E muitos outros indicam abordarem o objetivo de desenvolvimento sustentável 5, de igualdade de gênero, de maneira leviana. Isso quer dizer que as mulheres estão liderando e articulando muitas ações, mas a perspectiva de gênero ainda não se consolidou como eixo transversal das políticas e práticas extensionistas. Em outras palavras: as mulheres sustentam a ponte entre universidade e sociedade, mas as lentes de gênero ainda não foram plenamente incorporadas à extensão. Transformar essa presença em protagonismo político e temático é um passo essencial pra que a extensão cumpra plenamente seu papel de promover pluralidade, justiça social e democratização do conhecimento. Essa diferença entre quem faz e o que se faz mostra que a equidade de gênero na universidade não depende só de números, mas de mudanças culturais e institucionais, mudanças sobre o que se entende por conhecimento relevante. Essa contradição revela que a universidade ainda precisa repensar quem tem visibilidade e em que condições essa visibilidade acontece. A divulgação científica e a extensão podem, e devem, ser espaços de reconhecimento mais amplo, onde mulheres cientistas sejam vistas como produtoras legítimas de conhecimento, e não apenas como exceções dentro do sistema. Bom pessoal, o resto da entrevista vocês podem acompanhar nas nossas redes sociais e conferirem na íntegra todo o trabalho da professora Ana Paula Heck


Carregamento de entrevista

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Para esta etapa, você precisará carregar o áudio ou o vídeo no Wikimedia Commons e publicá-lo aqui na Wikiversidade. Necessariamente o arquivo de vocês deverá estar num formato livre. Os vídeos abaixo servem de instrução para carregar conteúdos no Wikimedia Commons. Esteja logado.

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Entrevista_com_a_professora_Ana_Paula_Heck.wav

Próximos passos

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Referências