Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Atividade/Thaisa Sallum Bacco
Nome da atividade
[editar | editar código]Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 3 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
Atividade
[editar | editar código]Um dos principais desafios da prática do jornalismo científico é entrevistar cientistas sobre seu trabalho, isto porque é ao mesmo tempo necessário introduzir e aprofundar os temas abordados. Nesta tarefa, você deverá entrevistar um pesquisador ou uma pesquisadora sobre Ética da Ciência e sobre questões éticas específicas relacionadas a seu trabalho.
Para a entrevista, é preciso pesquisar de antemão a produção da/do cientista selecionada/a. Procure seu trabalhos em bases de dados de publicações científicas, como o Google Acadêmico, e leia-os antes da conversa.
Prepare então um roteiro de perguntas, pensando-o com base na pauta sobre ética proposta nesta tarefa. Há vários manuais sobre como fazer boas entrevistas, um material que pode ser é útil é Um guia para aprimorar a arte da entrevista, de Natália Mazotte.
É indispensável que o/a entrevistado/a assine e lhe envie um termo de cessão de direitos, tal qual o deste modelo.
A entrevista, em formato de vídeo ou áudio, deve ter no máximo 7 minutos. Uma vez a entrevista realizada, edite o material, por exemplo melhorando o som, inserindo uma vinheta com o título e o nome da pessoa entrevista e cortando trechos desnecessários.
Considere os aspectos técnicos, como iluminação e som, na momento de produção e informe sua fonte que o material será disponibilizado em licença livre. Também é necessário publicar a entrevista transcrita.
A entrevista será disponibilizada no repositório Wikimedia Commons.
Nome de usuário(a)
[editar | editar código]Thaisa Sallum Bacco
Transcrição
[editar | editar código]Nesta seção, você deverá publicar a transcrição da entrevista realizada. Esteja logado. Também dê acesso ao termo de cessão de direitos assinado, numa pasta de acesso restrito, mas liberada para o email comunicacao@numec.prp.usp.br
Thaisa - Hoje nós vamos falar de ética na ciência com o professor doutor Roberto Aparecido Mancuzo Silva Jr. Ele é doutor pela Universidade Estadual Paulista, Unesp, no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia de Presidente Prudente. Ele está desenvolvendo estudos práticos e teóricos nas áreas de técnicas de reportagem, produção de conteúdo digital, fotografia documental e comunicação organizacional. E hoje nós vamos discutir a ética na pesquisa com o professor Mancuzo a partir de seus recentes estudos relacionados à questão da fotografia e da produção das imagens no contexto digital. Mancuzo, explica pra gente quais são as principais questões éticas relacionadas à pesquisa na área de fotografia que você tem encontrado na atualidade.
Mancuzo - Olá, obrigado pelo convite para tratar desse assunto, é um assunto sempre muito relevante, necessário e também especialmente é necessário porque a gente ainda vive dentro da área de pesquisa em fotografia, principalmente de rede social, uma fronteira que ainda tem que ser muito desbravada. Então há pouquíssimas certezas de como esses instrumentos se comportam e quais as influências que eles geram nas pessoas e muito mais uma intenção nossa de realmente ir fazendo esses testes em relação à fotografia, ao uso da imagem fotográfica nas redes e no contexto digital. Hoje há uma profusão de imagens que eram produzidas pelas pessoas, mas que agora também a gente tem que avaliar o acréscimo da inteligência artificial. Então a autenticidade eu diria que é a principal questão hoje que a gente tem que ligar com relação à pesquisa da fotografia nesse contexto digital e quando eu digo autenticidade eu estou querendo dizer não só de autoria da imagem, mas também de contexto e texto que aquela imagem quer passar para as pessoas. Porque justamente a gente trabalha com intencionalidades diversas e sem saber quem é o autor e como esse autor se comporta ou o que ele pensa é muito difícil você analisar uma imagem. Então primeiro entender se ela tem autenticidade, segundo entender qual é a intencionalidade que essa imagem está gerando para o espectador.
Thaisa - E quais seriam os caminhos metodológicos que você como pesquisador recomendaria para esse entendimento inicial da autoria e também da intencionalidade dessa autoria na produção de conteúdo fotográfico voltado para as mídias digitais?
Mancuzo - Nessa questão da autenticidade nós temos que voltar sempre em metodologias muito mais tradicionais, com instrumentos mais tradicionais ainda, como por exemplo a entrevista estruturada ou semiestruturada junto aos autores para que a gente possa primeiro confirmar essa autenticidade e posteriormente realizar um trabalho de verificação de intencionalidade. E aí a gente vai partir para uma análise dessa imagem muito mais pessoal, mas também ligado ao contexto em que ela foi publicada. Mas o começo de tudo isso parte justamente dessa entrevista, porque se eu não encontro o autor, se eu não tenho esse contato direto com o autor da imagem, é muito difícil que eu consiga realmente trabalhar hoje essa intencionalidade, senão fica só uma parte disso, só a minha subjetividade, a minha interpretação. E se eu levar em consideração também que isso foi produzido por inteligência artificial, é uma situação também que precisa ser avaliada ainda mais.
Thaisa - E uma última questão, você falou aí a respeito do uso da inteligência artificial no processo de produção de imagens, que são veiculadas hoje nas redes sociais, nos contextos digitais de uma forma geral. Como que você vê, por um outro lado, a utilização da inteligência artificial nos processos de pesquisa envolvendo a área da comunicação?
Mancuzo - Eu penso com muito otimismo, especialmente porque eu estando no controle, essa inteligência artificial vai ser aquele instrumento que eu sempre precisei, mas que me fazia, antes dele, me despender muita energia para conseguir algumas coisas. E hoje não, com ela, ela me avança. Porque se eu quiser hoje fazer uma relação ou buscar relações, por exemplo, de teorias, de conceitos, isso está muito mais fácil. Óbvio que a gente tem que entender que a inteligência artificial é alimentada pelos próprios usuários. Ela tem uma base, mas ela vai sendo alimentada pelos próprios usuários. Não existe ainda uma inteligência artificial em que a gente não tenha que tomar um cuidado extremo para confirmar tudo aquilo que ela está dando para a gente. Mas já é um grande caminho que a gente nunca teve.
Thaisa - Ok, muito obrigada, Mancuzo, pela sua participação nessa entrevista. Você deixou aí várias questões, vários apontamentos para a gente pensar acerca da ética na ciência, na área da comunicação. Obrigada pela sua participação.
Mancuzo - Eu que agradeço e estou à disposição de vocês.
- Link para o termo de cessão: https://drive.google.com/file/d/1-4RJgBwqtPY7OmSXPmWROMm6hSQrUdCM/view?usp=sharing
- Link para a entrevista: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:ATIVIDADE3_THAISA_SALLUM_BACCO_REDUZIDA.wav
Carregamento de entrevista
[editar | editar código]Para esta etapa, você precisará carregar o áudio ou o vídeo no Wikimedia Commons e publicá-lo aqui na Wikiversidade. Necessariamente o arquivo de vocês deverá estar num formato livre. Os vídeos abaixo servem de instrução para carregar conteúdos no Wikimedia Commons. Esteja logado.
Próximos passos
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