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Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Atividade/Thiago Altafini

De Wikiversidade

Nome da atividade

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Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 3 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.

Atividade

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Um dos principais desafios da prática do jornalismo científico é entrevistar cientistas sobre seu trabalho, isto porque é ao mesmo tempo necessário introduzir e aprofundar os temas abordados. Nesta tarefa, você deverá entrevistar um pesquisador ou uma pesquisadora sobre Ética da Ciência e sobre questões éticas específicas relacionadas a seu trabalho.

Para a entrevista, é preciso pesquisar de antemão a produção da/do cientista selecionada/a. Procure seu trabalhos em bases de dados de publicações científicas, como o Google Acadêmico, e leia-os antes da conversa.

Prepare então um roteiro de perguntas, pensando-o com base na pauta sobre ética proposta nesta tarefa. Há vários manuais sobre como fazer boas entrevistas, um material que pode ser é útil é Um guia para aprimorar a arte da entrevista, de Natália Mazotte.

É indispensável que o/a entrevistado/a assine e lhe envie um termo de cessão de direitos, tal qual o deste modelo.

A entrevista, em formato de vídeo ou áudio, deve ter no máximo 7 minutos. Uma vez a entrevista realizada, edite o material, por exemplo melhorando o som, inserindo uma vinheta com o título e o nome da pessoa entrevista e cortando trechos desnecessários.

Considere os aspectos técnicos, como iluminação e som, na momento de produção e informe sua fonte que o material será disponibilizado em licença livre. Também é necessário publicar a entrevista transcrita.

A entrevista será disponibilizada no repositório Wikimedia Commons.

Nome de usuário(a)

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Thiago Altafini

Transcrição

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Nesta seção, você deverá publicar a transcrição da entrevista realizada. Esteja logado. Também dê acesso ao termo de cessão de direitos assinado, numa pasta de acesso restrito, mas liberada para o email comunicacao@numec.prp.usp.br

Vinheta

Arqueologia Paulista um podcast com múltiplas abordagens sobre estudos arqueológicos praticados no estado de São Paulo.

Apresentador

Hoje vamos conversar com a pesquisadora Marianne Sallum, do LEA (Laboratório de Estudos Arqueológicos) da Universidade Federal de São Paulo, responsável junto ao pesquisador Francisco Noelli, pelo estudo que resultou no artigo A Cerâmica Paulista - Cinco séculos de persistência de práticas tupiniquim em São Paulo e Paraná, Brasil 2019.

Marianne, para iniciarmos essa conversa, gostaria que você nos apresentasse um breve resumo sobre sua pesquisa e qual a hipótese levantada.

Marianne Sallum

A pesquisa investiga a arqueologia do colonialismo no Brasil sob uma perspectiva da descolonização aliada ao movimento que na última década tem buscado reconhecer e construir histórias de persistência, valorizando múltiplas perspectivas e ontologias. Este estudo faz uma comparação entre três conjuntos cerâmicos e interpreta a relação peculiar entre tupiniquins e portugueses em alianças estratégicas no processo colonial de São Paulo. A hipótese central sustenta que as mulheres tupiniquim se apropriaram e transformaram o outro português e sua tecnologia em uma das materialidades coloniais, a cerâmica paulista.

Tal fato não significou perda cultural, mas sim persistência de práticas por cinco séculos até o presente. A convergência de dados históricos e arqueológicos sobre a formação dos núcleos compartilhados com os portugueses permite a hipótese de que a cerâmica paulista foi inicialmente produzida no litoral sul de São Paulo, ao redor de São Vicente, de onde a sua itinerância gradativamente acompanhou as mulheres integrantes dos grupos formadores de novas comunidades pelo interior, a partir de 1540, 1550, até o final do século 19.

Apresentador

Avaliação ou revisão por pares é um processo onde outros pesquisadores validam um artigo científico para publicação. Existem três categorias para esse processo, o chamado simples cego, quando apenas os revisores sabem quem são os autores, o duplo cego, quando nem o autor ou avaliador são identificados, e a revisão aberta, quando o autor sabe quem são os revisores e os revisores sabem quem são os autores.

Marianne, qual periódico científico o artigo foi publicado e como se deu a revisão por pares?

Marianne

O periódico científico deste artigo é a Mana (Revista Mana), que publica estudos de antropologia social e áreas afins. É uma revista classificada como Qualis A1 e Avaliação Duplo Cego.

Apresentador

O conceito de reprodutibilidade é uma das condições que permitem incluir no progresso do conhecimento científico as observações realizadas durante a experiência. Essa condição origina-se no princípio de que não se pode tirar conclusões senão de um evento bem descrito, que aconteceu várias vezes provocado por pessoas distintas. Em que sentido o conceito de reprodutibilidade pode ser aplicado em sua experiência científica?

Marianne

A reprodutibilidade é condição obrigatória do artigo feito a partir de observações, descrições, análises e interpretações de uma vasta quantidade de dados realizados de acordo com teorias e métodos reconhecidos de arqueologia e história. Os bancos de dados de projeto também estão sendo publicados, construídos na pesquisa de acervos conservados de reconhecidas instituições científicas nacionais e internacionais. Entre dezembro de 2019, quando o artigo foi publicado e agora, novembro de 2025, foram publicados mais de 20 artigos, um banco de dados e uma tese de doutorado que ampliaram os resultados da mesma pesquisa.

Apresentador

Já o conceito de originalidade exige que as demandas científicas contribuam com novidades, seja um novo problema, uma nova abordagem, novos dados, uma nova teoria ou uma nova explicação. Qual a originalidade desta pesquisa e de seu artigo científico resultante?

Marianne

Originalidade possui vários aspectos. Primeiro, demonstrar que a população tupiniquim não foi extinta no século XVI e seus descendentes vivem em diversas comunidades de São Paulo e Paraná. Segundo, a continuidade de práticas cerâmicas até o presente tem sido o foco da observação desta pesquisa como elemento central de eventos bem descritos. Terceiro, a pesquisa mostra que houve continuidade de práticas cerâmicas conduzidas inicialmente pelas mulheres tupiniquim, posteriormente por seus descendentes com europeus, africanos, indígenas não tupiniquins de outras partes do Brasil. Também por mulheres que vieram de fora e que foram incluídas nas comunidades de práticas tupiniquim, muitas delas foram reconhecidas como mestres nas práticas locais e são referência nos processos de transmissão de saberes. Quarto, pesquisas mais recentes, incluindo levantamento de dados genealógicos, mostram que as ceramistas do presente herdaram as práticas cerâmicas de ancestrais de linhagens antigas e recentes. Quinto, as comunidades do presente produzem, ao produzir até poucas décadas a cerâmica paulista, em comunidades tradicionais indígenas, afro indígenas, quilombolas, caiçaras e rurais.

Apresentador

Chegamos ao final do episódio de hoje onde conversamos com a arqueóloga Marianne Sallum sobre o tema de sua pesquisa que resultou no artigo A Cerâmica Paulista - Cinco séculos de persistência de práticas tupiniquins em São Paulo e Paraná.

Produção e apresentação de Thiago Altafini. Obrigado por sua audiência e até o próximo.

Vinheta Final

Arqueologia Paulista -  um podcast com múltiplas abordagens sobre estudos arqueológicos praticados no estado de São Paulo.

Carregamento de entrevista

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Para esta etapa, você precisará carregar o áudio ou o vídeo no Wikimedia Commons e publicá-lo aqui na Wikiversidade. Necessariamente o arquivo de vocês deverá estar num formato livre. Os vídeos abaixo servem de instrução para carregar conteúdos no Wikimedia Commons. Esteja logado.

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Arqueologia_Paulista.wav

Podcast produzido no contexto do exercício final do Módulo 3 do Curso de Introdução ao Jornalismo Científico

Próximos passos

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Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para ir para o próximo módulo do curso.

Referências