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Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Atividade/Victoria Regina Siqueira Manara

De Wikiversidade

== Nome da atividade == Ética da Ciência - Módulo 3 de Introdução do Jornalismo Científico

Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 3 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.

== Atividade == Ética da Ciência - Módulo 3 de Introdução do Jornalismo Científico

Um dos principais desafios da prática do jornalismo científico é entrevistar cientistas sobre seu trabalho, isto porque é ao mesmo tempo necessário introduzir e aprofundar os temas abordados. Nesta tarefa, você deverá entrevistar um pesquisador ou uma pesquisadora sobre Ética da Ciência e sobre questões éticas específicas relacionadas a seu trabalho.

Para a entrevista, é preciso pesquisar de antemão a produção da/do cientista selecionada/a. Procure seu trabalhos em bases de dados de publicações científicas, como o Google Acadêmico, e leia-os antes da conversa.

Prepare então um roteiro de perguntas, pensando-o com base na pauta sobre ética proposta nesta tarefa. Há vários manuais sobre como fazer boas entrevistas, um material que pode ser é útil é Um guia para aprimorar a arte da entrevista, de Natália Mazotte.

É indispensável que o/a entrevistado/a assine e lhe envie um termo de cessão de direitos, tal qual o deste modelo.

A entrevista, em formato de vídeo ou áudio, deve ter no máximo 7 minutos. Uma vez a entrevista realizada, edite o material, por exemplo melhorando o som, inserindo uma vinheta com o título e o nome da pessoa entrevista e cortando trechos desnecessários.

Considere os aspectos técnicos, como iluminação e som, na momento de produção e informe sua fonte que o material será disponibilizado em licença livre. Também é necessário publicar a entrevista transcrita.

A entrevista será disponibilizada no repositório Wikimedia Commons.

== Nome de usuário(a) == Victoria Regina Siqueira Manara Victoria Regina Siqueira Manara == Transcrição == [Victória]- Bom dia, meu nome é Victoria Manara, sou estudante do último ano de graduação do curso de farmácia da Unesp do campus de Araraquara.

Hoje eu estou aqui com a professora doutora Cleopatra Planeta, entrevistando ela um pouquinho sobre ética na ciência.
Então, bom dia professora, se quiser falar um pouquinho sobre a sua linha de pesquisa, pode ficar à vontade.
[Cleopatra] - Bom dia, eu sou professora, então, da área de farmacologia.
E a minha linha de pesquisa é a investigação dos mecanismos neurobiológicos da dependência de drogas.
Então, basicamente, a gente usa duas abordagens, uma abordagem que é comportamental e a outra molecular,
para tentar entender, então, como é que essas substâncias que causam dependência, como é que elas atuam no sistema nervoso central.
[Victória] - Interessante. Partindo um pouco, então, para as nossas perguntas sobre ética,
esses modelos que envolvem animais, né, para investigar a sensibilização comportamental, a farmacodependência,
quais cuidados que você utiliza no seu laboratório para garantir o bem-estar desses animais,
quando há exposição a estresse, drogas?
[Cleopatra]- Bom, acho que a primeira etapa de cuidado são as condições de biotéria, que são animais,
então, a gente tem que manter boas condições de biotéria para até garantir a qualidade dos resultados dos experimentos.
Então, a biotéria com iluminação controlada, com limpeza adequada, enfim, com todos os cuidados adequados,
eu acho que esse é o primeiro passo.
E depois, nos experimentos, nós utilizamos, é lógico, sempre métodos que são reconhecidos internacionalmente, né,
e sempre pensando em causar o menor desconforto ao animal, né, então, acho que isso é uma coisa essencial.
Então, se a gente vai fazer estresse e vai injetar...
Substâncias, então, substâncias sempre a menor dose para produzir aquele efeito que a gente está esperando, né,
ou querendo estudar, sempre todos os protocolos são submetidos ao comitê de ética,
que também muitas vezes orienta, né, com alguma modificação nos protocolos,
mas sempre os protocolos são de metodologias, de técnicas, né, que são, assim, usadas internacionalmente,
e a gente sempre tenta fazer, né, produzindo o menor desconforto para o animal,
acho que essa é a questão mais importante.
[Victória] - E pesquisas, sempre, que usam modelos animais, é sempre muito, causam muita curiosidade para saber como que é feito, né,
porque posteriormente isso pode acabar, o medicamento ali testado pode acabar saindo também para a sociedade, né,
então, isso é muito legal.
E partindo mais também para isso...
Como o uso de substâncias psicoativas, né, que usam na sua linha de pesquisa,
como que a senhora avaliaria o papel da ética na comunicação, publicação e divulgação desses resultados?
Porque, hoje em dia, tudo vira post, tudo vira vídeo no TikTok, muito sensacionalista, né?
Então, na sua visão, quais seriam os principais desafios para evitar interpretações estigmatizantes nesse sentido?
[Cleopatra] - Eu acho que tem uma coisa que é bem ampla, assim, que é a questão da educação em ciência, né?
[Victoria] - Sim.
Eu acho que a gente precisa, e até é papel da universidade, fazer um letramento científico para a sociedade de maneira geral.
Porque, evidentemente, nós estamos vivendo um momento que é possível reduzir muito o uso de animais em laboratórios, né?
Então, existem as técnicas in vitro, existem plataformas, né, de inteligência artificial, enfim,
muitas coisas que possibilitam a redução do uso de animais.
E eu acho que a gente tem caminhado muito para isso.
Mas tem algumas coisas que não, né?
Tem algumas observações que a gente precisa fazer, por exemplo, a gente faz análises comportamentais em modelos de roedores
para entender a dependência de drogas, que é muito difícil fazer in vitro, né?
Ou mesmo utilizando recursos computacionais, né?
Então, por exemplo, a gente tem um modelo que é de autoadministração de drogas.
Então, que é um modelo da psicologia experimental.
Que o animal aprende a bater numa barra, e ele aprende a bater numa barra para receber injeção, por exemplo, de cocaína, de nicotina,
ou para receber uma gotinha de etanol, e ele bebe.
Então, ele bate na barra e recebe.
E isso é um modelo muito rico para a gente entender o que acontece no humano, né?
Porque é autoadministração, o animal aprende a fazer isso.
Então, isso é um comportamento.
E aí, quando a gente vai entender os mecanismos desse comportamento, é lógico que a gente tem que ter cuidado das extrapolações.
Mas, enfim, é uma forma de entender o mecanismo desse comportamento
e entender os aspectos fundamentais do uso de substâncias.
Que é a busca que a pessoa vai usando e repete o uso, mesmo, às vezes, em situações muito adversas.
Então, esse é um modelo muito importante que é muito difícil reproduzir numa outra situação que não seja com o animal.
Então, mas do ponto de vista científico, né?
Então, acho que é por isso.
Então, acho que a gente tem que ter esse papel de educação em ciência, né?
Que a gente chama de letramento científico.
Para que a pessoa possa compreender, realmente, que existem algumas situações que ainda é necessário usar o modelo animal.
[Victoria] - Sim, tem situações que não tem como, não tem como reproduzir.
[Cleopatra] - Ainda não, pode ser que no futuro tenha.
Mas, nesse momento, ainda tem situações.
E não só nessa área, mas na farmacologia, muita coisa ainda precisa, né?
Utilizar, por exemplo, testar muita coisa de medicamentos, no processo de desenvolvimento de medicamentos.
Tem algumas coisas que depois vão precisar ser testadas em humanos, porque vai ser usado em humanos, né?
Então, tem muita coisa que dá para fazer aí, sem animal.
Mas tem um momento que precisa usar um animal para poder entender como funciona biologicamente,
para poder passar do modelo animal para o humano.
E aí, no humano, é lógico que tem os detalhes todos para poder acertar, por exemplo, a dosagem daquele medicamento, entender como é que ele atua.
Então, acho que é um pouco passar pela educação em ciência, né?
E que é um papel da universidade também.
[Victoria] -Sim, com certeza.
Nossa, é uma reflexão muito ampla, assim, né?
Que a gente precisa ter.
Nossa, é muito legal.
Bom, professora, essas foram as perguntas, então, sobre a ética, sobre a relação da sua linha de pesquisa.
Eu queria agradecer a sua participação e por ter aceitado o convite.
E muito obrigada.
[Cleopatra] - Eu que agradeço.
Desejo sucesso.

Nesta seção, você deverá publicar a transcrição da entrevista realizada. Esteja logado. Também dê acesso ao termo de cessão de direitos assinado, numa pasta de acesso restrito, mas liberada para o email comunicacao@numec.prp.usp.br

SUBSTITUA ESTA MENSAGEM PELO TEXTO

  • Link para o termo de cessão: file:///C:/Users/victo/Downloads/autoriza%C3%A7%C3%A3o_entrevista%20(1).pdf

Carregamento de entrevista

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Próximos passos

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Referências