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Introdução ao Jornalismo Científico/Mídias, Linguagens e Prática do Jornalismo Científico/Atividade/Caio Lamas

De Wikiversidade

Tarefa final: módulo 6

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Questões:

  1. Qual você acha que é o público-alvo do podcast
  2. Como você acha que ele é feito
  3. Qual é a principal força e a principal fragilidade do programa


Podcast 1: O Som da Ciência (disponível em https://open.spotify.com/show/0ZCmekp4RS79bY3Ivtw7of?si=a5b853673b284d97)

  1. Foram ouvidas as três últimas edições do programa, publicadas em novembro de 2024, dezembro de 2024 e janeiro de 2025. Nos três, a impressão que me deu é que o público do podcast é aquele que pelo menos tenha o ensino médio completo, uma vez que há alguns poucos termos utilizados sem explicação, como "bioma" e "ecossistema", que podem não ser tão simples de se estender para um público não escolarizado. Apesar disso, não há recorrência de terminologias mais sofisticadas, e, quando é o caso, a apresentadora é bastante didática ao explicá-las para o público leigo.
  2. Na etapa de pré-produção, provavelmente a apresentadora e o produtor pesquisam a respeito do tema a ser retratado e de quais especialistas e personagens poderiam participar do programa. O produtor faz o contato com essas pessoas, a apresentadora e um roteirista elaboram as questões para as entrevistas e os textos das locuções. Acontece a etapa de gravação, sob supervisão da direção do programa e em diferentes momentos, uma vez que os entrevistados não conversam diretamente entre si. Além disso, são gravadas separadamente também as locuções com a apresentadora. Na pós-produção, escreve-se primeiro um roteiro, com as inserções das locuções, das entrevistas, dos efeitos sonoros e das trilhas musicais. O produtor disponibiliza essas trilhas musicais e efeitos, os áudios são tratados, removendo-se ruídos, e a edição é realizada a partir das diretrizes do roteiro, até que é finalizada e carregada nas plataformas de streaming.
  3. A principal força é a diversidade de vozes e a cuidadosa edição que é feita, combinando trechos de entrevistas, locuções, efeitos sonoros e trilhas musicais. O programa é curto para os padrões do gênero, tem de 15 a 18 minutos, o que o torna ótimo para se ouvir durante a realização de pequenas tarefas, como as domésticas, por exemplo. Quanto à diversidade de vozes (em um dos episódios chegam a haver 4 delas), além de diferentes cientistas e especialistas, há também a participação de alguém que vive no bioma que é tema do programa, valorizando também as populações locais e seus saberes e, portanto, não deixando o cientista como o único detentor de um saber legítimo a respeito do assunto. Talvez o programa pudesse diversificar essas vozes locais, conferindo-lhes mais espaço na edição final.


Podcast 2: A Matemática do Cérebro (disponível em https://open.spotify.com/show/5mlqTkoim4rg7apScVW5AM?si=d9e186031f2e4de0)

  1. Foram ouvidas as três últimas edições do programa, de outubro, novembro e dezembro de 2024. O público do podcast, pelo que me parece, é o das pessoas com ensino superior completo ou ao menos cursando, uma vez que são abordados temas e conceitos complexos, por vezes abstratos, que exigem um alto grau de instrução e de abstração.
  2. Possivelmente a realização deste podcast tem etapas bastante similares às do anteriormente analisado: na pré-produção, o apresentador e o produtor escolhem e estudam o tema a ser abordado, além de pensar nos possíveis convidados. Como muitos deles são do próprio CEPID Neuromat, que produz o podcast, é possível que o contato entre a produção e os pesquisadores seja mais facilitado. Após a escrita de um roteiro de perguntas para cada entrevistado, além dos textos das locuções, são gravadas separadamente as entrevistas e as locuções, sempre sob orientação da direção. Após a etapa de gravação, escreve-se um roteiro com os trechos das entrevistas, das locuções e indicando a sequência em que os elementos devem aparecer na edição final. O produtor fornece trilhas musicais, efeitos sonoros ou outros elementos necessários para a edição final. O áudio é tratado, editado e finalizado.
  3. O principal ponto positivo do programa, no meu entender, é o de enfrentar o desafio de abordar temas complexos e abstratos da matemática, da neurologia e de outras ciências, para um público que não apresente o domínio desses assuntos. São entrevistados vários pesquisadores, que fornecem visões complementares do objeto retratado, ao mesmo tempo em que o apresentador busca explicar conceitos e conduzir o ouvinte pelo episódio. O ponto negativo, na minha opinião, é que por vezes os episódios acabam exigindo muita atenção e esforço por parte do ouvinte, no sentido de entender todos os temas e conceitos que estão sendo debatidos. Além disso, a locução e a realização das perguntas não parecem de todo espontâneas, e sim frequentemente ensaiadas ou rebuscadas demais, o que acaba prejudicando um pouco o tom de informalidade que o podcast busca alcançar.

Podcast Ciência do Avesso

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Ciência do Avesso é um podcast sobre ciência e pesquisa desenvolvido por Caio Lamas. A edição tem como tema a pesquisa no campo da Educação.
  1. Qual será o assunto: A pesquisa no campo da Educação e as particularidades da pesquisa qualitativa.
  2. Qual será o formato (narrativo, entrevista, debate, roda de conversa): Entrevista.
  3. Quem serão os apresentadores e os convidados: O apresentador sou eu, Caio Lamas, e o convidado será o Prof. Dr. Ricardo Pucinelli.
  4. Qual é o público-alvo: Público geral interessado no tema da ciência, com ao menos o ensino médio completo. Estudantes cursando o ensino superior.
  5. Qual é a identidade sonora do podcast: Vibrante e inspiradora, com trilhas musicais que tragam dinamismo e engajamento ao programa.

Vinheta de abertura

CL: Ciência do Avesso, um podcast sobre ciência e pesquisa desenvolvido por Caio Lamas, aluno do curso de Introdução ao Jornalismo Científico realizado pelo CEPID Neuromat, com apoio da FAPESP e do Wiki Movimento Brasil.

Abertura

CL: Olá! Sou o Caio Lamas, e esse é o Ciência do Avesso, um podcast que busca tratar o universo da ciência para pessoas interessadas no tema, a partir de uma perspectiva descontraída e alternativa, diferente do que geralmente é encontrado no jornalismo do rádio, da televisão e dos portais de internet.

Hoje entrevistaremos o professor e pesquisador Ricardo Pucinelli, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo, mestre pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino da Universidade de São Paulo, especialista em Planejamento, Implementação e Gestão de EAD pela Universidade Federal Fluminense e licenciado em Pedagogia pela Universidade Iguaçu. Ricardo concluiu recentemente uma pesquisa de pós-doutorado no Instituto de Estudos Avançados da USP. Atuou também como professor de biologia para o ensino fundamental e médio por 30 anos, além de ter trabalhado em diferentes instituições como Fundação Carlos Chagas, Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.

Perguntas

1.      Ricardo, obrigado por participar do nosso programa. Você tem uma trajetória longa de pesquisa no campo da Educação. Muitas vezes, as pessoas associam a palavra “ciência” somente aos campos das Engenharias ou da Saúde. De que maneira a Educação também pode ser vista como uma ciência?

2.      Quais as particularidades da Educação, se comparada a outros campos das ciências humanas?

3.      De maneira geral, quais foram os maiores desafios metodológicos que você enfrentou no seu pós-doutorado? E na sua carreira como um todo?

4.      metapresensialidade

5.      O que quer dizer a expressão “pesquisa qualitativa”? Em que medida ela se diferencia da “pesquisa quantitativa”? Quais as vantagens e desvantagens da primeira?

6.      Em estudos como “Educação escolar em tempos de pandemia na visão de professoras/es da Educação Básica”, realizada pela Fundação Carlos Chagas com a sua participação, há quantidade substancial de participantes na parte dos questionários: 14.285. Quais foram as etapas necessárias para a implementação de uma metodologia qualitativa diante de tantas pessoas? Quais os principais desafios encontrados nesse processo?

7.      Que sugestões você teria para aqueles que gostariam de iniciar uma pesquisa na área da Educação?

Encerramento

CL: Ricardo, mais uma vez obrigado pela participação no nosso programa, e por ter pontuado informações tão pertinentes para aqueles que querem entender um pouco mais do universo da ciência, ou para aqueles que querem iniciar o seu próprio projeto de pesquisa no campo da Educação. Ficamos por aqui. Até o próximo programa!

Vinheta encerramento

CL: Ciência do Avesso. Produção, apresentação e edição de Caio Lamas. Podcast desenvolvido para o módulo Mídias, Linguagens e Prática do Jornalismo Científico do curso de Introdução ao Jornalismo Científico desenvolvido pelo CEPID Neuromat, com apoio da FAPESP e do Wiki Movimento Brasil.