Introdução ao Jornalismo Científico/Mídias, Linguagens e Prática do Jornalismo Científico/Atividade/Lais CF
Nome da atividade
[editar | editar código]Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 6 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
Nome de usuário(a)
[editar | editar código]Laís Cerqueira Fernandes
Análise
[editar | editar código]A partir da tabela de podcasts disponibilizada na aula 6.5, escolha dois programas, nacional ou internacional, e escute 3 episódios de cada (podendo ser trechos ou o episódio completo). Em seguida, publique na sua página de atividades as respostas das questões abaixo.
- Qual você acha que é o público-alvo do podcast
- NARUHODO!: Adultos jovens e de meia-idade (25-50 anos), curiosos. A duração dos episódios, que frequentemente passa de uma hora, indica um público disposto a investir tempo em conteúdo aprofundado, enquanto o valor de apoio mínimo de quinze reais sugere ouvintes com algum poder aquisitivo (mas não necessariamente elitizados, dado o valor).
- THIS AMERICAN LIFE: Mais amplo, visto que o formato narrativo é mais democrático. Adultos e jovens de todas as idades e classes, com foco na média e na alta. Inclinação liberal ou progressista. Valorizam o formato narrativo longo (a grande maioria dos episódios tem mais de uma hora) e aprofundado.
- Como você acha que ele é feito
- NARUHODO!: Tudo indica que cada episódio começa com a seleção de perguntas enviadas pelos ouvintes por e-mail, priorizando aquelas que permitam uma boa jornada de descoberta e tenham literatura científica disponível. A gravação segue um roteiro onde ao menos um dos entrevistados (o Ken, o “leigo curioso” do podcast) não recebe todas as informações previamente, o que mantém a naturalidade das suas reações e perguntas. A edição é profissional, feita por Reginaldo Cursino. Todo episódio adota o mesmo processo de podcasting, sendo publicado e distribuído via feed RSS. No site do B9, que sedia o podcast, cada programa é acompanhado de notas com as referências científicas. No caso dos episódios “Naruhodo Entrevista”, o processo inclui o convite a cientistas brasileiros e uma pesquisa prévia sobre suas trajetórias. As conversas costumam ser mais longas, podendo até ultrapassar a marca de duas horas.
- THIS AMERICAN LIFE: Os créditos do programa indicam uma equipe mais robusta, de mais de 20 profissionais, incluindo jornalistas, o que fica evidente na checagem de fatos e revisão editorial. Cada semana é um tema diferente, em torno do qual a equipe busca histórias que possam ser organizadas em “atos”, como uma peça teatral ou uma radionovela. A pesquisa e produção focam em entrevistados com histórias (e jeitos de contá-las) único, até inusitado. A música é usada de forma funcional, não decorativa, e guia o ouvinte pelos pontos importantes da narrativa. A produção final passa por mixagem e sound design profissionais. O programa segue o mesmo processo de podcasting, além de também ser transmitido via rádio nos EUA.
- Qual é a principal força e a principal fragilidade do programa
- NARUHODO!: A maior força do Naruhodo! é a complementaridade entre seus dois apresentadores. Ken representa o ouvinte comum, sem medo de fazer perguntas sem medo e traduzindo o jargão científico para uma linguagem acessível. Altay, por sua vez, traz credibilidade e profundidade com sua formação e atuação como pesquisador ativo, capaz de contextualizar melhor os estudos. A longevidade de mais de nove anos e a comunidade engajada de apoiadores reforçam essa base sólida. A principal fragilidade é justamente a dependência extrema dessas duas figuras. O podcast é, em essência, Ken e Altay, o que limita sua capacidade de escalar ou se adaptar caso um deles precise se afastar. O modelo de financiamento via crowdfunding, embora funcional, depende da boa vontade contínua dos ouvintes e deixa o projeto vulnerável a oscilações.
- THIS AMERICAN LIFE: A principal força, atestada pela longevidade do programa, é a capacidade contínua de inovação enquanto mantém boa parte da identidade editorial original, mesmo em spin-offs (como Serial). A equipe grande e experiente também é outro ponto alto que dá credibilidade ao podcast. No atual cenário, especialmente o norte-americano, a principal fragilidade é a dependência do modelo de financiamento da rádio pública, que está sob pressão crescente. O programa também é muito associado à figura do seu criador, jornalista e pioneiro no mundo de podcasts, Ira Glass, o que pode ser desafiador no futuro.
Preparação
[editar | editar código]Feita sua análise, agora é hora de produzir o seu próprio episódio de podcast científico. Ele deverá ter entre 10 e 40 minutos e ser publicado no [Wikimedia Commons no formato wav. Como o episódio será publicado em licença livre, não se esqueça de pedir aos convidados que assinem e lhe enviem um termo de cessão de direitos, tal qual o deste modelo.
Antes de elaborar o roteiro é necessário definir alguns pontos do seu podcast. Responda às questões abaixo.
- Qual será o assunto?
- O episódio aborda comunicação pública da ciência, literacia midiática e cidadania científica. Os temas centrais são: como fazer a ciência chegar a públicos não especializados, especialmente adolescentes; a diferença entre comunicar resultados e comunicar processos; o modelo de déficit versus o modelo dialógico; e a experiência prática do projeto "A Ciência que Fazemos".
- Qual será o formato (narrativo, entrevista, debate, roda de conversa)?
- Entrevista
- Quem serão os apresentadores e os convidados?
- Apresentadora: Laís Cerqueira Fernandes, jornalista e aluna do curso de Introdução ao Jornalismo Científico.
- Convidada: Bárbara Duque, jornalista e pesquisadora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde trabalha com divulgação científica há mais de 10 anos. Autora da tese "Comunicação pública da ciência e literacia midiática para a cidadania" e uma das criadoras do projeto de extensão "A Ciência que Fazemos".
- Qual é o público-alvo?
- Profissionais e estudantes de comunicação, educadores, pesquisadores e divulgadores científicos
- Qual é a identidade sonora do podcast?
- A identidade sonora do episódio foi pensada para refletir o tom conversacional e acolhedor que atravessa toda a conversa, como se fosse uma extensão sonora da proposta de comunicação dialógica e horizontal defendida pela própria entrevistada. O objetivo foi criar uma atmosfera de proximidade e escuta, coerente com o tema central: a importância de considerar o outro, seu repertório e sua realidade. A fala é mais informal, próxima, feita para não competir com o ambiente do ouvinte, mas se integrar a ele. A intenção inicial era utilizar uma trilha instrumental suave, algo que transmitisse curiosidade, reflexão e acolhimento, para a abertura, o encerramento e eventuais transições entre blocos. Cheguei a selecionar uma trilha sob licença Creative Commons BY 4.0, que permitiria o uso com atribuição de crédito. No entanto, essa licença não é compatível com os requisitos da Wikimedia, uma das apoiadoras do curso, que indica licenças ainda mais permissivas (como CC0 ou CC BY-SA) para garantir que o conteúdo possa ser livremente reutilizado, inclusive para fins comerciais e obras derivadas. Com isso, optei por abrir mão da trilha e reforçar o aspecto central do episódio: o foco na voz humana e no diálogo.
Produção
[editar | editar código]Com a preparação realizada, você já pode partir para o roteiro. Aqui, disponibilizamos uma estrutura básica de um podcast de entrevista:
- Vinheta de abertura
- Apresentador cumprimenta o ouvinte
- Apresentador comenta o tema do episódio
- Apresentador introduz os convidados
- Apresentador faz perguntas para os convidados
- Convidados falam livremente
- Encerramento
- Vinheta de encerramento
Anotar as perguntas para os convidados antes da gravação facilitará este processo. Durante a conversa, podem surgir outras questões, mas ter organizado os principais pontos a serem discutidos ajuda a direcionar a entrevista. Grave o conteúdo com equipamentos pessoais, tais como computador, celular e fone de ouvido. A qualidade de som é a base do podcast, por isso opte por ambientes silenciosos e, se necessário, regrave as perguntas depois da entrevista já feita. Caso realize a gravação por videochamada, o software livre OBS pode te ajudar na gravação da tela.
Na edição, procure remover ruídos, pausas longas e sons de hesitação. Intercalar vozes e adicionar efeitos sonoros são recursos que ajudam a dinamizar o episódio. Para efeitos sonoros, certifique-se de usar arquivos de bibliotecas de som livres. Algumas sugestões são: Wikimedia Commons, YouTube Library, BBC Sound Effects, Freesound, Facebook Sound Collection e freeSFX. Para editar, recomendamos o software livre Audacity e o Reaper. Depois de editado, o seu podcast está pronto para ser publicado na Wikimedia Commons.
Deixe aqui o link para o podcast carregado no Wikimedia Commons: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Podcast_-_Ci%C3%AAncia_para_a_cidadania,_com_B%C3%A1rbara_Duque.wav
Próximos passos
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