Introdução ao Jornalismo Científico/Mídias, Linguagens e Prática do Jornalismo Científico/Jornalismo e a cobertura de desastres

Fonte: Wikiversidade
Módulo 1: Metodologia e Filosofia da Ciência Módulo 2: História da Ciência e da Tecnologia Módulo 3: Ética da Ciência Módulo 4: Temas Centrais da Ciência Contemporânea Módulo 5: Modos de Organização e Financiamento dos Sistemas de Pesquisa, no Brasil e no Exterior Módulo 6: Mídias, Linguagens e Prática do Jornalismo Científico


Jornalismo e a cobertura de desastres

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Roteiro

O que é podcast?[editar | editar código-fonte]

O artigo intitulado “Audible Revolution”, de Ben Hammersley, publicado na edição de 12 de fevereiro de 2004, do jornal britânico The Guardian foi o primeiro a sugerir o termo “podcasting”. Utilizado para descrever a produção doméstica de áudios e distribuição pela internet, o termo foi elaborado em um contexto de popularização dos tocadores de MP3 e iPods, softwares de produção de áudio acessíveis e o fenômeno dos blogs.

Ícone do formato RSS

A denominação proposta por Hammersley, como junção das palavras iPod e Broadcast, referia-se a uma ideia geral desse novo formato que começava a surgir. A produção pioneira de podcast, é conferida ao ex-VJ da MTV norte-americana Adam Curry, que criou ainda em 2004 o Daily Source Code. A inovação no projeto de Curry não consistia no fato de ser programa diário de entrevistas combinado com músicas e relatos pessoais, mas sim na distribuição do áudio. Em colaboração com Dave Winer, desenvolveu o software Real Simple Syndication (RSS) que permitiu que o arquivo de áudio fosse agregado em seu blog. Mais do que isso, o RSS facilitava a distribuição dos episódios pois permitia que os ouvintes fizessem uma espécie de assinatura pelo iTunes e recebessem o arquivo pronto para ser escutado e baixado sem a necessidade de acessar o site onde ele era disponibilizado. Nesse sentido, o podcasting é uma prática associada à assinatura de mídia por meio do RSS para posterior download.

A publicação de “Audible Revolution” aconteceu no momento ainda embrionário dos smartphones - o primeiro iPhone seria lançado apenas em 2007. A produção de áudios referida nessa revolução abarcava o trabalho da empresa norte-americana Audible, criada em 1995 para produzir audiobooks e que começava a produzir programas radiofônicos para download e outras emissoras que também disponibilizavam seus programas, sejam eles atuais ou de arquivo. Além desse tipo de arquivo de áudio, Hammersley cita gravações em voz feitas por bloggers, os chamados “audiobloggins”.

Em 2008, a Audible tornou-se uma subsidiária da Amazon

Em 2006, Richard Berry definiu o podcast como “conteúdo de mídia enviado automaticamente a um assinante através da internet”. A partir dessa definição, tem-se a ideia de que o podcast não estaria somente atrelado ao áudio já que qualquer outro formato, tais como vídeo, texto e foto, poderia ser distribuído por RSS. No entanto, a própria organização da internet acabou por segmentar os conteúdos, tornando o podcast o formato adotado para áudios, o YouTube para vídeos e o Instagram para fotos.

Dados sobre o consumo de podcast[editar | editar código-fonte]

Ao analisar o quadro atual de consumo de podcast, percebe-se uma mudança significativa na base tecnológica desse formato. O que antes era caracterizado pelo consumo por download, hoje é associado ao consumo por streaming. Os ouvintes acessam os áudios por meio de diversas plataformas e os escutam online. O caráter exclusivo da Apple também foi substituído. Ainda que o iTunes mantenha sua posição como um importante espaço de distribuição de conteúdo de mídia, como citado anteriormente, há, no cenário atual, diversos outros espaços semelhantes.

Plataformas como o Spotify e a mais recente Orelo trabalham com esse critério de exclusividade. No caso da primeira, não acontece no sentido de beneficiar os assinantes, já que até mesmo aqueles ouvintes que não pagam pelo serviço de streaming conseguem acessar todos os conteúdos. A exclusividade é mantida em relação ao produtor de conteúdo, o podcast Café da Manhã, do Jornal Folha de S. Paulo, por exemplo, um dos mais escutados atualmente, é uma produção exclusiva da plataforma. Já no caso da plataforma Orelo, o conteúdo em si é exclusivo e só pode ser acessado por assinantes. O repasse do valor das assinaturas, segundo as diretrizes da empresa, é feito de maneira mais justa para os criadores. O ouvinte pode escolher um criador específico para receber parte de sua assinatura mensal. A plataforma também funciona por recursos captados por financiamento coletivo, uma forma de captação bastante recorrente no planejamento do modelo de negócio de podcasts.

A pesquisa Podcast Stats Soundbites, realizada pelo servidor Blubrry - uma comunidade de podcasting que oferece um sistema de estatísticas e possibilita a hospedagem de áudio - apontou que, em fevereiro de 2019, o Brasil ocupava o segundo lugar no ranking de consumo de podcasts. Com 110 milhões de downloads, apresentou um crescimento de 33% em relação ao ano anterior, ficando apenas atrás dos Estados Unidos que totaliza 660 milhões de downloads. A seguir, a lista com os 10 podcasts mais ouvidos pelo Spotify no Brasil indica uma preferência do público brasileiro por podcasts não-ficcionais, de entrevistas e debate:

Top 10 podcasts mais ouvidos do Brasil
NerdCast
Mamilos
Um Milkshake Chamado Wanda
Café da Manhã
Pretinho Básico
Filhos da Grávida de Taubaté
PrimoCast
Não Ouvo Podcasts
POUCAS
Projeto Humanos

Podcasts narrativos[editar | editar código-fonte]

Nos anos 2000, o podcast estava ligado à produção de conteúdo para sites pessoais, como no caso dos relatos gravados por Adam Curry. Apesar dessa ligação, ao alterar sua estética e técnica, o formato sobreviveu ao declínio dos blogs que se deu nos anos seguintes. Essas novas estratégias suscitaram em um eventual distanciamento entre esse tipo de áudio e outros veiculados pelo rádio. Dentre as variadas linguagens que os podcasts comportam, a narrativa é uma delas.

Os podcasts narrativos, em certa medida, aproximam-se da tradição do radiodocumentário. Resguardadas as devidas semelhanças, há

Podcasts de divulgação científica[editar | editar código-fonte]

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Conteúdo adicional

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