Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Aline Fernandes Carrijo
Nome da atividade
[editar | editar código]Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
Descrição da atividade
[editar | editar código]Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a Pesquisa FAPESP.
Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na página principal da publicação. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.
As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.
Nome de usuário(a)
[editar | editar código]Aline Fernandes Carrijo
Link para a matéria selecionada
[editar | editar código]Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.
- Título de matéria: Nomes próprios, como os de pessoas e lugares, inspiram estudos da onomástica - Área interdisciplinar envolve conhecimentos que vão do direito à psicologia
- Autoria de matéria: Arthur Marchetto
- Link de matéria: https://revistapesquisa.fapesp.br/nomes-proprios-como-os-de-pessoas-e-lugares-inspiram-estudos-da-onomastica/
Resumo da matéria
[editar | editar código]Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.
O artigo apresenta pesquisas no campo da onomástica, vertente da linguística que estuda nomes próprios. A criação de nomes brasileiros a partir da união de partículas de diferentes origens, sobrenomes portugueses em uso no país e diferentes aspectos da língua da etnia Parkatêjê mostram a importância de se considerar nomes como patrimônio cultural.
Análise da matéria
[editar | editar código]Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.
O artigo é composto por diversas pesquisas. São elas:
1. Pesquisa de Juliana Soledade (UFBA)
Objeto: Formação e evolução dos nomes próprios no Brasil, especialmente aqueles de origem popular e suas características inovadoras.
Metodologia:
- Observação: Identificação de padrões de criação de nomes no Brasil, comparando-os com sistemas de nomeação de outros países.
- Hipótese: A nomeação brasileira é resultado da criatividade e fusão de elementos diversos, diferenciando-se do modelo português tradicional.
- Análise: Estudo comparativo com a onomástica germânica e influência de mudanças históricas, como a abolição da escravatura e a secularização dos registros civis.
- Publicação: Livro Os brasileiros e seus nomes e coordenação do Novo dicionário de nomes em uso no Brasil.
2. Pesquisa de Eduardo Amaral (UFMG)
Objeto: Estudo dos nomes próprios no Brasil e do uso do nome social.
Metodologia:
- Observação: Levantamento de dados sobre a prática de nomeação e reconhecimento do nome social no Brasil.
- Hipótese: O nome social é uma ferramenta de inclusão, mas enfrenta desafios legais e institucionais no país.
- Análise: Comparação com legislações de outros países e impacto da falta de uma lei específica no Brasil.
- Publicação: Criação do Observatório Onomástico (O-Onoma) e publicação do livro Os nomes próprios no Brasil.
3. Pesquisa de Letícia Rodrigues (FFLCH-USP)
Objeto: Sobrenomes portugueses em uso no Brasil.
Metodologia:
- Observação: Levantamento de 50 mil sobrenomes a partir de registros históricos e contemporâneos.
- Hipótese: Os sobrenomes portugueses no Brasil mantêm características históricas, mas sofreram variações ortográficas e adaptações.
- Experimentação/Análise: Filtragem e categorização de cerca de 1.700 sobrenomes, analisando padrões de variação e origem etimológica.
- Publicação: Produção do Dicionário onomástico etimológico dos sobrenomes portugueses em uso no Brasil.
4. Pesquisa de Tereza Tayná Coutinho Lopes (UFPA)
Objeto: Nomeação pessoal e toponímia do povo indígena Parkatêjê.
Metodologia:
- Observação: Coleta de nomes pessoais e de lugares na língua Parkatêjê e análise de seus significados.
- Hipótese: O sistema de nomeação Parkatêjê reflete características culturais, sociais e ambientais da comunidade.
- Análise: Estudo dos mitos e do processo de transmissão de nomes dentro da cultura indígena.
- Publicação: Tese de doutorado sobre a toponímia Parkatêjê e participação em grupo de pesquisa sobre línguas minoritárias.
5. Pesquisa de Martin Jayo (EACH-USP)
Objeto: Comercialização de nomes de lugares no Brasil (naming rights).
Metodologia:
- Observação: Identificação de casos de alteração de nomes de espaços públicos para fins comerciais.
- Hipótese: A prática de naming rights ameaça a memória e a identidade cultural dos espaços urbanos.
- Análise: Estudo de um caso específico (Largo da Batata) e da reação popular à tentativa de mudança.
- Publicação: Artigo acadêmico sobre o tema.
Análise da pesquisa
[editar | editar código]Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.
A matéria forneceu uma visão geral das pesquisas mencionadas, mas não detalhou a metodologia com a mesma precisão dos artigos acadêmicos originais – já que não é o seu objetivo. Por isso, considero que o processo metodológico das pesquisas foi bem representado no texto.
Metáfora científica
[editar | editar código]Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "A metáfora científica". No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.
Identifiquei três metáforas científicas no artigo selecionado:
- Biformativo do padrão germânico: a explicação sobre a fusão de partículas nos nomes brasileiros remete a um modelo estrutural e quase biológico de formação de palavras. O uso do termo “biformativo” parece sugerir um processo semelhante à recombinação genética ou à fusão de elementos químicos, o que facilita a compreensão de como os nomes se formam a partir de partes preexistentes.
- Segmentar a realidade para entender melhor suas particularidades: A segmentação é um termo comum em ciências exatas e biológicas e aqui é utilizada para explicar a metodologia a partir de campos semânticos dentro da toponímia. Aqui é utilizada para ser referir a uma análise sistemática e classificatória, semelhante a estudos em biologia ou geografia.
- Patrimônio que não é levado em consideração: É realizada uma comparação entre os nomes próprios e o patrimônio histórico, sugerindo que eles também deveriam ser preservados, assim como construções e objetos culturais. A metáfora contribui para reforçar a importância simbólica dos nomes e sua relação com a memória social.
As metáforas contribuem para o entendimento da ciência, pois ajudam na análise de sistemas complexos e, muitas vezes, abstratos. Assim, fica mais fácil realizar a visualização do fenômeno.
Filosofia da ciência
[editar | editar código]Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "Ciência e Filosofia". Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.
Encontramos algumas questões filosóficas na matéria, como a discussão entre nomes próprios e identidade, memória e poder.
Segundo a filosofia da história, a nomeação de lugares e pessoas desempenha um papel fundamental na construção da identidade cultural e na preservação da memória social. Quando a matéria traz exemplos de nomeações na cultura Parkatêjê, ela mostra a relação entre linguagem e memória coletiva:
“Os indígenas chamam o rio Tocantins de Pyti, que significa ‘muito urucum’ (...). Ele adquiriu mitologicamente a cor típica desse fruto amplamente utilizado na cultura Parkatêjê.”
Neste trecho, vemos que o nome do rio não é apenas uma designação arbitrária, mas carrega um significado cultural profundo. Isso remete à questão filosófica de até que ponto a linguagem molda nossa percepção da realidade e se a mudança ou apagamento de nomes pode levar à perda de conhecimento ancestral.
Próximos passos
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