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Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Ana Choueiri

De Wikiversidade

Nome da atividade

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Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.

Descrição da atividade

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Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a Pesquisa FAPESP.

Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na página principal da publicação. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.

As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.

Nome de usuário(a)

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Ana Choueiri

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Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.

Resumo da matéria

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Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.

A matéria divulga uma pesquisa que relaciona as doenças de Parkinson e Alzheimer com problemas do trato digestivo e metabólico. O estudo analisa a probabilidade de que um tratamento precoce desses problemas possa prevenir em até 59,5% o desenvolvimento das doenças neurodegenerativas no futuro.

Análise da matéria

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Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.

O objeto da pesquisa foram 225 mil pessoas do Reino Unido, adultas saudáveis com baixa predisposição genética a desenvolver Alzheimer ou Parkinson. A hipótese de que problemas digestivos e neurológicos podem ter ligação com as doenças nasceu do interesse em identificar maneiras de prevenir o surgimento das mesmas.

A experimentação consistiu no acompanhamento dessas pessoas dos anos 1999 até 2023, analisando quantas desenvolveram algum dos distúrbios ao longo desse período. No momento da análise, os dados obtidos foram comparados com as informações de outros dois bancos de dados, que continham registros de saúde de milhares de pessoas. Quanto à publicação, os resultados parciais foram divulgados com o adendo que ainda não configuram certeza sobre os aspectos estudados. Essa é uma prática interessante para que o público leitor entenda que a ciência leva anos para ser feita e que suas hipóteses estão em constante testagem, sempre em busca de resultados mais objetivos.

Análise da pesquisa

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Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.

O artigo expõe com clareza o objetivo da pesquisa, quais condições médicas foram investigadas e a chance percentual de cada uma dessas condições estar ligada ao Parkinson ou Alzheimer. Ele traz os números de pessoas pesquisadas, e quantas dessas apresentaram uma ou outra doença. Também preocupa-se em contextualizar a necessidade de mais testes antes de chegar a uma resposta definitiva, e em trazer a discussão para a realidade nacional, complementando com outros estudos sobre o tema. No entanto, o processo de experimentação foi abordado superficialmente, sem mais detalhes sobre como o monitoramento dos pacientes foi feito ao longo dos anos.

Metáfora científica

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Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "A metáfora científica". No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.

Alguns termos presentes no artigo são exemplos de metáforas científicas, ao passo que foram consolidados no meio científico e, então, incorporados à linguagem cotidiana:

-Sistemas: termo amplamente utilizado por diferentes ciências que tornou-se comum no dia-a-dia, permitindo uma compreensão imediata quando se fala de “sistema digestivo”, ou, fora do exemplo do texto, “sistema de segurança”, “sistema operacional”, etc

-Eixo: utilizado no texto para falar do “eixo intestino-cérebro”, termo emprestado da física

-Desequilíbrios: termo originado na física, é utilizado nas frases “desequilíbrios de sais minerais” ou “desequilíbrios da microbiota intestinal”. Mesmo que uma pessoa comum não entenda o que signifique microbiota intestinal, entende-se que há algo de errado com ela, pois indica desigualdade, instabilidade.

-Conjunto: originado na matemática, é facilmente ligado ao conceito de agrupamento.

-Proteínas circulantes no sangue: o termo “circulante” nasce como movimento físico e permite uma melhor visualização de como algumas proteínas se comportam e se locomovem dentro do corpo humano.

O uso dos termos é benéfico para a compreensão dos conceitos, já que estão muito enraizados na comunicação do dia-a-dia, podendo, em alguns casos, configurar até mesmo uma “metáfora invisível”. Outro exemplo de uso da metáfora científica pode ser observado no seguinte trecho:

“Intestino e cérebro se comunicam de várias formas”, explica o imunologista Licio Velloso [...] Afinal, o sistema gastrointestinal contém neurônios e células gliais, em contato com os mesmos tipos de células no sistema nervoso central.”

A utilização do popular termo “comunicar” facilita a compreensão das ligações entre intestino e cérebro, que são explicadas a seguir. Embora as especificidades possam ser desafiadoras para muitas pessoas, o entendimento de que elas simbolizam uma conexão entre as partes são benéficas para o aproveitamento das informações.

Filosofia da ciência

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Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "Ciência e Filosofia". Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.

O artigo pontua a necessidade de seguir realizando testes que comprovem ou refutem a hipótese de que é possível prever o risco de desenvolvimento de Alzheimer e Parkinson, seguindo o preceito de que a ciência sempre busca testar seus próprios paradigmas para atingir um consenso. A pesquisadora Sara Brandrés-Ciga também levanta a necessidade de testar os experimentos em populações mais diversas, incorporando outros fatores externos às variáveis já levantadas. Nenhuma hipótese é de fato refutada para que se estabeleça alguma relação com os conceitos de ciência normal e ciência extraordinária, mas os cientistas não deixam de sinalizar que muitos testes ainda devem ser realizados antes que se possa afirmar uma “relação de causalidade” entre as doenças e problemas gastrointestinais e hormonais.

“Os achados, reforçam os pesquisadores, não permitem estabelecer uma relação de causalidade – isto é, definir que problemas como o diabetes estejam na origem do Parkinson ou do Alzheimer. Mas o fato de os problemas digestivos e metabólicos surgirem tempos antes das doenças neurodegenerativas sugere que os primeiros podem contribuir para o aparecimento das últimas.”

Usando informações genéticas e de proteínas circulantes no sangue, os pesquisadores criaram um modelo matemático que foi capaz de predizer o risco de desenvolver Alzheimer, com 90% de acurácia, e Parkinson, com 78%. “Esses números são promissores, mas precisam de validação”, explica Schuh, da UFRGS. “O modelo indica que é possível estimar a probabilidade de vir a ter essas doenças neurodegenerativas e, talvez, selecionar pessoas para passarem por intervenções precoces que possam reduzir esse risco.” Para Bandrés-Ciga, ainda é necessário “testar essa ferramenta em populações mais diversas, incorporar fatores ambientais e de estilo de vida e lidar com a possibilidade de falsos-positivos” antes de torná-la disponível para a prática clínica.”

Próximos passos

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Referências