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Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Carolina Carettin

De Wikiversidade

Nome da atividade

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Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.

Descrição da atividade

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Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a Pesquisa FAPESP.

Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na página principal da publicação. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.

As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.

Nome de usuário(a)

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Carolina Carettin

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Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.

Resumo da matéria

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Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.

A matéria traz resultados e discussão sobre o artigo do britânico William Allen, da Universidade de Swansea, no Reino Unido, publicado na revista Science em setembro de 2025. A pesquisa analisa em quais situações ambientais é mais vantajoso o inseto se camuflar ou se exibir. O estudo foi feito em seis países diferentes.

Análise da matéria

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Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.

Objeto - Observação do comportamento de aves predadoras, a fim de identificar em quais situações é mais vantajoso para os insetos (borboletas e mariposas) se camuflarem ou se exibirem.

Metodologia - Os pesquisadores pregaram triângulos coloridos que imitavam mariposas. Eles eram pregados nas árvores junto com larvas vivas de besouros. Quando a larva sumia, era sinal de ataque por ave; quando os predadores eram vespas ou formigas, os pesquisadores encontravam a isca parcialmente consumida. Três colorações simulavam diferentes estratégias: marrom, semelhante à casca das árvores; listrada de laranja e preto, considerada uma coloração típica de alerta; e azul-turquesa e preto como controle, por ser igualmente fácil de enxergar, porém não comum na natureza. Todos os triângulos foram impressos na mesma impressora e enviados aos colaboradores dos seis países.

Ao longo de oito dias consecutivos, uma hora antes do sol nascer os pesquisadores pregavam mariposas falsas em 90 árvores sorteadas entre as 180 pré-selecionadas ao longo de uma trilha de 2 quilômetros (km). Depois disso, conferiam todas elas ao meio-dia, de novo uma hora antes do pôr do sol e mais uma vez no dia seguinte, uma hora depois de o sol nascer (quando outras 90 árvores já tinham ganhado suas mariposas experimentais). Diariamente também fotografavam algumas delas, ao lado de um quadrado cinzento, como controle de luminosidade. Os pesquisadores também anotavam as aves avistadas e gravavam suas vocalizações, para gerar um catálogo da comunidade de predadores da área.

Análise da pesquisa

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Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.

A matéria aborda a metodologia de forma mais simples, mas sem perder o essencial, explicando de forma objetiva e clara o experimento que foi realizado. Para isso, o jornalista conversou com os pesquisadores brasileiros que participaram da pesquisa, o que aproxima o público leitor do experimento que foi realizado. Além disso, traz os os principais resultados que foram observados e uma discussão sobre pesquisas que poderiam ser derivadas desta apresentada na matéria.

Metáfora científica

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Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "A metáfora científica". No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.

O jornalista não utiliza metáforas científicas, mas usa expressões como "Em busca de entender" e "Os dados indicam", o que mostra um cuidado ao escolher as palavras, para não cravar um resultado como imutável. O texto de Reinaldo José Lopes é claro e objetivo, como deve ser um texto jornalístico, e consegue mesclar bem os dados científicos com uma linguagem coloquial, o que ajuda na compreensão do processo de pesquisa e também dos resultados obtidos.

Filosofia da ciência

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Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "Ciência e Filosofia". Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.

A matéria da revista Fapesp traz todo o processo de pesquisa, desde o envio das falsas mariposas aos pesquisadores estrangeiros, até a escolha do local no Brasil pelos investigadores locais e os desafios que eles enfrentaram, como no trecho: “Foi o trabalho de campo mais cansativo que já fiz”, conta o entomologista. (...) “À noite precisávamos cozinhar, jantar, lavar a louça, cortar os triângulos, sortear as árvores e quando víamos já era meia-noite, precisando acordar às 4h30”, conta Lopez.

A experiência do pesquisador em campo mostra como a pesquisa é realmente um trabalho - visão que muitas pessoas não tem sobre a ciência - e como pode ser cansativa, em muitas situações. Trazer essa perspectiva aproxima os leitores e ajuda a afastar a ideia de que pesquisadores ficam somente na universidade, longe da sociedade.

Também é interessante a participação do biólogo Paulo Oliveira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no artigo, que traz uma análise dos resultados obtidos e a opinião de que eles podem ser muito amplos, o que não é ruim necessariamente, mas que mostra os caminhos possíveis a partir da pesquisa apresentada. Além disso, mostra como a ciência é um processo coletivo, construído constantemente.

Próximos passos

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Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para incluí-la na listagem do módulo.


Referências