Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Cloudywoodstock
Nome da atividade
[editar | editar código]Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
Descrição da atividade
[editar | editar código]Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a Pesquisa FAPESP.
Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na página principal da publicação. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.
As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.
Nome de usuário(a)
[editar | editar código]Cloudywoodstock
Link para a matéria selecionada
[editar | editar código]Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.
- Título de matéria: Confins do Sistema Solar pode abrigar mais um planeta.
- Autoria de matéria: Marcos Pivetta.
- Link de matéria: https://revistapesquisa.fapesp.br/confins-do-sistema-solar-pode-abrigar-mais-um-planeta/
Resumo da matéria
[editar | editar código]Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.
O artigo destacado trabalha com a possibilidade da existência de um nono planeta localizado na periferia do Sistema Solar — além das nossas capacidades de observação atuais. Com essa limitação, os autores utilizaram simulações computacionais para calcular a massa e localização do suposto planeta.
Análise da matéria
[editar | editar código]Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.
O objeto de pesquisa é um suposto planeta gigante, o nono do Sistema Solar, localizado para além do cinturão de Kuiper. Sua existência foi proposta pela primeira vez em 2014 por dois cientistas americanos, hipótese formalizada num artigo publicado dois anos depois por outro grupo de pesquisadores. Segundo eles, o corpo celeste explicaria a movimentação não convencional de diversos objetos no cinturão, observação estopim para a hipótese.
Os experimentos consistiram numa série de simulações computacionais dessa região do Sistema Solar, levando em conta dados já conhecidos, para estimar o tamanho e localização do tal planeta. O caso é um exemplo interessante de observação científica: mais calcada na lógica no que nas experiências sensoriais, mesmo porque o objeto em questão não é observável.
A análise dos dados mostrou que o Planeta 9 "deveria ter uma massa 7,5 vezes maior do que a da Terra e se localizaria a aproximadamente 600 unidades astronômicas (AU). Ou seja, estaria 600 vezes mais, longe do Sol do que a Terra”. A matéria ainda conta com pontos de vista de pesquisadores que rejeitam a hipótese. O estudo foi publicado na versão digital da revista científica Icarus.
Análise da pesquisa
[editar | editar código]Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.
A seção metodológica documenta de forma clara o passo a passo das simulações, descrevendo os números, grandezas e corpos celestes envolvidos, citando também descobertas anteriores utilizadas como base. A seção também conta com gráficos descrevendo o comportamento dos cometas observados, que são devidamente esmiuçados nos parágrafos seguintes, de modo a facilitar o entendimento e evitar leituras errôneas.
Metáfora científica
[editar | editar código]Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "A metáfora científica". No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.
Localizei no texto a metáfora científica “população de cometas”, com a palavra “população” sendo um termo emprestado da Sociologia ou da Biologia.
No que diz respeito a metáforas da linguagem comum, temos o uso, da expressão “Match perfeito”. Apesar da palavra *match* ter, na língua inglesa, um significado literal — ”condizer” ou “equiparar” —, o seu emprego numa entrevista em português sugere uma chave metafórica, baseada no uso popular do termo em aplicativos de relacionamento ou no contexto corporativo.
Ambas as metáforas são utilizadas de maneira cuidadosa e precisa, facilitando o entendimento do tema abordado.
Filosofia da ciência
[editar | editar código]Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "Ciência e Filosofia". Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.
A pesquisa dos brasileiros é um caso no qual se pode observar facilmente o conceito de falseabilidade de Popper: a hipótese da existência do Planeta 9 existe, e enquanto não é possível observá-lo, o que os pesquisadores fazem é buscar se há algo que o tornaria uma presença impossível — o que, segundo os resultados obtidos, não é o caso. Não há impossibilidade lógica para a existência do corpo celeste:
“No modelo computacional, com a introdução do Planeta 9 no cenário de formação do Sistema Solar, a quantidade gerada desses corpos errantes com características especiais variou de 1,8 a 3,6, resultado da mesma ordem de grandeza dos quatro cometas eclípticos conhecidos. ‘O trabalho demonstra que os parâmetros mais atualizados e refinados que propomos para o Planeta 9 são amplamente consistentes com a existência dessa população de cometas’, comenta o astrofísico brasileiro André Izidoro, da Universidade Rice, nos Estados Unidos, outro autor do estudo.”
Próximos passos
[editar | editar código]Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para ir para o próximo módulo do curso.