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Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Jaqueline Nichi

De Wikiversidade

Atividade Módulo 1

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Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.

Análise de Reportagem Científica

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Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a Pesquisa FAPESP.

Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na página principal da publicação. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.

As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.

Nome de usuário(a)

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Jaqueline Nichi

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Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.

Resumo da matéria

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Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.

O desmatamento e a agropecuária correspondem a cerca de 70 % das emissões de gases de efeito estufa do Brasil, com a matriz energética limpa reduzindo o peso do setor de energia nas emissões nacionais.

Análise da matéria

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Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.

  • Objeto: Investigar quais setores – especialmente desmatamento e agropecuária – determinam o porte da pegada de carbono brasileira.
  • Metodologia: Apresenta dados de inventários nacionais e do SEEG, com abordagem quantitativa baseada em monitoramento de emissões por setor, contextualizados por especialistas (como Rathmann) e inseridos em cenários comparativos internacionais. Há observação dos números (dados), desenvolvimento de hipóteses (quem mais emite), experimentação indireta (comparação entre setores), análise dos inventários e publicação jornalística.

Análise da pesquisa

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Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.

Busquei, mas a reportagem não indica diretamente os documentos primários detalhando a metodologia, apenas referenciando o Inventário Nacional de Emissões e Remoções de GEE (MCTI) e o SEEG do Observatório do Clima. Não há links ou títulos completos para acesso imediato.

Isso dificulta a avaliação direta da seção metodológica desses estudos. A reportagem é eficaz em divulgar os números e a lógica do cálculo (uso de CO₂-eq, GWP-100, setores LULUCF, agropecuária etc.), mas carece de referências bibliográficas diretas ou acesso ao desenho detalhado dos métodos subjacentes — como, por exemplo, como foram coletados os dados de atividade ou quais fatores de emissão foram aplicados.

Metáfora científica

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Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "A metáfora científica". No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.

O texto emprega sobretudo metáforas cientificamente inspiradas, como:

  • “...o desflorestamento modula o viés de alta (ou de baixa) das emissões nacionais” – metáfora que trata o desmatamento como um “controle” das emissões.
  • “Matriz energética limpa” — usa uma linguagem metafórica para representar a composição energética como algo puro, não literal, mas simbólico.

Essas metáforas facilitam a narrativa para leigos, criando imagens compreensíveis. Contudo, podem dificultar a precisão conceitual ao “humanizar” fenômenos complexos, por exemplo, ideia de “modular”. A metáfora da “matriz limpa” pode ocultar nuances, como impactos indiretos – ainda que úteis pedagógica e comunicativamente.

A aula sobre “metáfora científica” recomenda usá-las com moderação, como ferramentas didáticas, e aqui elas cumprem esse papel, desde que alertemos quanto à sua simplificação.

Filosofia da ciência

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Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "Ciência e Filosofia". Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.

O artigo da Pesquisa FAPESP sobre a pegada de carbono do Brasil coloca, de forma implícita, algumas questões filosóficas que dialogam com os conceitos de Popper e Kuhn apresentados no anexo:

a) Falseabilidade (Karl Popper): o uso de inventários nacionais e do SEEG para calcular emissões pode ser visto como hipóteses testáveis. Afirma-se, por exemplo, que “desmatamento e agropecuária determinam cerca de 70% das emissões do país”. Essa é uma proposição falseável, pois pode ser contestada por novos dados, melhores modelos ou metodologias mais precisas. Popper lembraria que não basta acumular evidências confirmatórias, é preciso manter a abertura à refutação — e o próprio artigo mostra isso ao comparar dados nacionais com metodologias internacionais (IPCC).

b) Ciência normal e ciência extraordinária (Thomas Kuhn): o artigo evidencia a ciência normal: inventários de emissões seguem paradigmas aceitos internacionalmente (IPCC, CO₂-eq, GWP-100). Mas também aponta sinais de possíveis rupturas paradigmáticas: a necessidade de metodologias mais específicas ao Brasil (ex.: fatores de emissão regionais para solo e gado) indica limites do paradigma atual. Se novos dados contradisserem sistematicamente o modelo vigente, isso abriria espaço para uma “ciência extraordinária”.

c) A ciência como linguagem socialmente negociada: incluiria, ainda, que a ciência é uma linguagem em construção coletiva. Isso aparece no artigo na forma de negociação entre ciência e política climática. Exemplo: a ênfase na matriz energética “limpa” é uma escolha discursiva que projeta determinada imagem do Brasil, mostrando como ciência e política se entrelaçam na construção da linguagem científica.

Próximos passos

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Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para ir para o próximo módulo do curso.

Referências