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Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Laurausp

De Wikiversidade

Nome da atividade

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Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.

Descrição da atividade

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Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a Pesquisa FAPESP.

Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na página principal da publicação. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.

As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.

Nome de usuário(a)

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Laurausp

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Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.

Resumo da matéria

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Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.

Estudo publicado pela Revista Fapesp indica a possível existência de um nono planeta nos confins do Sistema Solar, com cerca de 7,5 vezes a massa da Terra, a 600 unidades astronômicas do Sol.

Análise da matéria

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Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.

A matéria foi resultado de uma pesquisa realizada com o objetivo de investigar a possível existência de um novo planeta no sistema solar, que foi chamado informalmente de Planeta 9, e estaria localizado nos confins do Sistema Solar, a aproximadamente 600 unidades astronômicas (UA) do Sol, e apresentaria uma massa com cerca de 7,5 vezes a massa da Terra. A proposta surgiu como uma forma de explicar comportamentos incomuns nas órbitas de objetos transnetunianos, como Sedna e outros corpos do Cinturão de Kuiper, que sofreram influência gravitacional em seus caminhos devido à ação de um corpo que ainda não foi observado diretamente.

Para isso, os pesquisadores propuseram a hipótese de que um planeta que ainda não havia sido detectado seria o responsável por estar perturbando a órbita desses corpos, e apesar dessa hipótese já ter sido questionada, o estudo liderado por um grupo de astrofísicos brasileiros oferece um modelo matemático com condições mais precisas sobre massa, distância, orbita e inclinação desse possível planeta. Assim, eles simularam em computadores complexos e especializados, os possíveis parâmetros para um corpo hipotético, em diversas tentativas a fim de buscar reproduzir o comportamento orbital real dos objetos observados, e ver se batiam com os dados astronômicos.

Por fim, as análises mostraram que um planeta com massa 7,5 massas terrestres, órbita alongada, inclinação de aproximados 30º e a aproximados 600UA de distância explicaria as órbitas anômalas que foram observadas. Além disso, o estudo também indicou que a distribuição orbital desses corpos tende a evoluir para o padrão observado, fortalecendo ainda mais a hipótese de um corpo massivo.

Análise da pesquisa

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Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.

A matéria deixa claro que o estudo se baseou em uma modelagem matemática e simulações computacionais para testar a hipótese da existência do Planeta 9. Foram realizadas cerca de 150mil simulações de acordo com os autores, para verificar como diferentes configurações de um planeta hipotético afetariam as órbitas de objetos transnetunianos, dado esse fundamental pois mostra a escala de experimentação e confere robustez ao trabalho.

Os parâmetros testados nas simulações foram:

  • Massa do planeta (em torno de 7,5 massas terrestres);
  • Distância média do Sol (~600 UA);
  • Inclinação da órbita (~30°);
  • Efeitos gravitacionais em objetos do Cinturão de Kuiper.

Esses parâmetros foram ajustados sistematicamente para reproduzir o comportamento orbital real dos corpos já observados, ou seja, buscou-se uma correspondência entre teoria e observação. A documentação do processo no artigo jornalístico é resumida, mas eficaz, pois informa o número de simulações realizadas (150 mil), aponta os parâmetros testados, relata os critérios de validação (as simulações que melhor explicaram os agrupamentos orbitais) e menciona a publicação científica original (The Astronomical Journal, com autores, instituição e ano de publicação).

Contudo, não detalha os algoritmos, softwares ou modelos matemáticos exatos usados, o que é esperado de um artigo de divulgação científica, mas seria incluído no artigo técnico original. A reportagem fornece suficiente rastreabilidade para um leitor interessado encontrar o estudo original. Ela informa o nome do autor principal: Rodney Gomes, do Observatório Nacional, a revista científica onde o estudo foi publicado (The Astronomical Journal) e o ano de publicação: 2023. Esses dados permitem que qualquer pesquisador ou leitor acadêmico encontre a fonte primária e acesse a metodologia completa no artigo original.

Metáfora científica

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Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "A metáfora científica". No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.

As metáforas usadas na matéria foram:

1. Confins do Sistema Solar

  • Trata-se de uma metáfora espacial/territorial, cujo objetivo é transmitir a ideia de distância extrema e de uma região pouco conhecida, como se o Sistema Solar fosse um território geográfico com limites afastados. Essa metáfora facilita o entendimento, pois ativa o conhecimento prévio do leitor sobre lugares longínquos e misteriosos. Reforça a ideia de que se trata de um local ainda não explorado, como os "confins da Terra" em mapas antigos.

2. “Puxão gravitacional”

  • Trata-se de uma metáfora mecânica, e seu objetivo é tornar visível a ideia de que um planeta invisível está influenciando objetos ao seu redor, como se literalmente os puxasse com uma corda invisível. Embora não exista “puxar” no sentido literal (a gravidade age à distância), essa metáfora ajuda a visualizar a interação gravitacional entre corpos. É muito eficaz para públicos não especializados.

3. “Corpos rebeldes” (referente às órbitas anômalas)

  • Trata-se de uma metáfora comportamental, que é capaz de dar “personalidade” a objetos do Cinturão de Kuiper cujas órbitas não seguem o padrão esperado. Embora seja uma metáfora informal, estimula o interesse e cria uma imagem mental clara de que há algo “estranho” acontecendo. Pode simplificar demais, mas ajuda a engajar o leitor.

Filosofia da ciência

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Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "Ciência e Filosofia". Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.

O artigo da Revista Pesquisa FAPESP sobre o possível Planeta 9 levanta questões filosóficas importantes, mesmo sendo um texto de divulgação científica. Ele mostra, por exemplo, que o conhecimento científico é sempre provisório: mesmo com muitas evidências, a existência do planeta ainda é uma hipótese, e isso reforça a ideia de que a ciência está em constante construção.

O texto também destaca o papel da imaginação na ciência, onde os cientistas criaram a hipótese de um planeta invisível para explicar comportamentos estranhos nas órbitas de objetos distantes, o que mostra como a ciência vai além do que pode ser visto, usando modelos e teorias para entender o universo.

Outro ponto filosófico é a confiança em simulações e modelos matemáticos. Mesmo sem observar diretamente o planeta, os pesquisadores usam cálculos para prever como ele influenciaria outros corpos, o que nos faz pensar sobre os limites da observação e o quanto podemos confiar em ferramentas abstratas para conhecer a realidade.

Por fim, o artigo também nos lembra de como o universo ainda guarda muitos mistérios. A descoberta de um novo planeta mudaria a forma como entendemos a formação do Sistema Solar, mostrando que o conhecimento está sempre aberto a mudanças. Assim, o texto não só informa, mas também convida o leitor a refletir sobre como a ciência funciona, como o conhecimento é construído e como ainda há muito a ser explorado.

Próximos passos

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Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para ir para o próximo módulo do curso.

Referências