Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Nicolle Dantas
Nome da atividade
[editar | editar código]Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
Descrição da atividade
[editar | editar código]Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a Pesquisa FAPESP.
Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na página principal da publicação. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.
As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.
Nome de usuário(a)
[editar | editar código]Nicolle Dantas
Link para a matéria selecionada
[editar | editar código]Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.
- Título de matéria: Exterminadoras treinadas
- Autoria de matéria: Ricardo Zorzetto
- Link de matéria: https://revistapesquisa.fapesp.br/pesquisadores-desenvolvem-celula-de-defesa-com-acao-antitumoral-que-reduz-o-risco-de-rejeicao/
Resumo da matéria
[editar | editar código]Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.
Pesquisadores desenvolvem um novo tipo de célula de defesa com ação antitumoral: as células CAR-NK. Estas células têm como vantagem o menor risco de rejeição, podendo ser produzidas com antecedência e aproveitadas em diferentes pacientes, ao contrário da terapia com células CAR-T.
Análise da matéria
[editar | editar código]Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.
1. Objeto
O objeto principal da matéria é o desenvolvimento e avaliação de uma nova imunoterapia contra o câncer: a terapia com as células CAR-NK. O objetivo é analisar o desempenho destas células como uma alternativa mais segura e eficaz, uma vez que a terapia com as células CAR-T apresentam limitações.
2. Metodologia
A) Observação
A terapia com células CAR-T, embora eficaz contra alguns tipos de câncer, apresenta algumas desvantagens importantes, como:
- Podem ser tóxicos e causar uma forma grave da síndrome de liberação de citosinas [1];
- Para evitar rejeição precisam ser extraídos do corpo do próprio paciente. Entretanto, devido ao histórico de tratamento, nem sempre as células estão viáveis para a terapia;
B) Hipótese
Os pesquisadores levantaram a hipótese de que seria possível o uso das células NK (Natural Killers), que naturalmente combatem células tumorais, como um novo tipo de terapia contra o câncer, por meio da modificação genética para transformá-las em em células CAR-NK. A principal vantagem seria de que as células NK poderiam ser extraídas de um indivíduo saudável, modificadas em laboratório para transformá-las em CAR-NK e inseri-las em indivíduos com câncer, sem risco de rejeição. Dessa forma, seria possível produzi-los em larga escala e armazena-los, havendo a possibilidade de serem administrados a diferentes indivíduos.
C) Experimentação
Para a experimentação, os pesquisadores realizaram múltiplas fases em laboratório:
- Coletaram células NK de doadores saudáveis e as modificaram geneticamente para expressar o receptor CAR;
- As células CAR-NK foram cultivadas e multiplicadas em laboratório;
- Realizaram testes in vitro, nos quais as células CAR-NK são colocadas em contato com as células tumorais para avaliar se, de fato, são capazes de reconhecer e destruí-las;
- Realização de testes in vivo em animais para avaliar a segurança, dose ideal e eficácia na redução dos tumores de um organismo vivo.
D) Análise
A análise dos resultados dos experimentos pré-clínicos foi positiva, de forma que foi comprovada a eficácia das células CAR-NK no combate a células tumorais. A partir dos testes foi atestado seu perfil seguro e promissor, uma vez que, além de serem eficazes no combate a células tumorais, os pacientes não rejeitam as células, que podem ser extraídas de indivíduos saudáveis e multiplicadas, sendo até mesmo possível o cultivo e multiplicação das CRA-NK para a aplicação em diversos pacientes. O sucesso nessa fase permitiu o avanço das pesquisas para uma nova etapa: o teste em humanos.
E) Publicação
A pesquisa foi divulgada na Revista Pesquisa da FAPESP na edição impressa nº 354, em agosto de 2025.
Análise da pesquisa
[editar | editar código]Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.
O artigo na Pesquisa FAPESP não apresenta de forma aprofundada a metodologia dos artigos de base, ela aborda mais detalhadamente os resultados e avanços recentes.
O processo de pesquisa foi bem documentado, pois:
- Traz referências claras dos artigos usados para a elaboração do artigo, facilitando o acesso aos artigos de base, autores e onde foram publicados;
- Introduz o leitor às pesquisas iniciais com as células CAR-T, e depois contextualiza com os avanços mais recentes com as células CAR-NK;
- A pesquisa abrange tanto os ensaios pré-clínicos quanto os ensaios clínicos em humanos, reforçando os avanços nas pesquisas.
Metáfora científica
[editar | editar código]Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "A metáfora científica". No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.
- Metáforas cientificamente inspiradas visíveis
- "Soldados da linha de frente": essa metáfora foi usada para se referir aos linfócitos T, reforçando a ideia de um campo de batalha no organismo, atribuindo aos linfócitos T a função de proteger o corpo.
- "Exterminadores naturais": usado para se referir aos linfócitos NK, este termo traz a ideia de que essas células são matadoras especializadas com combate a células tumorais. 2. Metáforas invisíveis (ou mortas)
- "Banho de compostos químicos": ao usar a palavra "banho", é elucidada a ideia da liberação de compostos químicos sobre as células tumorais, criando uma imagem mais vívida do que se usada simplesmente a palavra "liberação". 3. Metáforas cognitivas e derivadas
- Podemos inferir uma metáfora cognitiva básica que estrutura todo o texto: o corpo é um campo de batalha. A partir desta ideia central, derivam-se as várias outras metáforas mencionadas acima, como "células de defesa", "soldados" e a noção de "ataque" e "fuga" entre células.
- Outra metáfora é a de que processos biológicos são uma produção industrial, evidenciada pelo termo "fábrica" (utilizado para descrever o local de produção e modificação das células CAR-T, comparando um processo biotecnológico a uma linha de montagem industrial). As metáforas inseridas propositalmente no texto facilitaram o entendimento da ciência, uma vez que atribui termos popularmente usados ou conhecidos para elucidar a linguagem científica.
Filosofia da ciência
[editar | editar código]Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "Ciência e Filosofia". Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.
O artigo traz diversas questões filosóficas, tais como:
- O que nos define como seres naturais? Uma vez que, ao modificarmos nossas células em laboratório para executarem alguma função específica, estamos nos tornando artefatos de nossa própria criação? Um dos trechos que pode levantar esse questionamento é "Os primeiros testes em laboratório com esses linfócitos modificados, mais tarde chamados de linfócitos ou células CAR-T, foram reportados em 1987 na revista Biochemical and Biophysical Research Communications ... Seriam necessárias mais de duas décadas, porém, para que fossem usadas pela primeira vez em uma pessoa – em 2010 no norte-americano William Paul Ludwig ..." [2]
- A questão do paradoxo entre o poder e o controle também pode ser explorada, uma vez que a capacidade de modificar células sistema imunológico a nosso favor representa um poder imenso. Com isso, vem a questão filosófica sobre os limites do nosso conhecimento e controle. Até que ponto podemos prever e gerenciar as consequências de nossas inovações? Um exemplo que elucida esse questionamento é "Eles podem ser bastante tóxicos e causar uma forma grave da síndrome de liberação de citocinas."[3] Ou seja, a mesma inovação que é capaz de matar as células tumorais, também pode causar graves prejuízos à saúde dos pacientes.
Próximos passos
[editar | editar código]Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para ir para o próximo módulo do curso.
Referências
- ↑ https://revistapesquisa.fapesp.br/pesquisadores-desenvolvem-celula-de-defesa-com-acao-antitumoral-que-reduz-o-risco-de-rejeicao/
- ↑ https://revistapesquisa.fapesp.br/pesquisadores-desenvolvem-celula-de-defesa-com-acao-antitumoral-que-reduz-o-risco-de-rejeicao/
- ↑ https://revistapesquisa.fapesp.br/pesquisadores-desenvolvem-celula-de-defesa-com-acao-antitumoral-que-reduz-o-risco-de-rejeicao/