Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Patriciamrg
Nome da atividade
[editar | editar código]Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
Descrição da atividade
[editar | editar código]Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a Pesquisa FAPESP.
Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na página principal da publicação. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.
As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.
Nome de usuário(a)
[editar | editar código]Patriciamrg
Link para a matéria selecionada
[editar | editar código]Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.
- Título de matéria: Poluição, perda de biodiversidade, espécies invasoras e impactos das mudanças do clima
- Autoria de matéria: Carlos Fioravanti
- Link de matéria: https://revistapesquisa.fapesp.br/poluicao-perda-de-biodiversidade-especies-invasoras-e-impactos-das-mudancas-do-clima/
Resumo da matéria
[editar | editar código]Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.
Um diagnóstico marinho-costeiro do Brasil aponta perda de biodiversidade e degradação da costa brasileira causada por poluição, pesca excessiva e mudanças climáticas. O estudo sugere articulação entre governos, ciência e sociedade e ações urgentes para restaurar e proteger ambientes marinhos.
Análise da matéria
[editar | editar código]Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.
O objeto é o estado da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos nos ambientes marinhos e costeiros do Brasil, com foco em identificar perdas, causas de degradação (poluição, espécies invasoras, mudanças climáticas, pesca excessiva, urbanização) e formas de preservação. A metodologia abrange: Observação: Levantamento da situação atual de ecossistemas como manguezais, recifes, praias e estoques pesqueiros. Consideração das pressões humanas (poluição, ocupação costeira, espécies invasoras); Hipótese: A biodiversidade marinho-costeira brasileira está em forte declínio devido a múltiplas pressões antrópicas e falta de governança integrada; Experimentação: Não há experimentos laboratoriais no sentido clássico, mas sim estudos de campo, análises de impactos e casos práticos (ex.: branqueamento de corais, efeitos da pesca, monitoramento de habitats); Análise: Integração de resultados de pesquisas diversas (biologia, oceanografia, química, geologia, sociologia) para avaliar a perda de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e os fatores responsáveis; Publicação: Foi publicado 2 anos depois da matéria da revista, em 2025, o Diagnóstico Brasileiro Marinho-Costeiro sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos. Foi lançado pela Cátedra UNESCO para Sustentabilidade do Oceano, em parceria com a Plataforma Brasiliera de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES). Esta publicação sintetiza o conhecimento disponível sobre os ecossistemas costeiros e marinhos do Brasil.
Análise da pesquisa
[editar | editar código]Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.
O artigo usado como referência para descrever o método utilizado para o Diagnóstico foi: MAGRIS, R. A. et al. A blueprint for securing Brazil’s marine biodiversity and supporting the achievement of global conservation goals. Diversity and Distribution. v. 27, n. 2, p. 198-215. 1° nov. 2020. No artigo da FAPESP o método é apresentado de forma simplificada, quase que implícita. Ele não detalha o passo a passo do modelo de priorização nem como os dados foram tratados. Acredito que a reportagem está cumprindo o papel de tradução científica para o público leigo.
Metáfora científica
[editar | editar código]Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "A metáfora científica". No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.
As metáforas científicas não são tão evidentes neste texto, pois os termos referentes aos impactos ambientais já são usados há bastante tempo, ou seja, são metáforas invisíveis. Posso citar como metáforas os trechos: “O risco de invasão de áreas urbanas pelo mar": O mar é personificado como um invasor, sugerindo uma ameaça ativa e intencional às cidades costeiras, quando na verdade se trata de um processo físico de elevação do nível do mar; "recifes...formam barreiras que ajudam a reduzir a força das ondas": Os recifes são comparados a barreiras de proteção ou muros, destacando seu papel funcional na defesa da costa contra a erosão, como se fossem uma estrutura de engenharia criada para esse propósito; "Não mexer nos manguezais, para não liberar os estoques de carbono para a atmosfera": A metáfora de "estoques de carbono" transforma o carbono em um recurso que pode ser armazenado (como em um estoque) e liberado, reforçando a ideia de que os manguezais são reservatórios naturais de carbono que devem ser mantidos intactos.
Filosofia da ciência
[editar | editar código]Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "Ciência e Filosofia". Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.
O diagnóstico marinho-costeiro do Brasil não se apoia apenas em dados científicos convencionais, mas também em conhecimentos de povos indígenas e comunidades tradicionais. Isso representa uma mudança de paradigma, pois valoriza saberes locais e experiências práticas como fontes legítimas de informação científica. De acordo com o texto da aula “Ciência e Filosofia”, o diagnóstico exemplifica uma transição para ciência extraordinária, pois propõe novos paradigmas para entender, conservar e gerir os ecossistemas marinhos, de acordo com o que Kuhn descreveu como momento de ruptura paradigmática.
Próximos passos
[editar | editar código]Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para ir para o próximo módulo do curso.