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Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Thiago Altafini

De Wikiversidade

Nome da atividade

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Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.

Descrição da atividade

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Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a Pesquisa FAPESP.

Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na página principal da publicação. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.

As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.

Nome de usuário(a)

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Thiago Altafini

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Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.

Resumo da matéria

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Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.

A matéria trata de uma pesquisa sobre uma nova estimativa da origem da capacidade humana da linguagem, agora estimada há pelo menos 135 mil anos. A nova hipótese afirma que a presença da linguagem precisaria ser anterior à primeira emigração da espécie Homo Sapiens para fora da África, cerca de 120 mil anos atrás, já que é uma adaptação biológica única e comum a todas as populações humanas conhecidas.

Análise da matéria

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Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.

Objeto: Quando se deu o desenvolvimento da capacidade de linguagem na espécie Homo sapiens

Metodologia

Observação: O desenvolvimento da linguagem é uma adaptação biológica única e comum a todas as populações humanas conhecidas.

Hipótese: Portanto, a presença da linguagem é anterior à primeira emigração da espécie Homo sapiens para fora da África, cerca de 120 mil anos atrás.

Experimentação: Compilação de 15 estudos genéticos publicados nos últimos 15 anos estima que a capacidade de linguagem no Homo sapiens surgiu há aproximadamente 135 mil anos.

Análise: Todo indivíduo humano nasce com uma capacidade intrínseca que serve de base para desenvolver o conhecimento linguístico. É, portanto, uma forma de expressão genética. Para muitas correntes científicas, a linguagem é uma decorrência da evolução, que de alguma forma modificou o cérebro da espécie.

Publicação: Considerando as diferentes definições de linguagem e sem negar as capacidades de comunicação de outras espécies e mesmo o desenvolvimento do pensamento simbólico verificado nos registros arqueológicos de outros hominídeos como os Neandertais, é na linhagem dos Homo sapiens que os registros arqueológicos surgem de forma sistemática, indício de que o comportamento foi exercitado de forma coerente por todas as populações da espécie e não apenas algumas.

Análise da pesquisa

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Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.

A pesquisa de origem publicada na revista científica Frontiers in Psychology, sugere com maior precisão, por meio da análise de uma série de pesquisas genômicas anteriores, que o potencial para linguagem na espécie Homo sapiens se desenvolveu há pelo menos 135 mil anos, quando a espécie iniciou um processo de divisão populacional. A hipótese parte do pressuposto de, como todas as divisões subsequentes resultaram em populações com plena capacidade linguística, é razoável supor que o potencial para linguagem já estava presente na espécie por volta desse período ou até mesmo antes. Se a capacidade linguística tivesse se desenvolvido depois disso, seria de se esperar encontrar algumas populações humanas modernas sem linguagem ou com um modo de comunicação fundamentalmente diferente. Com base nesse limite inferior de 135 mil anos, a pesquisa propõe que a linguagem pode ter desencadeado o surgimento generalizado do comportamento humano moderno há cerca de 100 mil anos.

O artigo da Pesquisa FAPESP documenta bem a pesquisa relatada no sentido de explicitar a complexidade do assunto e a falta de consenso no meio científico sobre quando exatamente surge a capacidade de linguagem nos humanos e mesmo as diferentes possibilidades de definições do conceito de linguagem, protolinguagem ou um sistema de comunicação primitivo.

O artigo complementa as informações da pesquisa base por meio de depoimentos, tanto de pesquisadores que participaram dessa pesquisa quanto de outros especialistas sobre o tema, que refletem justamente sobre os diferentes conceitos de linguagem e as linhas de abordagem que sugerem essa capacidade em outras espécies de hominídeos por meio de registros arqueológicos e mesmo a observação de padrões de linguagem em espécies de primatas.

A pesquisa original detalha mais tecnicamente a metodologia para obtenção dos dados genômicos e o artigo da Pesquisa FAPESP resume esse conteúdo de forma mais inteligível e simplificada sem perder sua contundência e possibilitando a acessibilidade à um público mais amplo.

Metáfora científica

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Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "A metáfora científica". No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.

A autora do artigo utiliza uma série de termos emprestados de diferentes áreas científicas como a matemática, física, biologia, engenharia, etc. Esses termos são utilizados como metáforas, em sua maioria "mortas”, como por exemplo “resposta mais clara”, ou seja, que estão incorporadas na linguagem coloquial, mas também metáforas “vivas” como, por exemplo, “pavimentam o caminho” ou “ancorado em uma forma”, ou seja, termos que em seu emprego metafórico ainda é possível uma identificação de sua característica figurativa.

Segue abaixo a lista de metáforas identificadas:

  • “pesquisadores se desdobram para encontrar pistas”
  • “pavimentam o caminho”
  • “resposta mais clara”
  • “enriqueceu a discussão”
  • “um marco mínimo”
  • “limite inferior”
  • “guiar inferências futuras”
  • “aparentadas”
  • “primeira divergência”
  • “forma de arranjo”
  • “forma de expressão genética”
  • “peças de comunicação”
  • “ancorado em uma forma”
  • “transmitir informações”
  • “alçada da linguagem”
  • “sintomático”
  • “emergência de cultura material”
  • "rápida propagação"
  • "intervalo de tempo"
  • "desconfiando que a presença"
  • "rápida propagação"
  • "gatilho para o desenvolvimento"
  • "árvores genealógicas"
  • "mecanismos de aprendizado"
  • "reflexo desse ordenamento cognitivo"
  • "unidades de linguagem"

Filosofia da ciência

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Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "Ciência e Filosofia". Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.

Na introdução do artigo a autora já menciona a controvérsia do tema e a falta de consenso entre cientistas sobre o surgimento da capacidade de linguagem entre a espécie humana.

“A origem da linguagem é ainda tema controverso nas ciências, com antropólogos, biólogos evolucionistas, psicólogos, arqueólogos e linguistas sugerindo hipóteses variadas sobre o início dessa característica humana fundamental"

Após introduzir o tema e a metodologia da pesquisa base, a autora apresenta outra controvérsia fundamental sobre os diferentes conceitos de linguagem, além da citação de pesquisas que consideram a capacidade linguística de outros hominídeos e mesmo de primatas.

“Se cultura material é prova, então dá para dizer que neandertais [Homo neanderthalensis], denisovanos [Homo longi] e possivelmente outros hominídeos também tinham desenvolvido linguagem, pois os registros arqueológicos trazem cada vez mais vestígios de ferramentas líticas e expressões artísticas que essas populações produziam, que podem ser associadas a um comportamento mediado por símbolos”, comenta para Pesquisa FAPESP a belga Nathalie Gontier, filósofa de teorias evolutivas biológicas e linguísticas da Universidade do Porto, em Portugal.”  

“Nesse sentido, Gontier tem se dedicado a estudos evolutivos que levam em conta a existência de protolinguagem em primatas e outros animais. “Presume-se que protolinguagem seja uma forma intermediária entre o comportamento de primatas e a linguagem humana, e a forma como eu lido com as discordâncias atuais sobre diferenças entre linguagem e protolinguagem é olhando para o que chamamos de ‘composicionalidade’.”

O termo implica que a linguagem é composta por um somatório de comportamento associativo (por exemplo, a associação simbólica de gestos entre gorilas que significam “perigo” ou então “venha me fazer um cafuné”) e estrutura, ou ordem hierárquica, na qual os significados são posicionados dentro de uma frase ou uma ação. “O próprio comportamento de caminhar ou comer em uma sequência determinada pode ser reflexo desse ordenamento cognitivo”, afirma Gontier.  A linguagem, nessa visão, é mais do que comunicação.”

Próximos passos

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Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para incluí-la na listagem do módulo.


Referências