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Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Vitória Régia Barros Silva

De Wikiversidade

Nome da atividade

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Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.

Descrição da atividade

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Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a Pesquisa FAPESP.

Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na página principal da publicação. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.

As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.

Nome de usuário(a)

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Vitória Régia Barros Silva

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Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.

Resumo da matéria

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Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.

A matéria relata um experimento do ecólogo William Allen para entender quando os insetos se beneficiam de estratégias de sobrevivência diferentes. Em resumo, em habitats com muitos predadores, esses insetos precisam usar o aposematismo (cores de aviso para evitar ataques), mas, quando há poucos, a camuflagem é mais eficaz.

Análise da matéria

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Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.

Objeto de estudo: como os insetos dos cinco continentes do planeta escolhem se camuflar ou se exibir (aposematismo) para proteção de predadores (aves).

Metodologia:

Observação: usando a observação cientíica, de acordo com noções teóricas, os pesquisadores brasileiros trabalharam incansávelmente no campo da Reserva Biológica da Serra do Japi e em outros dois lugares, observando qual era o comportamento dos predadores, para entender se eles atacavam mais os camuflados ou os coloridos.

Hipótese: os brasileiros partiram do princípio da causalidade e formularam a hipótese de que a estratégia dos insetos varia de acordo com o tanto de predadores (aves) no local, e da frequência de insetos com cores de aviso. Portanto, quanto maior o número de aves, mais eficaz é a técnica das cores chamativas.

Experimentação: usando a comparabilidade, os pesquisadores compararam o número de ataques sofridos pelos insetos para testar a hipótese. Em oito dias, os dois cientistas colocavam mariposas falsas em 90 árvores, e as conferiam em horários diferentes do dia para criar um catálogo de predadores da área.

Análise: os dados foram interpretados, dando significado à eles: de acordo com a pesquisa, a camuflagem não funciona em habitats com muitos predadores. Com isso, o aposematismo protege melhor esses animais, já que as aves aprendem a evitar insetos coloridos.

Publicação: O trabalho foi divulgado internacionalmente e pela Revista FAPESP, coisa que mostra a importância da divulgação científica.

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Análise da pesquisa

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Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.

A pesquisa do ecólogo britânico William Allen, liderada no Brasil pelo biólogo Rhainer Ferreira (USP) e pelo entomologista Vinicius Lopez apresentou de forma clara o processo científico. Divulgado originalmente pela revista internacional Science, e posteriormente pela FAPESP, o estudo foi muito bem documentado no artigo, já que segue as etapas de metodologia religiosamente: observação, hipótese, experimentação, análise e publicação.

Metáfora científica

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Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "A metáfora científica". No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.

Metáfora científica: expressões específicas usadas no título da matéria se caracterizam como metáforas cognitivas porque simplificam jargões biológicos complexos e não conhecidos pela massa da população, como camuflagem e aposematismo, em ações simples, como "insetos que se exibem" e "insetos que se encondem".

Dessa forma, o texto jornalístico consegue acessar pessoas que não necessáriamente são da biologia, mas querem entender o comportamento dos insetos e das aves.

Filosofia da ciência

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Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre "Ciência e Filosofia". Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.

"Paradigma" é um termo que explica a dimensão filosófica do texto na aula apresentada pelo curso. Por exemplo, o conceito de falseabilidade estruturado por Karl Popper, é definido como "o que pode ser testado e refutado" dentro da ciência. No artigo divulgado pela Revista FAPESP, a seção metodológica se baseia neste conceito de testar e refutar. Por exemplo, a experimentação do estudo foi uma forma de testar a hipótese do grupo:

1 - "Ao longo de oito dias consecutivos, uma hora antes da aurora era preciso pregar mariposas falsas em 90 árvores sorteadas entre as 180-pré-selecionadas ao longo de uma trilha de 2 quilômetros (km). Depois disso, conferir todas elas ao meio-dia, de novo uma hora antes do pôr do sol e mais uma vez no dia seguinte, uma hora depois de o sol nascer (quando outras 90 árvores já tinham ganhado suas mariposas experimentais). Diariamente também era necessário fotografar algumas delas, ao lado de um quadrado cinzento também impresso em Swansea, como controlo de luminosidade. Era preciso, ainda, percorrer a trilha anotando as aves avistadas e gravando suas vocalizações, para gerar um catálogo da comunidade de predadores da área. As equipes dos outros quatro continentes faziam exatamente a mesma coisa" - Exemplo de "teste" extraído do texto

2 - ""Achei os resultados muito interessantes", avalia o biólogo Paulo Oliveira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que não participou do estudo. "Entretanto, quando se faz algo muito grande, em uma ampla escala geográfica, perdem-se os detalhes locais que talvez expliquem melhor os resultados." Por esse caráter global, ele ressalta, não é possível tirar muitas conclusões sólidas." - Trecho que refuta

Próximos passos

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Referências