Introdução ao Jornalismo Científico/Temas Centrais da Ciência Contemporânea/Atividade/Lucas José Momberg
Nome da atividade
[editar | editar código]Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 4 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de estar logado na Wikiversidade. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
Atividade
[editar | editar código]O jornalismo científico envolve finalmente um processo de tradução. Passamos dos signos próprios ao meio científico, que tem seus próprios e jargões, para um outro sistema de signos, mais próximo ao público amplo. A tradução torna-se ainda mais complexa quando há também uma adaptação a novos meios, por exemplo do texto científico para o produto audiovisual na comunicação científica.
Entender como a tradução intersemiótica é realizada no campo da divulgação científica é um esforço central na pesquisa sobre a comunicação da ciência. Neste exemplo, são apresentadas as estratégias de construção de duas matérias sobre ciências agrárias.
O exercício proposto aqui envolve justamente uma comparação sobre como foi realizada a comunicação sobre uma mesma produção científica. Para isso, você deverá selecionar uma notícia sobre um tema científico e verificar de que forma ela foi abordada por dois veículos jornalísticos diferentes. Analise tópicos como: o título, o abre, a descrição do método, a realização de entrevistas, o contexto que a notícia oferece. O roteiro abaixo explica como deve ser feito.
Nome de usuário(a)
[editar | editar código]Lucas José Momberg
Material selecionado
[editar | editar código]Nesta seção, você deve listar o material selecionado para o exercício:
- dois produtos jornalísticos, de qualquer meio e de veículos distintos, sobre um mesma tema científico, preferencialmente sobre uma mesma notícia científica; e
- a publicação científica que deu origem à divulgação científica realizada nos dois produtos jornalísticos selecionados.
- Título e link da notícia 1: O verme que voltou à vida após ficar congelado por 46 mil anos (https://www.bbc.com/portuguese/articles/cl7nn598z1xo).
- Título e link da notícia 2: Vermes de 46 mil anos da Sibéria são descongelados e voltam à vida (https://canaltech.com.br/ciencia/vermes-de-46-mil-anos-da-siberia-sao-descongelados-e-voltam-a-vida-257744/).
- Título e link da produção científica: A novel nematode species from the Siberian permafrost shares adaptive mechanisms for cryptobiotic survival with C. elegans dauer larva (https://doi.org/10.1371/journal.pgen.1010943).
Produção científica
[editar | editar código]Para esta etapa, você precisará ler e descrever a produção científica selecionada. Responda às questões abaixo.
- Qual a contribuição científica pretendida?
- Responda aqui: Compreender os processos evolutivos e de criptobiose.
- Qual o método científico adotado?
- Responda aqui: Observação, Coleta de amostras do Permafrost, descongelamento, datação por radiocarbono, análise morfológica, sequenciamento genético, análise metabólica, experimentação com outro organismo, análise dos dados obtidos.
- Quais são as limitações do método, tais quais apresentadas no artigo?
- Responda aqui: A presença de genes homólogos não caracteriza necessariamente uma mesma funcionalidade. Pode haver outros mecanismos bioquímicos não identificados atuando no processo. Dificuldade de definir um limite de tempo em que os organismos podem sobreviver em criptobiose.
- Qual o resultado realizado?
- Responda aqui: A datação por radiocarbono indica que os organismos encontrados nas amostras coletadas no Permafrost têm uma idade aproximada de 46 mil anos. A nova espécie tem um genoma triploide e definida como Panagrolaimus Kolymaensis. E C. Elegans e P. Kolymaensis podem ter mecanismos criptobióticos parcialmente semelhantes.
- Qual o impacto deste resultado?
- Responda aqui: Impacta na compreensão dos processos evolucionários e a compreensão dos mecanismos de criptobiose pode levar ao desenvolvimento de novas maneiras de armazenamento de células e tecidos a longo prazo.
Produção jornalística
[editar | editar código]Para esta etapa, você precisará ler e descrever cada uma das notícias de comunicação científica selecionadas. Responda às questões abaixo.
- Por que no título (ou abre, no caso de um produto audiovisual) é destacada esta informação?
- Responda aqui para a comunicação 1: Para chamar atenção e gerar interesse.
- Responda aqui para a comunicação 2: Para chamar atenção e gerar interesse.
- Em que medida o método da pesquisa é descrito?
- Responda aqui para a comunicação 1: De forma simples, breve e objetiva.
- Responda aqui para a comunicação 2: De forma simples, breve e objetiva.
- Qual a função das entrevistas, se ocorreram?
- Responda aqui para a comunicação 1: Afirmar a inovação da pesquisa.
- Responda aqui para a comunicação 2: Não há entrevista.
- Em que medida alguns resultados são destacados e outros, não?
- Responda aqui para a comunicação 1: Menciona a descoberta da nova espécie, a datação por radiocarbono, as similaridades com C. Elegans. Oferece um panorama geral dos resultados.
- Responda aqui para a comunicação 2: Menciona a descoberta da nova espécie, a datação por radiocarbono, as similaridades com C. Elegans. Oferece um panorama geral dos resultados.
- Em que medida a notícia oferece um contexto suficiente para a compreensão da produção científica?
- Responda aqui para a comunicação 1: É mais objetiva, focando mais no próprio estudo e como ele aconteceu.
- Responda aqui para a comunicação 2: Contextualiza relativamente o lugar que o estudo ocupa em relação aos outros
Análise
[editar | editar código]Para esta etapa, você precisará fazer um texto de até 2.000 caracteres comparando as estratégias de tradução intersemiótica realizadas pelas duas notícias. O que queremos saber finalmente é em que medida conseguiram comunicar adequadamente o resultado e o processo da ciência. Você pode também indicar exemplos positivos e negativos da prática de comunicação realizada.
A primeira matéria, “O verme que voltou à vida após ficar congelado por 46 mil anos”, publicada pela BBC News Brasil, começa destacando que um par de vermes que estavam adormecidos foram revividos por uma equipe internacional de pesquisadores. Em seguida revela que os vermes pertencem a uma espécie de nematoide, que era desconhecida, e que foram mantidos em criptobiose, um estado que lhes permite sobreviver em condições extremas, sem água e oxigênio, congelados no permafrost da Sibéria. A equipe de pesquisadores teria então submetido os organismos a um processo de reidratação em laboratório, após o qual teriam retornado à vida. O artigo pontua que embora não tenha sido a primeira vez que vermes são revividos, o período em que esses nematoides permaneceram em criptobiose foi o mais longo até o momento.
A partir disso explica que a datação por carbono indica que os vermes encontrados no permafrost entraram nesse estado de dormência no final do pleistoceno, entre 45 e 47 mil anos e que os mesmos genes que lhes permitem entrar em criptobiose são encontrados no verme Caenorhabditis Elegans, uma espécie contemporânea que pode entrar no mesmo estado. Menciona também que as duas espécies produzem trealose, um tipo de açúcar, quando estão desidratadas, algo que possivelmente contribui de forma chave para a sobrevivência dos vermes em condições extremas e por longos períodos, apesar de terem um ciclo de vida curto. A matéria da BBC conclui ressaltando que os pesquisadores continuarão investigando os mecanismos envolvidos no processo de criptobiose para maior compreensão do tema.
A segunda matéria, “Vermes de 46 mil anos da Sibéria são descongelados e voltam à vida”, publicada no site Canaltech, inicia apresentando ao leitor que alguns vermes encontrados no permafrost da Sibéria foram descongelados e voltaram à vida em um experimento internacional, que se tornou o caso de criptobiose mais duradouro, explicando o processo como um estado de latência. A partir disso, discorre que os nematoides encontrados na Sibéria são de uma nova espécie, que os vermes foram datados por radiocarbono, tendo uma idade aproximada entre 45 e 47 mil anos, e que além desses vermes há uma outra espécie contemporânea, com mecanismos parecidos, capaz de entrar em criptobiose, mencionando a produção de trealose. Além disso, a matéria também ressalta que esse não é o único caso de organismos que voltaram à vida e demonstra preocupação com o fenômeno de aquecimento global que pode desencadear os processos de descongelamento afetando o ecossistema com a chegada de novas espécies, que antes estavam em estado de criptobiose.
Ambas as matérias conseguem comunicar de forma clara e simples os resultados do estudo, tais como a descoberta de uma nova espécie que voltou à vida após aproximadamente 46 mil anos em estado de criptobiose e que há uma outra espécie de verme com mecanismos parecidos que possuem a mesma capacidade de entrar e permanecer nesse estado de latência. O primeiro artigo, da BBC News Brasil explica melhor qual é o efeito do estado de criptobiose, pontuando que esse estado é o que permite que os organismos sobrevivam em condições adversas por um longo período, apresentando melhor o assunto ao leitor, enquanto o segundo artigo descreve o processo de criptobiose apenas como um estado de latência. Em relação ao método, a segunda matéria o apresenta de forma levemente mais detalhada, explicando o que é a datação por radiocarbono e apresentando mais detalhes acerca dos experimentos aos quais as duas espécies de nematoides foram submetidas, porém as limitações do método não são debatidas por nenhum dos dois artigos
Em síntese, as duas matérias apresentam o assunto, informam os resultados e como eles foram obtidos, cumprindo seus objetivos de maneiras ligeiramente diferentes, com a primeira centrando-se mais no estudo e a segunda apresentando também os debates acerca dele.
Próximos passos
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