Laboratório de Jornalismo Multimídia/2021/Imagens na ecologia digital

Fonte: Wikiversidade

Bem-vinda/o à tarefa de imagens na ecologia digital

O que há do outro lado de sua janela?
Esta é a segunda tarefa da disciplina Laboratório de Jornalismo Multimídia e, por isso, etapas de inscrição são necessárias. A inscrição é individual e, portanto, deve ser realizada por todos. Você deve realizá-las antes de iniciar o trabalho.

O trabalho é individual.

Não se esqueçam de realizar o registro wiki para a realização da tarefa e de estar logado! Sem isso, não tenho como te identificar.

Prazo[editar | editar código-fonte]

O trabalho é feito pela Wikiversidade e em outras plataformas. Ao estarem logados e inscritos corretamente, o que fizerem nesta plataforma gerará um relatório, que acompanharei. O controle das tarefas feitas fora da Wikiversidade deve ser reportado nesta plataforma.

O prazo de entrega é até 11 de abril. Sugiro que façam antes!

As aulas de 22/3 e de 29/3 serão destinadas integralmente à atividade. A devolutiva ocorrerá até um mês após a entrega.

Proposta[editar | editar código-fonte]

Uber Eats cyclist crossing Calverley Street, Leeds (25th August 2017).jpg

Neste trabalho, vamos passar por todo o processo de produção, edição, carregamento e estruturação de imagens na internet. A proposta é que construamos um projeto fotográfico coletivo, com alta performance em otimização.

Para isso, vamos:

  1. fotografar
  2. editar a fotografia com tecnologias ágeis
  3. carregar e estruturar a imagem editada no Wikimedia Commons
  4. escrever um texto jornalístico curto a partir da imagem
  5. publicar a imagem em redes sociais
    1. publicar a imagem no Facebook
    2. publicar a imagem no Twitter
  6. publicar o trabalho na tabela de controle da Wikiversidade

Fotografar[editar | editar código-fonte]

Para este trabalho, é esperado que façam uma fotografia digital com a seguinte proposta:

Para onde correm os entregadores? O que se testemunha sobre a cidade no vaivém dos motociclistas de aplicativo? 

Individualmente e por fim juntos faremos um projeto fotográfico colaborativo de documentação da cidade durante a pandemia. O sujeito fotográfico é o entregador de aplicativo; o objeto é nossa cidade, o que descobrimos dela, olhando pela janela, pela rua, por seu carro, através da sociedade.

Se você estiver num ambiente em que a fotografia do "mundo de entrega" não é possível, a ausência dessa circulação, ou seja, a documentação da calmaria reinante, é sua contribuição neste projeto. A busca será portanto em criar uma linguagem em que nesse vazio imediato se tenha uma noção de que estamos vendo seu testemunho do mundo durante a pandemia.

A fotografia é livre, mas deve preferencialmente ser feita a partir da janela de sua casa ou de uma vista geral de sua rua. Não queremos uma fotografia de retrato, queremos um plano aberto!

Cuidados
Abhishek Shival.jpg
  • A imagem precisa ser tirada em alta resolução. Se for usar seu celular, verifique que está programado para esse tipo de imagem;
  • Não fotografe a partir de dispositivos de redes sociais;
  • Tire várias fotografias -- mesmo que só escolha finalmente uma para o trabalho;
  • Se for fotografar atrás de uma janela, tome cuidado com o reflexo e sujeiras;
  • Pelos dados de EXIF, lembrem-se, os dados de produção da imagem são identificáveis, o que inclui data e geocoordenada. Vocês não serão rastreáveis pela fotografia, mas eu saberei se realmente fizeram o exercício.

Justificativa do exercício: Nesta etapa, o estudante vai utilizar um dispositivo próprio para produzir um objeto de comunicação, uma fotografia digital, seguindo uma pauta e no contexto de um projeto coletivo.

Avaliação: Serão considerados na nota a realização do trabalho de acordo com as instruções e a adequação à pauta sugerida. Vale dois sobre dez.

Editar a fotografia com tecnologias ágeis[editar | editar código-fonte]

Produzir uma imagem é apenas um primeiro na atuação jornalística sobre ela, no ambiente digital. É preciso editar a imagem:

  • ajustando luz e cor
  • equilibrando contraste
  • removendo sujeiras
  • cortando elementos desnecessários
Image editing example.png

Em 2019, antes da pandemia, fizemos uma saída fotográfica registrando "humanos da Avenida Paulista". Veja nesta página de entrega do trabalho como ficaram as edições: Laboratório de Jornalismo Multimídia/Projeto fotográfico/Carregamento. Nem todas ficaram boas, e não são para usar como modelo, mas dão uma noção do que pode acontecer entre uma imagem "bruta" e uma imagem editada.

A regra é que uma edição para o digital deve ser rápida. Chamamos isso de "edição ágil", numa referência a uma metodologia de trabalho chamada agile. No geral, uma edição não pode durar mais do que cinco minutos por imagem. Veja no relógio quanto tempo você demorar para esta parte do trabalho e pense uma vez ela finalizada o que poderia ter feito para ir mais rápido.

É preciso escolher bem a tecnologia que se quer usar. Não use tecnologias de redes sociais, como filtros do instagram, zap e afins. É preciso tomar cuidado para não reduzir o tamanho da imagem, algo que sempre fazem essas tecnologias. Há várias tecnologias da Adobe, que podem usar. Para quem não se sente confortável com o Adobe, sugiro este aplicativo: Snapseed. Muito fácil de usar! Vejam para referência este vídeo com instruções.

Cuidado: Tenha certeza de não perder resolução na imagem, com a edição. A medida mais fácil disso é olhando o tamanho do arquivo, em bytes. Não é necessário adotar uma proporção definida.

Justificativa do exercício: Nesta etapa, o estudante vai colocar em prática aptidões de edição rápida de imagem.

Avaliação: Serão considerados na nota a realização do trabalho de acordo com as instruções. Vale um sobre dez.

Carregar e estruturar a imagem editada no Wikimedia Commons[editar | editar código-fonte]

Como carregar imagens no Wikimedia Commons
Sugestão: vídeo mais longo sobre como funciona o ecossistema digital livre para imagens.

Agora que sua imagem está editada, vamos carregá-la no Wikimedia Commons. Trata-se de um repositório de imagens livre, isto quer dizer, que é possível reutilizar as imagens que lá estão, sendo a única exigência a de creditar o fotógrafo. Falaremos mais sobre licenças no próximo módulo da disciplina.

Carregar é relativamente simples. Veja o vídeo nesta seção. Para referência, há também este material, páginas 36 a 39.

Antes de carregar
  1. Verifique que sua imagem tem pelo menos 750 kB -- se estiver com menos é que algo deu errado e verifique que não pegou transferiu a imagem por rede social;
  2. Esteja logado/a ;
  3. Clique aqui e selecione a imagem que deve ser carregada
Carregando
  1. Indique que as fotografias são de sua autoria (aqui você está adotando uma licença livre)
  2. O título da fotografia pode seguir o seguinte modelo: nome do projeto - seu nome de usuário - o que retratou. Exemplo: Mundo de entrega - Joalpe - Vista de meu quarto.
  3. A legenda no Commons refere-se ao que, em multimídia, chamamos muitas vezes de alt-text ou texto alternativo. Deve ser um texto de até 100 caracteres que descreve de modo objetivo o que está retratado na imagem. Exemplo: Entregador de aplicativo sobre uma motocicleta em alta velocidade, em São Paulo. Se quiser se aprofundar sobre isso, veja: este texto sobre o uso de alt-text em SEO.
  4. A descrição é uma apresentação detalhada do que foi produzido na imagem. Aqui, você pode apresentar o contexto, os elementos retratados com mais detalhe, a função social da imagem. Importante: ao fim da descrição, escreva "Fotografia realizada no contexto de um projeto educacional na Faculdade Cásper Líbero, em 2021". Não há limite de caracteres para a descrição.
  5. Na data, se não aparecer automaticamente (e isso é muitas vezes sinal de que algo deu errado, como por exemplo você ter transmitido a imagem por rede social -- o que não deveria fazer!), coloque manualmente a data em que tirou a fotografia.
  6. Insira como categoria apenas: Projeto Commons da Faculdade Cásper Líbero (JO/2021).
Adicionando metadados e publicando
  1. Após clicar em publicar o arquivo, vai aparecer uma página para que coloque informações estruturadas sobre a imagem. É imprescindível que o faça! Pense nisso como tags e nomeio tudo o que consegue ver na imagem. Se o termo que você procura não aparecer na busca, tente um termo mais geral. Veja abaixo como os dados de uma imagem são estruturados.
  2. Siga para a publicação da imagem. Et voilà!

Justificativa do exercício: Nesta etapa, o estudante vai atuar de acordo com protocolos de descrição, estruturação e otimização de imagem carregada em ambiente digital.

Avaliação: Serão consideradas na nota a realização do trabalho de acordo com as instruções (1), a correção do título, da legenda e da descrição (1) e a completude e consistência da estruturação de metadados (2). Vale quatro sobre dez.

Escrever um texto jornalístico curto a partir da imagem[editar | editar código-fonte]

Abra seu editor de texto favorito e escreva um texto jornalístico livre a partir da imagem que você produziu. Em especial, mas não obrigatoriamente, aborde a situação dos entregadores e do mercado de entregas em São Paulo, durante a pandemia. Se falar sobre os entregadores não for adequado dado o contexto de produção de sua imagem, aborde de maneira mais subjetiva o contexto de testemunhar o mundo a partir de sua janela ou perspectiva, na pandemia.

O texto não deve ter hyperlinks, pois será levado para as redes sociais. O tamanho esperado é até 550 caracteres, contando espaço.

Imagine que está escrevendo um dos parágrafos que acompanha este ensaio fotográfico do Hypeness: Fotos de entregadores em quarentena italiana para refletir sobre racismo e colonização.

Justificativa do exercício: Nesta etapa, o estudante vai realizar um texto num formato bimidiático, ou seja, um texto associado a uma imagem.

Avaliação: Será considerada a adequação do texto às instruções e à proposta temática. Vale um sobre dez.

Publicar a imagem em redes sociais[editar | editar código-fonte]

Publicar a imagem no Facebook[editar | editar código-fonte]

Facebook-new.png

Temos agora uma imagem e um texto! Muito bem! Vamos agora fazer esse conteúdo ganhar o mundo. Para isso, vamos entender como funciona o Facebook e a linguagem bimidiática!

  • Orientação teórica: "Uma imagem vale mais que mil palavras? Humans Of New York e a febre de páginas que contam histórias de anônimos através de fotografias no Facebook" - Maísa de Oliveira Vicente
    • "Em abril de 2014, um levantamento feito pela Folha de São Paulo identificou mais de 200 páginas ao redor do mundo que estão seguindo o exemplo do HONY e espalhando na web histórias dos mais variados tipos, usando apenas posts com fotografias e pequenos relatos."
    • "Adriana Baptista, uma pesquisadora portuguesa do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, utiliza um termo interessante para descrever textos que combinam de várias maneiras diferentes imagens e palavras, ela os chama de textos bimídia. Para a pesquisadora, esses textos bímida privilegiam sistematicamente as situações em que as imagens são usadas como ilustrações de um texto. 'É preciso compreender que as imagens apenas legendadas (sem qualquer outro tipo de texto) são já uma forma de anexação de dois meios apresentativos diferentes com consequências eventualmente muito diversificadas. As legendas parecem, pois, ter uma quota-parte muito significativa na construção dos sentidos que se atribuem às imagens.'"

O primeiro espaço em que publicaremos portanto é o Facebook, um dos sites mais acessados do mundo. Nossa atuação nesse espaço será bimidiática, tal qual descrito acima. Cada um com sua contribuição, mas juntos, já que estamos num mesmo projeto, vamos montar um projeto de comunicação social colaborativo. Eu o intitulei: Mundo de entrega, uma página no Facebook.

O que você precisa fazer, agora, é:

  1. Descarregar do Wikimedia Commons a imagem que produziu -- é muito importante que baixe a imagem do Commons e não a recarregue diretamente de seu dispositivo, pois a imagem será entendida como a mesma, o que aumentará sua performance;
  2. Entrar na página do projeto no Facebook;
  3. Clicar em publicação, daí inserir a imagem e o texto jornalístico que você produziu a partir dela;
  4. Inserir pelo menos cinco hashtags, incluindo #casperlibero e #mundodeentrega . As outras hashtags ficam a seu critério, mas veja este material sobre como escolhê-las. Não são muito úteis no Facebook, note, porque a maior parte das comunicações é privada, mas no caso de páginas, como a nossa, ajudam a performance de otimização até mesmo fora da rede social, por exemplo em buscadores como o Google.

Saí do pressuposto de que todo mundo tem conta no Facebook. Se não tiver é agora a hora de criar! As imagens de seus colegas aparecem na aba Comunidade, na página do Facebook.

Justificativa do exercício: Nesta etapa, o estudante vai trabalhar a difusão de seu produto jornalístico numa rede social, no contexto de um projeto coletivo.

Avaliação: Será considerada na nota a realização do trabalho de acordo com as instruções. Vale um sobre dez.

Publicar a imagem no Twitter[editar | editar código-fonte]

Accessible Twitter website icon.png

O Facebook é uma rede "fechada", no sentido de que boa parte da comunicação que lá ocorre, não é visível. Estratégias de difusão precisam levar em conta a característica dessa rede. Vamos agora trabalhar no Twitter, uma rede totalmente aberta, onde tudo o que postar será visto.

As organizações de jornalismo não encontraram ainda plenamente seu espaço no Twitter. Profissionais de comunicação individualmente adotam uma posição ativa nessa rede. Veja aqui um texto interessante sobre jornalismo e Twitter: "Twitter: a nova ferramenta do jornalismo".

Nossa estratégia vai ser aproveitar posições de hub para amplificar nossa pauta. (Se você não se lembra o que é um hub em rede social, volte à aula um :P.) Para isso, você vai ter de:

  1. Descarregar do Wikimedia Commons a imagem que produziu -- é muito importante que baixe a imagem do Commons e não a recarregue diretamente de seu dispositivo, pois a imagem será entendida como a mesma, o que aumentará sua performance;
  2. Editar a imagem, colocando nela um texto curto (algumas palavras bastam!) que, a partir de sua imagem, faça refletir sobre a situação de entregadores na pandemia;
  3. Publicar a imagem no Twitter, a partir das seguintes instruções:
    1. Sua postagem deve ser uma resposta a uma mensagem que você identificar como sendo de um hub do Twitter, num assunto pertinente ao que você está tratando;
    2. Sua postagem deve conter a imagem, o link para o Wikimedia Commons onde ela foi publicada originalmente (a versão sem texto em cima) e pelo menos três hashtags. Uma dessas hashtags deve ser obrigatoriamente: #mundodeentrega . As outras são livres. Veja na seção acima um link sobre como escolher hashtags;
  4. Curta e retuíte pelo menos cinco postagens que tenham a hashtag #mundodeentrega . Você as encontrará fazendo a busca pela hashtag no Twitter, http://shorturl.at/ituAV. Escolha postagens que ainda não tenham sido retuitadas ou curtidas ou que tenham sido pouco retuitadas ou pouco curtidas. Aqui, vamos viralizar!

No ano passado, fiz um projeto parecido sobre a ditadura militar brasileira, que pode olhar neste link: https://rb.gy/oww7hz, para referência.

Saí do pressuposto de que todo mundo tem conta no Twitter. Se não tiver é agora a hora de criar!

Justificativa do exercício: Nesta etapa, o estudante vai trabalhar a difusão de seu produto jornalístico numa rede social, no contexto da criação de um movimento de difusão de uma hashtag a partir de uma estratégia de hub.

Avaliação: Será considerada na nota a realização do trabalho de acordo com as instruções. Vale um sobre dez.

Publicar o trabalho na tabela de controle da Wikiversidade[editar | editar código-fonte]

Juandev.PNG

Boa, chegou até a última parte do trabalho!

Assim que tiver completado todas as etapas acima, preencha a tabela que segue. Para isso,

  1. clique em 'criar atividade' na linha do nome de usuário wiki que você criou para esta disciplina;
  2. não mexa na linha de nome de usuário, pois automaticamente colocará o nome de usuário com o qual está logado (aliás, verifique -- e verifique de novo -- que está logado/a, pois se não estiver não acho seu trabalho);
  3. busque no Wikimedia Commons a imagem que você carregou e na seção adequada cole o nome exatamente tal qual aparece no título da página. Exemplo: File:Mundo de entrega - Joalpe - Vista de meu quarto.jpg . Não se esqueça do File: no início e do .jog (ou outro formato que tiver usado), no fim;
  4. cole o texto jornalístico na seção adequada;
  5. coloque o link de sua postagem no Facebook na seção adequada. Para achar o link direto para uma postagem no Facebook, tem de clicar no horário ou na data de publicação. O link que surgir será o link direto. Veja aqui instruções;
  6. coloque o link de sua postagem no Twitter na seção adequada. Para achar o link direto para uma postagem no Twitter, clique tem de clicar no horário ou na data de publicação. O link que surgir será o link direto.

Se houver algum erro, a publicação ficará estranha. Clique de novo no botão na linha de seu nome para ajustar o trabalho. O preenchimento desta tabela é como verificarei a realização do trabalho.

Justificativa do trabalho: A sequência de exercícios avalia várias habilidades fundamentais da comunicação multimidiática, como a produção, edição, redação bimidiática e estruturação de metadados para imagens digitais, além de ter dois pontos práticos relacionados às redes sociais. No geral, busca-se desenvolver duas competências profissionais: o desenvolvimento de boas práticas para a publicação na internet e a capacidade de seguir protocolos e instruções detalhadas.

Nome de usuário(a) Imagem Legenda (até 550 caracteres com espaço) Facebook Twitter Página da atividade

Joalpe

Common seal (Phoca vitulina) 2.jpg Esta imagem de foca é um exemplo -- aqui vocês colocam o texto jornalístico que escreveram [1] [2] Ver página

11000141JOAOVICTOR

Mundo de entrega - 11000141JOAOVICTOR - Parada Obrigatória.jpg Se puder, fique em casa. O mantra inicia com uma condição, ou seja, mesmo diante da sinalização de uma parada obrigatória, com o agravamento da pandemia, que hoje ceifa mais de quatro mil vidas por dia, o “se puder” indiretamente se tornou uma autorização. Contudo, inúmeros trabalhadores nunca puderam ficar em casa.

Com um auxílio emergencial que não garantiu a seguridade do pão à mesa, índice de desemprego em ascensão e redução dos postos trabalho, muitos trabalhadores viram o serviço de entrega por aplicativo como a possibilidade de complementar a renda familiar, que já não possui o mesmo poder de compra dos anos anteriores. Só na Grande São Paulo o número de entregadores trabalhando para apps como Ifood e Rappi, teve um aumento de 20%. Em junho de 2020, aproximadamente 280 mil entregadores, de moto, bicicleta ou carro atuavam na região. Índice que deve seguir em ascensão após a flexibilização das leis trabalhistas e falta de regulação da atividade dessas empresas. A propósito, outro índice que segue em evoluindo a cada dia, no país é o de vidas ceifadas nessa pandemia, mas se puder, fique em casa.

[3] Ver página

AbelhaVermelha

Mundo de Entrega - AbelhaVermelha - de dentro do carro.jpg De dentro do carro, parece fácil ser entregador, afinal, com o tanto de entregas que têm sido feitas durante pandemia, essas pessoas devem estar ganhando muito dinheiro. Pelo contrário. Quando pedimos comida por um aplicativo, o entregador ganha apenas uma porcentagem e muitas vezes precisa trabalhar sem parar para conseguir o suficiente para sobreviver. Os aplicativos, que não fornecem seguro saúde ou salários regularizados, tomaram o espaço de entregadores contratados diretamente pelos restaurantes. Quando foi a última vez que você ligou direto para o restaurante para pedir seu jantar? [4] [5] Ver página

Afonso800

Mundo de entrega - Afonso800 - Minha rua vista pela minha varanda.jpg Apenas um entregador. Sozinho, por conta do horário, mas pelo menos na sombra, num dia de sol quente. Ao longo do dia, apesar da rua não ser muito movimentada, são vários, em diferentes horários, parados em diferentes prédios. Num bairro nobre de uma cidade particularmente desigual, Recife, onde (como em quase todos os lugares do mundo) fazer quarentena é um luxo, os entregadores são só alguns dos profissionais que tornam isso possível. Em geral, são pessoas que não têm outro tipo de renda e, portanto, não podem parar de rodar. [6] [7] Ver página

Alexandre Arias

Mundo de Entrega - Alexandre Caldeira Arias - Vista da janela do meu carro.jpg Com médias que beiram 1000 mortes diárias causadas pelo Covid-19 no Estado de São Paulo, são privilegiados aqueles que podem se isolar. Para a manutenção desse privilégio, 280 mil entregadores de aplicativo dominam as ruas da capital montados em suas motos ou bicicletas. Mesmo em um trabalho tão exaustivo, expositivo e perigoso, enfrentam sol e chuva com esperança e humanidade. Trabalham, correm contra o tempo e colocam a vida em risco para contribuir com o isolamento social, muitas vezes, por falta de opção. [8] [9] Ver página

Alexandre Kenzo

Mundo de entrega - Alexandre Kenzo - Vista da única da janela à Avenida.png É um trabalhador invisível. Na pandemia até se destaca: é o único naquela avenida ensolarada de São Paulo, enquanto todos foram se isolar. Mas continua invisível. No aniversário da crise faz maior jornada por menor renda, carrega comida, bebida, e país nas costas; país que não o percebe. Ao consumidor, é um rosto já esquecido após o almoço. Ao aplicativo, um número que cresce com o desemprego. Não se vê pessoa além do capacete - só função: é uma máquina, substituível quando quebra, e barata como uma vida. Mais barata que o combustível da moto. [10] [11] Ver página

Alexandre Puga

Mundo de entrega- Alexandre Puga- vista do meu quarto.jpg Em Ribeirão Preto, se tornou comum ver entregadores correndo pelas principais ruas da cidade durante a pandemia de coronavírus. Apesar disso, em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, o uso de aplicativos de comida ainda não é algo tão corriqueiro. O silêncio está presente na maior parte do dia e só é interrompido pelo barulho dos mais diversos passarinhos e dos carros que passam pela rua. [12] [13] Ver página

Amanda Nunes Moraes

Mundo de Entrega - Amanda Nunes Moraes - Entregadores vistos de janela.jpg Devido à pandemia, quem pôde, se isolou dentro de casa, o que ampliou o comércio eletrônico e as entregas. Com quase 350 mil mortes por covid no Brasil, os entregadores de aplicativo arriscam suas vidas todos os dias. Porém, segundo pesquisas da BBC News Brasil, apesar do trabalho deles ter aumentado, houve uma redução no salário. O estudo relatou que 89% dos entrevistados tiveram ganhos iguais ou menores desde o início da pandemia. Em geral, eles são autônomos e não possuem benefícios. Como aceitar um sistema que os considera descartáveis? [14] [15] Ver página

AnaClara2021

[[
Mundo de entrega - AnaClara2021 - Entrega em portaria.jpg
|300px]]
Enquanto alguns de nós podemos contar com o conforto de nossas casas para exercer com nosso papel dentro de uma sociedade que vive um intenso período de isolamento social, outros precisam arriscar suas vidas em prol de nossos confortos. Quantas vezes você não pegou seu celular e em poucos cliques pediu um alimento que é entregue em sua porta? “Muito prático! E ainda fico protegido em casa” Sim, mas para isso entregadores e mais entregadores entram em batalhas diárias com nosso maior inimigo: o vírus Covid-19. [16] [17] Ver página

Anabaps

Mundo de entrega - Analuá.jpg Durante a pandemia muitos hábitos tiveram que ser revistos e criados. Com a impossibilidade de sair, o delivery deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade. No entanto, enquanto alguns estão em casas, outros trabalham para que esses possam permanecer seguros em seus lares. É considerado um serviço essencial, porém, a segurança daqueles que realizam as entregas são deixadas de lado. Longas horas de trabalho, baixa remuneração e, ainda, a exposição diária do vírus. Indo de casa em casa, tocando de mão em mão. Seria um sacrifício ou desumanidade? Trata-se de um isolamento seletivo. [18] [19] Ver página
AnaLambert42 Criar atividade

André Udlis

Mundo de entrega - André Udlis - vista da esquina.jpg Enfrentando uma fria manhã paulistana, um motoboy acorda cedo para ser o primeiro a chegar no estabelecimento que serve comidas e bebidas e assim possa garantir sua renda desde o início da jornada. Ainda solitário, o entregador utiliza o celular para ver as redes sociais e se manter ocupado além de sempre ficar de olho no app de entregas ao qual é filiado para ver se algum pedido já foi feito. Com o capuz do casaco sobre a cabeça, é notável que no momento o trabalhador está com frio e aguarda ansiosamente para começar o seu trabalho na semana. [20] [21] Ver página

AnnaCas123

Cotiano das entregas - AnnaCas123 - Vista da varanda.jpg Desde de 2020, uma parcela da população está reclusa em suas casas e apartamentos seguindo o isolamento social como medida de prevenção contra a covid-19. Porém, esse privilégio não é universal. Nesse período, os entregadores estão nas suas, em longas jornadas de trabalho e em situação de risco, garantindo que os reclusos tenham os recursos necessários para manter o distanciamento. Apesar de todo o esforço, ainda não são vistos como atuantes da linha de frente e não estão inclusos na lista de prioridade da vacinação no país, que peca em garantir o mínimo de segurança.
  1. casperlibero #mundodeentrega #pandemia #entregadores #saudepublica #delivery #isolamento
[Post] [Tweet] Ver página

Arthur Batista Pimentel

Mundo de entrega - Arthur Batista Pimentel - Vista da entrada do meu prédio.jpg As entregas não param! O isolamento “seletivo” não se aplica aos entregadores de aplicativo. Eles estão a todo momento espalhados pelas ruas entregando os pedidos aos que tem o privilégio e a comodidade de ficar em casa. A necessidade de trabalhar fala mais alto que o medo de estar exposto ao vírus diariamente, não são todos que tem essa opção. [22] [23] Ver página

Bárbara Vetos

Mundo de Entrega - Bárbara Vetos - Vista de rua tranquila.jpg A pandemia trouxe muito caos, mas é claro que, em um país tão desigual como o nosso, suas consequências foram experienciadas de diferentes formas pela população. Quem tem o prazer de contemplar uma rua tranquila, mal consegue imaginar a lotação dos transportes públicos e áreas centrais da cidade. Ficar em casa deveria ser um direito, mas cada vez mais se configura como um privilégio. Na pior fase da pandemia, os trabalhadores permanecem sendo expostos aos riscos de contágio. Ao mesmo tempo, corpos sem vida são somados às estatísticas. Não é coincidência. [Post] [Tweet] Ver página

BC8687

Mundo de Entrega - Bárbara Castro - Entregador com caixa de entrega.jpg A quase um ano e meio de pandemia, as pessoas mudaram seus hábitos de consumo. Aqueles que tem o privilégio de não sair de casa, pedem comida e produtos de diversas áreas para serem entregues em suas residências, pelos entregadores. Uma área de trabalho que ganhou destaque e que foi essencial para a vida de muitos, tanto os que trabalham com vendas, como restaurantes, lojas, e serviços essenciais. [Publicação Facebook] [Publicação Twitter] Ver página

Beatriz Foiadelli

Mundo de entrega - Beatriz Foiadelli - Entregador de aplicativo.jpg “Se puder, fique em casa” é uma oração que não se aplica aos entregadores de aplicativo. Desde o início da pandemia de Covid-19, houve um aumento de 20% deles circulando pela capital paulista, segundo o sindicato que os representa. O que escolher quando as opções são evitar contaminar-se ou ir em busca do seu sustento financeiro que, muitas vezes, é necessário para todo o núcleo familiar? A situação é agravada com a falta de benefícios acobertadas por um emprego que não é assinado na Carteira de Trabalho: sem auxílios, sem férias remuneradas, sem décimo terceiro. [24] [25] Ver página

Beatriz Testa

Mundo de entrega - Beatriz Testa - Vista da minha sala.jpg Essa avenida que está a uma quadra da praia na cidade de Santos era bem diferente. Antes da pandemia podíamos presenciar o real movimento que este local possuía. Eram carros, motos, bicicletas, entregadores e pedestres passando. Mas, o que mais caracterizava esse local eram os banhistas, principalmente os mais idosos, que sempre caminhavam até a orla da praia. Muitas vezes estavam com uma cadeirinha na mão ou apenas com um boné. Hoje o movimento está assim, quase zero, e tanto a avenida, quanto os moradores tentam se acostumar com novo normal. [26] [27] Ver página

Bialopes12

Mundo de entrega - Bialopes12 - vista da sacada.jpg Com a chegada da pandemia, a jornada de trabalho dos entregadores de aplicativos no Brasil, se tornou ainda mais precária. Na foto vemos uma das consequências, a concorrência se tornou ainda maior durante este período. E apesar do aumento de trabalho a condição do trabalhador decaiu, fazendo com que esses profissionais exigissem por mais direito, já que não possuem proteção e seguro contra acidentes. Expostos diariamente ao vírus e a riscos no trânsito se vê necessário uma intervenção por melhores condições a esses trabalhadores. [28] [29] Ver página

Biel Teles

Mundo de entrega - Biel Teles - Visão da frente da minha casa.jpg O cenário atual não está favorável para nenhum dos lados, seja o das pessoas que ficam confinadas para evitar a propagação em massa do vírus, seja o dos cidadãos que necessitam trabalhar para ter seu sustento e para levar seu serviço essencial. No meio de chuva e sol, homens e mulheres se arriscam para levar o melhor trabalho possível para o consumidor. Sem contar que muitos desses entregadores estão usando a entrega como fonte de renda para não ficarem sem dinheiro no meio da pandemia do coronavírus. [30] [31] Ver página

BrunaRoberti

Entregador de aplicativo - BrunaRoberti - Vista do carro.jpg Com a mochila térmica nas costas e enfrentando os contratempos do dia a dia, trânsito, risco de vida, sol escaldante e até uma pandemia, os entregadores de aplicativo sempre estão nas ruas. Suas jornadas são exaustivas e insalubres, essas pessoas tomam a linha de frente da pandemia. Sem direito a “homeoffice” eles enfrentam todos os percalços para levar o pão de todo dia para casa, mesmo em uma crise sanitária. [32] [33] Ver página

Bruno Genovesi

Mundo de entrega - Bruno Genovesi - Entregadores em trabalho e no descanso.jpg Outrora marginalizados do espaço urbano, hoje os entregadores dominam as cidades. Nem é necessário rodar quilômetros para notar o conglomerado de suas motos, bicicletas, capacetes e mochilas térmicas pelas ruas vazias no contexto pandêmico. Quando o relógio marca 20h e inicia-se o toque de recolher, então, a cidade dos entregadores torna-se ainda mais escancarada. Neste momento, eles se convertem nos heróis que se arriscam em meio a uma atmosfera viral para levar as entregas ao conforto das casas daqueles que nelas permanecem. Não existe quarentena segura para esses profissionais. [34] [35] Ver página

Daniela Santos Soares

Mundo de Entrega - Daniela Santos Soares.jpg Em meio à pandemia, cada vez mais pessoas preferem, no conforto de suas casas, pedir compras por aplicativos, que fazem entregas em questão de minutos. No bairro Morumbi, região montanhosa na zona sul de São Paulo, as declividades são intensas. O asfalto esburacado, as calçadas focadas unicamente em acompanhar o projeto das residências e os inúmeros muros e portarias tornam o serviço mais complicado. Atualmente, o cotidiano desses moradores - capazes de realizar o isolamento - não seria o mesmo sem a atuação primordial dos trabalhadores em questão, que não puderam parar em nenhum momento. [36] [37] Ver página

Debr1994

Mundo de entrega - Debr1994 - O outro lado do muro.jpg Estamos em novos tempos: sem contato físico, normas de segurança no trabalho, distanciamento social, home office, e é claro o famoso e amplo sistema de delivery das empresas. Mas, esse tipo de trabalho é um amplo privilégio para parte da sociedade brasileira. A outra parte, trabalha dia e noite, no calor e no frio, entre a rapidez da entrega e o perigo do trânsito. Sem quaisquer garantias trabalhistas e muito menos dignidade das grandes corporações. Enfim, para estas pessoas só resta a espera do cliente na hora de receber o seu pedido. [38] [39] Ver página

Diego Alejandro Meira

Mundo de entrega - Diego Alejandro Meira - Vista de meu quarto.jpg São Paulo segue sendo o estado mais atingido pela COVID-19 do Brasil (e quiçá do mundo), e, tendo em vista o agravamento da pandemia, o Governador João Doria (PSDB) tem decretado mais e mais medidas restritivas, mas que muitas vezes mostraram-se demagógicas. O “lockdown”, até agora, sinaliza ser ineficiente, pois, sem o auxílio emergencial do governo federal, a população é obrigada a trabalhar. Esse cabo de guerra entre manter o isolamento social e ter o que comer em casa só causa mais mortes, em um país com UTIs e cemitérios lotados. [40] [41] Ver página

Diogo Yamada Assis

Mundo de Entrega - Diogo Yamada Assis - Vista da calçada.jpg De acordo com um estudo da BBC News Brasil, realizado em quatro Estados brasileiros, o aumento da demanda por entregas durante a pandemia foi acompanhado por uma “redução significativa” do salário. A pesquisa ouviu 252 entregadores de aplicativo de 26 cidades, e concluiu que 60,3% dos entrevistados tiveram uma queda de remuneração, comparando o período de pandemia ao momento anterior. Outros 27% relataram que os seus salários se mantiveram iguais, embora o trabalho tenha aumentado. [42] [43] Ver página

DioMonte

Mundo de entrega - DioMonte - Vista da sala.jpg As cores gritantes que carregam nas costas os fazem se destacar em qualquer paisagem; é quase impossível não percebê-los a quilômetros de distância. Mas, se tratando de direitos do trabalho, eles são invisíveis. Atualmente existem 280 mil entregadores na Grande São Paulo que não possuem assistência necessária diante de uma pandemia mundial. Com jornadas exaustivas de até 64,5 horas semanais, eles não ganham muito mais que um salário mínimo (às vezes nem isso) para arriscar suas próprias vidas. Quarentena segura para quem? [44] [45] Ver página

Eduardoreis2904

Intervalo de motoboy.jpg Em uma cidade que (deveria estar mais) esvaziada por conta do isolamento social, quem dominam as ruas são os entregadores de aplicativo que, em ritmo acelerado, fazem a ponte entre consumidores e produtos se arriscando nas vias das grandes cidades.

Com a economia também fragilizada, o trabalho de delivery intermediado por plataforma digital é a única oportunidade para milhares de trabalhadores que, com o aumento da demanda de trabalho, ganham apenas mais riscos à própria saúde, seja pelas ruas, seja por Covid-19.

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Felipe Sapia

Mundo de entrega - Felipe Sapia - Quintal do sítio.jpg A imagem a seguir pode ser vista como uma representação exata da pandemia. Enquanto o tempo está nublado e chove constantemente, a linda e viva paisagem traz a esperança de dias melhores. O tempo nublado logicamente representa o Covid e a pandemia em geral, algo que nos traz tristeza e muitas vezes nos tira qualquer expectativa de melhora, mas a paisagem demonstra que devemos ter esperança em dias melhores sim! Temos que ter fé que dias melhores virão e a chuva acabará, dando espaço para um céu azul e ensolarado. [48] [49] Ver página

Gabriella Capuano

Mundo de Entrega- Gabriella Capuano- Entregador de aplicativo em São Paulo.jpg O privilégio não é universal. Durante a pandemia, os entregadores de aplicativo garantem nossa proteção e comida na mesa. Mas e a proteção destes, quem garante?

Um prato de comida depende muito mais do que um simples 'clique' para quem corre contra o tempo pelas ruas da cidade. Com quase um milhão de entregadores, sendo a maioria informal, o Brasil ainda peca em atender os direitos e urgências nessa área de trabalho.

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Gabrielle Lopes Fernandes

O mundo da entrega - Gabrielle Lopes Fernandes - vista da minha vizinhança.jpg O COVID-19 preocupa, o uso de transportes públicos e ambientes fechados, se tornam um modo de se expor ao vírus, e por esse motivo o isolamento é algo importante para conseguirmos ultrapassar essa situação. Muitos dividem calçadas e assim seguem garantindo muitas refeições, compras e diversos tipos de entregas, levando em conta as inúmeras casas que os recebem diariamente. E mesmo com toda essa exposição, os entregadores reclamam muito da remuneração e pouca valorização, tendo tantos riscos durante seus trabalhos. [52] [53] Ver página

Giodanjo

Calmaria na pandemia - Giodanjo - Vista do meu quarto.jpg Vivi minha adolescência toda em Vinhedo, interior de São Paulo. Criei laços com esta cidade calma e pacífica. Uma bolha em um estado marcado pela agitação. Com a idade, veio a faculdade e a necessidade de ter que sair da zona de conforto e encarar a metrópole. Porém, com a pandemia, voltei para casa e hoje tenho, de novo, o privilégio de ter esta vista da janela do meu quarto. A calmaria que este cenário me passa é ainda maior após a chegada da pandemia, que diminuiu muito a circulação de pessoas no condomínio, e a minha experiência do caos paulistano. [54] [55] Ver página

Giovanna Delegá

Mundo de Entrega - Giovanna Delegá - Vista da minha janela.jpg Em meio a pandemia do Covid-19, o desemprego aumentou consideravelmente. Frente a isso, a função de entregador de aplicativo tornou-se uma alternativa de renda para muitas pessoas. Entre milhares de motociclistas temos também entregadores que se locomovem de bicicleta, pelo custo menor e muitas vezes por serem menor de idade. Nessa foto observamos o quanto uma ciclovia pode ajudar esses ciclistas, que frente à exaustão de seu trabalho, precisam pelo menos de um lugar seguro e fora do trânsito comum para circular com eficácia e tranquilidade. [56] [57] Ver página

Giuaya

Mundo de entrega - Giullyana - Vista de minha casa.jpg Com o Brasil superando a marca de 300 mil mortes pelo coronavírus, as pessoas possuem a alternativa de fazer compras online. Porém, há outras que arriscam suas próprias vidas desde o começo da pandemia para que isso seja possível.

Os entregadores de aplicativo fazem parte de um dos grupos mais vulneráveis, sem a alternativa do home office ou do isolamento de fato, já que precisam garantir a renda do mês. O “ficar em casa” então seria um privilégio de grupos mais abastados? A resposta é clara.

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Giubs Deker

Eles podem sair, mas você não? - Giubs Deker - Vista do meu quarto.jpg Você não pode sair, mas eles podem?

Em meio a uma chuva torrencial que inclusive inundou a avenida paralela, na entrada de um condomínio de classe média alta na zona Leste de São Paulo, iam e voltavam diversos entregadores de aplicativo com suas já tão familiares bolsas laranjas neon. Após o início da pandemia da COVID-19, trabalhadores de aplicativo passaram a enfrentar jornadas de trabalho ainda mais longas, com condições cada vez piores. Quando se considera muito perigoso para sair, seja pela doença, ou pela chuva que inunda as avenidas, são eles que saem.

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Giulia Lozano

Mundo de entrega - Giulia Lozano - Entregador de Ifood.jpg Desde que a pandemia começou, em março de 2020, ficar em casa é o principal cuidado que devemos tomar para evitar a contaminação pela Covid-19. Mas essa tarefa, que parece tão simples para algumas pessoas, não é viável para aquelas que devem sair todos os dias para garantir o seu sustento e comida na mesa ao final de cada mês. Os entregadores de aplicativo são alguns desses trabalhadores que seguem se arriscando todos os dias, mesmo em plena escalada da pandemia, sem terem acesso ao home office. Trabalhar em segurança e fazer quarentena em meio à crise sanitária deveria ser um direito garantido a todos, mas acaba se tornando um privilégio para poucos. [62] [63] Ver página

Gustavo Henrique Dantas

Mundo de entrega - Gustavo Henrique Dantas - Vista da janela do meu quarto.jpg A cidade de São Paulo, não diferente de outras cidades ao redor do mundo, sofre com os reflexos da pandemia. O privilégio de permanecer em casa é de poucos e, do alto dos prédios, é quase impossível não perceber a presença marcante das mochilas chamativas. Os motoboys, verdadeiros guerreiros pandêmicos, tomam a linha de frente e, entre uma entrega e outra, podem ser ouvidos pelo alto ronco de suas motos, ou vistos passando rapidamente, correndo contra o tempo para entregar o lanche que carregam em suas jornadas longas e cansativas. [64] [65] Ver página

Ian Casalecchi

Mundo de Entrega (Foto).jpg O mundo pode ter se fechado, porém nem todos tiveram o privilégio de ficar no conforto de seus lares e trabalharem por via do home office, como os entregadores de aplicativo, que diariamente encaram a realidade pandêmica , para prover sustento a suas famílias.

Com suas motos, mochilas e capacete enfrentam nos seus cotidianos o tal inimigo invisível presente no ar que, no Brasil, já mataram mais de 300 mil, e continuaram matando enquanto o governo não lidar apropriadamente com a situação e as pessoas desrespeitarem as recomendações sanitárias.

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Isabela Novelli

Mundo da Entrega - Isabela Novelli - Janela do Carro.jpg De acordo com pesquisa realizada pelo aplicativo iFood, são 280 mil entregadores na Grande São Paulo. As entregas não param. No sol ou na chuva, na pandemia ou não, sempre é possível ouvir e ver alguém em cima de uma motocicleta, fazendo entregas pela cidade. Na hora do almoço, começo da tarde, parece que dominam as ruas. Se espalharam pela cidade ao mesmo tempo que a maioria se refugiava em casa. Não têm opção de ficar em casa e estão sempre separados do mundo e uns dos outros, apesar de estarem todos no mesmo espaço. [Facebook] [Twitter] Ver página

Isabella Gemignani

Mundo de Entrega - Isabella Gemignani - Vista da Rua.jpg Diante do contexto pandêmico, novos hábitos foram criados - e os antigos, transformados, como adaptação à uma realidade que agora resguarda o contato. Medidas de restrições e isolamento propiciaram espaço para o crescimento do sistema de entregas, que viu uma intensificação em sua demanda. Sendo um intermédio entre os lares e o “mundo de fora”, o delivery se tornou um serviço essencial nos últimos tempos, tanto para consumidores, que podem receber produtos de suas casas, quanto para comerciantes, cujos estabelecimentos foram fechados. [68] [69] Ver página

Isabelle Fumes

Mundo de Entrega - Isabelle Fumes - Moto de entregador estacionada.png Em um contexto em que a principal medida contra um vírus é não sair de sua casa, o trabalho daqueles que não podem parar fica cada vez mais solitário. Com a crescente demanda dos pedidos delivery os entregadores de aplicativo, mercados, açougues não têm a opção de assumir suas funções por home office; não há como garantir a segurança desses profissionais que continuam saindo para garantir uma quarentena mais confortável a quem continua em casa. Se torna comum ruas vazias, mas com entregadores estacionados em frete a casas e prédios, sozinhos. [Facebook] [Twitter] Ver página

Isadora N.P

Mundo de entregas - Isadora N.P - Vista da minha rua.jpg De acordo com uma pesquisa realizada pela Faculdade de Economia da UFBA com 103 entregadores de diversas regiões, 89,3% deles revelaram trabalhar no regime de “nuvem”, sem horário ou tempo de trabalho definidos. Essa é a dura situação dos entregadores que, mesmo na pandemia, trabalham dia e noite, de forma exaustiva e incerta. Aqueles com o privilégio de ficarem isolados ou retornarem para casa no final do dia, ainda presenciam o mundo de entregas em alta mesmo ao anoitecer: o dia está longe de terminar para um entregador, ou ainda nem começou. [70] [71] Ver página

Izabella Giannola

Mundo de entrega -Izabella Giannola - Vista do portão.png Aqueles que não apresentam a possibilidade de home office. Muitas entregas por dias, um valor muito baixo. Chuva, sol, trânsito e até mesmo, uma pandemia global. Nada disso impede que os

entregadores de aplicativo continuem em sua missão. São aqueles que precisam disso. É sua fonte de sustento, mesmo que sejam sempre postos como marginalizados na sociedade. Esse testemunho fotográfico mostra, que em fase emergencial, não podem ter a opção de ficar em casa. Um reflexo duro da sociedade. Uma rua vazia e um trabalhador que mantém na moto, a sua salvação.

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Jbaricatti

Mundo de entrega - João Baricatti Nascimento - Entregador na bicicleta.jpg No dia 10/04, fez mais de 30° na Vila Cruzeiro. A foto foi feita no momento mais quente do dia. Do alto dos nossos apartamentos na zona sul, nem reparamos devido aos ar-condicionados ligados na temperatura mínima. Mais pessoas em casa resultaram em mais pedidos, o que, por sua vez, gerou um aumento de 20% no número de entregadores.

Em um dos poucos pontos de sombra da rua, ele desacelera, é um momento onde pode fugir do sol e dar uma pausa, antes de voltar os movimentos de perna sincronizados em direção à próxima entrega.

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JPconze

Mundo de entrega - JPconze - Vista do térreo.jpg Durante o estado de emergência decretado em janeiro, os comércios de Portugal foram obrigados a fechar as portas ao público. Assim, os serviços de entrega se tornaram uma das medidas mais utilizadas pelos comerciantes para continuar em serviço. Em Ericeira especialmente, o comércio local adotou o Ericeira Eats, aplicativo exclusivo da cidade. Dessa forma, observa-se como os entregadores têm sido fundamentais no dia-a-dia tanto dos habitantes recebendo suas refeições, como dos restaurantes que passam por muitas dificuldades durante lockdown. [76] [77] Ver página

Júlia Pupo

Mundo de entrega - Júlia Pupo - Vista do portão da minha casa.jpg A música cessou juntamente ao cheiro de churrasco, e os "splashs" que ecoavam quando algum vizinho pulava na piscina também. Essa pandemia arrancou pequenos prazeres que faziam parte de nossas vidas e que nos mantinham sãos, nos condenando a uma realidade monótona que só pode ser vivida em um espaço físico e social limitado. Longe da movimentação da cidade e sem o barulho ensurdecedor das motos dos entregadores é difícil distinguir a solidão do privilégio. [78] [79] Ver página

Juliamm01

Mundo de entrega - Julia Mello - Vista da janela superior.jpg Da vista dessa janela pouco se vê o mundo de entrega, por mais que parece irreal a falta de movimento de entregadores dado a situação pandêmica que vivemos e a conveniência que o delivery traz. E no interior alguns dos grandes e famosos aplicativos nem entregam. O que meus olhos podem ver por aqui é uma calmaria das ruas e uma bela vista da Serra da Mantiqueira ao fundo, e meus ouvidos agradecem o silêncio que acompanha essa paisagem. [80] [81] Ver página

Juliano Galisi

Motociclista de aplicativo de entrega manobrando.png São profissionais de “linha de frente” todos aqueles que, mesmo em funções de superexposição ao vírus, não podem interromper suas atividades. Na mídia e no debate público em geral, a figura dos “frontliners” é, via de regra, dos profissionais da saúde, e pouco se fala nos outros trabalhadores dessa infantaria, como os motociclistas de aplicativo. Mesmo essencial para o sustento de um regime de isolamento social, essa modalidade de trabalho segue sucateada pelas empresas contratantes e subestimada pela sociedade. [82] [83] Ver página

Juliawiki25

Mundo de Entrega - Juliawiki25 - Vista do meu quarto.jpg Quem tem o luxo de ficar em casa? Segundo a OMS, o isolamento social é uma das maneiras efetivas de combater a pandemia da Covid-19, que já vivemos há mais de um ano. Mas ficar em casa é um privilégio de poucos. As figuras mais constantes na rua são os entregadores. Em julho de 2020, de acordo com cálculos da Análise Econômica Consultoria, eles já representavam 15% de todos os trabalhadores informais do Brasil. Para muitos deles, circular a cidade com mochilas, marmitas, bebidas ou outras mercadorias é a forma de continuar vivo em meio ao caos. [Facebook] [Twitter] Ver página

Juubritom

Serviço Essencial - Juubritom - Vista da Varanda.jpg Enquanto São Paulo segue sendo o estado com maior número de mortes pela COVID'19, eles não param. Considerados parte dos "serviços essenciais", os motoboys de delivery correm contra o tempo para levar comida ás pessoas e, ao mesmo tempo, correm risco de vida todos os dias se expondo ao vírus. No entanto, levando em consideração a realidade de muitos deles, ou eles aceleram e realizam seu trabalho, ou faltará comida em sua mesa mais tarde. Nós os vemos todos os dias - quase impossível não ver as cores fortes de sua mochila e ouvir o barulho de suas motos - mas o governo não. Se são essenciais, por que seus direitos, também essenciais, não são atendidos? [84] [85] Ver página

KarinaFAlmeida

Mundo de entrega - KarinaFAlmeida - Entregas na rua de casa.jpg Todos os dias, pessoas de diferentes idades, gêneros e classes atravessam a cidade com a missão de levar encomendas diversas até seus respectivos destinos. Com as restrições advindas da pandemia, o aumento da demanda do “mundo das entregas” foi inevitável. É um trabalho incessante no qual a desvalorização é marcante. Além da baixa remuneração e longas horas de trabalho, há perigos evidentes como os acidentes, por exemplo. Em certos horários o movimento torna-se constante nas ruas da cidade, mas em momento algum estão ausentes. [86] [87] Ver página

Laarissabreu

Mundo de entrega - Laarissabreu - entregador de bicicleta.jpg Enquanto alguns podem optar por fazer suas atividades dentro de casa, alguns não têm escolha e precisam trabalhar para garantir o sustento da família. Durante a pandemia, a realidade dos entregadores de aplicativo está longe de ser tranquila. São horas ininterruptas de trabalho, debaixo de sol ou chuva e, muitas vezes, sem um meio de transporte adequado para o serviço, como os trabalhadores que precisam utilizar bicicleta, além do descaso de algumas empresas que não garantem assistências básicas aos trabalhadores. [88] [89] Ver página

Larissa Mariano

Mundo da entrega - Larissa Mariano - Entregador de aplicativo sozinho em minha rua.jpg Com a pandemia de Covid-19, rotinas de trabalho tiveram de ser alteradas para reduzir a circulação do vírus. No entanto, com um maior número de pessoas em casa, serviços essenciais tiveram suas cargas dobradas. Para os entregadores de aplicativo, por exemplo, seus pedidos e demandas se tornaram ainda maiores. Esses trabalhadores prestam serviços para plataformas voltadas para esse meio, e não para estabelecimentos específicos. Por esta causa, precisam acumular em sua rota várias entregas durante o dia para garantirem uma renda razoável. [90] [91] Ver página

Laura Vicaria

O calor das entregas - Laura Vicaria - Vista da janela do carro.jpg Calor, um sol digno de banho de mar no final da tarde, clima abafado. Na avenida da praia de Santos, um entregador se cobre com mangas longas para se proteger das queimaduras do fim de verão e seca o suor da testa com uma flanela. Não há pausa para ele pois, assim que uma entrega finaliza, o aplicativo logo volta a apitar, sinalizando mais um pedido do outro lado da cidade.

Em uma realidade em que os turistas evaporaram, a pessoa que requisitou um lanche não pensa nas condições de trabalho do entregador. É preciso pensar no próximo, até mesmo naquele que trocará poucas palavras com você.

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Laura.MonteiroF

Mundo da entrega - Laura.MonteiroF - A dura realidade dos motoristas de aplicativo.jpg A pandemia intensificou o comércio eletrônico. No mundo dos entregadores, a crise sanitária trouxe sérios danos para os motoristas de aplicativo: sem proteção ou garantias de trabalho, eles arriscam suas vidas diariamente em troca de uma quantia mínima, a qual, muitas vezes, não custeia os gastos básicos de seu lar. Trabalhar mais e ganhar menos tornou-se uma realidade no duro contexto pandêmico. [94] [95] Ver página

Leafelix

Mundo de entrega - Letícia - Vista da minha rua.jpg Infelizmente, o privilégio de ficar em casa não é universal. Entregadores de aplicativo estão na linha de frente da covid-19 e enfrentam situações de risco, longas jornadas de trabalho e má remuneração. Com mais de 350 mil mortes no Brasil, os entregadores garantem que milhares de pessoas permaneçam em suas casas, mas para eles isso não é uma opção. Quem está provendo segurança e direitos trabalhistas para esses profissionais? O silêncio é ensurdecedor. [96] [97] Ver página

Leo Clusella

Mundo de Entrega - Leo Clusella - vista da entrada de casa.jpg A pandemia afetou o Brasil de diversas formas, entre elas, na circulação de pessoas. Hoje, ruas desertas e pouco movimento caracterizam a fase em que cidades e estados vivem. A situação é catastrófica, e as pessoas, com medo de uma possível exposição ao vírus, se mantém trancadas em suas casas, fazendo com que as ruas se tornam um espaço tomado por entregadores de aplicativo, ramo que cresceu absurdamente durante a quarentena. [98] Ver página

Leonardo Cavallaro

Mundo de entrega - Leonardo Cavallaro - Vista de minha casa.jpg Injusto, perigoso e, muitas vezes, desumano. Esses adjetivos definem bem a profissão de entregador de aplicativo. Sem garantias ou direitos de trabalho, com jornadas exaustivas e extenuantes e uma remuneração que não condiz com os seus esforços diários, os motoboys enfrentam de frente a maior crise sanitária do século XXI e saem pelas ruas com o objetivo de fazer a comida chegar na residência das pessoas e, sobretudo, garantir o sustento básico e o pão de cada dia. São verdadeiros guerreiros e essenciais para a nossa sociedade. [Facebook] [Twitter] Ver página

LeonardoSCunha

Mundo de entrega - LeonardoSCunha - Entregador na rua.jpg Nos apartamentos, moradores se protegem do vírus que levou a mais de 300 mil óbitos somente no Brasil. Já nas ruas, os entregadores continuam trabalhando. Não necessariamente por opção, mas por necessidade. A baixa remuneração dos aplicativos e a baixa oferta de direitos pelas empresas de entregas não permitem que eles consigam ficar em casa. O que fica garantido, sim, é a jornada exaustiva de trabalho, o descanso na rua e a falta de segurança. É possível se prevenir do vírus assim? [99] [100] Ver página

Letícia Keller

Mundo de entrega - Letícia Keller - Vista da portaria do meu prédio.jpg Com a pandemia da Covid-19, o mundo teve de se adaptar a um “novo normal”, fazendo da palavra “reinvenção” a realidade de muitos. No país, o vírus transformou o básico em luxo, deixando os menos privilegiados à mercê da esperança, como é o caso dos motoboys. Estes, expostos a longas jornadas, baixa remuneração e exposição diária à doença, são aqueles que entregam, mas pouco recebem. O medo de contaminação sentido por esta parcela é ignorado, bem como seus rostos por baixo dos capacetes, mas a demanda e o contágio continuam crescendo. [101] [102] Ver página

Leticiaslopes

Mundo de Entrega - Leticiaslopes - Vista do meu quarto.jpg Ultimamente, um dos setores de trabalho mais invisíveis da sociedade está sendo essencial para continuarmos com um pouco de normalidade. Com o isolamento, a circulação de entregadores de aplicativo cresceu consideravelmente, sendo possível encontrá-los em todas as horas do dia. Contudo, eles ainda são extremamente desvalorizados, com jornadas frenéticas e pouco salário. Assim, é preciso, cada vez mais, reconhecer sua indispensabilidade e respeitar aqueles que arriscam suas vidas para que não arrisquemos a nossa. [103] [104] Ver página

Lorenzo1819

Imagens na ecologia digital - Lorenzo1819 - Entregadores pela cidade.jpg Desde o início da pandemia em 2020, a quarentena passou a ser o método mais efetivo de se combater o avanço de infecções e mortes causadas pela COVID-19 enquanto não havia vacinas ou quando a situação é complicada como é hoje no Brasil, mas em um país como o nosso, esse método acaba apenas expondo a desigualdade e os privilégios daqueles que podem trabalhar de casa. É o caso dos motoboys e entregadores de aplicativo, que muitas vezes tem essa como a única fonte de renda e preferem não arriscar o emprego, por isso se expõem rodando a cidade e assegurando que os outros fiquem em isolamento. [105] [106] Ver página

Lu MSJ

Mundo entrega- LuMSJ-varanda.jpg A pandemia do coronavírus tomou conta do país e obrigou a maior parte da população brasileira a ser confinada em casa. No entanto, essa realidade foi totalmente diferente para mais de 50 milhões de famílias, que recebem pequenos salários mensalmente, segundo censo do IBGE em 2017/18. A necessidade de reinvenção durante a pandemia fez o número de entregadores de aplicativo disparar, assim como suas jornadas de trabalho, que podem chegar a até 12 horas por dia. Em contrapartida, a remuneração dessa classe trabalhadora que se pôs na linha de frente, é cada vez menor. [Publicação FB] [Publicação TT] Ver página

Lucas Brito18

Mundo da entrega - Lucas Brito18 - Vista da churrasqueira.jpg Durante o pior momento da pandemia do novo coronavírus no Brasil, trabalhadores precisam sair de suas casas para sobreviver à fome, mesmo que isso simbolize morrer pelo vírus.

Com a crescente taxa de desemprego, muitos se rendem ao trabalho informal, como as entregas por aplicativo. Sem direitos trabalhistas, estão deixados a própria sorte, situação que somente piorou com a pandemia. Dentro de uma sala com ar-condicionado, representantes dos corpos parlamentares discutem o que é melhor para aqueles que, no sol quente, escolhem do que morrer.

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Lucas Cheiddi

Entregadores essenciais - Lucas Cheiddi - Entregador entrando na portaria de condomínio -.jpg O relógio marca meio dia e meia de mais uma sexta-feira de pandemia. O sol quente registrando 35°C, em São José do Rio Preto/SP, não é suficiente para manter em casa este entregador de aplicativo. Tampouco são suficientes os 4.190 mortos pela Covid-19 da quinta-feira, no Brasil. Segundo maior número registrado no país até o momento.


Ora, se ele não levar o almoço dos que optam pela entrega, quem vai? Seu serviço é essencial!


Se ele não garantir seu almoço, passando em cada casa e falando com cada cliente, quem vai? O Estado não vai.

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Lucca Fazzi Stocco

Mundo de entrega - Lucca Fazzi Stocco - Vista da minha rua.jpg Em Mairiporã, um município com pouco mais de 100 mil habitantes. Localizado na Região Metropolitana de São Paulo, a imagem que melhor representa essa cidade é a natureza, em seu estado mais puro. A tranquilidade e a serenidade reinam nesse lugar. Ainda mais com a chegada da pandemia, que reduziu o número de pessoas que circulam nas ruas. A sensação é de quietude e sossego, nem parece que estamos a apenas 30 minutos da maior metrópole da América Latina. [111] [112] Ver página

Luiza Palermo

Pandemia e a expansão do delivery - Luiza Palermo - Vista da janela do meu carro.jpg A pandemia precarizou ainda mais a situação do trabalho dos entregadores de aplicativos. Com a fase vermelha decretada mais uma vez pelo governo de São Paulo, esses profissionais vivem dias incansáveis de trabalho, sem nenhuma proteção laboral ou seguros contra acidentes, tudo para garantir que a comida chegue no conforto da casa de que pode fazer quarentena. Ao sair de carro pela cidade, é quase impossível não se deparar com a grande quantidade desses profissionais na rua, ou como na foto, em frente a restaurantes aguardando os pedidos. [113] [114] Ver página

Lviquiato

Lab multimidia.jpg O mundo pandêmico nos traz inúmeras incertezas. No Brasil, os entregadores de comida por aplicativos sempre viveram nessa incerteza diária, que foi brutalmente aumentada pela pandemia.

Esses trabalhadores fazem uma parte importante de conexão em um momento em que devemos manter a distância. Trabalham dia e noite, arriscando suas vidas nas grandes cidades em troca de seu sustento. Mesmo assim, mal pagos e sem direitos trabalhistas, os motoboys saem para trabalhar, se expondo ao vírus para que outros possam se manter seguros.

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Mafepetrizzoo

Mundo de entrega - mafepetrizoo - vista da minha janela.jpg Com o avançar da pandemia e do isolamento social, os entregadores de aplicativo assumiram um papel de extrema importância na sociedade. Todos os dias milhares de homens e mulheres saem de suas casas para realizar esses serviços, submetendo-se aos perigos das ruas e ao risco de contaminação pela COVID-19. Apesar da importância do trabalho e dos riscos, esses profissionais continuam recebendo pouco e trabalhando em condições precárias. Nós, que temos o privilégio de isolamento social em casa, devemos respeitar esses profissionais que tiraram da rua, da motocicleta e do trabalho informal, o sustento para sobreviver durante a pandemia. [Facebook] [Twitter] Ver página

Malulima16

Mundo de entrega - Malulima16 - Rua da minha casa.jpg O silêncio e o vazio da rua, que antes era sempre movimentada de carros e pessoas, reflete o impacto da pandemia e a repentina mudança de realidade. Na cidade de Mococa, interior de São Paulo, o número de novos casos de Covid-19 continua a subir diariamente, apesar de todas as restrições e medidas emergenciais. Segundo dados fornecidos pela Prefeitura Municipal, o único hospital da cidade atingiu sua capacidade máxima, com taxa de ocupação da UTI em 138,4%. A quietude tornou-se angustiante diante do cenário crítico em que estamos vivendo. [117] [118] Ver página

Manuela Montez

Parque-manuelamontez-vista.jpg O mundo é visto somente através da janela há pouco mais de um ano. Agora, as coisas no Brasil pioram imensamente. Ao ligar a televisão, entrar em redes sociais ou acessar portais de notícias, suplicamos mentalmente por boas novidades. Todo dia é um misto de não aguentar mais a situação e ter certa quantidade de esperança. E o privilégio de poder ficar em casa e olhar pela janela não é a realidade predominante do país. O que prevalece é a falta de leitos em hospitais, profissionais exaustos, o colapso do sistema de saúde, o aumento do desemprego e do número de mortes. [0] [119] Ver página

Maria Carvalho de Almeida Cunha

Mundo de entrega - Maria Carvalho de Almeida Cunha - Vista da minha janela.jpg Mais de 300 mil mortes. 280 mil entregadores na Grande São Paulo, de acordo com o iFood. As ruas, antes tão engarrafadas, tornaram-se palco do correr dos motoqueiros. O som dos carros foi substituído pelo ruído das motocicletas. Os entregadores de aplicativo e suas mochilas térmicas chamativas competem com o próprio tempo e sorte com o objetivo de ser rápidos e aumentar suas entregas. São os mediadores entre os privilegiados que podem se isolar e o mundo externo. Se arriscam. Para eles, não é possível ficar em casa. É necessário trabalhar. [120] [121] Ver página

Maria Fernanda Maciel

Mundo de entrega - Maria Fernanda Maciel - Vista de meu quarto.jpg O Brasil, antes da Covid-19, estava longe do progressismo. Em oposição, o país caminhava a um abismo, a cada dia éramos avisados, pelos noticiários, da decadência de nossa qualidade de vida e dignidade. Mais de um ano depois, muito aconteceu e nada se transformou. Sem o vírus nos sentíamos presos à negligência dos governantes com o povo, presos ao sucateamento a saúde pública e educação, ao desincentivo à Ciência. Com o vírus nos sentimos de maneira idêntica, porém com o peso de mais de 350 mil mortes dessa doença nos ombros.Também estamos presos dentro de nossas casas. [122] [123] Ver página

Mariaclarav.f

Mundo de entrega - Mariaclarav.f - o entregador parado em frente do meu prédio.jpg No Brasil, com a crise e desempregos gerados durante a pandemia, muitos brasileiros deixam de exercer a sua profissão pela qual estudaram e batalharam para conseguir sustentar a própria família. Muitos dos que, agora, trabalham com delivery arriscando a saúde, trabalhavam em empresas ou restaurantes que, por conta das normas sanitárias para conter a COVID-19, tiveram de ser fechados até que o número de mortes e contaminação abaixe. Contudo, o numero de trabalhadores que se expõem diariamente para conseguir se sustentar aumenta cada dia mais. [124] [125] Ver página

Mariatl

Mundo de entrega - Mariatl - Vista da minha sala de estar.jpg A pandemia do coronavírus trouxe muito caos para todos. Diariamente, notícias trágicas ecoam nos ouvidos de, principalmente, quem está na linha de frente.

Podemos dizer que a paz nos falta. O silêncio e a serenidade deixaram um espaço enorme na vida da maioria dos brasileiros. Mas é assim que eu acordo. Olho para fora, o tempo para e um passarinho pousa em uma flor e sente o cheiro do pólen.

Essa é a minha paz. Sem entregadores ou o barulho ensurdecedor do trânsito. Em meio ao caos, são nesses momentos que eu posso, finalmente, respirar.

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Marina ponchio

Mundo da entrega - Marina Ponchio - Entregador de aplicativo trabalhando.jpg A pandemia de covid-19 parou o mundo. Todos cidadãos se viram na obrigatoriedade de parar e cumprir o isolamento, entretanto, alguns não puderam seguir as recomendações. Os entregadores de aplicativo estão em uma situação muito vulnerável, constantemente em contato com outras pessoas. A demanda dos serviços de delivery cresceu durante o isolamento social, e consequentemente o trabalho dos entregadores é cada vez maior, sempre colocando em risco sua vida. O isolamento social é restrito a um público somente, e isso não inclui os entregadores. [126] [127] Ver página

Matheus vsilva1

Ecologia digital - Matheus Vasconcelos - Praia Litoral Norte.jpg Na imagem podemos observar a praia de Boiçucanga vazia por conta das barreiras sanitárias implementadas pela prefeitura de São Sebastião para evitar o deslocamento das pessoas nesse momento da pandemia. Com isso muitas praias do Litoral Norte ficaram desertas e a prefeitura conseguiu alcançar seu objetivo de evitar aglomerações e a disseminação da COVID-19 na região. Esse período que passamos é importante manter o distanciamento social e utilizar máscara em espaços públicos. Esperamos que essa fase passe logo para que possamos utilizar a praia como antes. [128] [129] Ver página
Mazitas Criar atividade

Melissa Bumaschny Charchat

Mundo da Entrega - Melissa Charchat - Vista da Rua.jpg Em tempos de pandemia, são pequenas coisas que nos dão esperanças e suscitam nossa crença no amor. Em Santa Cecília, bairro no centro de São Paulo, um casal se reúne em uma moto para realizar uma entrega juntos pelo aplicativo Ifood. Os entregadores, que têm passado por sérias dificuldades desde o início da pandemia com o crescimento exponencial na demanda e más condições de trabalho, encontraram uma forma de manifestar um gesto tão sutil de amor e carinho. Vale destacar a importância da valorização do trabalho dos motoboys, que tanto têm feito em nome da população. [130] [131] Ver página

Miguel Pereira Pinto

Mundo de entrega - Miguel Pereira Pinto - Vista da minha rua.jpg Jornadas de trabalho maiores e baixa remuneração. Essa é a realidade dos entregadores de aplicativos no período atual.

O medo de sair às ruas fez com que a demanda pelos serviços de entrega aumentasse significativamente, com isso, elevou-se também a concorrência pelo emprego de motoboy. Esse trabalho, antes pouco visado pela sociedade, se tornou a saída daqueles que buscam opções para sua subsistência. A pandemia mostra a importância dessa profissão na sociedade e, que devemos demonstrar o merecido respeito a aqueles que diariamente arriscam suas vidas por outras pessoas.

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Mmarianapacheco

Mundo de Entrega - Mmarianapacheco - Vista do quarto.jpg Com a pandemia do Covid-19 no Brasil, as ruas antes lotadas de carros, agora se esvaziaram, devido ao home office. Em lugares menos turbulentos quase não se vê movimentação, o fluxo de pessoas diminuiu mais com as restrições, e o isolamento parece ainda mais real. Mas grande parte da população continua indo até o local de trabalho, se expondo ao vírus. No transporte público ou particular, a locomoção não parou, e os que estão em casa vêem a movimentação daqueles que todos os dias colocam suas vidas em risco para poderem sobreviver. [134] [135] Ver página

Murillo La Fonte

Rua-vazia-santo-andre.jpg Com a pandemia, enquanto alguns devem caçar emprego para ter o que comer, outros tem o privilégio de ficar dentro de casa. Por mais que saibamos que é um privilégio, ficar dentro de casa é uma frustração. E é normal nos sentirmos assim; é por isso que, inclusive, os diagnósticos de depressão cresceram em tempos de isolamento. Para nós, a casa acaba se tornando uma prisão, mas haverá o tempo que estaremos livres novamente. Por isso, devemos continuar observando a rua vazia com um olhar melancólico, mas aliviado pela falta de circulação. [136] [137] Ver página

Natália T. L. Vieira

Foto de um único entregador.jpg O trabalho dos entregadores é muito solitário, cansativo e arriscado. Além desses pontos negativos, eles ganham pouco e não têm vínculo empregatício com os aplicativos, mesmo correndo alto risco de sofrerem acidentes de trânsito. E não há expectativa de mudança de cenário nem mesmo durante a pandemia da covid-19, quando tudo se intensificou, e o trabalho desses prestadores de serviço passou a ser mais requisitado. Isso só escancarou ainda mais a desigualdade social, visto que estão em função de quem tem, dentre outros, o privilégio de ficar em casa. [138] [139] Ver página

NicoleLeslie2

Mundo de entrega - NicoleLeslie2 - Entregador de app.jpg Na pandemia, enquanto parte da população pôde se isolar em casa, muitos não puderam, mesmo com decretos de lockdown. Essa fotografia representa bem a realidade de muitos entregadores de aplicativo, que não tiveram a opção de ficar em casa, por viverem da renda que o serviço de delivery lhes proporciona. Com chinelos nos pés, uma mão no guidão e a outra segurando o celular, a caixa térmica nas costas e a máscara de proteção contra a Covid-19 no queixo, o rapaz da foto representa a realidade de muitos entregadores de aplicativo no Brasil hoje. [140] [141] Ver página

NinaPGaliotte

Mundo de entrega - NinaPGaliotte - Av Paulista vista de cima.jpg Ainda chove lá fora. Faz frio, faz calor. Sol, vento. Ainda se senta para conversar na esquina, mesmo com tudo isso. Mas não pode mais. Se senta, é porque está trabalhando e se deu uma pausinha. Necessária. Justa.

É muito tempo nas ruas, ganhando pouco. E nem deveriam estar nas ruas. Mas estão. As pessoas precisam comer, e os entregadores por aplicativo ficaram responsáveis por isso. E, claramente, os próprios motoqueiros precisam se alimentar. Então vão para rua.

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Niqlima

Mundo de entrega - Niqlima - Entregador perdido.jpg Enquanto alguns podem se dar ao luxo de ficar em casa, outros estão nas ruas. Não por prazer, mas por necessidade. Trabalho! A balança entre se expor aos riscos do contágio e sobreviver sem emprego ou com pouco de um auxílio emergencial. Esta é a vida, desde o começo da pandemia, para os motoboys e entregadores: Essenciais no distanciamento, sem direitos e sobrecarregados. As restrições da quarentena colocaram milhares de entregadores nas ruas. O número de profissionais de motofrete aumentou consideravelmente, assim como o número de vítimas fatais da COVID-19 na fase mais complicada da doença no Brasil. [143] [144] Ver página

Pedro Zagury

Foto Entregador Editada.jpg Com as largas quarentenas impostas em decorrência da pandemia da Covid-19, veio o isolamento: dentro de suas casas, as pessoas dependem cada vez mais de entregadores por aplicativo, que trazem desde comida e perecíveis até livros e roupas, formando uma corda de salva-vidas para aqueles em sítio em suas casas.

Para esses entregadores, porém, não há salva-vidas, e seu trabalho incansável de sustento implica um sacrifício de si, que joga em relevo as precariedades da profissão juntamente com a exposição ao vírus que matou milhares só no Brasil.

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Pedromoreiramb Criar atividade

Rafaela Bertolini

Aquele que demorou - Rafaela Bertolini - Entregador de Comida.jpg Após o “feriadão” decretado em São Paulo na tentativa de conter a pandemia da Covid-19, os entregadores surpreendentemente viraram uma eventualidade no bairro Vila Ré, na Zona Leste da cidade. Pizzarias e restaurantes fecharam no bairro, o que fez com que a frequência da circulação de entregadores durante o dia diminuísse. Um dos poucos motoqueiros que tive a oportunidade de conversar na entrega de uma pizza na minha casa disse que a situação é desesperadora, pois não sabe como irá manter sua renda se os estabelecimentos permanecerem fechados. [147] [148] Ver página

Rodrigo Castanheira

Mundo de entrega - Rodrigo Castanheira - Na frente de minha casa.png Durante a pandemia muitos hábitos se alteraram, impedindo que muitos saíssem de casa. Um serviço que ganhou destaque neste momento caótico que estamos vivendo são os entregadores de comida, que vem recebendo uma demanda cada vez maior de pedidos mesmo sem sofrer nenhuma alteração em seu salário e alguns alegam até uma diminuição. Outra situação em questão é o fato de eles estarem totalmente expostos ao vírus para que nós estejamos seguros, ou seja, o isolamento só acontece para quem pode, para os entregadores não. [149] [150] Ver página
Samira Paiva Criar atividade

Shinjikvn

Vazio do Interior - Shinjikvn - São Bento do Sapucaí.jpg A pandemia do Coronavirus permeou toda a nossa realidade. Em meio ao feriado, antes cidades que movimentavam sua economia por meio do turismo agora se encontram vazias de pedestres e secas de vida. O centro de São Bento do Sapucaí, interior de São Paulo, se encontra abandonado em um dos feriados que no passado já movimentou muito capital turístico dentro da cidade. Mesmo assim, a paisagem e o mundo natural que conheçemos não mudou, e o verde ainda perdura, e a luz ainda reflete sobre o topo da Pedra do Baú. [151] [152] Ver página

Thi Lacerda

Mundo de Entrega - Thi Lacerda - Vista da minha rua.jpg Neste caso, estar atrás das grades é sinônimo de privilégio, não de sentença. Mesmo diante de um cenário caótico, com a saúde e a economia colapsando, o home office não é uma opção para muitos brasileiros, tornando o "Fique em casa" em "Passe fome" ou "Atrase suas dívidas". Graças à tecnologia, muitos podem ter acesso às compras com segurança e facilidade. A questão, porém, é que nem tal facilidade e muito menos tal segurança cabem aos motoboys, que, por real necessidade, têm a exposição diária ao vírus como parte da luta pela sobrevivência. [153] [154] Ver página

Thiago Baba

Mundo de Entrega - Thiago Baba - Entregadores na praça.jpg Entregadores de aplicativo continuam a trabalhar no segundo ano de pandemia de Covid-19 no Brasil, em cenário com mais de três mil mortes diárias em São Paulo. Eles compõem uma das classes que não têm a possibilidade de ficar em casa e sofrem com a exposição ao Coronavírus. Em 2020, demandas foram feitas para melhorar as condições de trabalho, mas não foram atendidas pelos aplicativos. Na foto, segunda-feira, próximo ao meio-dia, eles descansam e aguardam pedidos em praça que fica próxima de restaurantes no bairro Jardim Maia, Guarulhos – SP. [155] [156] Ver página

Ulisses Belluzzo

Mundo de entrega - Ulisses Belluzzo - vista de minha casa.jpg A quarentena é necessária para todos nesse momento, mas, ainda assim, poder cumprí-la é um privilégio de poucos. Com mais de 3 mil mortes diárias, os entregadores de aplicativo se arriscam indo trabalhar, pois precisam manter o sustento de suas famílias. São expostos e, ainda assim, recebem baixa remuneração e não têm garantias de trabalho. As motos barulhentas, em corrida constante, e as mochilas coloridas e chamativas substituíram o trânsito de carros. É preciso respeitar o isolamento social. Não é possível negligenciar 350 mil mortes. [157] [158] Ver página

Victória R. Amorim

Mundo de entrega - Victória R. Amorim - Rua vazia na tarde de 29 de março.jpg A pandemia fez com que a circulação de automóveis diminuísse nas ruas. Na maioria das vezes que se olha pela janela, é possível contemplar as árvores e vegetações próximas, sem o incômodo de muitos ruídos no asfalto. Essa observação de um ambiente mais verde, pode amenizar a exaustão causada pelo uso frequente de computadores, obrigatórios no home office e estudos à distância. [159] [160] Ver página

Vinícius Caldeira Novais

A Calmaria Reinante - Vinícius Caldeira Novais - Vista da minha sala.jpg A pandemia fez com que as pessoas ficassem em casa, assim tivemos uma amostra das diferenças sociais. As pessoas menos afetadas pelos males do isolamento são as que tem acesso a áreas verdes e jardins em suas casas. Seja para cultivar uma horta ou passar tempo entre as árvores no ar livre. Já outras enfrentam essa difícil fase em apartamentos em grandes centros urbanos sem nem uma varanda. Causando danos à saúde mental, a pandemia deixará muitas cicatrizes na população mundial. [161] [162] Ver página

Vinícius Soares Pereira

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Entregador encarando o trânsito de uma avenida
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Durante qualquer momento das diferentes fases de quarentena, o trabalho do entregador foi uma constante necessária para que funcionasse o isolamento social. A exposição recorrente ao perigo do vírus adiciona mais stress ao já difícil trabalho dos entregadores de delivery, que representam uma vertente complexa do trabalho autônomo. Na cidade de Campo Grande no Mato Grosso do Sul, estado que apresenta um dos melhores índices de vacinação do país, é cada vez mais comum encontrar as cores de diferentes aplicativos estampadas nas garupas de motocicletas. [163] [164] Ver página

Vitória275

Mundo de entrega - Vitória275 - Praça em frente da minha casa.jpg Com a mochila térmica nas costas, seja no comando da moto ou na bicicleta, os entregadores de aplicativo compõem o pano de fundo das cidades contemporâneas.

Lutando contra o capitalismo desregulado, esses trabalhadores não tiveram o privilégio do home office. Enquanto as empresas aumentaram seus lucros durante a pandemia, muitos dos entregadores alegam uma diminuição em sua remuneração, além da falta de assistência. No pedregoso dia a dia dos entregadores de aplicativo é possível vislumbrar que, amarrado a tanta complexidade, tem-se a invisibilidade.

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Notas: ver nesta tabela.