Movimentos anti-imperialistas e de independência dos países africanos
A África durante anos sofreu com a Colonização dos europeus em seus territórios, na qual presenciou a exploração de suas terras e de seu povo. Portugueses, como os primeiros europeus a marcarem presença, obtiveram a predominância e expansão de sua colônia com a dominação de países como Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, entre outros. Com a exploração cada vez mais frequente no continente, a escravização de seu povo não demorou para começar. Saindo de lá navio carregados de negros para os países europeus. O processo de dominância da África continuou durante anos. Durante todo esse processo de colonização diversos movimentos nacionalistas representando desde a negritude ao pan-africanismo e ao pan-islamismo favoreceram para um começo de uma visão independente.
Com a vinda da Guerra Mundial, um olhar mais político se voltou para a África. A divisão de território virou uma questão cada vez maior devido a Conferência de Berlim , na qual tinha o intuito solucionar os conflitos entre as nações europeias colonizadoras e tornar o comércio livre pela região da bacia de conga. Contudo, depois das duas guerras ocorreu um enfraquecimento de em duas potências, assim a possibilidade cada vez maior de uma independência. A União das Nações Unidas (ONU) começou a pressionar os países para suas retiradas das terras africanas. O processo de descolonização se iniciou no século XX, com a descolonização da Libéria.
AS DECLARAÇÕES DE INDEPENDÊNCIA
O país pioneiro foi a República da Libéria, que em 1847 teve sua liberdade declarada pela Constituição dos Estados Unidos; dada aí a semelhança nas bandeiras.
Libéria EUA
Para muitos, a Libéria nunca foi propriamente colonizada. Por anos, era para lá que os americanos enviavam seus antigos escravos livres (e negros nascidos livres) na promessa que teriam melhores condições na nova região. Instalados pela American Colonization Society, organização de 1816 responsável por realocá-los na África, foram os líderes da declaração de Independência do país.
A próxima declaração veio 63 anos depois, no início do século XX com a independência da República da África do Sul (1910), seguida pela República Árabe do Egito (1922) e República Popular Democrática da Etiópia (1941). O restante dos países garante suas liberdades subsequentemente de 1951 a 1993, com a independência do Estado da Eritreia, até então território da Etiópia, e permaneceu o país mais novo do continente até 2011.
Em 9 de julho de 2011, um referendo com mais de 98% de aprovação, garantiu a separação da região que hoje conhecemos como Sudão do Sul. O país tornou-se independente do Sudão, antiga colônia britânica libertada em 1956, que enfrentou uma guerra civil sangrenta por mais de 40 anos, até o tratado entre o Norte e o Sul em 2005. O Acordo de Paz Global, assinado em janeiro de 2005, garantiu um governo provisório ao Sul do Sudão e, a partilha de riquezas e do poder entre as partes; condições que posteriormente encaminhariam a independência.
A ÁFRICA PORTUGUESA
Angola, Cabo verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tome e Príncipe foram as colônias portuguesas no continente africano. Todas, com exceção da Guiné (1973 ou 1974)*, conquistaram suas independências no ano de 1975.
A Angola foi a primeira a ser ocupada (1483) e colonizada (1575), quando liderados por Paulo Dias Novais, portugueses que ali desembarcaram fundaram a cidade de “São Paulo de Luanda”, hoje, apenas “Luanda” e capital do país.
Com o fim da II guerra mundial e a criação da ONU (1945), o termo “colônia” tornou-se algo pejorativo para a sociedade, desta forma, países que as possuíam foram pressionados a abolir o status. Portugal, assim como a Inglaterra e alguns outros países, acreditavam que mudando a nomeação de colônia para “território ultramar" teria sucesso; ainda, porém, mantendo a relação metrópole-colônia.
Foi com a Revolução dos Cravos (25 de abril de 1974), que a independência destes países fora concebida. República da Guiné-Bissau, República da Moçambique, República da Cabo Verde, República Democrática da São Tomé e Principe e República Popular da Angola, respectivamente.
Hoje, estas nações integram as organizações dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
*Embora tenha declarado sua independência em 1973, a Guiné-Bissau veio a ser reconhecida como livre por Portugal em 1974.
MOVIMENTOS QUE FAVORECEM AS INDEPENDÊNCIAS
Pan-Africanismo, como um movimento que se desenvolveu com o intuito de unificar os povos africanos por meio de características étnicas, sociais e culturais, buscava uma identidade para seus povos, trazendo desta forma um sentimento nacionalista com identidade e liberdade.
Revolta de Urabi, foi um movimento nacionalista ocorrido entre 1879 e 1882, no qual tinha o intuito de acabar com a influência estrangeira devido a tentativa de modernizar a sociedade egípcia. Foi derrotada devido a intervenção inglesa.
Movimento popular de libertação de angola (MPLA) iniciou a guerra de libertação de Angola, lutando contra a colônia portuguesa, conquistando sua descolonização da colônia em 1975.