EaD-FE-UnB/O papel e potencial dos polos da Uab na interface entre a educação formal e não formal

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Resumo do trabalho[editar | editar código-fonte]

Com o foco da atenção dos autores; Mônica Pagel Eidelwein e Tel Amiel, no sistema de Universidade Aberta Do Brasil (UAB), o artigo expõe a criação da UAB em conformidade com o decreto 5.800 de 08 de junho de 2016, e o dos polos; número 6.303, de 12 de dezembro de 2007. O sistema de Universidade aberta do Brasil possibilita a oferta de cursos de educação superior à distância  com encontros presenciais em polos de apoio presencial. O artigo traz uma abordagem do que é feito nesses polos. Define o que é educação formal, não formal e informal. E aborda também que UAB, é pertencente à ambas formas de educação.

Apresentação do trabalho[editar | editar código-fonte]

No corpo do artigo é indicado que a UAB seria um modo de sanar dificuldades para "o acesso à educação superior " e propiciar a formação de licenciados em locais de difícil acesso. No Brasil, a UAB têm suas especificidades em relação a outras instituições no mundo; nesta mesma proposta de ensino e formação a distância. Como a OpenUniversity inglesa, ou a Universidad Nacional de Educación a Distância (UNED) Espanhola. No país é um consórcio formado por universidades federais que se organizam para as ofertas tanto presenciais quanto a distância de cursos; são as IPES conjuntamente com "municípios e governos estaduais e a CAPES/MEC" que põem em funcionamento as unidades. Os esforços são conjugados para a oferta dos serviços entre as IPES e os estados e municípios, os primeiros elaboram e executam o oferecimento dos cursos, e os últimos disponibilizam "o espaço físico, sua manutenção e o quadro de funcionários. Após esta breve análise dos mantenedores amplia o horizonte para o estudo das "oportunidades de aprendizagem" desenvolvidas que escapam ao escopo legal da UAB.

Na metodologia do trabalho foi realizado um levantamento e estudo dos artigos que,em alguma medida, aborda esse tema. Inclusive,desenvolvendo uma pequena tabela dos artigos relevantes da base Educ@ (http://educa.fcc.org.br).

Em seguida, há definição das modalidades de ensino, que são classificadas como: educação formal, não-formal e informal. A nível internacional essas modalidades são definidas assim no artigo:

"Nesse sentido, pensamos que os polos podem ser considerados como espaços híbridos, espaços de fronteiras, devido às inúmeras atividades com características muito diversas que nele são realizadas, circulando entre o formal (EF), o não formal (ENF) e o informal (EI). Como um recorte inicial, seguimos a distinção realizada por Touriñan Lopez (1983) e Trilla, Gros, Lópes e Martín (1996)."

Para eles, as práticas educativas formais e não formais podem ser agrupadas através do critério da diferenciação, enquanto o critério da especificidade situa as práticas informais com relação às demais. Severo explica a distinção feita pelos autores, afirmando que:

A EF e a ENF estão agrupadas em um mesmo nível por serem, ambas, sistematizadas por intencionalidades explícitas, assim como por apresentarem organização metodológica.Entre si diferem apenas no sentido de que a EF corresponde ao ensino oficial e a ENF,às práticas educativas intencionais e sistemáticas que não conferem certificação oficial compatível ao sistema de títulos acadêmicos.A EI difere das demais em virtude de se referir a processos que não têm uma função educativa especificada, embora haja intencionalidades educativas das mídias etc. As práticas informais exercem influências educativas, porém o caráter educativo se submete às razões primordiais dessas práticas e, portanto, não adquire especificidade. Essas práticas não se desdobram de um processo em que haja decisões quanto ao tempo, ao espaço, ao conteúdo, às metodologias para operacionalizar objetivos educativos. Elas ocorrem espontaneamente [...].(2015, p. 569)"

Sendo assim, iniciamos com uma aproximação da EF/ENF, no que tange sua intencionalidade, distanciando ambas da EI –que se refere a processos não programados, que na verdade são espontâneos.

Ao longo do artigo ele procura também definir essas formas de ensino se embasando noque os autores deste país acreditam :

No Brasil, a discussão sobre a educação não formal é bem mais recente, aparecendo com mais vigor na década de 1980 com as primeiras práticas relacionadas à alfabetização de adultos.“Conhecida como educação popular, tinha como base as propostas de Paulo Freire e outras práticas dos movimentos sociais” (GARCIA, 2009, p. 12)

Libâneo outro autor muito citado na área de educação, traz as seguintes definições:

Libâneo (2002), no livro “Pedagogia e Pedagogos, para quê? ”, publicado em 1998 pela primeira vez, além de discutir os conceitos de educação informal, formal e não formal, traz definições dos dois últimos termos. Para ele, “Educação formal seria aquela estruturada, organizada,planejada intencionalmente, sistemática. Nesse sentido, a educação escolar convencional é tipicamente formal” (p. 88-89). Até aí há concordância entre a maioria dos autores. No entanto, ele adverte que “[...] isso não significa dizer que não ocorra educação formal em outros tipos de educação intencional (vamos chamá-las de não convencionais). Entende-se, assim,que onde haja ensino (escolar ou não) há educação formal” (LIBÂNEO,2002, p.88-89). Nessa lógica é que o autor passa a considerar as atividades formais, o que a maioria dos autores não considera, como a educação sindical, por exemplo, desde que nelas estejam presentes a intencionalidade,a sistematicidade e as condições previamente preparadas, os atributos que caracterizam um trabalho pedagógico didático, ainda que realizadas fora do marco do escolar propriamente dito. Em contrapartida, o autor define a educação não formal como “[...]aquelas atividades com caráter de intencionalidade, porém com baixo grau de estruturação e sistematização, implicando certamente relações pedagógicas, mas não formalizadas” (LIBÂNEO, 2002, p. 88-89), entendendo que o não formal faz parte do sistema educacional de cada país.Conforme Libâneo (2002), “[...] o formal e o não formal estão inseridos no sistema educacional, indicando um conjunto articulado e coordenado de princípios, instituições, estruturas, processos, para atingir determinados objetivos” (p. 92-93). O sistema educacional, assim, compreende o conjunto de instituições educativas intencionais, com certo grau de organização, de tipo formal ou não formal.

Formando assim uma segunda tabela de suas características abordadas. Em posse dessa sistemática tabela é possível avaliar curso e serviços oferecidos nos pólos da UAB, tendo noções dos movimentos em diversas direções que os cursos podem operar, formando aquilo que os autores chamam de "espaços hibridos" contribuindo no estabelecimento de aprendizagens abertas.

Logo após essa tabela os autores partem para o terceiro eixo que o artigo trás que é a análise se esses polos da UAB estão usando a modalidade do formal , do informal ou do não- formal. Dois polos são analisados um no Rio Grande do Sul em Novo Hamburgo e outro em Coelho Neto, no estado do Maranhão.É percebido através dessas observações que todas essas três modalidades estão presentes dentro desse espaço de aprendizagem e que isso é muito bom, pois um modo completo o outro.

Conclusão do trabalho[editar | editar código-fonte]

  • Falta de uma definição do conceito de “educação aberta” no contexto atual.
  • Construção de conceitos de atividades de educação formal e não formal dentro do conceito de UAB
  • Análise de abertura segundo atividades formais e não formais dentro de espaços híbridos
  • Formas de educação cada vez mais se enredam para propiciar a especificidade de aprendizagem de cada indivíduo

Análise[editar | editar código-fonte]

Uma das questões que o texto traz é sobre a UAB ser uma forma de educação a distância e a presença ser primordial, apesar de ser uma modalidade que em tese não necessita ser presencial. Existem então, polos que servem exatamente para esses encontros e para esses momentos. Fazendo com que haja uma reflexão e após isso uma percepção de que na verdade é uma modalidade semi presencial.

Além disso, essa modalidade nasce como uma forma de democratização do ensino superior, tanto na parte de acesso, como na parte de permanência. O acesso está relacionado com questões de como a pessoa vai ingressar nele, com um ensino a distância a instituição pode e deve atingir mais pessoas do que no ensino presencial, visto que muitas vezes não é preciso se preocupar com questões burocráticas do sistema. Mas é preciso pensar em uma plataforma que todos os estudantes consigam acessar. O outro ponto é a permanência no ensino a distância pode ser mais fácil, porque o educando não precisa se preocupar com questões de deslocamento, o que ele vai comer na faculdade, muitas vezes não precisa deixar de trabalhar para se dedicar ao curso, não precisa se preocupar com o que ele vai vestir, enfim tudo aquilo que uma pessoa precisa para sair de sua casa e se locomover para um espaço de aprendizagem que pode geralmente ser todos os dias. Analisando essas questões é possível observar que se esse sistema de educação aberta necessita que em determinado tempo os seus adeptos participem presencialmente, essas questões são postas retornam aqueles que não possuem essas condições e que escolheram um sistema a distância por alguns desses motivos citados, mesmo em que menor escala. Sem falar que esse polo precisa de ter uma estrutura capaz de receber todos esses estudantes.

No Brasil, a Universidade Aberta é um consórcio de universidades públicas que ofertam cursos presenciais, bem como cursos a distância. Espera-se que seja um sistema de qualidade, visto que não são cursos ofertados por qualquer faculdade pequena e com notas ruins no Enade. Porém mesmo assim, existe um certo preconceito de muitos indivíduos sobre a qualidade de ensino ofertados nele.

Dentro desses ambientes de educação aberta existe uma completude entre as modalidades de educação formal, não formal e informal. Educação formal pode ser considerada aquela organizada, estruturada e institucionalizada, na qual existe uma intenção em educar. A não formal não é estruturada nem institucionalizada mais existe a intenção de educar, entra nessa modalidade visitas a museus por exemplo, além de valores culturais únicos de uma sociedade. Já a educação informal não é institucionalizada e a preocupação não é educar. É algo mais espontâneo. Aqui entram os saberes populares por exemplo. O artigo afirma que essas formas de educação estão cada vez mais presentes nos ambientes universitários, inclusive na educação a distância. Pois nos exemplos que o texto traz mostra que não é só a institucionalização do ambiente da UAB que é levado em conta mais todos os conhecimentos informais e não formais também. A comunidade acadêmica se reúne para  fazer campanhas de agasalhos para a população, dão curso de informática para estudantes dos polos, enfim são realizadas atividades de cunho social e cultural daquela região. Isso é extremamente importante para construção de um sujeito tanto profissional, como cidadão. É muito bonito também o que os autores trazem de que a completude desses sistemas não significa carência de um ou outro, mas sim de ampliar a interação entre essas diferentes formas.

Crítica[editar | editar código-fonte]

Pensando criticamente percebe-se que os autores podiam ter trabalhado de uma forma distinta a maneira de apresentação das modalidades de ensino formal, não formal e informal. Houve uma contextualização muito ampla sobre essas formas de ensino. Reduzir somente aos teóricos brasileiros era o suficiente.  

Faltou no trabalho também relatos de pessoas que compõem a Universidade Aberta do Brasil, pois focou somente no que os pesquisadores concluíram com aquele estudo, sem demonstrar aos leitores o lado real do sistema, com depoimentos. Recomendo que nos próximos trabalhos escutem e registrem o que é esse sistema para as pessoas que usam e fazem parte dele.