Obelepédia/Atividade/Conteúdo
| Página inicial | Atividade |
| Geral | Wikipédia | Conteúdo | Tutoria |
Seja bem vindo ao guia de edição, seção de conteúdo, da Obelepédia 2025. Este é um material consultivo que deve ser seu companheiro ao longo da nossa atividade; recomendamos fortemente que você o leia para compreender o estilo de edição da Obelepédia e aprender como utilizar os códigos da plataforma Wiki. Além de textos explicativos com exemplos, aqui você também encontra tutoriais demonstrativos. Para mais informações, consulte sempre o Livro de estilo ou contate um tutor.
Um bom artigo de uma língua precisa ser abrangente e profundo, mesmo que não seja muito extenso. Por isso, consideramos que o seu artigo possui itens obrigatórios, mas lembre-se que cada seção do seu artigo será avaliada separadamente. Alguns desses itens obrigatórios são fixos, e outros optativos, isto é, podem ser escolhidos entre certas opções. Abaixo está a lista de conteúdos para o seu artigo. Itens destacados em negrito são obrigatórios. As divisões em subseções são sugestões, lembre-se que você deve adaptar a divisão do seu artigo de acordo com as próprias necessidades. Além disso, você deve incorporar partes do artigo já existente (se houver) da sua língua na Wikipédia, pois na hora de submeter o artigo, será feita uma substituição completa do artigo original. Os itens não-obrigatórios são sugestões, que podem melhorar o seu artigo. Em alguns casos, um item ou subseção obrigatório não se aplica ao seu idioma, isso é comum, por exemplo, com a existência de tons ou com a classificação das conjugações verbais. Caso você não encontre fontes confiáveis para escrever algum item obrigatório, avise um tutor para avaliarmos a situação.
Título
[editar | editar código]O título é, literalmente, o nome do seu artigo. Na maioria das vezes, não é necessário alterá-lo se o artigo que você está editando já existe, mas, por alguns motivos, o título atual pode ser inadequado; se o seu artigo for inédito, leia atentamente essa seção para criar o seu título corretamente. Veja a seguir os critérios para um bom título:
- Precisão e clareza: o título deve seguir o nome mais conhecido para o seu tópico, isto é, você deve nomear o artigo de acordo com a nomenclatura dada à língua pelas suas fontes mais recentes em língua portuguesa. Caso você não possua fontes em língua portuguesa, utilize o nome que é dado independente do idioma da fonte, mas certifique-se de que não há nenhum nome diferente em uso na língua portuguesa. Por exemplo, a língua rajbanshi (2024) não possui uma versão distinta em português para o seu nome e, portanto, deve ser entitulado assim; diferentemente, a língua cingalesa deve ser grafada desta maneira apesar de as fontes em inglês chamarem-na de Sinhala, pois vale neste caso o gentílico de Sri Lanka, que possui esta versão em português.
- Uso de maiúsculas: o título recebe letra maiúscula somente na primeira letra da primeira palavra.
- Uso de plurais: o título de alguns artigos específicos deve, por conta das características do tratamento acadêmico ou social do tópico, ser escrito na forma plural; como no artigo das línguas tuaregues.
Você pode ver mais em Convenção de nomenclatura. Além disso, todos os títulos de artigos de idioma criados para a Obelepédia devem iniciar com a palavra "língua". No caso de línguas indígenas brasileiras, deve-se optar pela nomenclatura moderna do Instituto Socioambiental (ISA), utilizada para denominar as etnias, os territórios e os sobrenomes étnicos; pode ser acessada facilmente na obra Povos Indígenas no Brasil 2017-2022.
Caso você observe que o título do artigo preexistente não segue esses critérios, talvez seja necessário mover a página. Para isso, contate um tutor.
Infocaixa
[editar | editar código]A infocaixa é uma "seção lateral" do seu artigo, mais especificamente uma caixa informativa, ela deve conter as informações mais básicas e concisas sobre o seu idioma. Por isso, ela é uma das partes mais importantes do artigo e que deve ser feita com bastante cuidado. Contudo, para editá-la, é necessário a visão de código-fonte por se tratar de uma predefinição. Seu código está disposto a seguir e você pode sempre consultar a documentação Predefinição:Info/Língua.
Itens obrigatórios: nome; nome nativo; outros nomes; estados/países; região; número de falantes; família linguística; escrita; oficial de; códigos ISO.
Bons exemplos: língua iúpique do Alasca Central (2024), língua cebuana (2024), língua rajbanshi (2024), língua wapichana (2024), língua cazaque (2022)
{{Info/Língua
|nome =
|nomenativo =
|pronúncia =
|outrosnomes =
|corfamília =
|estados =
|região =
|falantes =
|fam1 =
|fam2 =
|fam3 =
|fam4 =
|fam5 =
|fam6 =
|escrita =
<!-- Estatuto oficial -->
|oficial =
|regulador =
<!-- Códigos de línguas -->
|iso1 =
|iso2 =
|iso3 =
<!-- Mapa -->
|mapa =
}}
Em nome, insira o nome mais conhecido, em língua portuguesa, do idioma; mesmo que o seu idioma possua vários nomes comuns, insira somente um, caso você tenha dificuldades em selecioná-lo, contate um tutor; note que esse parâmetro é automaticamente formatado em negrito.
Em nome nativo, insira o(s) nome(s) utilizados pelos falantes nativos no próprio idioma para referenciá-lo; note que esse parâmetro é automaticamente formatado em negrito e itálico; para nomes nativos em sistemas de escrita não latinos, insira-o dentro da predefinição noitalic e adicione também a transcrição ou romanização. Este item deixa de ser obrigatório caso o nome em português seja escrito de maneira exatamente igual ao nome nativo, incluindo quanto ao sistema de escrita.
Em pronúncia, insira a pronúncia em fones AFI de cada um dos nomes nativos em ordem respectiva.
Em outros nomes, insira os outros nomes em língua portuguesa utilizados para denominar o idioma; este item deixa de ser obrigatório se não houver outros nomes.
Em corfamília, se trata de um parâmetro cosmético que define a cor do fundo das divisórias de seção da infocaixa de acordo com agrupamentos linguísticos, preencha-o, se desejar e se houver, de acordo em tabela corfamília.
Em estados, insira em quais países ou, no caso do Brasil, unidades federativas, o idioma é falado; note que esse parâmetro é renderizado como "Falado(a) em:"; utilize sempre do bom julgamento para definir quais países inserir, pois não é necessário criar uma lista exaustiva, por exemplo, se um idioma possui comunidades de falantes nativos em um país, deve-se incluí-lo, mas, se há milhões de falantes em vários países, pode não ser adequado incluir um país em que há somente mil falantes, sobretudo quando o critério para este dado é étnico; sinta-se confortável, também, para finalizar a lista com "entre outros" a fim de mantê-la concisa. Neste parâmetro, coloque hiperligações para o país como [[Brasil]]. Não utilize as predefinições de bandeiras.[nota 1]
Em região, insira especificações geográficas não relacionadas às divisões políticas dos países, essas regiões podem ser tanto maiores que fronteiras nacionais, como "Ásia Central", quanto menores, como "Parque Indígena do Xingu" e "Alasca"; seja proporcional à projeção do seu idioma.
Em falantes, insira o valor numérico de falantes do idioma com o ano da fonte entre parênteses; para fins de concisão, você pode optar por substituir números como "33000" por "33 mil" e "28362379" por "c. 28,4 milhões" ("c." é a abreviação da expressão latina circa, que significa aproximadamente); este também é o único parâmetro em que você deve adicionar referência.
Em fam, insira o pertencimento do idioma a famílias linguísticas em ordem decrescente de tamanho da família; o parâmetro fam1 é a família mais ampla e o maior número (até 15, no máximo) é a menor; mas lembre-se do critério de concisão, não é necessário adicionar todas as subdivisões existentes da filogenia do idioma, como também não é necessário escrever o nome "família" ou "línguas" na entrada. Por exemplo, para o português, fam1 = Indo-europeia, fam2 = Românica, fam3 = Ibero-românica, fam4 = Galaico-portuguesa. Para línguas isoladas, remova todos os parâmetros fam e adicione, em seu lugar, o parâmetro família, preenchendo-o com "Língua isolada". Para línguas crioulas, indique como fam1 que se trata de uma língua crioula e, para os números seguintes, as especificações da base linguística e geográficas (observe o exemplo da língua crioula de Ano-Bom). Para línguas de sinais, insira a classificação referente às famílias de línguas de sinais.
Em escrita, insira os sistemas de escrita utilizados para representar a língua; lembre-se que sistemas de escrita táteis devem ser incluídos. Este item deixa de ser obrigatório caso o seu idioma seja ágrafo, alternativamente, você pode inserir a escrita utilizada nos trabalhos linguísticos com a adição de um parêntese "(acadêmico)".
Em oficial, insira os países ou subdivisões administrativas em que o idioma é oficial; neste parâmetro, você pode também pode utilizar a predefinição de países e territórios com bandeiras. Este item deixa de ser obrigatório se não houver países ou regiões que considerem o idioma como oficial.
Em regulador, você pode inserir o órgão regulador do idioma, responsável pela normativização da língua; para o português, há múltiplas instituições, dentre elas, a Academia Brasileira de Letras (ABL); quando não há artigo na wiki sobre a instituição, cabe adicionar um link externo para a página inicial do seu site. Mas note que nem sempre os idiomas são regulados por órgãos ou instituições.
Em iso, insira os respectivos códigos ISO 639, "Códigos para a representação de nomes de línguas"; ISO 639-1, 639-2 e 639-3 indicam listas diferentes, sendo que a 639-1 possui códigos de duas letras e a 639-2 e 639-3, de três letras. Note que nem sempre todas as línguas estão documentadas em todas as três listas. Você pode encontrar todos os códigos no site oficial do ISO 639 e há um artigo que lista os códigos 639-1 e 639-2.
Em mapa, você pode inserir um arquivo de imagem do ficheiro do Commons de um mapa da distribuição dos falantes; você pode adicioná-la tanto no formato miniatura (ou thumb) quanto definindo o tamanho px. Na formatação miniatura, a descrição da imagem fica dentro do código do ficheiro; na formatação px, fora dela. Você também pode construir um mapa com a predefinição Mapa de localização. Para mais informações, consulte a subseção dedicada às imagens. Essa imagem é muito importante, porque é ela que aparecerá na miniatura (thumbnail) do artigo, tanto em navegadores quanto nas hiperligações da wiki.
Introdução
[editar | editar código]A introdução é a capa do seu artigo e, de acordo com o Livro de estilo da Wikipédia, "ela é provavelmente a parte mais importante da página, uma vez que é responsável por oferecer ao leitor uma visão geral desta, estabelecendo, de forma concisa, seu contexto e explicando o que torna o assunto interessante e notório, descrevendo suas principais características". Ou seja, esta seção deve dar uma visão geral sobre a língua, sua situação, seus usuários, onde ela é utilizada, seu sistema de escrita (se houver ou for ágrafa) e pontos interessantes sobre a fonologia e gramática. Novamente de acordo com o livro de estilo: "Uma introdução deve possuir, de maneira geral, até quatro parágrafos, e deve estar escrita de forma clara e acessível para, assim, encorajar o leitor a prosseguir a leitura da restante informação na página. Uma introdução curta não é aconselhável, e não resume todo o conteúdo da página. A seção introdutória precisa resumir o conteúdo de toda a página".
Como regras, a introdução deve ser iniciada com o assunto da página destacado em negrito; pode ser tanto "A língua portuguesa é...", quanto "O idioma português", ou até sem o artigo definido, mas não se pode omitir palavras que referenciem que o contexto do assunto é a linguística (pois em outros contextos, "português" pode ser, por exemplo, uma nacionalidade). Quando um assunto tem vários nomes conhecidos, inicie sempre com o nome presente no título e inclua as variações, como demonstrado no artigo da língua letã. Além disso, a introdução é a única seção de texto em que não é obrigatório a inserção de referências e não se deve inserir imagens, por ser um resumo conciso com conteúdo objetivo e, na maioria das vezes, indisputado; lembre-se que, apesar disso, esta seção ainda está sujeita à política de verificablidade e que, portanto, informações possivelmente controversas ou contestadas devem ter referências. Note, por fim, que introduções inexistentes, incompletas, malformatadas, excessivas, insuficientes ou pouco claras poderão receber os avisos de baixa qualidade Contextualizar2 ou Má introdução. Para informações mais detalhadas, consulte Livro de estilo/Seção introdutória.
Bons exemplos: língua iúpique do Alasca Central (2024), língua cebuana (2024)
Em geral, a seção introdutória deve ser um resumo conciso e completo das principais características do idioma. Para tanto, sua introdução deve conter:
- Nome nativo: no sistema de escrita nativo e com transcrição (se não for latino), entre parênteses;
- Família linguística: tanto a "macrofamília", quanto o ramo (se aplicável), indicar se for uma língua isolada;
- Situação: ativa, vulnerável, em risco de extinção ou com estatuto oficial;
- Etnia: somente se for falada por um grupo étnico específico, ou grupo de grupos étnicos.
- Número de usuários: número aproximado de falantes;
- Região: onde é falada, pode ser divisões políticas como países ou regiões geográficas em geral;
- História: resumo da história, por exemplo, primeira documentação, eventos históricos influentes, versões mais antigas da língua, interações com países, pessoas importantes, religiões, etc.;
- Escrita: sistemas de escrita utilizado pelos falantes, tipos de transcrição ou romanização (se aplicável), indicar se for uma língua ágrafa;
- Fenômenos linguísticos: características interessantes sobre vocabulário, fonologia e gramática, como empréstimos de outras línguas, inventários fonéticos extraordinariamente grandes ou pequenos, presença de tons, fenômenos de harmonia, gramaticalização dos casos, tipologia morfológica (analítica ou sintética), ordem das frases, etc.
Etimologia
[editar | editar código]Na seção de etimologia, você precisa explicar a origem dos nomes dados à língua, tanto os endônimos quanto os exônimos, se eles existirem. Inicie sempre pelo nome utilizado para o título do artigo. Os endônimos são todos os nomes usados pelos falantes nativos para referenciar a própria língua enquanto falam esta língua; já os exônimos são os nomes utilizados por estrangeiros ao referenciar a língua. Não há necessidade de subseções ou de descrições longuíssimas, mas se exige um pouco de profundidade na explicação do sentido e, se possível, da morfologia dos termos. Mas é insuficiente, por exemplo, indicar somente que o nome da língua portuguesa deriva do país Portugal, sem explicar a origem do nome "Portugal". No caso de a etimologia ser disputada, o debate e as diferentes propostas devem ser abordadas, indicando inclusive as convergências; não cabe a você dar um veredito sobre a discussão, seu papel é somente apresentá-la de maneira informativa. No caso de ser desconhecida, isso deve ser dito de maneira explícita e de forma bem referenciada.
Itens obrigatórios: endônimos, exônimos.
Bons exemplos: língua cingalesa (2023), língua crioula de Ano-Bom (2022)
Distribuição
[editar | editar código]Na seção de distribuição, você deve apresentar a localização e o número dos falantes. Explicite a região e os países em que habitam os falantes nativos, bem como se há uma diáspora desses falantes; se possível, elabore uma tabela com o número de falantes por país. Similarmente, descreva os limites, características naturais ou barreiras políticas, de disseminação do idioma. Se aplicável, cabe abordar também a taxa da população étnica falante da língua e de alfabetização entre os falantes.
Itens obrigatórios: região/países e limites; diásporas; dialetos; línguas relacionadas.
Bons exemplos: língua iúpique do Alasca Central (2024), língua cebuana (2024)
Dialetos e línguas relacionadas
Nesta subseção, você deve abordar os diferentes dialetos e as línguas relacionadas do seu idioma. Crie uma lista, não necessariamente exaustiva, dos dialetos e das línguas relacionadas, com a descrição dessas relações (subgrupos ou filogenia). Você pode, inclusive, utilizar as predefinições de Lista em árvore e de Clade. Opcionalmente, você pode elaborar um quadro comparativo de vocabulário entre dialetos ou línguas relacionadas. Além disso, cabe tratar aqui das línguas influenciadas e das influências recebidas de outras línguas, como palavras que seu idioma emprestou para outras línguas, por exemplo.
Os itens desta subseção não são obrigatórios caso o seu idioma seja uma língua isolada e não possua dialetos.
História
[editar | editar código]Na seção de história, você precisa explicar o processo de modificação do idioma até o seu estado presente. As subseções indicadas podem ser organizadas por assunto linguísitco, como é o padrão apresentado aqui, ou também por ordem cronológica de divisões linguísticas ou de divisões da história política. Não há necessidade de uma história exaustiva ou total do idioma, mas o conteúdo deve ser completo para a compreensão de um quadro temporal e das relações estabelecidas com outras populações do mundo.
Itens obrigatórios: história da língua (eventos e mudanças); história da documentação (primeiros trabalhos).
Bons exemplos: língua mongol (2023), língua crioula de Ano-Bom (2022)
História da língua
Nesta subseção, você deve apresentar a história das transformações políticas, culturais e linguísticas do idioma. Explique como determinados eventos (leis, guerras, migrações, etc.) propiciaram mudanças nas vidas dos falantes e no papel do idioma para essas pessoas. O primeiro contato com povos navegantes de origem europeia é, por exemplo, um marco histórico comum para várias línguas. Trate também das comparações diacrônicas, ou seja, as mudanças nas características do idioma em relação a sua forma presente; no português, por exemplo, perdeu-se a gramaticalização dos casos nominais característica do latim.
História da documentação
Nesta subseção, você deve descrever o histórico da presença do idioma em registros, independentemente do formato ou suporte utilizado. Apresente o primeiro texto escrito e a primeira gramática, ou trabalho linguístico, produzidos; e, caso aplicável, obras e projetos importantes, sempre em relação com eventos históricos. Adicionalmente, você pode abordar os registros em áudio ou em vídeo do idioma, como também os meios digitais (sites, redes sociais, etc.).
História do ensino
Nesta subseção, você deve explicar o histórico do ensino do idioma, tanto por falantes nativos quanto por estrangeiros. Cabe abordar as políticas de alfabetização e de escolarização dos falantes; em geral, tudo aquilo relativo à reprodução do idioma.
Fonologia
[editar | editar código]
Na seção de fonologia, você deve abordar as unidades mínimas de articulação e os fenômenos que ocorrem com eles. Para as línguas orais, isso é tratar dos fones e dos fonemas. Os fones são unidades absolutas do som e não são específicos para nenhum idioma (destacados entre colchetes "[ ]" e estudados pela fonética), mas os fonemas podem ser discutidos apenas em referência a seus idiomas específicos (destacados entre barras "/ /" e estudados pela fonologia); lembre-se que "fone" ou "fonema" não são equivalentes a "letra", letras, mais especificamente grafemas, são formas escritas que representam sons e são destacadas entre chevrons "⟨ ⟩" ou "< >". Assim, nem todas as variações entre a realização de fones ou mudanças na representação por grafemas implicam na mudança de fonema. Todos os fones e fonemas devem receber formatação de acordo com os seus respectivos destaques e com a predefinição IPAlink.
Para digitar caracteres do Alfabeto Fonético Internacional, você pode utilizar a ferramenta de caracteres especiais do editor da Wikipédia (botão "Ω" na aba superior do editor visual, ou o botão "caracteres especiais" no editor de código-fonte). Alternativamente, utilize sites de terceiros como o teclado do Lexilogos ou do TypeIt.
Verifique também o artigo do Alfabeto Fonético Internacional.
Itens obrigatórios: consoantes (com tabela de fonemas); vogais (com tabela de fonemas); tons.
Bons exemplos: língua resígaro (2023), língua crioula de Ano-Bom (2022)
Consoantes
Nesta subseção, você deve apresentar o inventário consonantal do seu idioma. Para tanto, você deve escrever um parágrafo introdutório às características do inventário e criar uma tabela de fonemas no estilo AFI. A seguir, há um exemplo de tabela vazia, você pode preenchê-la no seu artigo ou criar uma do zero; independentemente, você pode eliminar linhas e colunas vazias para melhorar a legibilidade. As linhas indicam o modo de articulação, ou seja, o método de obstrução ou constrição do ar realizada; as colunas, o ponto de articulação, ou seja, quais partes do corpo (aparelho fonador) que são mobilizadas. Além dessas, há outras consoantes que não aparecem nesta tabela: as coarticuladas ou complexas (articuladas em mais de um ponto); as africadas e duplamente articuladas, representadas por ligaduras; os cliques; as implosivas; e as ejetivas. Atente-se aos possíveis fenômenos que afetam os fones e podem vir a configurar diferentes fonemas no seu idioma, como o vozeamento (ou sonoridade), a aspiração, a palatalização, etc.
As consoantes plosivas (ou oclusivas e explosivas) são formadas pela interrupção momentânea no fluxo de ar; no português, /p/ e /d/ são plosivas. As nasais, pelo fluxo de ar atravessando a cavidade nasal pelo bloqueio da boca; no português, /m/ e /n/ são nasais. As vibrantes [múltiplas] (ou trills), pela vibração de um ponto de articulação ocasionada pela passagem de ar; no português, /r/ pode ser uma vibrante em alguns dialetos do Sul. Os taps ou flaps (ou tepes e flepes, ou ainda vibrantes simples), pelo toque rápido de um articulador a outro; no português, /r/ é um tepe em "touro". As fricativas, pela passagem do fluxo de ar por um canal estreito; no português, /f/ e /s/ são fricativas. As aproximantes (ou semivogais e glides), pelo fluxo de ar não turbulento causado pela pouca aproximação entre os articuladores da fala; no português, /w/ é uma aproximante, como em "quando". As consoantes laterais possuem as mesmas características do tamanho da passagem do ar, mas com esse fluxo transitando pelos lados da língua, ao invés do meio da boca. Todos esses grupos podem ser organizados em dois grupos maiores: o das soantes (ou ressoantes), que inclui as nasais, vibrantes, tepes ou flepes e aproximantes, e é caracterizado pela presença de um fluxo de ar contínuo e não turbulento; e o das obstruentes, que inclui as plosivas e fricativas, e são formadas impedindo ou interferindo no fluxo de ar. Também há outras divisões mais restritas: as róticas são um grupo não muito preciso dos sons caracterizados como "R"; as líquidas agrupam as róticas com as aproximantes laterais, formando um grupo dos sons de tipo "R" e "L"; as sibilantes são um subgrupo das fricativas caracterizado pelas ondas de maior amplitude e altura, e podem ser consideradas como de tipo "S" (/s/, /z/ e /ʃ/ são exemplos de sibilantes).
A sua tabela de fonemas não deve conter os correlatos ortográficos dentro da tabela, a escrita dos sons deve ser tratada na seção de "Ortografia".
| Bilabial | Labiodental | Dental | Alveolar | Pós-alveolar | Retroflexa | Palatal | Velar | Uvular | Faringal | Glotal | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Plosiva | |||||||||||
| Nasal | |||||||||||
| Vibrante | |||||||||||
| Tap ou flap | |||||||||||
| Fricativa | |||||||||||
| Fricativa lateral | |||||||||||
| Aproximante | |||||||||||
| Aproximante lateral |
Vogais
Nesta subseção, você deve apresentar o inventário vocálico do seu idioma. Similar à subseção das consoantes, você deve escrever um parágrafo introdutório às características do inventário, tratando também dos encontros vocálicos (ditongos, tritongos e hiatos), e criar uma tabela de fonemas. Novamente, há um exemplo de tabela vazia e você pode eliminar linhas e colunas vazias para melhorar a legibilidade. As linhas indicam a altura, ou seja, o espaço que a altura da língua deixa na boca para o trânsito do ar; as colunas, a posteridade, ou seja, qual parte da língua que é utilizada no movimento. Atente-se aos possíveis fenômenos relevantes como a nasalização, o arredondamento, a tensão (vogais curtas e longas), o uso da raíz da língua e os fechamentos secundários. Note também que é possível que consoantes tomem o papel de vogais (chamadas de consoantes vocálicas ou silábicas), normalmente essas consoantes são do grupo das soantes ou das fricativas.
A sua tabela de fonemas não deve conter os correlatos ortográficos dentro da tabela, a escrita dos sons deve ser tratada na seção de "Ortografia".
Verifique também o artigo IPA vowel chart with audio, na Wikipédia anglófona, para uma tabela interativa das vogais com áudios de suas pronúncias.
| Anterior | Quase anterior |
Central | Quase posterior |
Posterior | |
|---|---|---|---|---|---|
| Fechada | |||||
| Quase fechada | |||||
| Semifechada | |||||
| Média | |||||
| Semi aberta | |||||
| Quase aberta | |||||
| Aberta |
Tons
Nesta subseção, você deve apresentar o inventário de tonemas do seu idioma. Explique se os tons são de uso lexical ou gramatical, ou ambos. Tons lexicais, como no chinês padrão, podem distinguir totalmente as palavras ("mãe" e "cavalo" são distintas somente pelo tom); já os tons gramaticais carregam informações de morfologia inflexional, ou seja, características como pessoa, tempo, modo e polaridade em um verbo podem ser modificadas pelo emprego dos tons. Além disso, explique se os tons afetam sílabas individualmente ou palavras inteiras. Não é obrigatória a criação de uma tabela com os tonemas, mas é necessário uma lista explícita dos tonemas com a notação de nível e contorno em AFI; se os tons possuírem nomes, também se deve indicá-los.
Os itens desta subseção não são obrigatórios caso o seu idioma não tenha um sistema de tons.
Transformações fonológicas
Nesta subseção, você deve tratar de todas as transformações fonológicas que afetam as consoantes, vogais e tonemas do seu idioma. Você pode optar por integrar esse conteúdo a cada subseção específica, ou apresentá-lo de maneira separada com uma subseção própria. O principal fenômeno fonológico é a assimilação, que acontece quando um som influencia a realização de outro para que o influenciado se assemelhe mais ao influenciador; isso pode acontecer de múltiplas maneiras, como um som posterior influenciando o anterior, ou vice-versa, ou um som sendo influenciado quando ele está entre dois sons semelhantes. Um tipo especial de assimilação é a harmonia, que transforma vários sons, normalmente o de afixos, para a adequação ao padrão fonológico da raiz.
Fonotática
Nesta subseção, você deve abordar as regras que governam a formação de sílabas. Sílaba é uma emissão de voz completa que é a unidade organizacional básica de uma sequência de fonemas, caracterizada na grande maioria dos casos pela presença de um núcleo vocálico. Em geral, a estrutura de uma sílaba possui os componentes básicos do ataque (onset, representado pela letra grega "ω"), do núcleo (nucleus, letra grega "ν" ou somente "N") e da coda (letra grega "κ"). O ataque é o início consonantal de uma sílaba, enquanto a coda (ou cauda) é o fim consonantal; o núcleo recebe esse nome por ser a parte principal da sílaba, composta por componentes vocálicos, o que inclui consoantes vocálicas. Nem sempre todos os componentes são obrigatórios para a formação de uma sílaba. Os idiomas possuem sempre uma sílaba mínima, que é a menor combinação possível de fonemas que forma uma sílaba independente, e uma sílaba máxima, que é a maior combinação possível. Normalmente, se escreve essas combinações com o uso de siglas para cada tipo de fone, como na sílaba comum CV, geralmente: V representa uma vogal; C, uma consoante genérica; G, uma glide ou semivogal; N, uma nasal; alguma sigla entre parênteses significa que ela é opcional. Além disso, você pode utilizar esta seção para abordar a separação silábica.
Prosódia
Nesta subseção, você deve abordar os fenômenos fonéticos suprasegmentais, segmento é um nome para as consoantes e vogais. Ou seja, a prosódia trata das características como entonação, tonicidade (stress) e ritmo. O principal a se incluir nesta subseção é a formação de sílabas tônicas; as regras que governam quais sílabas podem ser tônicas, se isso é previsível ou não, e se a tonicidade das sílabas pode gerar pares mínimos (diferenciar uma palvra de outra). Você pode aproveitar para incluir transformações fonológicas decorrentes da tonicidade, como a redução vocálica. Além disso, você pode explicar o papel da entonação na compreensão da fala (no português, por exemplo, podemos enfatizar palavras específicas em frases); ou ainda, você pode incluir sistemas de métrica para poemas no idioma.
Variações
Nesta subseção, você pode tratar de todas as características fonológicas específicas de variedades do idioma. Por exemplo, a realização diferente de fonemas, como no português /o/ sendo pronunciado [ʊ] ou [o] no nome de um certo Rodrigo carioca [xoˈdɾi.ɡʊ] e no de um hipotético Rodrigo sulista [hoˈdɾi.ɡo]. Ou também fenômenos que só ocorrem em variantes, como a harmonia vocálica de abertura em verbos nos dialetos nordestinos, "pegar" fala-se [pɛ.ˈga(h)] e "podar", [pɔ.ˈda(h)]. Você pode organizar as variações em uma subseção específica, como está aqui, ou integrar esse conteúdo a cada tópico.
Ortografia
[editar | editar código]Na seção de ortografia, você deve apresentar no mínimo um sistema de escrita utilizado pela língua no presente, com preferência para o mais comumente utilizado; é opcional abordar outros sistemas de escrita. Escreva um parágrafo explicativo do sistema de escrita abordado, indicando a direção de escrita (horizontal ou vertical; partindo da esquerda ou partindo da direita; partindo de cima ou partindo de baixo). Para sistemas de escrita fonográficos (ou seja, em que os grafemas representam sons), crie uma tabela com a equivalência grafema-fonema(s) e com o exemplo de pronúncia desses sons em português ou em outras línguas conhecidas no Brasil (espanhol, inglês, italiano e francês, indicando que não há correlato no português). Para sons que não existem em nenhuma dessas línguas, indique que não há correlato no português e, opcionalmente, adicione um exemplo próximo ao som representado, se houver, e anexe um arquivo de áudio de pronúncia do som. Para sistemas de escrita logográficos (ou seja, em que os grafemas representam conceitos, como nos caracteres chineses) ou para os fonográficos com uma quantidade muito grande de grafemas (mais de 60, por exemplo), crie uma tabela com no mínimo 30 grafemas com as equivalências de suas transliterações e suas pronúncias em AFI; além disso, explique as regras relacionadas à escrita ou à categorização dos grafemas, como a ordem de traços e os componentes. Abordar os diacríticos é obrigatório quando eles são utilizados na escrita convencional (como nos acentos do português, mas não os do russo), você pode optar por integrar isso à tabela principal ou não.
Opcionalmente, você também pode abordar as regras ortográficas (como, por exemplo, dígrafos e acentuação de sílabas tônicas), a história dos diferentes sistemas de escrita (o que você também pode optar por inserir na seção de história), o nome dos grafemas e os materiais utilizados na escrita; lembre-se que sistemas de escrita táteis, como o Braille, também podem ser incluídos.
Caso o seu idioma não tenha forma escrita utilizada pelos falantes, você deve dizer isso de maneira explícita e de forma bem referenciada e, então, aborde a representação escrita da língua utilizada em suas fontes; por exemplo: para línguas orais, a utilização direta do AFI, e, para línguas gestuais, o nome escrito das palavras. A ausência total de uma seção de "ortografia" ou "escrita", mesmo que a sua língua não possua um sistema de escrita, resulta na perda total desses pontos.
Itens obrigatórios: tabela grafema-fonema; direção de escrita; diacríticos.
Bons exemplos: língua armênia (2024), língua letã (2023), língua cingalesa (2023)
Gramática
[editar | editar código]Na seção de gramática, você deve explicar o funcionamento da gramática da língua. Para isso, você provavelmente irá se basear no conteúdo anterior (fonologia, ortografia).
Um dos erros mais comuns nesta parte é não a tornar enciclopédica. Uma gramática, como a que você usou nas fontes, possui um gênero textual; na enciclopédia, o gênero é outro. Dessa forma, tome cuidado para não usar glosas ou usar termos técnicos em excesso; lembre-se que o leitor talvez não entenda de linguística, mas deve ser capaz de entender o conteúdo. Para termos técnicos necessários, sempre se pode usar das hiperligações. Além disso, não exagere nesta seção; lembre-se que o seu artigo faz parte de uma enciclopédia e não é uma obra sobre a gramática do idioma; um artigo completo deve ser holístico sobre todos os assuntos que trata, então não sacrifique a qualidade geral de outras seções em prol de uma gramática excessiva.
Perceba que há apenas três itens obrigatórios fixos. O item da conjugação (verbos) e o da ordem da frase e alinhamento (sentenças) podem exigir bastante tempo de estudo. Além dos itens obrigatórios mencionados, essa seção exige mais três outros itens optativos, de qualquer categoria, que estão destacados sublinhados. Por exemplo, você pode tratar, na seção de gramática, dos três itens obrigatórios e de pronomes possessivos, de casos gramaticais e de reduplicação verbal. Deixamos assim, com três itens optativos a se escolher, dada a diversidade dos funcionamentos das línguas e da documentação disponível para cada uma delas.
Itens obrigatórios fixos: pronomes pessoais; conjugação verbal (tempo, modo, aspecto e evidencialidade); ordem da frase e alinhamento.
Itens obrigatórios optativos (mínimo três): artigos definidos; artigos indefinidos; pronomes possessivos; pronomes demonstrativos; pronomes interrogativos; pronomes relativos; pronomes reflexivos; pronomes recíprocos; pronomes indefinidos; etc.; classes nominais; números nominais; casos gramaticais; derivação e reduplicação nominais; etc.; conjugação verbal (pessoa, número e gênero); voz verbal; derivação e reduplicação verbais; construções com foco; sentenças comparativas; sentenças condicionais; sentenças negativas; sentenças interrogativas; etc.
Artigos
[editar | editar código]Os artigos são a classe de palavras que possui a função de determinar se uma coisa é identificável ou não. Por isso, dividem-se entre definidos e indefinidos; "o livro" indica que se trata de um livro específico e identificável, enquanto "um livro" trata de um livro qualquer, sem especificar qual.
Nesta subseção, aborde quais são os artigos defnidos e indefinidos do seu idioma e em quais graus eles variam para concordar com o substantivo que acompanham.
Note que vários idiomas não possuem artigos como uma classe independente de palavras. Mas isso não significa necessariamente que eles não possuem a ideia de definitude. Alguns idiomas o fazem por meio da afixação, o que você pode tratar na subseção de substantivos; enquanto outros idiomas utilizam os pronomes demonstrativos.
Bons exemplos: língua crioula de Ano-Bom (2022)
Pronomes
[editar | editar código]Os pronomes são a classe de palavras utilizada para substituir um substantivo ou um predicado nominal. Essa é uma classe com muita diversidade entre os idiomas do mundo quanto aos tipos de pronomes. Em "Fernando é um bom garoto, ele cuida de pessoas idosas", o termo "ele", um pronome pessoal, está substituindo o nome próprio "Fernando".
Nesta subseção, aborde os tipos de pronomes existentes no seu idioma e as distinções presentes neles.
Os pronomes pessoais são um item obrigatório. Eles se referem às pessoas do discurso, quem fala (1ª pessoa), com quem se fala (2ª pessoa) e de quem se fala (3ª pessoa). Os pronomes comumente variam por número; no português, temos o singular e o plural, mas em vários idiomas, há a distinção do dual, especificamente para um par de pessoas; para mais sobre número, veja a subseção dedicada em Substantivos e adjetivos. Um fenômeno que não existe de maneira gramaticalizada no português é a inclusividade, que separa a primeira pessoa do plural ("nós", ou "a gente") entre inclusivo e exclusivo; inclusivo é aquele que inclui a pessoa com quem se fala (como em "nós, incluindo você") e exclusivo é aquele que exclui (como em "nós, excluindo você"). Além disso, algumas línguas possuem distinções de formalidade quanto aos pronomes pessoais; como os pronomes pessoais tratam de pessoas, as relações hierárquicas entre as pessoas do discurso podem afetar qual tipo de pronome é adequado a quem se refere, pode-se fazer uma analogia desse fenômeno ao uso dos pronomes de tratamento no português. Note que em vários idiomas, como o próprio português, há formas pronominais na forma de afixos (clíticos), como em "chamei-a" ou "disse-lhes"; se isso acontecer no seu idioma, cabe mencionar.
Similarmente, você pode tratar dos pronomes possessivos, que indicam relações de posse quanto às pessoas do discurso; é importante mencionar se o pronome possessivo é posicionado antes ou depois da coisa possuída. Também, os pronomes demonstrativos, usados para apontar coisas ou partes de um discurso; note que, no português, há três posições em relação ao orador, proximal (este), medial (esse) e distal (aquele), mas em várias línguas só há a distinção entre proximal e distal. E os pronomes interrogativos, empregados para formar perguntas, como "qual" e "quem" no português.
Além disso, você pode abordar, se houver, os pronomes relativos, reflexivos, recíprocos e indefinidos.
Bons exemplos: língua letã (2023), língua crioula de Ano-Bom (2022)
Substantivos e adjetivos
[editar | editar código]Os substantivos são a classe de palavras que compreende os nomes dados a objetos, pessoas, lugares, ideias, sentimentos, etc. Os adjetivos modificam os substantivos, indicando atributos, por isso, muitas vezes concordam com as marcações dos próprios substantivos. Você pode escolher tratar das duas classes em uma mesma subseção, ou separá-las, faça o que julgar mais coerente de acordo com as características do seu idioma.
O gênero, ou a classe, de um substantivo se refere às subclasses de nomes. Essas subclasses podem ser definidas por ordem fonética ou semântica; é importante lembrar que gênero gramatical não é igual à identificação de gênero para pessoas, há idiomas em que não há distinção de gênero até aqueles em que há por volta de vinte gêneros diferentes, e nem sempre essas categorias serão definidas pelas palavras "masculino", "feminino" e "neutro". Em suma, gênero é um sistema de classificação e concordância nominal, com possíveis gêneros de "humanos", "plantas" ou até "coisas longas". Além disso, uma outra forma de dividir os substantivos é pelo uso de classificadores, partículas afixadas às raízes nominais que especificam categorias como formato, tamanho, etc.
O número de um substantivo indica a quantidade de coisas a que se refere. As distinções mais comuns, e que são as presentes no português, são as de singular e plural. Mas outro número comum é o dual, que indica especificamente duas coisas. Além disso. há os números menos comuns: geral, para quantidades indefinidas; paucal, para quantidades "pequenas"; e o plural maior ou plural global, para quantidades "maiores" do que o plural convencional.
Os casos gramaticais são a gramaticalização das relações entre os substantivos quanto aos papeis sintáticos e semânticos. O caso nominativo (NOM) marca o sujeito (S) de um predicado verbal intransitivo e o agente (A) de um predicado verbal transitivo, sendo na maioria das vezes a forma considerada padrão e é comumente marcado por um morfema zero (não marcado). O caso acusativo (ACC) marca o objeto (O) em um predicado verbal transitivo. O caso dativo (DAT) geralmente marca o objeto indireto em um predicado verbal, mas pode ser mais amplo ou mais restrito. O caso genitivo (GEN) geralmente marca relações de posse, mas pode haver outras aplicações; se desejar, você pode fazer uma subseção inteiramente dedicada às relações de posse. Além desses, pode-se mencionar o locativo, o instrumental, o comitativo, o ablativo, etc.; é importante notar que a presença de casos gramaticais está muitas vezes associada à uma ordem da frase pouco rígida. Um par especial de casos é o ergativo (ERG) e o absolutivo (ABS), que marcam uma relação de alinhamento morfossintático diferente do nominativo-acusativo, nesse caso, o ergativo indica somente o agente transitivo (A) enquanto o absolutivo indica tanto o sujeito intransitivo (S) quanto o objeto transitivo (O); veja mais sobre isso na subseção de alinhamento.
A derivação nominal é o processo pelo qual um substantivo ou adjetivo é formado a partir de uma outra palavra através da adição de afixos (prefixos, sufixos, etc.). Um exemplo desse fenômeno no português são as palavras derivadas de "ponta", como "ponteiro" (um substantivo) e "pontudo" (um adjetivo). A reduplicação nominal é o processo pelo qual um substantivo ou adjetivo é parcial ou inteiramente reduplicado a fim de gerar um novo sentido. Esse sentido pode variar de língua para língua e, às vezes, dentro de uma mesma língua pode assumir diferentes formas de acordo com as diferentes palavras. As expressões "logo logo" e "já já" do português brasileiro são exemplos de reduplicação que intensificam o significado das palavras individuais.
Bons exemplos: língua iúpique do Alasca Central (2024), língua armênia (2024), língua letã (2023)
Verbos
[editar | editar código]A classe dos verbos é a que define ações ou estados de sujeitos ou objetos no universo textual. Um verbo é o núcleo de qualquer oração e se combina com outros instrumentos gramaticais para formar sentidos completos. Ao verbo, são adicionados diversos elementos que o modificam, incluindo advérbios e mesmo substantivos, por exemplo. No português, os instrumentos gramaticais relevantes para a conjugação verbal são tempo, modo, aspecto, pessoa e número. Por exemplo, no verbo conjugado "aprendi", o tempo é o pretérito, o modo é o indicativo, o aspecto é o perfectivo, ou perfeito, a pessoa é a primeira (centrada no falante) e o número é singular. Além disso, há outros elementos que existem na língua portuguesa e podem ser relevantes para a construção de sentido, ainda que nem sempre marcado gramaticalmente, como o aspecto e o gênero. Porém, esses não são todos os instrumentos gramaticais dos verbos que existem nas línguas naturais ao redor do mundo, e você pode encontrar cenários muito mais diversos na língua de seu verbete.
No seu verbete, não é necessário que os elementos de conjugação verbal sejam colocados em subseções distintas, tampouco é obrigatório que haja clara diferenciação entre esses grupos, visto que essas categorias são abstrações de elementos linguísticos muito complexos e portanto nem sempre é possível que essa separação seja feita.
O tempo estipula o estado temporal em que a ação do verbo foi realizada ou em que o estado do verbo foi observado. Geralmente, o tempo verbal se organiza em três grupos: os tempos do pretérito, do presente ou do futuro. Em algumas línguas, o pretérito ou o futuro pode ser extendido, com o passado imediato sendo separado do passado remoto, por exemplo.
O modo se refere à posição do falante em relação à ação verbal e seu agente. Para exemplificar, peguemos um exemplo do português, em que há cinco modos verbais descritos: o indicativo, o subjuntivo, o imperativo, o condicional e o optativo, sendo os três primeiros os mais comuns. No modo indicativo, o falante considera a ação verbal verossímel e certa, estabelecendo uma relação estrita entre a ação e o agente, como em "ele canta". No modo subjuntivo, a ação é incerta, e portanto a relação entre a ação e o agente é menos estrita, como em "talvez ele cante". No modo imperativo, diferentemente, é esperado que o agente realiza a ação, e portanto a relação entre ambos é algo a ser construído, como em "cante agora!". Assim como nas outras categorias gramaticais, é provável que a língua de seu verbete não tenha essas mesmas categoriais do português, e apresente modos como o potencial, hipotético, interrogativo, deôntico, epistêmico, dentre outros.
O aspecto expressa a duração da ação verbal, como o fato de ela ter sido ou não concluída ou mesmo se ela ainda está ocorrendo. No português brasileiro, o aspecto mais comum é o continuativo, que marca que uma ação está em curso e marcado pelo gerúndio, como em "eu estou fazendo". Mais ainda, as divisões do pretérito que aprendemos na escola (perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito) nada mais são do que os diferentes aspectos verbais que podem ser construídos em orações do pretérito.
A evidencialidade marca a natureza da evidência que existe acerca de uma ação verbal. Por exemplo, uma língua pode diferenciar gramaticalmente se uma ação verbal foi vista pelo falante, e portanto ele tem certeza de que ela aconteceu, ou se a ação foi apenas noticiada para o falante, que portanto não tem certeza se ela aconteceu ou não. No português, a evidencialidade não é marcada gramaticalmente, mas esse pode ou não ser o caso para a língua de seu verbete, e portanto a evidencialidade apenas é obrigatória para línguas em que ela pode ser descrita enquanto elemento gramatical.
A pessoa, número e gênero são categorias de conjugação verbal que geralmente são interrelacionadas, já que são as categorias que constroem o sujeito da ação na frase. No português, o gênero, apesar de existente na gramática, não é marcado na conjugação verbal, porque não há como presumir num verbo como "cantei" se quem realizou essa ação é um sujeito masculino, feminino ou neutro. No entanto, é possível dizer que quem realizou essa ação é um sujeito de primeira pessoa, pois é o próprio falante que a realizou, assim como que apenas uma pessoa realizou essa ação, e portanto pode-se perceber como pessoa e número são categorias da conjugação verbal do português. Há línguas em que outras classes gramaticais, que não gêneros (ver seção "Substantivos e adjetivos"), também podem exercer influência na conjugação verbal.
A voz verbal é a forma com a qual o verbo se apresenta na ação em sua relação com o agente. As duas vozes verbais mais comuns são a ativa, quando o sujeito é o agente da ação, como em "o homem comeu o bolo", e passiva, quando o objeto é o agente da ação, como em "o bolo foi comido pelo homem". Em ambos os casos, o agente da ação é o homem, porém na voz passiva, ele não é colocado como sujeito do verbo, sendo substituído pelo bolo. Há, no entanto, nas línguas naturais, muitos outros tipos de vozes verbais, como a circunstancial, recíproca, reflexiva, dentre outras.
A derivação verbal é o processo pelo qual um verbo é formado a partir de uma outra palavra através da adição de afixos (prefixos, sufixos, etc.). Um exemplo do português são as formas verbais com o prefixo derivativo en-, que aparece em verbos como "enfraquecer" (derivado do adjetivo "fraco") ou "entardecer" (derivado do substantivo "tarde"). É um processo linguístico presente em quase todas as línguas naturais e especialmente interessante em neologismos.
A reduplicação verbal é o processo pelo qual um verbo é parcial ou inteiramente reduplicado a fim de gerar um novo sentido. Esse sentido pode variar de língua para língua e, às vezes, dentro de uma mesma língua pode assumir diferentes formas de acordo com os diferentes verbos. Dizer algo como "comer comer", em uma língua natural específica, poderia significar, digamos, comer muito, ou comer repetidas vezes, ou ambos, a depender do contexto. Mais uma vez, as línguas naturais apresentam uma diversidade extremamente rica quanto aos fenômenos linguísticos.
Bons exemplos: língua letã (2023), língua crioula de Ano-Bom (2022)
Sentenças
[editar | editar código]A ordem da frase e o alinhamento são as estruturas morfossintáticas que regem a língua. A ordem da frase diz respeito à ordem na qual os elementos sintáticos aparecem em uma frase. Na língua portuguesa, por exemplo, a ordem canônica, ou seja, a mais usual e melhor compreendida, é SVO (sujeito - verbo - objeto). Além disso, o mais comum é que, dentro de um sintagma nominal, o núcleo apareça antes de suas modificações (como em "roupa suja" ou "céu azul", em vez de "suja roupa" ou "azul céu"). O alinhamento morfossintático é a relação estabelecida entre os sujeitos e objetos das orações transitivas e intransitivas. Na língua portuguesa, por exemplo, o sujeito de um verbo intransitivo geralmente é associado ao agente de um verbo transitivo, sendo ambos enxergados como uma entidade mais próxima um do outro do que ambos do objeto de um verbo transitivo. É como se o objeto fosse uma entidade mais distante dentro do universo sintático. Por isso, o português é uma língua descrita como nominativa-acusativa, ainda que gramaticalmente isso tenha pouco efeito. Há línguas em que essas relações podem ser compreendidas de maneiras diferentes, como nas ergativas-absolutivas; gramaticalmente, todas essas relações podem ser marcadas pelos casos gramaticais. Na língua portuguesa, esses casos foram preservados apenas em alguns pronomes pessoais (o motivo da diferença entre "eu", "me" e "mim"), porém não há marcação, por exemplo, nos substantivos. No outro extremo, há línguas em que os substantivos podem ser classificados em diversos casos gramaticais distintos, como o húngaro, que apresenta 18 ao todo.
As construções em foco são sentenças em que diferentes constituintes são escolhidos pelo falante para serem colocados, de uma forma ou de outra, em foco. É comum que a mudança de foco exerça uma mudança na ordem da frase, como no português, ao dizer "esse filme eu não assisti", para dar foco a "esse filme", em vez de dizer "eu não assisti esse filme", por mais que essa segunda opção pareça mais natural. Em outras línguas naturais, recursos variados podem ser utilizados para dar foco a um constituinte, como construções sintáticas específicas.
Há diversos outros tipos de sentenças em que determinados aspectos semânticos são valorizados, como as sentenças comparativas, condicionais, negativas, interrogativas ou outras. Em quaisquer uma das construções que forem ser pesquisadas, é importante notar que a língua de seu verbete pode utilizar estruturas específicas para marcar essas construções, ou simplesmente termos ou sintagmas que expressam esses significados sem a necessidade de uma estrutura diferente da canônica, e cabe ao autor do verbete selecionar quais desses tipos são relevantes para seu verbete, em concordância com o gênero enciclopédico da Wikipédia.
Bons exemplos: língua iúpique do Alasca Central (2024), língua crioula de Ano-Bom (2022)
Vocabulário
[editar | editar código]Para a seção de vocabulário, você deve escolher pelo menos dois itens dos listados a seguir e inserir conteúdo no idioma do seu artigo com as respectivas traduções para o português, para línguas que utilizam um sistema de escrita primário não latino, deve-se adicionar também o texto transliterado; lembre-se que cada item precisa também de um parágrafo introdutório ou explicativo. Lista de expressões do dia a dia é uma lista de palavras ou frases úteis para uma comunicação básica e pode vir a ser útil para turistas lusófonos, você pode encontrar esse conteúdo em livros de frases (phrase books, em inglês) ou dicionários. Textos curtos, ou trechos de textos, são conteúdo escrito e publicado no idioma que não exceda um parágrafo; este item pode ser interessante para expressar a sua criatividade como autor de artigo em selecionar textos de representatividade cultural dos falantes, algumas possibilidades são: contos, hinos, poemas, documentos e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Diálogos são comumente encontrados em gramáticas ou livros didáticos sobre idiomas e são úteis para simular o uso mais natural da língua. Lista de numeração é uma lista dos numerais do idioma, essa é uma boa oportunidade para abordar o funcionamento do sistema numérico do idioma, como a base, a formação de numerais maiores e o tipo de notação (posicional ou não). Lista de Swadesh é uma proposta de lista de vocabulário básico de conceitos universais desenvolvida pelo linguista Morris Swadesh para realizar experimentos de comparação entre línguas. Seção sobre a origem das palavras deve discutir as estatísticas dos substratos linguísticos, você pode listar os empréstimos e adicionar valores numéricos ou porcentagens. Se desejar, você também pode incluir outros itens válidos que ilustrem o vocabulário do seu idioma, como o nome de dias e meses, de cores, de animais, de partes do corpo humano, de parentes, etc. Recomenda-se contra a escolha por textos de cunho religioso cuja língua de produção original não é o idioma tratado.
Além disso, esta seção é ótima para integrar diferentes arquivos de mídia; hinos e músicas podem ter gravações inseridas, peças teatrais e óperas podem ter vídeos, etc. Sinta-se livre para expressar sua criatividade e lançar mão de todos os recursos disponíveis.
Itens obrigatórios optativos (mínimo dois): expressões do dia a dia; textos curtos; diálogos; numeração; lista de Swadesh; origem das palavras.
Bons exemplos: língua cebuana (2024), língua sami setentrional (2021)
Menções (opcional)
[editar | editar código]Na seção de menções, que pode ser nomeada também de "Na mídia", você pode mencionar se a língua já foi objeto de um problema da OBL, da IOL ou de outra olimpíada de linguística e também pode apresentar menções na mídia em geral (ex: em livros, filmes etc.). Esta é uma seção inteiramente opcional e não é quantificada como conteúdo para a pontuação do seu artigo, mas que pode ser divertida de ler e escrever; ficaríamos felizes de você citar a comunidade de olimpíadas de linguística!
Citação de problemas de olimpíada
Para adicionar a referência de um problema de olimpíada de linguística, você deve utilizar a predefinição {{Citar web}} adicionando os parâmetros de autor(es) ultimo= e primeiro= e o ano da prova com o parâmetro data=. Se os problema estiver redigido em outro idioma além do português, é preciso aplicar o parâmetro lingua=.
| Código | Resultado |
|---|---|
<ref>
{{Citar web
|ultimo1=Otsuka
|primeiro1=Lai
|data=2023
|url=https://obling.org/assets/documents/khipu/Prova_3_Khipu.pdf
|titulo=Kalabarismos - Prova da Escola de Linguística de Outono edição Khipu
|acessodata=2025-01-04
|website=Olimpíada Brasileira de Linguística
}}
</ref>
|
Otsuka, Lai (2023). «Kalabarismos - Prova da Escola de Linguística de Outono edição Khipu» (PDF). Olimpíada Brasileira de Linguística. Consultado em 4 de janeiro de 2025 |
<ref>
{{Citar web
|ultimo1=João Henrique Oliveira
|primeiro1=Fontes
|data=2024
|url=https://ioling.org/booklets/iol-2024-indiv-prob.bl.pdf
|titulo=Dâw - Problemas da prova individual da vigésima primeira Olimpíada Internacional de Linguística
|acessodata=2025-01-04
|website=International Linguistics Olympiad
}}
</ref>
|
João Henrique Oliveira, Fontes (2024). «Dâw - Problemas da prova individual da vigésima primeira Olimpíada Internacional de Linguística» (PDF). International Linguistics Olympiad. Consultado em 4 de janeiro de 2025 |
<ref>
{{Citar web
|ultimo1=Neacșu
|primeiro1=Vlad A.
|ultimo2=Krashtan
|primeiro2=Tamila
|data=2022
|url=https://aplo.asia/booklets/aplo-2023-prob.en.pdf
|titulo=Yimas - Problems of the Fifth Asia Pacific Linguistics Olympiad
|titulotrad=Yimas - Problemas da quinta Olimpíada de Linguística da Ásia-Pacífico
|acessodata=2025-01-04
|website=Asia Pacific Linguistics Olympiad
|lingua=en
}}
</ref>
|
Neacșu, Vlad A.; Krashtan, Tamila (2022). «Yimas - Problems of the Fifth Asia Pacific Linguistics Olympiad» [Yimas - Problemas da quinta Olimpíada de Linguística da Ásia-Pacífico] (PDF). Asia Pacific Linguistics Olympiad (em inglês). Consultado em 4 de janeiro de 2025 |
Notas
- ↑ No tutorial em vídeo e em edições anteriores da Obelepédia não nos atentamos a essa recomendação. Por isso, você encontrará artigos da Obelepédia utilizando as bandeiras.