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Pimentalab

De Wikiversidade

Pimentalab - Laboratório de Tecnologia, Política e Conhecimento da Universidade Federal de São Paulo

Coordenador: Prof. Dr. Henrique Zoqui Martins Parra.

contato: henrique.parra [arroba] unifesp.br

Website: PIMENTALAB - Unifesp

Pimentalab é um laboratório transdisciplinar sediado na UNIFESP que atua em investigações sobre práticas de conhecimento, tecnopolíticas e lutas sociais. Constituído em 2010 por pesquisadoras/es, estudantes e ativistas, realiza atividades de pesquisa, extensão, formação e comunicação.

Problemas investigados

Investigamos as dinâmicas societais a partir da agência dos arranjos tecnocientíficos nas economias capitalistas, considerando que a informatização digital caracteriza o tópos tecnológico de nossa época. A crescente mediação digital participa das reconfigurações dos modos de produção de conhecimentos, regimes de subjetivação, cultura, economia, política e técnicas de exercício do poder. Simetricamente, acompanhamos as formas coletivas de resistência, experimentação e produção do Comum nas interfaces entre territórios, corpos, saberes, tecnologias e formas de vida.

Diante da tripla crise que enfrentamos – epistêmica (mutações no regime de verdade), política (erosão das instituições democráticas) e socioambiental (mudança climática) – acompanhamos a hipótese segundo a qual algumas lutas tecnopolíticas podem inaugurar/atualizar conflitualidades de ordem cosmopolítica.

Ao descrever experimentações tecnológicas que tensionam o regime de verdade cibernética e buscam infraestruturar outros valores e cosmovisões em suas práticas técnicas, desejamos caracterizar a tecnodiversidade reivindicada por esses coletivos. A criação e sustentação de cosmotécnicas contra-hegemônicas depende da existência de formas de vida dissidentes aos dispositivos de abstração-codificação-extração digital cibernéticos.

Investigações sobre a fabricação de mundos e suas tecnologias; lutas contra a hegemonia cibernética e seu regime de verdade algorítmico; a defesa e criação de coletividades políticas contra a conversão do vivo em recurso, propagada pelas formas de abstração digital e pela relação extrativista com a Terra e seus entes. Trata-se, portanto, de refletir sobre práticas tecnológicas entramadas em conflitualidades cosmotécnicas que enunciam a emergência de outras formas da política, atores e institucionalidades.

Projetos de Pesquisa em Andamento e atividades Programadas em 2025

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  • Assimetrias e (in)visibilidades da Vigilância: conhecimento situado, pesquisa e ação social na América Latina – Desenvolvida no âmbito da Rede Latino americana de Estudos em Vigilância, Tecnologia e Sociedade (LAVITS) com apoio da Fundação Ford: https://www.lavits.org

Linhas de Pesquisa

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  1. Cosmotécnicas e Bifurcação Sociotécnica: reconhecendo a forte agência dos arranjos sociotécnicos e a maneira como a inovação tecnocientífica tem influenciado e governado os modos de vida contemporâneos, mas também contribuído para a intensificação dos problemas socioambientais e políticos, estamos interessados em investigar a tecnodiversidade de coletivos humanos, onde a criação tecnológica esteja orientada por outras cosmovisões constitutivas de formas de vida que podem inspirar rotas de bifurcação e transição societal face ao colapso civilizatório e socioambiental em curso. Alguns temas abarcados: autonomia e soberania tecnológica; imaginários sociotécnicos e produção de futuros; tecnopolíticas do Comum; design e inovação social; geopolítica e Antropoceno/Tecnoceno.
  2. Tecnopolíticas e vida cibermediada: saberes, poderes e modos de subjetivação: a crescente reticulação e presença ubíqua das tecnologias de informação digital reconfigura diversos domínios da vida social. Essa linha de investigação desdobra-se em sublinhas que abarcam diversos recortes do problema: (a) os regimes de produção de conhecimento (ontologias e metafísica informacional; sistema de expertise; ciência aberta; disputas sobre o real/verdadeiro; dataficação e conhecimento algorítmico, humanidades digitais); (b) técnicas e modos de exercício do poder (sociedade de controle, governamentalidade algorítmica, modulação existencial, poder preditivo, extrativismos e militarização); (c) modos de subjetivação e regimes de sensibilidade (agenciamentos estético-político; transinvididual e dividual, corpo e sensibilidade, sujeição e servidão maquínica, identidade algorítmica); (d) economia informacional (metamorfoses no trabalho tecnomediado; Comum; capitalismo informacional e de vigilância, plataformização, economias alternativas); (e) modos de ação política (tecnoativismo, resistências e criações tecnopolíticas, ativismo digital)..
  3. Virada cibernética, conflitos ontoepistêmicos e mutações políticas: A crescente informatização digital-cibernética participa de profundas mutações em todo o ecossistema de produção de conhecimentos bem como nas instituições modernas de representação política. Este ambiente sociotécnico-epistêmico é caracterizado pela mediação ubíqua da informatização digital-cibernética, que gradualmente tensiona os regimes de subjetivação, as formas de exercício do poder, as fronteiras de visibilidade e legilibilidade, modificando o regime de indicialidade na produção do real e verdadeiro. Deparamo-nos com novas tensões sobre a própria fabricação dos fatos e evidências, bem como sobre as formas de mediação política e de produção do Comum que sustentam o funcionamento de nossas instituições. Nesse sentido a crise de legitimidade das instituições científicas é parte do mesmo problema que contribui para a crise das instituições democráticas. Há, portanto, uma relação de codeterminação entre as configurações sociotécnicas das tecnologias de informação e comunicação - que se tornam uma ambiência, ubíqua e imanente na constituição da experiência da vida social e as formas de produção de mundos com suas dinâmicas ontoepistêmicas e políticas: os fatos dependem das infraestruturas (sociotécnicas) e das comunidades políticas que os sustentam. A problemática estruturante desse projeto é, numa dimensão, a caracterização desse regime de hegemonia neoliberal cibernético em sua dupla dimensão ontoepistêmica e política, e de forma complementar a caracterização de práticas dissidentes a esse regime que buscam promover práticas de conhecimento e arranjos tecnológicos que apontem para rotas alternativas ao Antropo-Capitaloceno.
  4. Laboratórios de experimentações políticas e investigações situadas: realização de pesquisas colaborativas na produção de saberes situados e contra-hegemônicos; criação de protótipos e experimentações de novas institucionalidades; design e infraestruturas do Comum; ciência aberta/cidadã/ativista; práticas em educação e ensino; laboratórios de inovação social; comunidades de práticas e ecologias cognitivas; colaboratórios para produção de dados e evidências; formas de vida e modos de conhecer.

Em construção

Reuniões do Grupo de Trabalho sobre Plataformização da Educação

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Reuniões aberta a participação de estudantes e pesquisadores interessados. Elas ocorrem presencialmente às quintas-feiras, às 19hs no Campus da EFLCH em Guarulhos. Para informações sobre como participar: enviar um email para pimentalabunifesp [arroba] gmail.com

  • 13 de março
  • 3 de abril
  • 8 de maio
  • 5 de junho
  • 3 de julho
  • 7 de agosto
  • 8 de outubro
  • 6 de novembro
  • 4 de dezembro

Seminários de Estudos e Pesquisas com pesquisadores da Pós-Graduação

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  • 20 de março
  • 17 de abril
  • 15 de maio
  • 19 de junho

Oficinas e Eventos

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  • 16 e 17 de Maio Cryptorave - Biblioteca Mario de Andrade

Defesas de Teses/Dissertações

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  • 25 de abril às 14:00 - doutorando Gustavo Lemos
  • 25 de junho às 14:00 - doutoranda Silvana Leodoro

Pesquisadores Ativos

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  • Prof. Dr. Henrique Z.M. Parra
  • Profa. Dra. Alana Moraes
  • Doutorando Gustavo Lemos
  • Doutoranda Silvana Leodoro
  • Doutorando Douglas Simão
  • Mestrando Vinícius Miranda
  • Mestranda Samira Correa da Silva

Graduandos (TCCs) - atualizar