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Defesa de dissertação
[editar | editar código]A CRISE SOCIOAMBIENTAL NA VOZ DOS OPRIMIDOS: caminhos para o ensino de Ciências na educação popular ético-crítica
[editar | editar código]Autora: Leticia Militz De Souza

Banca:
- Elizandro Maurício Brick – Orientador (PPGECT/UFSC)
- Glaucia de Sousa Moreno – Coorientadora (UFSC)
- Danilo Seithi Kato – Examinador (USP)
- Antonio Fernando Gouvea da Silva – Examinador (UFSCar)
- Patricia Montanari Giraldi – Examinadora suplente (PPGECT/UFSC)
- Marcelo Gules Borges – Examinador suplente (UFSC)
Data: 07 de julho de 2026, 14h00
Local: Sala de reuniões – Bloco B/CED
Apresentação da educadora popular e coordenadora geral do Projeto de Educação Comunitária Integrar.
Questões
[editar | editar código]Quando que ocorreram os processos formativos do curso ?
Arguição
[editar | editar código]Gouvea: Podem interromper a qualquer momento, sabemos que se possível, que a gente tentasse fazer esse momento uma construção coletiva. Vou falar um pouco.
Talvez tenha sido um dos poucos trabalhos que eu tenho lido que me exigiram poucas anotações. Acho que vocês fizeram uma boa síntese. Será feitas poucas ponderações.
- A estrutura geral está legal.
- No geral fiz muitos elogios, vou pular isso se não ficamos muito tempo aqui. Na introdução, foi a primeira vez que utilizou o conceito de práxis. Você fala práxis autêntica, práxis transformadora mas todas elas utilizam o conceito de práxis de Marx. Freire, Kozick, Dussel, todos estão falando a mesma coisa mas dando ênfase em relação à essa práxis. Uma notinha nesse sentido, nesse sentido, etc... Não deixar a práxis sem nenhum tipo de qualificação. Práxis ético-crítica, práxis transformadora...
- Em relação a metodologia, caracterizar a pesquisa participante, Brandão e Fals Borda, estão direcionamento relacionados ao que hoje é considerado (???).
- Gostei do seu problema, está bem elaborado.
- Gostei muito do desenvolvimento, foi muito (???)
- É necessário uma caracterização um pouco mais detalhada da educação popular crítica freireana. Há várias linhas, há cognitivismo, há behaviorismo, etc... Precisa de um parágrafo ou dois caracterizando melhor educação popular crítica freireana.
- Na metodologia, Ir na tese do Alexandre Saul (falecido recentemente[1]). Perfil sociocultural.
- Há a questão de identificação pessoal (???).
- É necessário explicitar as siglas que aparecem no quadro (??).
- Contra-tema não é ponto de chegada, contra-tema é a visão dos educadores. A síntese vai ser construída na práxis pedagógica.
- Nota de rodapé 5, é trazida a 11ª tese do Dussel.
- Queria que você respondesse a sua pergunta de pesquisa:
- Resposta: Concordo com todos os comentário. Como as vezes estamos tão imersas no contexto e no texto do trabalho algumas coisas passam. Quem são os educando do Integrar? Pra mim é sabido mas isso é tão sabido que não...
- Sobre a pergunta de pesquisa: Entendo que, pra mim foi isso que tentei fazer. Identificar quais as dimensões da crise aparecem nas falas dos sujeitos a partir de uma realidade totalizante. Partir disso que está sendo dito, isso é uma pronúncia de mundo numa situação de opressão. Partindo disso eu tô realizando uma prática de educação popular ético-crítica. Daí duma perspectiva de investigação temática. Não acho que eu consiga dizer, ou zerar a explicação como a crise socio ambiental é significada na fala de sujeitos populares. Pode ficar parecendo que eu quero determinar algo.
- Você já leu a dissertação da Letícia? Ela fala que não posso (...) fraturas metabólicas não podem ser superadas se não forem nessa visão totalizante. Não vamos ficar discutindo... Ou seja, você traz, a meu ver, "Essa fala aqui é mais distante de situações..." São indiretas ou diretas. É claro que... Estou tentando dizer, a porta de entrada pode ser a questão socio ambiental mais implicita mas ela sempre está presente. Na dimensão local, meso, micro ... ela sempre está presente. Não é possível compreender ontologicamente hoje se algum momento eu não tocar na questão ambiental. É indissociaǘel a sociedade e a natureza (humanos), mas somos fragmentados e damos uma escorregada. São dimensões produtivas, material, social, cultural... Elas são indissociáveis. Eu colocaria no centro o socio-ambiental, faria essa alteração. Questões materiais-reproduztivos, sociais e culturais. Acho que você respondeu a pergunta mas colocou em tópicos. Acho que aí é uma questão de (...) tópicos, considerações finais... Investigação que você se propôs a fazer.
- Parabéns à você, Elizandro e a Gláucia. Foi um prazer ler o seu trabalho. Obrigado pela possibilidade de acompanhar teu aprendizado.
- Letícia: Agradeço pelo tempo empregado na leitura e reflexão sobre ele.
Danilo: Começo agradecendo todas as pessoas. Que bom que vocês mantém o presencial, é outra coisa. Agradeço porque é uma oportunidade muito rica pra nós, principalmente nessa posição de banca avaliadora. Esse grupo é um grupo de referência para o meu trabalho. Na minha atividade docente, eu trabalho com atividades de estágio. Grnde parte do que você trás Letícias é o que eu tento fazer nos estágios. Trabalhar o ensino de ciências, dialogicidade... Sem uma falsa humildade, essa proposição que vem sendo feita na tua pesquisa já reflete uma série de outras questões (...). Essa perspectiva de encarar a formação e os processos formativos encontram resistência por parte dos outros (???). Toda a produção que temos eu sinto uma resistência, as pessoas olham pra esse caminho ams é inviável, é interessante mas é inviável. O seu trabalho mostra que é exequível, é viável. São técnicas pra fazer diferente. (...) Processo produtivo do conhecimento, queria ressaltar esse apontamento e dizer que sentar pra poder conversar, da minha parte é um trabalho que atende todos os critérios para uma dissertaçãod e mestrado. Não há nenhum apontamento estrutural que possa te deixar preocupada. Concordo com tudo que o Gouvea trouxe mas me coloco em pensamento. São questões de fundo, de pessoas que estão nessa campo para refletir conosco e o que não for possível responder fica aí para continuidades e artigos pois temos a vontade de que fique conosco. Precisamos de pessoas assim. É mais nesse sentido. As questões pontuais que foram levantadas me afetam e podemos pensar e não há respostas prontas. Escolhi algumas aqui e no processo posso enviar pra vocês, estão mais estruturadas. As possibilidades de desdobramentos. Fique a vontade pra interromper. Pode me interromper e vamos fazer essa troca de maneira bastante tranquila. Você tem uma dissertação que reúne um conjunto amplo de referências. Você convida pra esse baile, pessoas da educaçaõ ambiental crítica, você também traz referenciais de outras perspectivas: Dussel, Spivak. Nossa, ficou quase um ambito de doutoramento. Isso não está dado e eu acho que tem questões sensíveis que podem sim ser dialogadas mas não sei se você tem a ciência que uma perspectiva mais Marxista e pós estruturalismo indiano e você traz pro mesmo texto pra dialogar.
- O que você está dialogando desses autores? Você não precisa fazer isso mas ao fazer como você chamou pra construir essa lente analítica? Mas você demonstra esse domínio, mostra que conseguiu. Sua escrita traz as tensões, os deslocamentos quando possível. Tem coisas que você pode revisar durante o texto. É necessário fazer uma apuração das normas da ABNT. Está bem escrito mas é preciso uma revisão geral.
- Sua pesquisa traz elementos de um grau de originalidade que nos faz pensar e repensar questões. Nessa dimensão do diálogo, das coisas que você traz. A categoria de escuta, aparece várias vezes no seu trabalho, para pensar numa educação dialógica parece que tem uma força logo no início do trabalho você diferencia o escutar do ouvir. A escuta exige uma abertura. O texto parece assumir de que você considera uma pluralidade epistêmica, sistemas de conhecimento diferentes podem estar em contato no mesmo contexto. Não conhecemos tanto os atores sociais do contexto. Do que conheço do Prosa eu imagino mas falta um pouco esse contexto, como ele traz esses diferentes elementos? Só há essa dialogicidade se sabemos quem é o coletivo. Se você considera esse processo de escuta então essa questão é muito importante. A dissertação reconhece essa pluralidade epistêmica mas e pluralidade ontológica? Imagina que tenhamos uma liderança indígena nesse coletivo. A pluralidade está ali, concreta se essa pessoa é entendida como membro e essa pessoa entenderia uma montanha como ancestral. A realidade é única mas como escutar uma perspectiva que ontologicamente destoa do contexto ocidentalizado? Nesse contexto de construção educador-educando o diálogo é fundamental mas e no pluralismo ontológico?
- Letícia: Sobre as referências, tinha muito medo porque há muitos campos fechados e euq ueria fazer essa galera conversar. O esquadrinhamento do referencial teórico foi muito longo. Muitos autores surgiram por admiração por colegas que eu também admiro.
- Sobre a escuta, isso se articula da seguinte maneira: Escutar tanto os sujeitos que estão falando aí as falas das pessoas como corpus da pesquisa. Aí diz quem é esse sujeito, como comentei com Gouvea era uma coisa que estava dada. Sou educadora no Integrar. COnheço o contexto, aquilo ali e não me atinei que tinha que descrever isso. No sentido de escutar quem foram os educadores que participaram do curso, como ou se a escuta é só para construirmos aquele conhecimento ou aquilo que está sendo dito fala sobre quem são essas pessoas e como ela se implica naquele ambiente. A dimensão ontológica do ser, enquanto ele é, do sujeito e do que produzimos de conhecimento enquanto isso.
- Danilo: Chamei um cacique pataxó, fazer uma bebida que precisava ser feita num pote de barro e tinha que ficar nos ereno para que os espíritos pudessem atuar. Os alunos traduziram isso de forma direta. A relação de fermentação ocorre de forma direta. Mas e os espíritos°? Por que elimiranam os espíritos? Vocês elimiram os esíritos? Vocês não escreveram. Essa escuta não é científica. Que escuta é essa?
- Letícia: Entendi, agora entendi. Isso é uma questão para construções futuras. Como que a gente aborda esse aspecto ao longo do texto?
- Danilo: Não sei a resposta, estou chamando a pesquisadora pra pensar junto.
- Letícia: Tah bom, vamos marcar uma reunião pra pensar junto.
- Danilo: Seu trabalho está muito relevante, se você assume que descreveu ou que não descreveu suficientemente esse coletivo. Me parece muito interessante, mas no texto, pera'aí quem escuta escuta de onde? Tem essa cosmologia. É um curso de Educação popular mas essas pessoas tem história e perspectivas diversas. Como a gente também discute essas relações de escuta a partir dessa possibilidade de por exemplo: Quando traz a Gayatri Spiviak, pode o subalterno falar? Ela já responde que ele não pode falar não porque ele não tem voz mas porque ele é subalterno. Nós vamos fazer é dialogicamente construir as soluções. Como construir vozes enunciativas subalternas nessa lógica imperialista? Se não descrevemos isso, não trazemos isso pra perspecita? Como essa voz circula nesse ambiente que está ali? Essa educação dialógica, reconhecendo que tem saberes. Quais mundo são reconhecidos como produtores legítimos pra essa coletividade? Talvez pensar pra um artigo como pensar isso. Quando você traz a Gayatri Spivak, Dussel, Freire você faz vbem. Dar voz... Voz enunciativa dos subalternizados aí é pensar um pouco sobre isso.
- Letícia: Até que ponto então eu estou rompendo com essa racionalidade que eu criticto no meu trabalho? Acho que o Gouvea levantou a mão...
- Gouvea: Facilita, durante o diálogo, com as pessosas que estamos entrevisando selecionar situações... Mas também buscar no diaĺogo como "vocÊ expliuca isso?" . Primeiro a contradição e depois como você explica isso. Diferentes visões de mundo, você ... Axiológica, ontológica... Na hora que o outro é convidado a explicar. Você trouxe muito bem a questão dos espíritos, vou deixar meu whisky aberto uam meia hora para dar crédito para eles. Como você explica uma coisa que com o tempo vamos aprendendo. O Dussel vai chamar de saber ouvir. Trazer essa visão de mundo para que minimamente a gente consegue entender de que janela o outro fala para observar a paisagem. Achei muito relevante a sua posição Danilo. Uma racionalidade política (??), o que ele está falando é para que você possa radicalizar mais ainda.
- Danilo: Exatamente, é radicalizar. Há gente que sem ler Paulo Freire critica e a gente vai lá e aprofunda. É só pra te atualizar que estamos colocando uma questão de fundo.
- Elizandro: O que precisamos fazer de fato é uma conversa contigo. Temos turma indígenas, Guaranis, Xokleng, Quilombolas... E não porque a universiade tem aberto mas porque eles tem feito abrir essas cosmologias outras para que se estabeleça diálogos. Tem um ponto no trabalho da Letícia que é a caracterização do sujeito. No início do curso tinham 3 laklano-Xokleng que aprticiparam bem no início mas depois não continuaram. Se eles tivessem continuado certamente esas questões teriam aparecido. Mas acho que isso está na continuidade com a Msc. Letícia. Ao identificar os limites desumanizadores mas também as manhas, percepções críticas, sagacidade, olhar muito mais profundo do que a gente consegue captar num primeiro momento. É um desafio de dizer, com um contato tão breve que compreendemos algo de uma outra cosmologia. Aí há um cuidado, vamos lá nos aproximamos e falamos de uma coisa ancestral e como lidamos com isso? Temos no grupo essa preocupação, temos muito o que aprender com esses povos ancestrais. Queria dizer que acho que é muito massa teouvir. A gente sabia que o diálogo seria deslocador mas queremos dialogar com o teu grupo.
- Danilo: Ao ser um leitor que escuta a Letícia, me faz questionar a minha prática.
- Gouvea: Alguém que traz a visão (...) espíritos... Essa dissociação de uma filosofia marxista e crenças é totalmente (???) O Walter Benjamim, quando discute a função messianica ele tem uma tese, acho que é a primeira, ele está discutindo isso mutio antes de Freire. O problema não é ... O problema é se o transcendente me leva a uma visão reificada, passiva, conformista ou se ele me catapulta para um visão transformadora. Por isso considerar, não vejo diferença, Danilo.....Queero dizer que isso também faz parte da nossa cosmologia. Não preciso estar em contato com outra etnia para perceber o papel do sagrado. A minha questão é, isso o Walter Benjamim levanta muito bem, esse sgrado transforma o mundo ou me deixa (???). Eu por exemplo acho, se a transformação se o espírito vem e transforma, isso é (???)... Várias outras ideologias progressistas tem. O Wlater Bejnamim... Não há nada de alienação nisso. Obrigado. Desculpa aí.
- Danilo: A Letícia não saiu da racionalidade profunda. Ainda colocando a questão das falas significativas, é muito interessante a maneira como faz. Quando apresenta essa forma de organizar as falas significativas, os temas e contra-temas, eu sinto falta a passagem das falas que foram produzidas pelos participantes para a forma analítica. Me faltam perceber as contradições percebidas pelos sujeitos. Por mais que você estabeleceça quais são as tesouras analíticas para produzir ainda fica muito centrado na pesquisadora. Pensar essa realidade(...) explico: Numa construção de Mandala, iríamos construir uma [termo indígena que não peguei] sistemas agroflorestais que geram biomassa para cobrir o solo. Gerar toda a biomassa para produzir a mandala. Essa árvore não pode ficar no centro. As folhas vão cair e será eficiente para as folhas. Não no centro tem um centro energético, saímos e reverenciamos o sol... Ficaram alli cerca de 40 minutos debatendo... Biomassa e o pajé trazendo outras questões. Então como trazemos as falas significativas pela discordância? Durante a sua mediação, como ocorreu essa mediação? Essa relação deve ser resolvida para responder no coletivo. O final da história se concorda para retirar do centro mas deveria ir para a margem próxima. O que aconteceu de fato, aí é uma questão de fato... Sua metodologia por ser pariticpativa não se trata de coleta de falas, mas aí você coloca na seção "falas coletadas". Como a gente sistematizaria uma fala significativa pela divergência? Ela precisa ser contextualizada: Vem do Pajé Ha Ha hae que está no espaço universidade, se tivesse no anfiteatro, se tivesse no congresso de ecologia. Estar nesse lugar construído por ambos gerou uma construção outra que foi coletiva. Se você não sente falta desse ponto, pra mim você descreve muito bem, foram colocados para o coletivo mas se você não sente falta de descrever ainda mais esse processo de mediação ao descrever isso vai dar mais sentido para as falas.
- Gouvea: Desculpa novamente, você está fazendo muitas provocações. Nesse exemplo eu não vi nenhuma porovicação. Eu, se tivesse nesse lugar. Levgal... plantaria uma no centro e outra mais fastada porque (???)... Foi o cacique é? {DanilO: nesse caso foi o pajé}. Se o Pajé tivesse aceitado tirar passivamente(??) Situação social de desumanização aceita passivamente a sua desumanização. A Saída é isso! Se o pajé ficasse não você está certo pois você tem o conhecimento e eu não tenho isso é contradição. Concordo com você, isso precisa ser mais detalhado. Aos poucos vamos percebendo por isso, quando a pessoa explica tem o potencial de transformação ou não. Se ele percebesse que é uma contradição ele já estaria em movimento.
- Danilo: Essas falas por divergência, da tomada de decisão. Na verdade, o aprendizado por divergência é algo que foi totalemnte importante pois saem da li se respeitando mutuamente. Foi uma discussão que estamos aqui juntos e vamos construir isso numa universidade que é operessiva mas nós vamos fazer isso! Peerguntar pra Letícia isso é uma forma de (...) como enxerga o processo de construção da fala significativa.
- Gouvea: Por isso que falo... Você tentando desenvolver o processo de investigação temática você vai percebendo os limites. Nessa quesao de visões divergentes, não implica (??) . Pra mim essas situações são complementares. Se o aluno colocasse, se o Pajé dissesse não planta (???) O que to querendo colocar é esse saber compreender , pra mim ótimo. Fazer reverênci a árvore toda vez que passe pela árvore. Isso tem impacto na relação homem-natureza. Superação de cultural(?), fraturas metabólicas(?)... Naquelas teses de Marx, ideologia Alemã. O problema do realismos alemão é que ele esquece (sensível(?)) é ( ?w) Não dá pra disassociar objetividade de subjetividade.
- Danilo: Esse convite para pensar. Revisitar esses dados. Quando que esses dados da fala significativa, como foi esse processo de mediação? O grau de significância? Ou eela se deu pela mediação dialógica? A gente não exime esses processos que estão em aberto. Passando pela minha questão para avançar, quando você traz a questão docioambiental na voz dos oprimidos articula os refernciais analíticos pra dizer que ninguém da voz a ninguém. Essa escolha de não colocar toda a complexidade da construção das falas significativas é ter um referencial tão bem construído mas não evidenciá-lo na lente analítica. Te convido a pensar, a justaposição de conceitos... Elemtnso da teoria freireana da questão social atual da questão indígena ou do campesinato. Aí a gente explicita os limites e potencialidades desse processo. Pra mim você justifica muito bem que todas as falas significativas tocam na questão sociaoambiental. Na voz dos oprimidos você faz parte desses coletivos e aí temos uma pesquisa paritcipativa... O grau de significância dessa coletividade. Os conhecimentos químicos dessa redução temática... tem a dimensão socioambiental. Em que medida, lá na figura que você pega de Severino, esse cenário da crise, proposta pelo sistema capitalista.
- Danillo: Olhando de novo, depois da defesa, será que os conceitos científico-acadêmicos estão vindo para evidenciar ou eles passam a reverter (??) . Sei que não é o que você quer mas eu tô aqui fazendo um papel... Quando for publicar o artigo isso precisa estar claríssimo como a água da serra da canastra. Esse conteúdo estabelece a relação do tema gerador com o contra-tema de formaorgânica e serve ao contexto e ao conteúdo.
- Letícia: Nas aulas que fui eu que dei, essa aula aqui estamos falando da crise socioambiental em alguma dimensão mas isso está dado? Precisa de alguma elaboração individual? Acho que isso se relaciona com isso que você está falando. Sobre as coletas de falas, na organização dessas falas. Quem foi que falou? Personificar essas pessoas que falaram. Compreendo e está sendo considerado.
- Danilo: Você faz um esquema maravilhoso de falas significativas dentro de um esquema micro, meso e macro.
- Elizandro: Tem uma coisa que vem lá do Demétrio falando, como era lá em Guiné? Como era a assessoria lá na secretaria em São Paulo? E essas coisa não cabem no texto, viver é uma coisa que nessa perspectiva, foi ficando mais clara. Quem vivencia vai fazer essa (???) das falas. Os educadores que fizeram essa seleção das falas conheciam esses estudantes. No outro processo de transpor para a escrita isso se torna um problema. Precisamos pensar formas de corporificar, uma coisa são recortes dentro do processo educativo outra coisa são recortes do processo de pesquisa. As vezes queremos pegar uma parte espeçifica... Outro elemento, a rede temática é um documento pra quem viveu o processo. Ela precisa servir em primeira instância para quem viveu aquele processo. Isso é um desafio nosso. Vamos continuar vivendo coisas desse tipo, de formação e a aprtir de investigação temática. Envolve mestrado, doutorado e com o fato de tomar como objeto coisas que a gente vive. O principal é tentar engajar e viver isso. Até isso é um ponto que a Letícia reflete. Parece que o mundo e nós vivemos uma fRAGMENTAÇÃO cada vez maior. Juntar pessoas é extremamente difícil. O Gouvea, em alguns momentos fala sobre o tempo de formação. O Aligeiramento prejudica isso. É bem bom ouvir vocês que estamos falando para além do trabalho da Letícia mas queria só comentar que é um desafio bem importante mas que é coletivo que acolhemos as tuas indicações Danilo.
- Danilo: É mesmo uam questão de construir um relato da pesquisa para não deixar aspectos de fora que são fundamentais. Por exemplo, Laklçano xokleng traz a ancestralidade mas na tradução imediata podemos trazer ruídos internos e que precisam ser assumidos. Como trazer isso para os dados? Não temos tempo de construir outra tese ou pesquisa sobre isso. Assim, a Letícia quebra com a dinâmica da pesquisadora que some. Está na problematização, nas considerações finais ela vai sumindo... Há algumas questões que também é socioambiental mas como de fato essas contradições percebidas vão apontar que é das vozes orpimidas desse processo da educação popular. Pode ser algo que traga algo que discutimos. Pode olhar para os mesmo dados e em artigo trazer isso. É uma defesa, você esta defendendo de forma mutio competente. Nessa última fala, o que essa pesquisa fez com você enquanto pesquisadora?
- Letícia: Obrigado, fiz várias anotações e para algumas delas vou precisar de muita ajuda. Conversam com coisas que não tenho muita proximidade de alguns campos. Eu acho que o exercício de me pensar de quem eu era quando entro no mestrado e quem eu sou hoje acho que são seres quase incomparáveis de tanto que as construções que foram feitas ao longo do curso como em outros momentos tanto no Integrar quanto no Prosa de que é me manter na possibilidade de sonhar sabe. As vezes nosso sonho vai morrendo, ele vai dando uma apagada, não querendo ser dramática, é impossível que eu não seja assim. Dizendo assim, isso me coloca numa posição que eu me preocupo muuito mais com a minha prática da salaa de aula principalmente em contexto da educaçõa popular e nem sempre as aulas que planejo, organizo elas são resultado da investigação temática. A maioria precisam responder a ementas de vestibular que visam ingresso de pessosas trabalhadoras estudantes no ingresso a universidade então ficamos entre quebrar as expectativias dessas pessoas ou as nossas. As pessaos chegam aulas com conteúdo porque é isso que via cair no vestibular, é um desafio que é constante, se retroalimenta e vai permanecer desse modo. O que pode me auliar não dindivvidualmente é abertura dessas questões para grupos de pessoas educadoras para pensar junto. Ao mesmo tempo que me formar, uma educadora, e ao longo do processo de formação de educadora popular, também é muito desafiador no sentido de que preciso estar em sala de aula no estado porque eu preciso sobreviver. Ali no estado eu sou só uma transmissora de conhecimentis. Estou só intermediando coisas, preciso dar um show para que minha aula seja atrativa, estão todos contra mim. Não está sendo um período muito fácil. Não me manter nesse lugar pode ser um pouco perigoso. É uma realidade desses professores educadores. Não tenho respostas fechadas, sou uma pessoa que gosto muuito de refletir e que fiquem abertas. Esse movimento de encerrar a dissertação para ter uma perspectiva de continuidade. Construção coletiva, fundamentalmente coletiva... É isso aí!
- Danilo: Só discordo de uma coisa, no estado parece somos apenas transmissora de informações a sua presença certamente é uma transformação. Passamos por desafios, desvalorização... Veer você produzindo conhecimento, sobre a prática é algo que sempre sonhamos. Estendo ao orientadores que devem estar muito felizes. Talvez o seu trabalho é de fronteira, no GT da ANPED você deveria apresentar. Sinto falta da perspectiva freireana de fato. Ter essa possibilidade de transitar. Tomara que você fique conosco.
- Patrícia: Agradeço o convite, mestranda Letícia, é uma alegria estar aqui. Gouvea, nossa referência, Danilo também. Poder dialogar com esse trabalho tão bonito que ela escreveu. Letícia, você escreve muuito bem, conseguimos fluir na leitura. Uma voz autoral bem importante, as vezes as pessoas somem e não é o seu caso. Tua dissertação tem forte compromisso ético-político e com a transformação social. Esse compromisso aparece não só nas esoclhas que você faz mas com a tua inserção com o campo. Na trajetória pessoal, com o contexto investigado e isso é muito importante. Você desenvolve muito bem ao longo da sua escrita. Atualidade e a relevância do tema, pensar no contexto atual estamos tendo um ano com super El niño e quem são as pessoas mais atingidas e o que os governos estão fazendo comisso é assustador. Teu trabalho vem bem nesse contexto e tem essa relevância. Tratar disso dentro do campo da educação em ciências é muito importante. O referencial teórico que você traz dentro da sua pesquisa são bem articulados mesmo aqueles que poderiam não ter muito proximidade. Você conseguiu articular a relevância para a pesquisa que você desenvolveu, é um desafio fazer isso. O referencial teórico está bem robusto. Considero positiva a questão metodologica que você faz no trabalho, a pesquisa participante que você escolhe para o trabalho. COnstruir algo de forma coletiva e compartilhada. Isso tem sido uma discussão que tem sido importante. Um desafio de como se constrói isso de fato com autoria, coletiva. A centralidade da escuta, que já foi mencionada. A questão do diálogo, a própria construção coletiva que é coerente com a perspecita freireana. Também entendo a escolha pela investigação temática freireana, lembrei dos aprendizados na disciplina do Demétrio, fiz a disciplina em 2006 Práticas Freireanas. Todo esse processo de construção e o quanto ele é rico e potente para a Educação em Ciências e aí pensando junto com isso a realidade concreta das questões ambientais. Um casamento bem importante e certeiro para o seu trabalho. Queria pontuar aqui uma questão que tem relação comum termo que aparece no seu texto que não é detalhe, como você parte da questão da escuta eu vou falar do que eu escuto quando escuto esse termo, esse conceito e que precisamos problematizar a iideia de crise civilizatória;
- Patrícia: Crise civilizatória, para mim ele estrutura as relações a partir de um olhar ocidental. Coloca dois mundos, um que é civilizado, essa categoria civilização e do outro lado o Bárbaro, selvagem, o atrasado, o primitivo. Aì entendo a eliminação do espírito pelos estudantes. Isso epxlica, pois não pe visto como civilizado, está do lado da barbárie. Uma leitura ocidentalizada de mundo e que vem com essa construção do capitalismo modernos, invasão dos territórios e ela é muito forte de se romper. Por isso memso ela precisa ser problematizada, falar de crise de civilização parece que existe um projeto universal que só agora entrou em crise e que até então era uma coisa pacificada. Autores indígenas, autores quilombolas como Nego Bispo. Não se trata de uma crise da civilização, é um problema muito mais abrangente do que isso. É uma imposição histórica de uma racionalidade colonial. Várias perspectivas que universalizam que o branco era considerado hum,ano e outros sujeitos ou grupos etnicos poderiam ser desumanizados. Tem uma ideia de invisibilizar outros modos de existir. Nego Bispo no livro a terra da a terra (...) diz que nós é que pertencemos aterra. Há uma crítica a ontologia colonial que sustenta a separação entre humanos e natureza. Se desvaloriza e se deixa pra trás os conhecimentos. Lembrei também do Krenak, ele fala que e também no livro Ideias para adiar o fim do mundo: Há muito tempo que essas populações vivem esse fim do mundo. para alguns povos o fim do mundo começou a 500 anos. Para falar em crise e civbilização parece que todos esses participarama disso em algum momento mas isso nunca aconteceu. Teve muita invasão, genocídio e para esses povos isso(...). Trabalhar com essa ideia precisa ser problematizada, talvez tenha sido crise, nunca deixou de ser.
- Patrícia: Outro ponto, a estrutura de como você analisou as suas análises. Desde o títuli od seu trabalho... As questões socioambientais criaram em mim uma expectativa, você iria trabalhar com os significados, etc... Isso não aconteceu, criei essa expectativa como leoitora para de fato alinhar o que está anunciado e o que foi feito. tem uma mudança na escala do trabalho ao longo do tempo. Quando você chega nas análises, vocẽ esquece o referncial que você trabakhou tão bem. Precisa retomar isso e daruma olhada melhor. Os objetivos prometem compreender como se produz conhecimento sobre como as questões ambientais. Você se concentra mais no processo metodologico da construção da (...). Tem essa questão da crise socioamebiental e dos significados que podem ser (???). E de que modo essas pexeriências podem subsidiar pedagógico (???). Você deu conta de um e do outro não. Quando você trabalha na análise dos resultados, item 5.3 vocẽ desenvolve as análises nos subtítulos...
- Patrícia: Explorar um pouco mais isso. Fazer de fato, a excelente fundamentação teórica conversa com a perspectiva da análise em profundidade para articular esse referncial. Senti uma dualidade dentro do trabalho. Faltou amarrar um pouco mais essa pergunta, comenta sobre isso: Como produzir conhecimento a respeito das questões socioambientais pautadas nas falas significativas? Você não evidencia isso. Pra mim não ficou claro como essas falas significativas subsidiam a produção do conhecimento.
- Letícia: Entendo, acho muito impressionante e como que não pude perceber isso antes. Entendo que existe uma quebra de expectativa, é como se eu tivesse feito uma grande abordagem sobre a crise socioambiental para um problema que é muito grande. Trocar como a crise socioambiental pode ser significada ao invés de como ela é . Isso talvez possa me ajudar com esse recorte que fiz. Eu não consigo sintetizar de maneira muito simples para responder de maneira muito simples de como as falas significativas vão significar. Existe uma compreensão prévia do que é a educação popular ético-crítica que se dá por meio da voz, da pronúncia então trazer uma denúncia de que não há essa escuta... A Investigação temática não é um processo simples, trivial, básico de se fazer mas é a partir da associação entre a investigação temática freireana e a compreensão crítica dessas questões socioambientais que o ensino de ciências pode dialogar com isso. Aí pensando nisso, talvez essa pergunta precise ser repensada. Não acredito que nesse momento agora essa possa ser uma questão tão delicada. Estamos em um contexto de pesquisa participante então as coisas vão mudando. Poderia mudar a minha pergunta para não gerar essa expectativa. Não dou conta nem sozinha, nem dois anos de mestrado. O que tem cada localidade que pode surgir como uma contradição...
- Patrícia: Se os problemas socioambientais serão diferentes nos diferentes lugares isso já é um indicativo. Sempre a partir dessa perspectiva. De fato não sei se essa é a pergunta, tenho dúvidas sobre ela. Por exemplo, outra coisa que aparece ali: "essas experiências" não conseguimos aprofundar nessas experiências. Não tenho outra formulada agora, não gostei de nenhuma mas pensei em várias... Mas penso isso, fazer uma reformulação na pergunta. Isso não diminui a relevância do seu trabalho, mas indica essa expectativa gerada. Aí talvez pensar essa questõa do significado das falas dos sujeitos, em outro momento. Atravessas essas coisas pois ficam de um lado as questões socioambientais e de outras a ITF. Fica como um desafio, um trabalho que é construído coletivamente também coloca esses desafios. Os objetivos que traçamos para os nossos trabalhos precisam ser sempre discutidos coletivamente. Fiquei frustrada um pouco porque adoraria ver que meus alunos de estágio e de biologio vissem também. Vou indicar com certeza para eles lerem.
- Letícia: A gente tem em algum arquivo em algum lugar. Durante o quadro 4, o mesmo que o Gouvea apontou. Redução temática... Entendo que pode entrar perfeitamente essas construções que foram feitas, muitas e mutias horas conversando... Vinham várias ideias de pessoas de artes, física, história... Investimos muito tempo nessas construções.
- Patrícia: As falas podem materializar o que os referenciais problematizam. Tenta fazer essa articulação.
- Elizandro: Talvez na parte da análise parece que ficou o foco no processo e não no teor das falas. Na hora de falar sobre a rede temática, é como se o foco estivesse em como analisar o processo e não esse aspecto específico. A Letícia está dizendo que é pra depois mas já está ali. É quase como olhar para a rede temática e colocar pra fora, falar um pouco sobre isso.
- Patrícia: Isso, isso!
- Letícia: Acho que agora entender o que está sendo explicado e o que de fato está sendo explicado.
- Patrícia: Quando escrevemos estamos dentro do processo e parece que é muito óbvio. Mas quando outra pessoa de fora lê aí tem essa ajuda. De fato é pra isso que serve a banca, para dar essa ajuda. O quadro 4, as letras que estão sendo colocadas ali também. Fiz uma suposição mas não sei se está certo. Mas enfim, acho que o trabalho está muito bonito. É um trabalho que deu pra ver que deu trabalho. Percebemos o quanto vocÊ estudou o quanto você se apropriou de referenciais e colocar tudo dentro da sua dissertação. O que falei é tudo sugestão de melhoria e pensem no que vão colocar.
- Letícia: Obrigado, fico muito feliz e fico profundamente aliviada. Esse é meu sentimento. A minah expeirência no mestrado foi maravilhosa. Criei vínculo com as pessoas que me orientaram, com meus companheiros camaradas e amigos, então também foi espaçio de desenvolvimento pessoal.
- Glaucia: Primeira coisa que tenho pra fazer é agradecer muito, é a primeira vez que co-oriento um trabalho. Fico honrada de estar me inaugurando com a tua pesquisa. Escutar todas as colocações que fazem refletir na nossa prática docente. Essa construção dessa identidade docente, fico fazendo esse movimento o tempo todo. É gostoso fazer isso o tempo todo. Me coloco nesse lugar, agora de co-orientadora, foi muito importante dar uma chacoalhada e boas o tanto que foi. Trabalhos que permitam a gente refletir, a maioria das colocações vão pra além do que foi posto. Um trabalho bom é esse que provoca na gente reflexões. O trabalho permitiu ir além. Agradeço a parceria.
- Elizandro: A honra que foi orientar esse trabalho. Você me colocou no meio da biologia, ela desloca a gente. Queria agradecer, queria lembrar que lá na entrevista dela tinha duas coisas muito fortes: Mangue e Paulo Freire. Se ela falasse Mangue eu tava descartado. Queria agradecer muito, a Letícia me leva par ao Integrar e também faço parte por conta de vocês. O Integrar virou campo de estágio da Lic. Edu Campo, Biologia, Letras. Tem gente interessada em investigar o Integrar como campo de estágio. Muita coisa que ... Estamos no adiantado da hora. Foi muito especial, queria agradecer demais a todas as pessoas. Foi uma honra estar contigo nessa jornada e gostaria ...