EaD-FE-UnB/Práticas de E-Learning e a sua relação com o mercado de trabalho: o caso da RIPE NCC

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Resumo do trabalho[editar | editar código-fonte]

O texto nos apresenta um cenário onde as organizações possuem ciclos de produções cada vez mais curtos, trazendo mais diversidade, competição, e a necessidade crescente de se fazer mais com menos. Uma solução dada pelo o autor é propor uma maior abertura entre as instituições de ensino e as organizações empregadoras, criando oportunidade de aprendizagem nas organizações. É apresentado o termo WBL (work-based learning), um sistema dual de aprendizagem e prática de uma profissão que não valoriza só o individuo, mas possibilita também o aumento de produtividade e execução das organizações, mas pra isso, o trabalhador necessita aprender algo rapidamente para que dê continuidade às suas tarefas. Para ilustrar melhor o cenário, o autor traz um estudo de caso na organização RIPE NCC que conseguiu migrar de um sistema apenas com cursos presenciais para cursos de qualidade e eficientes à distância num intervalo considerado breve de tempo, de 2 anos.

Apresentação do trabalho[editar | editar código-fonte]

Vivemos num mundo onde é preciso fazer mais com menos e quem aprende mais rápido se destaca. Existe um modelo de aprendizagem que se enquadra nesse desafio, o work-based learning (WBL) que, associado a plataformas de ensino a distância, pode se tornar uma ferramenta muito forte para o crescimento de uma empresa.

WBL é um modelo de aprendizagem que acontece no contexto do trabalho, o que cria uma aprendizagem muito mais significativa para os empregados. Que são cada vez mais cobrados a desenvolver suas competências. Algumas empresas se queixam de não encontrar pessoas com as competências certas para os postos de trabalho existentes enquanto do outro lado o número de potenciais trabalhadores jovens é grande. WBLs podem ser também um aliado no combate ao desemprego. Precisamos então que haja uma mais colaboração entre as instituições de ensino e as organizações empregadoras. Para que as empresas participem na formação deles, facilitando na transição de jovens desempregados para o mercado de trabalho.

Como empresas estão sempre pensando em valores financeiros e lucro, é preciso analisar propostas com um bom custo-beneficio para que os empregadores queiram colaborar nesse processo de formação.

Por ser um sistema dual de aprendizagem e prática de uma profissão, o WBL propõe um aprendizado mais situacional, experiêncial e baseado em problemas reais do local de trabalho”. Os seus conteúdos são definidos pelos requisitos específicos do mercado de trabalho. Podendo partir da empresa a iniciativa de criar cursos seja para o recrutamento de novos funcionários, mas também para que funcionários que já estão na empresa possam reaprender certos conceitos e práticas a fim de acompanharem a evolução da empresa. Esses novos conhecimentos ativam conhecimentos anteriores e geram uma aprendizagem significativa. Quando se abordam a formação e aprendizagem de trabalhadores com alguns ou até dezenas de anos de experiência por exemplo, não se pode ignorar os seus conhecimentos anteriores. Pelo contrário, deve estabelecer uma ligação entre aquilo que os sujeitos sabem e aquilo que deverão aprender.

Importante retificar que a WBL não valoriza apenas o indivíduo, mas possibilita também o aumento de produtividade e execução das organizações.

Após abordar esses conceitos, o autor nos apresenta uma empresa, a RIPE NCC (Réseaux Internet Protocol Euopéens Network Coordination Centre), uma ONG que foi fundada em 1992 com base atualmente em Amsterdam na Holanda. O objetivo da organização é organizar a distribuição de endereçamento IP (Internet Number Resources) e ASN (Autonomous System Numbers para 76 países (Europa, Médio Oriente e Ásia Central). Distribuição de recursos de Internet para os membros designados LIRs (Local Internet Registris): Provedores de Internet, empresas hosting e telecomunicação. Atualmente tem mais de 13.000 membros que pagam um quota anual para a utilização de endereçamento IP e de ASNs.

Por se tratar de um assunto não muito conhecido das pessoas em geral, a RIPE NCC precisa oferecer um serviço de formação para os LIRs e para a comunidade em geral. Esses cursos passaram de uma plataforma unicamente presencial para uma presencial e online bem estabelecida em 2 anos. Por isso, o estudo desse caso virou também tema desse artigo.

  • Eles tem uma média de 86 cursos em 52 países com tópicos relacionados com a Internet, como:
  • RIPE Database
  • Routing Security
  • IPv6
  • DNSSEC

Esses cursos são dirigidos à operadores, administradores e engenheiros de redes ou dirigentes de empresas. No começo, quando os cursos eram inteiramente presenciais, a organização enfrentou problemas pois seus formadores precisavam se deslocar para o maior número de países possível na região de serviços além do que, mais seriamente, uma questão política, existem países onde não é possível viajar devido à sua instabilidade política atual, como por exemplo, a síria e o Iêmen.

Essas questões fizeram com que houvesse uma ampliação e modificação das práticas de formação utilizadas e em cerca de dois anos, a RIPE NCC fez uma implementação gradual de práticas de e-learning consistentes.

Um dos objeto do texto é caracterizar e descrever a forma como os cursos da RIPE NCC vêm evoluindo nesses anos.

Conclusão do trabalho[editar | editar código-fonte]

Levando em consideração que o modelo WBL não só é uma ferramenta de valorização para os indivíduos que já são colaboradores da organização e que necessitam reaprender conceitos e práticas, de modo a acompanharem a evolução da empresa, mas também serve para formar novos indivíduos que pretendem adquirir conhecimentos e competência numa área profissional, não vemos porque não se tornar uma prática mais comum entre as empresas. O texto, por exemplo, trás o exemplo de implementação das práticas de e-learning da ONG RIPE NCC para nos mostrar que é uma realidade possível e que pode trazer muitos frutos.

Análise[editar | editar código-fonte]

Durante o texto, surge um novo conceito de aprendizagem, o Modelo de Aprendizagem 70-20-10, que vem sendo cada vez mais usual em empresas, resumindo, segundo o modelo:

  • 70% da nossa aprendizagem se dá com experiências próprias
  • 20% da nossa aprendizagem se dá com a troca de conhecimento com outros
  • 10% apenas da nossa aprendizagem se dá com cursos

Esse novo conceito a principio pode desmerecer a importância das pessoas fazerem cursos mas é incrível como, quando você insere a realidade do curso no ambiente de trabalho, você maximiza o aprendizado pois as nossas experiências próprias são proveniente da nossa vivência como profissional, nossa rotina, nossas responsabilidades. Agora imagine esses outros 20% de aprendizado que envolvem a troca e interação entre pessoas quando essas pessoas são de diversas áreas de uma empresa, e inclusive essa é justamente uma das coisas que devem ser valorizadas, comunicação entre gerencias, funcionários, terceirizados.

Não é à toa que o autor traz esse conceito pra gente, ele justifica muito a aprendizagem no ambiente de trabalho (WBL).

Um ponto crucial pra mim foi quando somos postos a refletir sobre a grande quantidade de jovens procurando empregos e mesmo assim empresas que não conseguem encontrar funcionários para exercer determinados cargos que exigem conhecimentos específicos. Essas empresas, tem uma oportunidade enorme de, não apenas formar esses funcionários desejados mas também exercer um papel social fundamental na diminuição do desemprego.

Crítica[editar | editar código-fonte]

  • Poderia haver a análise da implementação de práticas de e-learning em uma organização nacional.
  • Aproveitar e trazer propostas de implementação para empresas que tenham se interessado por essas ideias.