Preparação para as Olimpíadas Brasileiras de Educação Midiática (OBEM)/Mudanças climáticas e emergência climática
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Contribuição dos Parceiros do Observatório da Desinformação
| Enchentes no Rio Grande do Sul
No dia 20 de maio, a Advocacia-Geral da União e os representantes das plataformas Google/YouTube, Meta, Tik Tok, X, Kwai e LinkedIn assinaram um protocolo de intenções, válido por 90 dias e passível de renovação, com o objetivo de conter os efeitos da desinformação e promover a integridade da informação sobre a calamidade climática na região[3]. Narrativas enganosas podem provocar reações impulsivas na população, dificultar a tomada de decisões, minar a confiança nas autoridades e comprometer a gestão da crise. Entre as informações falsas divulgadas nesse contexto, havia a afirmação de que o empresário Luciano Hang, dono da Havan, enviou o mesmo número de aeronaves que o governo federal para auxiliar no resgate às vítimas das enchentes[4]. A politização da crise, demonstrada nas narrativas que tentam supervalorizar ações individuais em comparação às medidas governamentais, evidencia que, ao pensarmos sobre desinformação, devemos considerar não apenas a quem esse tipo de conteúdo ataca, mas também a quem ele beneficia. Para compreender os efeitos da politização da desinformação, podemos recorrer ao livro “A Máquina do Ódio: Notas de uma Repórter sobre Fake News e Violência Digital”, de Patrícia Campos Mello. Na obra, a autora explora de que modo a desinformação é utilizada como ferramenta política e os impactos disso na sociedade brasileira. Este livro oferece uma perspectiva aprofundada sobre a utilização da desinformação para fins políticos, a exemplo da manipulação de percepções e da opinião pública. Assim, ele nos ajuda a entender melhor o fenômeno que também é observado durante as enchentes no Rio Grande do Sul.
MELLO, Patrícia Campos. A Máquina do Ódio: Notas de uma Repórter sobre Fake News e Violência Digital. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
[1] Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1qwpg3z77o [2] Disponível em: https://www.aosfatos.org/noticias/informacoes-falsas-enchentes-rs/ [3] Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2024/05/agu-e-plataformas-digitais-assinam-protocolo-para-enfrentar-desinformacao-sobre-calamidade-no-rio-grande-do-sul [4] Disponível em: https://www.aosfatos.org/noticias/enchentes-rio-grande-do-sul-luciano-hang/ (Relatos de desinformação - Portugal - Maio 2024 Carolina Toscano Maia - Portugal - UMINHO) |
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| Falta de água na Paraíba
Eixo: Mudanças climáticas e emergência climática Descrição do caso Em um vídeo que circulou nas plataformas sociodigitais em 2025 um homem afirma que o povo paraibano está fechando rodovias em protestos contra o governo Lula por falta de água. Ele diz, ainda, que o "canal do São Francisco" está seco. Segundo ele, na ocasião, a população realizou alguns protestos contra o Governo Federal. Breve análise: Na verdade, as manifestações registradas e compartilhadas como se fossem contra o Governo Federal eram direcionadas à Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) cobrando melhoria no abastecimento de água, que funciona em esquema de rodízio nas localidades.O órgão informou que não há interferência do governo federal nos casos reclamados. Essa não é a primeira vez que a transposição do Rio São Francisco é tema de desinformação, com fake news sobre o fechamento de comportas e desligamento de bombas. O compartilhamento de conteúdos fake se intensificou após a transição entre os governos de Jair Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2023 já circulavam fake news informando que o canal teria sido fechado após o Governo Lula. Como foi a solução: A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) garantiu que não há falta de água na Paraíba por questões ligadas à Transposição do Rio São Francisco. "A transposição está operando normalmente e garantindo segurança hídrica ao Estado". O mesmo foi comunicado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, responsável pela Transposição. Segundo o órgão, atualmente, a infraestrutura fornece água para Paraíba no eixo norte, com cerca de 2.500 litros por segundo, a partir da barragem Caiçara, e no eixo leste, com vazão média de 3.000 litros por segundo. Há "quantidade de água suficiente para atendimento aos Estados da Paraíba, Pernambuco e Ceará", segundo a pasta. Esses esclarecimentos têm sido propagados pela imprensa, publicados em páginas institucionais do Governo Federal e de Estados afetados por essa desinformação e desmentidos por agências de fact checking. Referências: https://www.gov.br/secom/pt-br/fatos/brasil-contra-fake/noticias/2024/12/canal-do-pisf-em-ibimirim-pe-nao-esta-seco https://www.gov.br/secom/pt-br/fatos/brasil-contra-fake/noticias/2023/11/qual-e-a-real-situacao-da-transposicao-do-sao-francisco-no-cinturao-das-aguas-no-ceara https://www.ceara.gov.br/2023/10/25/218617/ (Relatos de desinformação - Paraíba - Jaineiro 2025 Juliana Ferreira Marques - Paraíba - UEPB |
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