Quem tem medo da memória? Guerra de narrativas e golpe de 64. - Evelyn Victória RIbeiro Pansardi
Nome: Evelyn Victória Ribeiro Pansardi
Quem tem medo da memória?
Guerra de narrativas e o Golpe de 64.
Resumo: A presente pesquisa tem como objetivo compreender as narrativas durante o período da ditadura militar, analisando, assim, os discursos castrenses e dos indivíduos que foram, de alguma maneira, perseguidos durante esse período. Dessa forma, procuramos traçar comparativos entre os relatos, distinguindo suas diferenças e assim compreendendo o papel que cada um detêm na memória brasileira. Partindo de uma pesquisa de caráter qualitativo, utilizando a técnica de pesquisa bibliográfica, que se desenvolvera a partir de livros como: “1964- 31 de Março: O movimento revolucionário e sua história”, para analisar os discursos militares e os documentos da Comissão Nacional da Verdade para investigar os discursos das vítimas desse período histórico.
Desenvolvimento:
A memória tem papel fundamental em credibilizar grupos sociais, proteger e ressignificar períodos históricos que já se tornaram parte de um passado. Assim, a memória se encontra em disputa a todo momento, garantindo que pessoas se mantenham nas narrativas de heróis e assegurando que não sejam responsabilizados por serem personagens ativos de assassinatos e torturas, como no contexto de 1964 no Brasil.
Além disso, um dos modos de proteger a memória de agentes considerados heroicos durante a ditadura militar, cujo principal objetivo foi manter a “democracia” e a pátria a salvo do “golpe comunista”, foi em primeiro lugar controlar a imprensa, fazendo com que se propagasse apenas informações as quais estivessem de acordo com seus interesses (ROCHA, p.10). Desse modo, se torna visível compreender que a memória também é política, silenciar, causar “amnésia” sobre esse período foi um papel extremamente eficaz para esquecer narrativas fundamentais na contextualização desse período histórico, pois silenciar o oprimido é um modo político de se manter herói.
Partindo desse ponto, se torna visível compreender que o esquecimento faz parte da memória, é a tentativa de naturalizar ações brutais de um passado recente (ESCRIVÃO, p.84), assim, “a memória pode ser torturada, transfigurada e, finalmente, silenciada” (ESCRIVÃO, p.82), pois causar o esquecimento, acaba por consolidar um anestesiamento geral e ignorar a necessidade e importância de responsabilizar o Estado pelo seu passado e pelo seu presente (ESCRIVÃO, p.84). Nota-se que há uma grande tentativa de esquecer o que o golpe de 1964 significou para o Brasil e para os indivíduos que ali sofreram diversas formas de violências.
Observa-se que João Belchior Marques Goulart, reconhecido por “Jango”, assumiu a presidência em 1961 e desde o início de seu mandato possuiu diversas dificuldades em exercer a profissão. Em primeiro lugar, assume um regime parlamentarista, o qual restringia suas decisões, consegue posteriormente o apoio para retornar o sistema presidencial, entretanto detêm diversas dificuldades em sua governança. Jango detinha pautas que assustavam muitas pessoas, como a participação do Estado na economia, a reforma agrária e o voto para analfabetos (GOMES, FERREIRA, p. 140); pautas que sempre obtiveram muita resistência para se consolidarem no país. Pois, esperavam que Goulart proibisse sindicatos e greves, o oposto do que o próprio presidente desejava. Devido a esses ideais que o João Belchior possuia, que geravam medo de uma revolução comunista ser aplicada no Brasil, Marques sofre um golpe por parte dos militares, que alegavam que as forças armadas estavam a favor do povo e não do presidente que estava indo contra a ordem e o progresso, reafirmavam que seu papel era garantir a segurança interna e dos poderes, assim são enviadas tropas para o Rio de Janeiro, onde Goulart se encontrava.
A partir desse momento no Brasil são aplicadas diversas formas de repreensão, houve um grande número de jornalistas perseguidos e torturados. Afinal, os jornais eram fundamentais para garantir o enredo que estava sendo dizimado, pois de acordo com Allyson Viana Martins, “sem o trabalho da imprensa, a deposição do presidente não teria legitimidade” (MARTINS). Houve jornais que foram favoráveis a deposição, como a Folha de São Paulo que emprestou caminhonetes para levar prisioneiros, mas houve também outras que foram contra as medidas e devido a isso, sofreram perseguições, como a “Tu Tupi” que foi incendiada (MARTINS). Nesse período diversas músicas, notícias são proibidas de serem publicadas, muitas vezes os versos de Camões se encontravam no lugar da reportagem (BRAGANÇA, CUNDARI, p. 3).
Nesse sentindo, é importante compreender as narrativas criadas durante esse período, ou seja, o que os militares relatam, o e o que as vítimas trazem a tona desse momento. No livro “1964- 31 de Março: O movimento revolucionário e sua história”, é apresentado depoimentos de diversos generais sobre o “movimento revolucionário de 31 de Março de 1964” , o livro tem como objetivo contar as vivências de civis e militares através de suas próprias experiências durante o processo. A obra relata que em 1962, o mundo passava por uma guerra revolucionária na qual o comunismo estava se expandindo violentamente, como na Europa, Ásia, África e Cuba (MOTTA, p.25). Assim, justificando o medo que os brasileiros sentiam de o Brasil sofrer dos tentáculos do comunismo. No relato do General, Jarbas Passarinho, é exposto que “comunistas reagrupam-se na nobre missão de derrotas a perversa ditadura militar e erigir a ditadura do proletariado, a do paraíso soviético… Centenas do lado da ditadura foram mortos - como deviam ser-, pois eram “antipatriotas e antipovo.” (MOTTA, p. 26). Revelando e justificando que o Brasil estava sofrendo uma revolução comunista e desse modo defendendo as ações militares que atuavam para salvar a nação. Na página seguinte, Passarinho desenvolve:
... esses que para os assassinos não tinham pai nem mãe, nem geraram filhos, pois eram o lixo da revolução leninista. Pedem desculpas, ainda, os que tiveram a carreira militar interrompida, ou cassado seus títulos acadêmicos, devido à acusação não comprovada de tortura, baseada numa única testemunha facciosa; os que na história reescrita pelos vencidos, amplamente divulgada nas escolas, são meros golpistas usurpadores do Poder movido pela paranoia anticomunista (MOTTA, p.27).
Passarinho revela que os militares tiveram suas carreiras interrompidas e cassadas, pois sofreram acusações sem provas.
O livro segue com o depoimento do General, Antonio Jorge Corrêa, o qual relata sua jornada e a primeira vez que ouviu sobre comunismo, dizendo que se encontrava ainda no colégio, em 1920, quando foi implantado na Rússia (MOTTA, p.30). Relata que o primeiro ponto de ataque do comunismo foi nas escolas, as quais o comunismo dominou em todos os níveis (MOTTA, p.31). Conta que o General, Castello Branco, “percebeu a ardilosa manobra do grupo esquerdista, afastando aqueles oficiais de seus cargos e substituindo a cúpula da AMAN…” Indicando que antes mesmo do golpe, pessoas já estavam sendo afastadas de seus cargos. Além disso, expõe que o exército estava sendo treinado para a guerra revolucionária, psicologicamente e materialmente, compreendendo o que era a “doutrinação” do comunismo para assim neutralizá-lo (MOTTA, p.34). O militar informa que o exército já se preparava com antecedência:
Foram acionados elementos para o domínio de todos os setores do Município de Resende. Já havia equipes com a missão determinada, há muito tempo, treinando, de modo que instantaneamente a academia tomou conta do governo da cidade, das comunicações telefônicas, do controle do trasporte ferroviário e rodoviário, das questões relativas a suprimentos, enfim, tudo isso atendido prontamente. (MOTTA, p. 37).
Argumentando que foram atos premeditados e não ocasionais. Corrêa também descreve as pessoas que estavam nessa guerra:
Aqui está a mocidade Militar do Brasil, representada por jovens possuídos dos mais alcantilados sentimentos de patriotismo e apego ao dever, não para agredir a seus irmãos de armas, nem para deixar-se sacrificar, mas sim para salvaguardar os princípios que regem a profissão que escolheram por vocação irresistível e, se necessário for, dignificar a farda que vestem através de atos de que falará no futuro, com respeito e admiração, a história de nossa estremecida pátria (MOTTA, p.38).
Continua depois “...nossa atitude significa, também, a tentativa patriótica de evitar o desperdício de energias que, talvez, venham a ser necessária à defesa de nossos lares e das tradições que têm marcado nossa existência” (MOTTA, p.38).
Nesse sentindo, é possível compreender que os militares se viram na necessidade de proteger o Brasil do Comunismo que se expandia no mundo inteiro. Em seus diálogos, compreendemos que seguiram apenas seu dever, foram heróis, pois lutaram pela salvação da pátria. Essa foi a narrativa criada para justificar a violência que causaram, para mostrar que as torturas, mortes e perseguições tiveram motivos reais, afinal “foram mortos como deveriam ser” e por essa perspectiva arriscaram suas carreiras para lutar pelo Brasil.
Em contraste com as revelações militares, os indivíduos que por eles foram violentados, trazem a tona a dor. A Comissão Nacional da Verdade foi um marco para conseguirmos compreender a imensidade de pessoas que tiveram suas vidas ameaçadas. No relatório, volume 3, intitulado por “mortos e desaparecidos políticos”, cujo objetivo é esclarecer as graves violações de direitos humanos, é apresentado as falsas versões que eram divulgadas na época. O documento carrega o nome de 434 pessoas ao todo, no qual relata a história de 191 mortos e 243 pessoas desaparecidas.
A primeira pessoa apresentada é Angelina Gonçalves, operária e ligada ao Partido Comunista Brasileiro. É relatado que Angelina começou a trabalhar aos 13 anos de idade, morreu aos 37 anos em 1950, por um tiro em direção a cabeça, acionado por agentes de segurança do Estado, em meio a uma manifestação pública. No documento escrito por militares, o tiroteio durante manifestação teria se iniciado pelos próprios manifestantes, os agentes estariam com as armas guardadas durante esse momento. Entretanto, na versão escrita pelo PCB o acontecimento foi relatado como “armadilha premeditada”, revelando ações que já estavam sendo organizadas com antecedência. O jornal do partido, a “voz operária”, relatou que:
Um policial teria arrancado a bandeira nacional que algumas mulheres traziam à frente da passeata e Angelina foi até lá e a tomou de volta. Ao retornar para junto dos manifestantes, a militante foi atingida por um tiro na nuca, atrás da orelha esquerda. O tiro provocou “fratura da base do crânio, com desorganização da substância nervosa”, como relata a certidão de óbito. Há ainda outra versão que aponta que, quando morreu, Angelina estava com a bandeira nacional em uma mão e a filha Shirley, com menos de dez anos de idade, na outra. (CNV, p.31).
Desse modo, expondo uma grande diferença nos depoimentos de cada um.
Também é contado, a morte de Ari Lopes de Macedo, estudante, que morreu aos 20 anos em Brasília, no ano de 1963, após ser preso pelo 26° Batalhão de Belém. As considerações sobre o caso argumentam que não foi possível comprovar a motivação política de sua prisão, é declarado que:
Após buscas incessantes, os familiares teriam recebido um telefonema da Polícia Federal de Brasília comunicando que Ari teria cometido suicídio nas dependências daquele órgão. Seus restos mortais foram trasladados a Belém e, segundo relato dos familiares, o capelão que acompanhou o corpo teria confidenciado na ocasião que Ari fora morto durante sessão de tortura dentro da Polícia Federal… afirmava que as lesões descritas poderiam tanto ter sido ocasionadas por “impacto contra o solo” quanto pelo “processo desumano, execrável e cruel de aliciamento para a obtenção da confissão”. No entanto, logo abaixo, afirma que a morte teria sido ocasionada “em consequência da queda”. Seu atestado de óbito declara como causa da morte “hemorragia interna e fratura do crânio (CNV, p.39).
Evidenciando, a morte que por muitas vezes foram forjadas para não culpabilizar os militares.
Outrossim, o documento relata o desaparecimento e morte de Nelson José de Almeida, estudante, no ano de 1969 em Teófilo Otoni, Minas Gerais. É exposto que Nelson foi detido em abril de 1969, por agentes do DOPS. Há diversas versões sobre as circunstâncias da sua morte, no relatório da Aeronáutica é declarado que o estudante teria morrido em um assalto a um banco (CEF); em outra versão é desenvolvido que Nelson teria sido “capturado na referida ação policial e ao tentar fugir teria sido baleado, falecendo em um hospital da cidade”; Na certidão de óbito de 1969, é descrito como:
Nelson morreu na rua Wenefredo Portela em decorrência de “ferida perfuro-contusa do tórax com lesão de órgão e víscera interna, dando em consequência grave hemorragia interna”. Cabe registrar que na rua citada fica situada a cadeia e o Quartel da PM e Tiro de Guerra (CNV, p. 293).
A versão do assalto ao banco foi refutada por funcionárias da Caixa Econômica Federal, que desconheciam essa tentativa de assalto. Também é desenvolvido que:
O relator sublinhou também o fato de que a família de Nelson foi avisada de sua morte pelo policial militar Artur Orozimbo, seu amigo de infância, que o reconheceu na prisão. Para a CEMDP, Nelson morreu na mesma data de sua detenção, 11 de abril de 1969, sob custódia da Polícia Militar de Minas Gerais. (p. 294).
Os restos mortais do estudante nunca foram encontrados e dessa forma a Comissão o considera como desaparecido.
A pesquisa atual poderia ser desenvolvida através das diversas vítimas da Ditadura Militar, entretanto, o principal objetivo da presente proposta é compreender as diferenças das narrativas e quais foram seus papeis na criação das memórias no Brasil. Dessa forma, é visível compreender que as narrativas criada pelos militares são carregadas de orgulho e patriotismo, reforçando o quão heroicos foram, pois lutaram pelo bem da nação, a favor da bandeira brasileira que carrega “ordem e progresso”. Se sentem pouco valorizados e até mesmo injustiçados, pois tiveram suas carreiras interrompidas. Jarbas Passarinho reforça “há esquerdistas sobreviventes dos tempos da luta armada ou seus descendentes vomitando o ódio da derrota e cultivando o revanchismo, rejeitando a anistia que pressupõe esquecimento recíproco” (FILHO, p.3). Logo, alegando que anistia foi importante para esquecer não só as violações dos direitos humanos que cometeram, mas também esquecer o que os comunistas faziam.
Ao contrário do que as vítimas têm tentado incessantemente expor, lutam para resgatar lembranças dolorosas, para não ser esquecido a dor que passaram e que assim o Brasil não venha repetir as mazelas do passado. No artigo “A guerra da memória: a ditadura militar nos depoimentos de militantes e militares” há o depoimento de Fernando Gabeira, ex-deputado, que conta sobre o que era esperado e como foi realmente sobreviver na prisão durante a ditadura:
Ninguém podia prever, com exatidão, o que estava se passando nas prisões brasileiras. Todos nós, em diferentes níveis estávamos estupefatos. Por mais que nós enviássemos bilhetes da cadeia, por mais que colecionássemos histórias escabrosas, não conseguiríamos apreender aquele processo em sua complexidade, antes de vivê-lo na carne…no fundo, fomos surpreendidos com o que vimos no interior dos quartéis. Eram gigantescos os mecanismos montados para nos destruir. Às vezes, antes de dormir, dizia a mim mesmo que nos tratavam como prisioneiros de guerra. Mas era apenas um consolo. E daí? E se fôssemos prisioneiros de guerra vindos de outro país, de outro planeta. Uma civilização que tratava dessa forma seus prisioneiros de guerra precisaria ser repensada de alto a baixo (FILHO, p.6).
Revelando o quão brutal era e que para tamanha violência não há justificativas.
Dessa forma, evidencia-se que a anistia aplicada a Ditadura Militar teve como objetivo esquecer todo esse período, e como exposto anteriormente não foi ao acaso, pois o esquecimento tem seu papel político. Nesse contexto, o esquecimento é aplicado para esconder as ações brutais que o Brasil cometeu com seus cidadãos, foi a falha da democracia, a violação dos direitos humanos. O esquecimento aplicado a esse cenário é favorecer a narrativa heroica dos militares, é permitir que o esquecimento recaia sobre as diversas pessoas que perderam a vida para lutar pelos seus direitos básicos, esquecer da luta dos familiares que não obtiveram informações sobre seus filhos e irmãos. Logo, esquecer é permitir que assassinos sejam heróis. De acordo com Michael Pollak, no artigo “Memória, esquecimento, silêncio” argumenta:
ainda que quase sempre acreditem que "o tempo trabalha a seu favor" e que "o esquecimento e o perdão se instalam com o tempo", os dominantes freqüentemente são levados a reconhecer, demasiado tarde e com pesar, que o intervalo pode contribuir para reforçar a amargura, o ressentimento e o ódio dos dominados, que se exprimem então com os gritos da contraviolência. (POLLAK, p.7).
Revelando que o esquecimento não se torna perdão, muito pelo contrário, o esquecimento só causa ainda mais dor em quem sofreu e não teve a sua história contada.
Considerações Finais:
Nesse sentido, as narrativas não apenas narram a história, mas criam as memórias daqueles que desconhecem o passado. É fundamental compreender, analisar e recontar o passado através das narrativas das vítimas, das vivências que tem sido excluídas constantemente ao longo da história. Semelhantemente, a Comissão Nacional da Verdade, tem procurado valorizar a narrativa dos que foram apagados da história, daqueles que por diversas vezes não puderam contar a sua sobrevivência, é o momento da verdade e assim a tentativa de justiça para todos que marcaram a história por sua resistência. Dessa forma, torna-se evidente que quem possui medo da memória é aqueles que podem ter toda sua reputação de herói e todo seu legado destruído caso as memórias das vítimas sejam contadas, por isso o esquecimento é tão necessário, para garantir suas narrativas.
Sendo assim, é importante que se tenha maiores pesquisas na área, com maior profundidade a respeito da história dos indivíduos que resistiram a ditadura militar, e assim identificar qual tem sido o papel político na sobrevivência e restauração do passado mediante as novas versões narrativas.
Metodologia: A pesquisa tem caráter qualitativo, analisando os discursos produzidos durante a ditadura militar e a partir deles traçando comparativos para compreender o papel que cada um possuiu e possui para a constituição da memória.
Referências bibliográficas:
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