Redes de acesso óptico
Aparência
1. Introdução
A demanda por elevadas taxas de transmissão para serviços de internet foi aumentando ao passar do tempo, havendo assim um grande fluxo de dados. Vários serviços tiveram uma demanda bem maior nos últimos tempos, surgindo assim o consumo excessivo dos e-commerce, iptv, streaming de filmes, séries por assinaturas (Vilalba, 2009). Além disso, as redes móveis de próxima geração como a 5G e a 6G que estão surgindo exigem um meio de transporte de dados para as antenas/torres e as estações centrais (Vilalba, 2009). O investimento em fibras ópticas certamente será o meio físico para as
redes móveis 5G e 6G, assim o avanço das redes de acesso ópticos são fundamentais para viabilizar tais redes. Este projeto vai focar em redes de acesso, para as residências de usuários domésticos, pequenas, médias e grandes empresas ( Vilalba, 2009). A fibra óptica oferece altas taxas de transmissão tanto para upstream como também para downstream, pois nesse meio podemos transportar vários Gbps, a depender da arquitetura da rede e dos equipamentos usados como o OLT(óptical Line Terminal ) (Takeuti, 2005). Mesmo sabendo que podemos ter altas taxas de transmissão com a fibra óptica, os dispositivos eletrônicos nos impossibilitam de ter um limite superior a 10 Gbps, 5G vem com uma proposta de 20 Gbps de Downstream e de 10
Gbps de Upstream. Grupos como IEEE 802.3ca e ITU-T SG15 estão trabalhando em seus padrões da indústria PON de 50Gbps linear com o objetivo de implantação. Como está em andamento essa padronização de 50 Gbps este projeto avança um pouco mais e olha com mais atenção em mostrar experimentalmente 100 Gbps linear, com base em experimentos anteriores utilizando redes neurais para assim poder uma comparação e comprovar 100Gbps Linear e Não Linear. Existem três principais categorias de redes ópticas: de alta capacidade/transporte, metropolitana e acesso. A rede de alta capacidade/transporte opera em escala nacional, continental e até mesmo mundial. Sua taxa de tráfego varia desde centenas de gigabits por segundo até alguns terabits por segundo (Takeuti, 2005). Já a rede metropolitana opera em escala regional, analogamente às áreas metropolitanas das grandes
cidades, a taxa de tráfego varia de centenas megabits por segundo até dezenas de gigabits por segundo (Takeuti, 2005). Enquanto a rede de acesso proporciona ao usuário o acesso às redes ópticas mundiais, através das redes metropolitanas. Essa rede opera em escala local e sua taxa varia desde dezenas e centenas de kilobytes por segundo até dezenas de megabits por segundo (Takeuti, 2005).
Ao projetar uma rede PON (Passive Óptical Network) deve-se considerar diversas variáveis, tais como: melhores rotas para os cabos de fibra óptica, perda de sinal óptico em alguns trechos da rede, quantidade de splitters e diversas outras variáveis que podem contribuir para que o seu sinal de internet seja comprometido ( Vilalba, 2009). Sendo assim temos como objetivo, utilizar redes neurais para assim predizer e solucionar problemas comuns de redes ópticas de acesso de próxima geração, Exemplos de problemas são a perda de pacotes ao trafegar por outras tecnologias, a distância em km das fibras ópticas que faz perder taxa de transmissão.