EaD-FE-UnB/Reflecting on Open Education Research in the Global South: The Case of the ROER4D Project

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Resumo do trabalho[editar | editar código-fonte]

O capitulo apresenta as dificuldades, ambições e conquistas do projeto ROER4D. A equipe do projeto tem como objetivo estudar os impactos que os recursos de educação online abertos tem na sociedade acadêmica no hemisfério sul. Reunindo mais de 100 pesquisadores o estudo conta com um caráter aberto tanto entre os envolvidos quanto para o publico em geral.

Apresentação do trabalho[editar | editar código-fonte]

O texto escrito por Henry Trotter, Thomas King, Cheryl Hodgkinson-Williams, Michelle Willmers, Sarah Goodier, Sukaina Walji e Tess Cartmill com a finalidade expor o projeto Research on Open Educational Resources for Development [Pesquisa em recursos Educacionais Abertos para o Desenvolvimento] (ROER4D), reúne pesquisadores do mundo inteiro, com o objetivo de estudar o  impacto que os recursos educacionais on-line causam na realidade educativa no sul global. O projeto foca sua pesquisa em tem três principais regiões: América do Sul, África sul-saariana e sul e sudeste asiático. As pesquisas do ROER4D foram financiadas pelo Canadian International Development Research Centre [Centro Canadense de Pesquisa em Desenvolvimento Internacional]   e o UK Department for International Development [Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido] e duraram entre 2013 e 2017.

O que motivou as entidades financiadoras foi a busca por melhorar e ampliar as possibilidades da educação online. Ao contrário  do hemisfério norte, o hemisfério sul conta que poucas pesquisas e estudos sobre a criação de conteúdo educacional online e seus impactos na educação. Esse fato fomentou a criação do projeto que contava com uma equipe central e mais de 100 pesquisadores de 26 países.

A pesquisa utilizou uma metodologia de desenvolvimento com caráter aberto, consequentemente,  necessitou de troca de informações constantes, com os pesquisadores de todas as localidades foco, ao longo de  todo o seu processo de desenvolvimento. Essa é uma importante característica por ser tratar de uma pesquisa focada no desenvolvimento de recursos educacionais abertos, e seus usos nas mais diversas área. A equipe do ROER4D  tentou tornar aberto a maior parte de seu conteúdo, desde que a disponibilização do material seja ética, legal e que acrescente valor à pesquisa.

Outro aspecto extremamente relevante para  o desenvolvimento da pesquisa foi o material criado para  capacitação dos pesquisadores envolvidos. Esse quesito apresenta o caráter de inovação e pioneirismo inerente ao processo de  pesquisa. O material consiste em Web Seminários, oficinas online e utilização de plataformas para comunicação interpessoal direta. Parte do conteúdo produzido foi disponibilizado no site do projeto. . Para que a comunicação entre os pesquisadores fosse bem sucedida os web seminários contavam com tradutores em tempo real, para que o máximo de participantes fossem alcançados. São apresentadas as principais vantagens da capacitação aberta como a transparência e a criação de laços internacionais e multiculturais entre os envolvidos.

A equipe do ROER4D também ficou responsável por organizar, processar e armazenar o material apresentado pelos pesquisadores. Quando válido, o material é aberto ao público, ou entre os próprios envolvidos, em plataformas como Zenodo, Data-First Data Portal e a página online do projeto. Além disso, para facilitar e organizar os subprojetos foi criado um e-book que compila e disponibiliza facilmente boa parte do material desenvolvido ao longo dos quatro anos de pesquisa. Tal medida contribui de forma efetiva para a percepção de trabalho aberto e colaborativo traçada pelos pesquisadores como a meta primordial no decorrer dos estudos.

Conclusão do trabalho[editar | editar código-fonte]

Apesar do recente avanço das tecnologias digitais, que facilitam o acesso e a divulgação da informação, há pouco estudo sobre o impacto que recursos de disseminação abertos tem na comunidade do sul global. O projeto ROER4D, sendo pioneiro na pesquisa, enfrentou muitas dificuldade logísticas, técnicas e até mesmo legais para desenvolver o estudo sobre a repercussão dos recursos educacionais online, principalmente no que tange quando e onde abrir uma trabalho ou dado de pesquisa para a comunidade. Além dos obstáculos o projeto apresenta também varias vantagens da utilização desses recursos nas pesquisas, como a integração dos pesquisadores e a transparência e alcance do material.

Análise[editar | editar código-fonte]

A preocupação com a representação geoespacial da pesquisa apresenta para o leitor uma preocupação social-desenvolvimentista por parte dos elaboradores responsáveis por todo o projeto. Pois ao relatarem o protagonismo dos países do hemisfério norte, no que tange às questões de acesso aos recursos virtuais e bases de dados, eles apresentam também uma perspectiva de compreensão da desigualdade de acesso e distribuição do conhecimento. O próprio fato de ser uma pesquisa pioneira, quase exclusivamente pela demonstração de área pesquisada (hemisfério sul) permite delimitar uma linha de raciocínio para diversos aspectos de influência na importância da pesquisa.

O impacto dos recursos educacionais nas realidades financeiramente restritas dos países abordados é tanto a preocupação inicial dos pesquisadores, quanto um produto do trabalho desenvolvido. No texto, não há ainda um efetivo resultado publicado das pesquisas, de um modo geral, mas já é possível perceber a diferença que há entre o que é pesquisado no norte global, e no sul global. Sobre essas diferenças fica clara também a disparidade nas formas de desenvolvimento das pesquisas, usos e acessos de buscadores, bases de dados, centros de informação e documentação, além de recursos educacionais planejados. Um exemplo, que não está vinculado ao texto, mas é aplicável ao cenário que ele descreve é a possibilidade de utilização de ferramentas pedagógicas on-line. Nos países do dito “norte global” há muito mais frequência e potencialidades explícitas no uso de tais ferramentas, como o Google Classroom; enquanto em países do referido “sul global” há uma dificuldade de acesso e disponibilidade de internet (ou outros recursos essenciais) para a utilização de recursos virtuais de aprendizagem.

Dois dos principais exemplos das dificuldades enfrentadas pelas diferentes equipes envolvidas foram as barreiras comunicacionais. Em primeiro plano a barreira linguística, que envolvia cerca de 14 idiomas e dialetos, e nem sempre há uma facilidade/reciprocidade semântica de interpretação, tradução e compreensão entre línguas, o que proporcionou uma chave de problemáticas no desenvolvimento das capacitações, por exemplo. E em segundo a dificuldade já anteriormente citada aqui, a de acesso aberto aos recursos e aos materiais fundamentais para o desenvolvimento dos trabalhos, a internet, por exemplo, parece ser uma realidade de acesso, no entanto ela não é necessariamente uma ferramenta garantida democraticamente, o próprio texto aborda essa questão quando fala de “situação financeira reduzida/desfavorável”. Essas barreiras, além de possibilitar novas problemáticas, também foram essenciais para a percepção de necessidades que a pesquisa tinha, e de novas abordagens para os pesquisadores colaboradores em cada um dos países.

Crítica[editar | editar código-fonte]

O texto apresenta uma serie de problemáticas para a criação e desenvolvimento do projeto e em certos pontos apresenta soluções para os mesmo. Entretanto o texto falha em expor os resultados de maneira efetiva. Nem sempre fica claro se o exito das soluções expostas ou o alcance das ideias apresentadas. Possivelmente a utilização de exemplos e situações o corridas durante o projeto facilitaria a compreensão do processo como um todo.

São apresentadas tabelas com resumos das principais dificuldades e benefícios dos assuntos exibidos em cada tópico. Esse recurso facilita o entendimento e ajuda quando necessário revisitar o texto atrás de informações.

Sem duvidas a leitura do texto não se torna realmente completa sem uma visita aos recursos abertos pelo projeto. Ler o material exposto nas redes sociais e plataformas utilizadas no estudo traz uma visão mais profunda e verdadeira de como o projeto se desenvolveu.