Síntese da aula “ Historiografia, Imprensa e Censura no Brasil" - Gabrielle Beatriz Silva de Souza e Lucas Castão Bento Lemes
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO
GABRIELLE BEATRIZ SILVA DE SOUZA
LUCAS CASTÃO BENTO LEMES
HISTÓRIA DO BRASIL II
SÍNTESE DA AULA
HISTORIOGRAFIA, IMPRENSA E CENSURA NO BRASIL
MARÍLIA
2025
Introdução
O presente trabalho tem como finalidade elaborar uma síntese detalhada da aula ministrada com o tema “Historiografia, emprensa e censura no Brasil”. A síntese consiste em apresentar os principais pontos discutidos em sala, especialmente sobre a relação entre História e Jornalismo, as transformações da imprensa brasileira ao longo do tempo, os processos de censura e filtragem da informação, além do impacto das novas tecnologias e das redes sociais na circulação de notícias. Posteriormente, o conteúdo será ligado com a bibliografia indicada para a mesma aula, a fim de evidenciar como os autores estudados dialogam com os conceitos apresentados em sala.
Síntese
Ao se discutir sobre a relação entre História e Jornalismo, é possível ressaltar que ambas as áreas compartilham o interesse por acontecimentos socialmente relevantes, utilizam de variados meios de comunicação -rádios, cartas, jornais, redes sociais, revistas, livros, tv e até a transmissão oral (de uma pessoa para outra)-, mas possuem abordagens diferentes. Enquanto o jornalismo busca relatar os fatos de maneira imediata e objetiva, ainda que marcada por vieses institucionais, a história trabalha com a análise de longo prazo, construindo narrativas a partir da organização crítica de fragmentos documentais usando dados históricos que podem ou não vir dos meios de comunicação.
O jornalismo e a história têm em comum o interesse por acontecimentos socialmente relevantes, porém nenhuma informação é totalmente neutra, tanto os jornalistas quanto os historiadores realizam escolhas, fazem recortes e interpretam os dados de acordo com interesses culturais, políticos, econômicos e sociais, ou seja, podem narrar a história a partir de um ponto de vista, do que considera relevante para determinada situação, e pode sofrer influencia de de pessoas ou instituições. Um exemplo disso é como uma empresa pode interferir no que um jornalista escreve, assim o jornalista pode até mesmo deixar de divulgar uma informação ou se posicionar de uma certa maneira dependendendo da posição da empresa para a qual trabalha.
Do mesmo modo, os meios de comunicação decidem o que deve ou não ser transmitido ao público, seguindo critérios ligados às instituições e interesses de cada área - seja de jornalistas, historiadores, sociólogos ou até monopólios da mídia. Cada um seleciona e organiza a informação de acordo com a sua categoria de análise. É por isso que a história pode ser entendida como um produto construído a partir desses meios. O historiador se apropria de diferentes documentos - cartas, áudios, jornais, programas de TV, documentários, podcasts etc. - que chegam como fragmentos. Ele analisa e organiza esses fragmentos para construir a sua narrativa histórica.
O historiador se apropria de informações que vêm do jornalismo, dos meios de comunicação ou de outras formas de interação. Ou seja, ele aproveita aquilo que as pessoas registram e transmitem. Da mesma forma, o jornalismo também tem a capacidade de relacionar o passado com o presente. O jornalista pode recorrer a documentos e registros históricos para construir a narrativa de uma notícia. Assim, ele não depende apenas do que está acontecendo no momento, mas também de uma série de informações pesquisadas para dar contexto.
Essa reflexão é fundamental, pois mostra que todo processo de transmissão de informação está atravessado por filtros e esses filtros podem ser explícitos, como a censura estatal, ou implícitos, como a seleção de determinados aspectos em detrimento de outros.
No caso brasileiro, identificam-se três grandes momentos do jornalismo:
1. Período pré-jornalístico (Colônia e Império), no qual a Coroa portuguesa e a Igreja exerciam forte controle sobre o que poderia ser publicado. Portugal já tinha, em suas próprias terras, filtros de informação bem estabelecidos, e esses mecanismos foram reproduzidos no Brasil. Eles decidiam o que deveria ou não ser divulgado, como seria feito e quem teria acesso a essas informações, estabelecendo censura direta e limitando a circulação de ideias. Ou seja, desde esse primeiro momento já havia uma interferencia clara entre o fato ocorrido e a informação transmitida.
Os funcionários e representantes da Coroa funcionavam como filtros, selecionando e modificando dados antes que chegassem ao rei ou a outros grupos de interesse. Era um processo de mediação em que as informações iam sendo transformadas, acrescentadas ou até diminuídas conforme circulavam.
2. Jornalismo profissional (século XIX até meados do século XX), esse período é marcado com o fortalecimento da imprensa periódica e a criação de jornais de maior alcance, ou seja, a atividade jornalistica -jornais, revistas e outros meios de comunicação- passam a atuar de maneira mais estruturada. Apesar do discurso de autonomia, reinvindicando a independencia, continuavam presentes pressões e influencias de interesses externos de ordem política e econômica.
Entre o final do século XIX e meados do século XX, o jornalismo ganha cada vez mais relevância como mediador da informação pública, assumindo o papel de principal canal de comunicação com a sociedade. Nesse momento ainda existe influência nos processos de filtragem e seleção da informação. Em qualquer período histórico, a organização da informação e a definição de vieses sempre sofrem algum tipo de influência social, econômica, política ou cultural.
3. Diversificação e concorrência (segunda metade do século XX até os dias atuais), caracterizado pela industrialização da comunicação, pelo fortalecimento da televisão e, mais recentemente, pela ascenção das redes sociais digitais, que transformaram radicalmente a forma de transmitir e consumir informação. A televisão, por exemplo, quando chegou aos lares brasileiros, passou a ter um papel central na propagação de noticiais e informações, tornando o jornalismo cada dia mais presente no cotidiano da população.
Com a diversificação do jornalismo e o surgimento de inúmeras plataformas de transmissão de informação, surge também a necessidade de captar a atenção do público. As empresas, os grandes jornais e as redes sociais precisam encontrar maneiras de atingir a população, porque uma notícia que não corresponde às expectativas do público dificilmente terá impacto. Muitas informações acabam esquecidas e nunca revisitadas, perdendo a chance de ser úteis em pesquisas ou análises futuras. Hoje, a tecnologia facilita o acesso a essas informações, mas, originalmente, elas estavam em arquivos ou bancos de dados que passavam por múltiplos filtros antes de chegar ao pesquisador. Ou seja, cada informação passou por um processo de seleção, análise e transformação antes de ser disponibilizada.
O papel do jornalismo evidencia que toda informação filtrada carrega marcas de análise crítica e de tratamento prévio. Um dos desafios principais, nesse contexto, é a reconstrução da história: dependendo da abordagem do historiador, da cultura, do poder e do contexto histórico local, é necessário fazer recortes específicos para chegar à informação relevante. Não se trata de um recorte genérico, mas de um recorte cuidadosamente definido, que permita compreender os fatos com precisão e profundidade.
A reconstrução de narrativas históricas enfrenta grandes dificuldades. Como reconstruir uma cultura ou uma história social de forma fiel quando as informações chegam filtradas, incompletas ou até distorcidas? É preciso decidir como organizar e analisar os dados que chegam, filtrando-os com base no que está disponível, o que nem sempre é fácil, especialmente quando o acesso às fontes é limitado. Além disso, é fundamental compreender que partes isoladas não são suficientes para explicar o todo. Não se pode tomar uma única informação e achar que ela representa toda a situação do país ou do período. Cada fragmento faz parte de uma narrativa maior, que envolve outros elementos, influências e discussões. Por isso, é equivocado usar uma única notícia ou documento para explicar toda a complexidade de um contexto histórico. Sempre haverá lacunas, contradições e pontos a serem debatidos. É necessário recorrer a múltiplas fontes, análises e interpretações para construir uma história mais sólida e reflexiva, entendendo que a narrativa completa só se forma com a soma de várias perspectivas e evidências.
Por fim, há a questão da fuga da abordagem cronológica. A abordagem cronológica organiza os eventos de forma linear, mostrando os fatos em sequência. Alguns jornais e meios de comunicação ainda utilizam essa técnica, mas ela tende a produzir uma narrativa superficial, pois foca apenas nas datas e não nos contextos mais amplos ou nas interações entre os acontecimentos.
Precisamos compreender a complexidade de todos os elementos que cercam as informações, inclusive aquelas que se perdem ou são destruídas. Para entender uma parte, é necessário compreender o todo. É a análise conjunta dos elementos que permite chegar a informações mais precisas.
Transmitir informação de forma eficaz não depende necessariamente de documentos formais ou bem estruturados. As fontes podem ser diversas: cartas, relatos pessoais, documentos, memórias ou até informações informais. Nem toda notícia chega de maneira organizada, como em uma carta formal: muitas vezes ela chega de forma mais improvisada, direta ou fragmentada. Hoje, por exemplo, pode até chegar por e-mail ou mensagem digital, mas a essência continua sendo a mesma: informação que precisa ser interpretada e contextualizada para ser compreendida. Um dos exemplos destacados em aula foi o escritor Lima Barreto, cuja obra representava um olhar crítico e marginalizado sobre a sociedade carioca. Sua trajetória evidencia como mecanismos de censura simbólica e social atuaram para desvalorizar vozes que se opunham à narrativa dominante. Esse exemplo demonstra como jornalismo, literatura e história estão profundamente imbricados nas disputas por memória e poder.
Um dos exemplos destacados em aula foi o escritor Lima Barreto, cuja obra representava um olhar crítico e marginalizado sobre a sociedade carioca. Suas obras rompiam com a narrativa dominate ao colocar, por exemplo, personagens negros instruídos em contraste com personagens brancos analfabetos. Essa visão contrariava a ideologia de uma sociedade “perfeita e cristalizada” que as elites literárias queriam transmitir. Por isso, Lima Barreto foi silenciado e desvalorizado. O mesmo mecanismo de censura pode ser visto em outras épocas: cartas interceptadas na ditadura militar, discursos barrados pela Igreja, ou mesmo hoje, em redes sociais. Sua trajetória evidencia como mecanismos de censura simbólica e social atuaram para desvalorizar vozes que se opunham à narrativa dominante. Esse exemplo demonstra como jornalismo, literatura e história estão profundamente imbricados nas disputas por memória e poder.
É importante destacar o papel das novas tecnologias e redes sociais na circulação de informações. Com a ascensão das plataformas digitais, o jornalismo deixou de ser uma das únicas instituições responsáveis por verificar a veracidade dos fatos. Atualmente, algoritmos, influenciadores e inteligências artificiais também exercem funções de mediação, organizando e selecionando conteúdo para o público. Esse processo, no entanto, não elimina os vieses; pelo contrário, pode reforçá-los. Nesse contexto, surgem fenômenos como a pós-verdade, em que fragmentos reais se misturam com distorções, e o antagonismo, que utiliza a oposição de símbolos e discursos como estratégia para gerar engajamento. Tais práticas evidenciam que, apesar das mudanças tecnológicas, o problema da manipulação da informação permanece presente.
Nelson Werneck Sodré (1977) destaca que a imprensa brasileira herdou de Portugal a prática da censura, não apenas política, mas também cultural. Esse aspecto se conecta com a discussão sobre o controle da informação no período colonial, quando a Coroa e a Igreja determinavam o que poderia ou não circular.
Não se tratava apenas de proibir jornais e livros, mas de silenciar formas de expressão que contrariavam a ordem dominante. A literatura é um exemplo claro: ela também é meio de informação e comunicação, e muitas vezes foi reprimida.
José Marques de Melo (1973), por sua vez, ressalta o impacto do analfabetismo e do atraso cultural da população brasileira, fatores que funcionaram como formas indiretas de censura, dificultando a disseminação de ideias em comparação com outras colônias. No Brasil, a falta de acesso à educação funcionou como uma forma de censura indireta, limitando o alcance da informação.
Florestan Fernandes (2007) contribui ao discutir a exclusão e o silenciamento de determinados grupos sociais, especialmente da população negra. Esse argumento dialoga diretamente com a análise sobre Lima Barreto e reforça a ideia de que as vozes marginalizadas encontram mais barreiras para se tornarem visíveis nos meios de comunicação. A censura, portanto, não se limita a mecanismos formais, mas também se expressa por meio da exclusão social.
Carvalho e Figueira (2022) analisam a historiografia da censura à imprensa, mostrando como essa prática se tornou uma tradição permanente no Brasil, desde o período colonial até a ditadura militar. Essa perspectiva complementa a reflexão em sala sobre a permanência da censura como instrumento político. Já Luiz (2023) traz uma abordagem contemporânea, discutindo a desinformação, a pós-verdade e o populismo digital. Esses conceitos se relacionam com as reflexões da aula sobre o papel dos algoritmos e redes sociais no controle e manipulação do fluxo informativo.
Tecnologia e informação
Como visto anteriormente, os meios de transmissão sempre carregaram vieses - não existe neutralidade absoluta no jornalismo, na literatura ou em qualquer forma de comunicação. Sempre há escolhas, filtros, intencionalidades.
Com o advento da modernidade e das novas ferramentas digitais, a circulação de informação se diversificou ainda mais. Não estamos mais apenas diante do rádio, da TV ou do jornal impresso. Hoje temos redes sociais, mecanismos de busca e plataformas que tornam a informação praticamente onipresente. Nesse cenário, surgem também as agências de fact-checking, cuja função é verificar a veracidade de informações que circulam. Elas atuam como um mecanismo de filtragem: selecionam, analisam e classificam os dados antes de apresentá-los ao público.
No entanto, esse processo também não é totalmente neutro. Quem programa os algoritmos, quem decide o que deve ou não ser checado, quem define os critérios de validação - todos esses fatores podem influenciar o resultado. O mesmo vale para as inteligências artificiais, como o ChatGPT e outras ferramentas que já fazem parte do cotidiano. Elas organizam e transmitem informações, mas também carregam limites, vieses e escolhas humanas embutidas em seu funcionamento.
Outro tópico importante de se falar é sobre o populismo informacional. Isso acontece quando um perfil, uma página, um canal ou um podcast passa a produzir conteúdo pensando muito mais em como atrair massas e engajar pessoas do que em transmitir uma informação de forma crítica ou imparcial. Esse indivíduo ou grupo vai moldar a informação para que ela seja mais popular, mais chamativa, mais viralizável, ainda que isso implique distorcer fatos ou simplificar discussões complexas.
Esse mecanismo é populista porque busca atingir diretamente a sensibilidade da população, falando “a língua das massas”, mas muitas vezes sem se preocupar com a veracidade ou profundidade da informação. Esse fenômeno não é completamente novo. Assim como no período colonial e imperial existia uma elite que controlava o acesso às informações e decidia o que podia ou não ser discutido publicamente, hoje a lógica se repete, mas mediada por algoritmos e métricas. Nem sempre conseguimos identificar exatamente quem está por trás de uma ideia, mas é possível perceber de qual grupo ou classe social aquela informação parte, e quais interesses ela representa. O discurso se apresenta como plural e aberto, mas frequentemente expressa e reforça a ideologia dominante, seja de uma classe, de uma instituição ou até de um nicho econômico.
Além disso, a forma como a informação circula mudou radicalmente. Se antes um jornal trazia textos longos e detalhados, hoje a lógica das redes sociais exige rapidez, dinamismo e concisão. As pessoas não têm tempo, passam os olhos rapidamente e, por isso, as informações aparecem resumidas, muitas vezes em frases curtas, manchetes chamativas ou pequenos vídeos. Esse formato serve tanto para atrair a curiosidade quanto para selecionar quem realmente se engaja mais profundamente com o conteúdo. Assim, a informação não é apenas transmitida, mas modulada pela forma como o público consome.
Por trás dessa dinâmica estão as métricas. Curtidas, compartilhamentos, visualizações e comentários são usados como instrumentos de monitoramento dos usuários, permitindo às plataformas conhecer hábitos, preferências e perfis de consumo. A partir desses dados, o algoritmo direciona conteúdos de maneira seletiva, criando bolhas informacionais e reforçando determinados pontos de vista.
Tudo isso evidencia a forma como a tecnologia e as redes sociais se apropriam de mecanismos de filtragem para difundir uma ideia, geralmente alinhada à perspectiva da classe dominante. Outras vozes, que não fazem parte desse núcleo hegemônico, podem até existir, mas encontram muito mais dificuldade para alcançar visibilidade.
Isso é perigoso porque influencia o comportamento das pessoas sem que haja, muitas vezes, uma análise crítica mínima sobre aquilo que está sendo consumido. O algoritmo age automaticamente: a partir das interações, ele entrega conteúdos personalizados, moldados para cada perfil. Isso significa que a mesma notícia não chega da mesma forma para todos. Dependendo do histórico de pesquisa e interação, ela será apresentada com uma ênfase ou um viés diferente, criando a sensação de comunidade e reforçando identidades específicas.
É nesse ambiente que surgem conceitos como o da pós-verdade. A pós-verdade não é simplesmente uma mentira, mas também não é uma verdade completa. Ela se apropria de fragmentos da realidade e constrói narrativas que, em seu todo, não condizem com os fatos. Por isso, não pode ser considerada neutra: depende de como esses fragmentos são mobilizados e articulados.
Outro conceito importante é o antagonismo, que aparece quando símbolos e discursos opostos são colocados lado a lado, criando um cenário de conflito constante. Esse antagonismo é usado como forma de entretenimento, mas também como estratégia de consumo, pois mantém o público engajado, seja pela adesão, seja pela rejeição.
Tanto a pós-verdade quanto o antagonismo funcionam como empecilhos para a busca por um conhecimento mais completo e seguro. Eles afastam o indivíduo da reflexão crítica, reduzindo sua experiência informativa a fragmentos, símbolos e narrativas incompletas. Assim, a relação entre jornalismo, história e redes sociais se torna ainda mais complexa, exigindo atenção redobrada sobre o modo como a informação circula, quem a produz e quais interesses estão por trás de sua difusão.
Conclusão
A análise da aula e da bibliografia permite concluir que a relação entre História e Jornalismo é marcada tanto por aproximações quanto por diferenças. Ambas as áreas lidam com a necessidade de narrar acontecimentos socialmente relevantes, mas seus métodos e finalidades são distintos. Enquanto o jornalismo se volta para o presente imediato, a história busca compreender os processos de longa duração. No entanto, em ambos os casos, a neutralidade é impossível: toda narrativa é atravessada por escolhas, filtros e interesses.
O percurso do jornalismo brasileiro, desde o período colonial até a contemporaneidade digital, evidencia a permanência da censura, seja ela explícita, implícita ou mediada por algoritmos. Esse quadro reforça a importância de uma postura crítica diante das fontes e informações, seja no trabalho historiográfico, seja na prática jornalística. A compreensão desses mecanismos é essencial para fortalecer a democracia, ampliar o acesso à informação e dar visibilidade às vozes historicamente silenciadas.
Referências
CARVALHO, G.; FIGUEIRA, J. Historiografia da censura à imprensa brasileira: tradição, permanência e particularidades. Tempo, Niterói, v. 28, n. 3, p. 200-219, set./dez. 2022.
FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. 2. ed. São Paulo: Global, 2007. p. 104-130.
LUIZ, Thiago C. O combate à desinformação sobre a tentativa de golpe: intercorrências de pós-verdade, populismo e fact-checking. Galáxia (São Paulo, online), v. 48, p. 1-23, 2023. ISSN: 1982-2553. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1982-2553202362879. Acesso em: 3 set. 2025.
MELO, José Marques de. A opinião no jornalismo brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1973. SODRÉ, Nelson Werneck. História da imprensa no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.
MINA, Camila Prado. Historiografia, imprensa e censura no Brasil. Aula de História do Brasil II, 01 ago. 2025.