Síntese de aula "Movimento feminista no Brasil" - Otávio Lima de Oliveira, Vitoria Elisa Maria Francisco e Wesley Rogério Oliveira de Macedo
Faculdade de Filosofia e Ciências - Câmpus de Marília – Unesp
[editar | editar código]Otávio Lima de Oliveira
Vitoria Elisa Maria Francisco
Wesley Rogério Oliveira de Macedo
Feminismo no Brasil
[editar | editar código]Introdução
[editar | editar código]O seguinte trabalho tem como fim analisar a aula dada no dia nove de setembro de 2025 pela mestranda Camila Prado Mina com o tema “Movimento Feminista no Brasil” na matéria “História do Brasil II”.
Podemos definir feminismo como “[...] um movimento para acabar com sexismo, exploração sexista e opressão."(Hooks, 2015, p.9) assim como Bell Hooks disse em sua obra “O Feminismo é Para Todo Mundo”. A citada definição, por mais curta que seja, é norteadora para não se perder de vista o que é o feminismo e nem cair nas falácias antifeministas. Como dizer que é um movimento “antifeminino” ou contra a existência dos homens.
Movimentos feministas organizados, datam desde o século XIX, como o movimento francês associado à autora “Hubertine Auclert”; o estadunidense de Elizabeth Cady Stanton, Lucretia Mott, e Susan B. Anthony; e o movimento britânico por Emmeline Pankhurst. Todavia, foi somente no ano de 1970 que o Brasil foi ter seu movimento feminista organizado, principalmente diante do golpe militar de 1964.
Movimento feminista de 1970
No Brasil da década de 70, o movimento feminista surge pela necessidade de um feminismo militante para se contrapor a ordem política vigente que foi instaurada no país desde a implementação da ditadura militar no Brasil em 1964.
Nos últimos governos militares que ocorreram durante o período da ditadura, o processo chamado “distensão lenta e gradual”, aconteceu de forma simultânea com a abertura do mercado de trabalho para as mulheres, que, mesmo com suas dificuldades, desigualdades e discriminações dentro do mercado de trabalho, foi de extrema importância para a emancipação feminina.
Inicialmente, o movimento feminista surge nas camadas da classe média, mas posteriormente, se expande para as camadas populares e organizações de bairro.
Durante a ditadura militar, com o objetivo de integrar a mulher na sociedade foram criados uma série de conselhos de mulheres, como foi o caso do Conselho Nacional de Mulheres no Brasil, que buscava discutir os direitos das mulheres, e que posteriormente viria a ser parte do Código Civil, e os Conselhos da Condição Feminina, o primeiro fundado em São Paulo em 1983, criados no intuito de integrar completamente a mulher na sociedade.
As mulheres negras
Devido ao machismo estrutural, as mulheres sofrem com uma série de desigualdades, a dificuldade de acesso ao mercado de trabalho e a educação são exemplos dessa desigualdade, mas quando se trata de mulheres negras essas desigualdades são ainda mais intensas.
Desde o final do século passado as mulheres, cada vez mais, vêm conquistando sua liberdade e seus direitos, mas quando comparamos as conquistas das mulheres brancas com as mulheres negras, é possível perceber que a questão racial é um fator importante a ser levado em consideração pois, “a libertação da mulher branca tem sido feita às custas da exploração da mulher negra” (Gonzales, 2020, p.36).
Embora as conquistas de direito para as mulheres não leve em consideração na lei a questão racial, é notória desigualdade entre mulheres brancas e mulheres negras no acesso à educação de nível superior, a desigualdade salarial, e o acesso a empregos com bons níveis salariais.
Conclusão
Por fim, podemos concluir que a aula citada anteriormente apresentou de forma ímpar como se deu o feminismo no Brasil, e principalmente, suas contradições. Temos uma história breve do movimento no Brasil, em que a mulher negra e periférica foi deixada de lado, pois as feministas da década de 1970 partiam principalmente de uma classe média letrada.
Como foi dito em sala de aula, enquanto tais mulheres estavam se manifestando, existia uma empregada, comumente negra, em casa cuidando dos filhos e fazendo a faxina. Uma visão desesperadora, mas que deve ser refletida para não cairmos nessas contradições quando formos lutar por qualquer motivo que seja. Buscar uma conjuntura de todo o espaço político e não só da sua classe.
Referências bibliográficas
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
SARTI, Cynthia Andersen. O Feminismo Brasileiro desde os anos 1970: Revisitando uma trajetória. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 12, n. 2, p. 264, 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ref/a/QVNKzsbHFngG9MbWCFFPPCv/?format=pdf&lang=pt
HOOKS, B. O Feminismo é Para Todo Mundo. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2020.