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O Rolezinho Linguístico, inicialmente conhecido como Rolezinho Sociolinguístico, é uma das quatro atividades olímpicas da Escola de Linguística de Outono (ELO), a última etapa da Olimpíada Brasileira de Linguística (OBL). É uma atividade online e em grupos, valendo 90 dos 360 pontos possíveis para a seleção dos times brasileiros na Olimpíada Internacional de Linguística (IOL). Nesta atividade, cada grupo deve desenvolver uma breve investigação empírica a partir de uma pergunta de pesquisa da área da linguística.
Cada grupo tem quatro ou cinco participantes, definidos entre os participantes da ELO que se inscreveram na atividade. Os grupos trabalham um diferente recorte de um mesmo projeto de pesquisa selecionado para cada edição, sendo orientados por uma equipe de estudantes, professores e pesquisadores de instituições de ensino superior.
O Rolezinho tem a duração de três semanas de trabalho que culminam na cerimônia de encerramento, em que os grupos exibem um pitch inicial, realizam uma apresentação de slides com apresentação dos resultados e respondem a perguntas de jurados e colegas. Assim, a pontuação do trabalho de cada equipe é composta por quatro notas: avaliação por um júri especialista; avaliação por pares; avaliação processual; e autoavaliação.
História
[editar | editar código]O Rolezinho, inicialmente nomeado como "Rolezinho Sociolinguístico", foi concebido por Robson Carapeto-Conceição e Stephanie Godiva e realizado pela primeira vez na edição Ñanduti da Escola de Linguística de Outono (2017), sediada na Universidade de Brasília (UnB). Tratava-se de uma atividade presencial e em grupos com vários temas disponíveis. Após a distribuição dos temas, os grupos recebiam orientação de um pesquisador, caminhavam pelo campus da universidade entrevistando estudantes ou coletando textos, retornavam para aprender com o orientador a analisar os dados coletados e preparavam uma apresentação em paineis de cartolina. A pesquisa ocorria durante um único dia e a apresentação era feita na manhã do dia seguinte. A avaliação dos trabalhos era feita por um júri técnico (pesquisadores universitários) e pelos demais grupos; além disso, havia uma autoavaliação feita coletivamente. Esse formato permaneceu em vigor nas duas edições seguintes: Mărgele (2018) e Yora (2019), ambas sediadas na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Com a chegada da pandemia de COVID-19 no Brasil, o evento presencial da ELO Ye’pâ-masa (2020), que estava previsto para ocorrer novamente em São Carlos, foi suspenso e substituído por palestras online (ELONGE); de modo que não houve Rolezinho nesse ano. A partir da edição Kubata (2021), ainda durante a pandemia, o Rolezinho se tornou uma atividade online, dada a impossibilidade de realizar o encontro presencial. Assumindo um novo formato, concebido por Bruno L'Astorina e Rodrigo Pinto Tiradentes, o Rolezinho passou a contar com propostas de pesquisa mais elaboradas, com diversidade de temas, métodos e abordagens teóricas. Cada par de grupos era orientado por um ou mais pesquisador de linguística, que acompanhava o grupo por WhatsApp durante todo o processo. Nesse formato, sob a coordenação de Rodrigo Tiradentes, a duração foi expandida para uma semana (e em seguida ampliada para duas semanas a partir de 2022) e a apresentação dos trabalhos recebeu um tratamento mais rigoroso, com critérios de preparação e avaliação mais destrinchados e com a inclusão de uma segunda apresentação, chamada de pitch [linkar]. Na edição Khipu (2023), foi acrescentada a avaliação processual ao Rolezinho, que foi coordenado por Rodrigo Tiradentes, Dalmo Buzato e Eliandra Viana. Esse modelo ficou em vigor até a edição Abya Yala (2024).
Em 2025, o Rolezinho foi reorganizado para um formato de três semanas com uma temática geral comum e orientadores rotativos, dirigido por Lai Otsuka, Mariana Wolmer, Pedro Rocha da Rocha e Rodrigo Tiradentes. A mudança se deveu por dois motivos: mudanças na dinâmica social do mundo pós-pandêmico e inclinações pedagógicas para a autonomia dos estudantes e equilíbrio no impacto da orientação.
Edições anteriores
[editar | editar código]Abya Yala (2024)
[editar | editar código]Em 2024 e online, o Rolezinho envolveu pesquisas sobre: predicadores complexos com partes do corpo (campo Apkan); gênero textual dos Estatutos (campo Ilemagged); e usos da palavra "onde" (campo Pia). Os orientadores foram: Pâmela Fagundes Travassos (SME-RJ; UFRJ); Nahendi Almeida Mota (SME-RJ; UFRJ); Ravena Beatriz de Sousa Teixeira (UFRJ); Eduardo Martins (UFAM); Davimar Nunes (UEA); Suelen Érica (CEFET-MG); e Priscilla Tulipa (UFMG). Os alunos produziram 9 trabalhos:
- Melhor Equipe: Pia – Kujle, vídeo pitch
- Apkan – Argana
- Apkan – Pipirma
- Apkan – Tule
- Ilemagged – Ai
- Ilemagged – Baliwiddur
- Ilemagged – Ololle
- Pia – Ibdurdaggedneg
- Pia – Gwinbunor
Khipu (2023)
[editar | editar código]Em 2023 e online, o Rolezinho envolveu pesquisas sobre: estratégias de proteção da face aplicada a anúncios publicitários (campo P'istu); funcionamento discursivo sobre a linguagem neutra (campo Chícham); processamento pronominal e correferencial (campo Yuya); preconceito linguístico na mídia televisiva (campo Shakinguen); e formas não tradicionais de intensificação (campo Alluxa). Os orientadores foram: Eduardo Martins (UFAM); Rodrigo Albuquerque (UnB); Jorcemara Cardoso (Abralin/LEEDIM/ImaGine); Robert Moura (UFSCar); Cândido Oliveira (CEFET-MG); Juliana Novo Gomes (UFRJ/U.Porto/UMinho); Lorrane Medeiros Ventura (UFRJ); Márcio M. Leitão (UFPB/CNPQ); Carolina Queiroz Andrade (UnB); Dayana Dias Assis (UEA); Nahendi Almeida Mota (UFRJ); Pâmela Fagundes Travassos (UFRJ); e Ravena Beatriz de Souza Teixeira (UFRJ). Os alunos produziram 11 trabalhos:
- Melhor Equipe: Yuya – Pallqa, vídeo pitch
- P’istu – Choqchi
- P’istu – Uya
- P’istu – Randi
- Chícham – Ujaj
- Chícham – Tarímiat
- Yuya – Tantaya
- Shakinguen – Pürümü
- Shakinguen – Addëngun
- Alluxa – Pacas Ukat Agoutis
- Alluxa – Amuynaqaña
Mascate (2022)
[editar | editar código]Em 2022 e online, o Rolezinho envolveu pesquisas sobre: processamento de palavras (campo Olfa Youssef); recursos discursivos no contexto da Divulgação Científica (campo Nadim); aceitabilidade de colocações pronominais (campo Fihri); ethos de discursos "hipócritas" (campo Fakhr-un-Nisa); estratégias atípicas de intensificação de palavras (campo Jazari); e análise computacional de textos jornalísticos com posicionamento político (campo Baqir). Os orientadores foram: Márcio Martins Leitão (UFPB); Juliana Novo Gomes (UMinho); Jackson Wilke da Cruz Souza (UNIFAL-MG); Erika Kress (CEFET/MG); Janaína Weissheimer (UFRN); Cândido Oliveira (CEFET/MG); Eduardo Martins (UFAM); Nahendi Almeida Mota (UFRJ/CAp-UERJ); João Paulo do Nascimento (UERJ); Amanda Santos Gomes (UESC); Renato Costa (Turing USP - SP); Daniel Frozi (Turing USP - SP); João Pedro Gomes (Turing USP - SP); e Rian Fernandes (Turing USP - SP). Os alunos produziram 11 trabalhos:
- Melhor Equipe: Jazari – Lawha
- Olfa Youssef – Sawt Almaerifat
- Olfa Youssef – Ibn Sina
- Nadim – Ilaj Al-marad
- Fihri – Matāha
- Fihri – Yataeallam
- Fakhr-un-Nisa – Nifaq
- Fakhr-un-Nisa – Maktub
- Jazari – Naesan
- Baqir – Fasayfisa
- Baqir – Al
Kubata (2021)
[editar | editar código]Em 2021 e online, o Rolezinho envolveu pesquisas sobre: fenômenos de supressão no falar mineiro (campo Kamulundu); code-switching nas redes sociais (campo Masanganu); processamento de sentenças ambíguas (campo Kubanza); e gramaticalização de preposições atípicas (campo Kitangana). Os orientadores foram: Suelen Costa da Silva (CEFET-MG); Priscilla Tulipa (CEFET-MG); Janaína Weissheimer (UFRN); Márcio Martins Leitão (UFPB); Juliana Novo Gomes (UMinho); Marcos Luiz Wiedemer (UERJ/FAPERJ) Ana Carolina dos Santos Cardoso (UERJ); Dayane Alves Wiedemer (UFRJ); João Paulo do Nascimento (UERJ); Paulo Ricardo Oliveira Ramos; e Nahendi Almeida Mota (UFRJ/Capes/Cap-UERJ). Os alunos produziram 8 trabalhos, dentre as quais dois foram selecionados como melhores:
- Melhor Equipe: Masanganu – Ndumba
- Melhor Equipe: Kubanza – Mufufu
- Kamulundu – Rikungu
- Kamulundu – Kinjenje
- Masanganu – Ndunge
- Kubanza – Kusoka
- Kitangana – Kalemba
- Kitangana – Fitíu
Yora (2019)
[editar | editar código]Em 2019 e em São Carlos (UFSCar), o Rolezinho envolveu pesquisas sobre: enunciados escritos nas paredes de banheiros (campo Kita); pressuposições e implicaturas (campo Higashi); marcadores discursivos (campo Minami); e intertextualidade em textos verbais e não-verbais (campo Nishi). Os alunos produziram 12 trabalhos:
- Melhor Equipe: Nishi 1
- Menção Honrosa: Higashi 2
- Menção Honrosa: Higashi 3
- Kita 1
- Kita 2
- Kita 3
- Higashi 1
- Minami 1
- Minami 2
- Minami 3
- Nishi 2
- Nishi 3
Mărgele (2018)
[editar | editar código]Em 2018 e em São Carlos (UFSCar), o Rolezinho envolveu pesquisas sobre: expressões de tempo verbal no português (campo Rodolfo Ilari); funções das formas imperativas (campo Ataliba de Castilho); estratégias de negação (campo Maria Helena de Moura Neves); sotaque de estudantes universitários (campo Dante Lucchesi); e o discurso das pixações (campo Eni Orlandi). Os alunos produziram 12 trabalhos:
- Melhor Equipe: Rodolfo Ilari 2
- Menção Honrosa: Dante Lucchesi 2
- Rodolfo Ilari 1
- Rodolfo Ilari 3
- Ataliba de Castilho 1
- Ataliba de Castilho 2
- Maria Helena de Moura Neves 1
- Maria Helena de Moura Neves 2
- Dante Lucchesi 1
- Dante Lucchesi 3
- Eni Orlandi 1
- Eni Orlandi 2
Ñanduti (2017)
[editar | editar código]Em 2017 e em Brasília (UnB), o Rolezinho envolveu pesquisas sobre: estruturas de reclamação em contexto de compra e venda (campo Aliã); estratégias de articulação para falantes de português como L2 (campo Chuí); estratégias de indeterminação do sujeito na variação brasiliense (campo Seixas); e estruturas imperativas em cartazes (campo Moa). Os alunos produziram 12 trabalhos:
- Melhor Equipe: Seixas 3
- Menção Honrosa: Aliã 3
- Aliã 1
- Aliã 2
- Chuí 1
- Chuí 2
- Chuí 3
- Seixas 1
- Seixas 2
- Moa 1
- Moa 2
- Moa 3
Repercussão
[editar | editar código]- projeto de pesquisa na UFPB (com Marcio Leitão)
- relatos de ex-eloeiros (IC + monografia Lai)
- rolezinho exposto em congressos
Apoio
[editar | editar código]O Rolezinho é realizado com o apoio permanente da Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN) e, além disso, já contou com a parceria de acadêmicos filiados a diversas instituições.
Instituições brasileiras
[editar | editar código]- Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-RJ)
- Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL)
- Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
- Universidade de Brasília (UnB)
- Universidade Federal Fluminense (UFF)
- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
- Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
- Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
- Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
- Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
- Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
- Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
- Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)
- Universidade de São Paulo (USP)
- Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)
Instituições estrangeiras
[editar | editar código]- Universidade do Minho (UMinho)
- Universidade do Porto (U.Porto)