Utilizador:Isagbarreiros/Redação hipertextual
O exemplo escolhido para ser analisado foi a reportagem do Uol sobre a prisão de Marcola, líder do PCC.
Tarefa 1:
1- O primeiro hyperlink traz uma matéria do mesmo site, o Uol, de quando o líder do PCC foi preso na penitenciária federal de segurança máxima de Porto Velho. É uma introdução ao assunto e informa pelo hard news a prisão de Marcola. Além disso, explica ao leitor a capacidade de adaptação do grupo criminoso, os custos das prisões ao governo federal e a inexistência de rebeliões nos presídios federais.
2- É o mesmo hyperlink da matéria acima. Os jornalistas provavelmente quiseram reforçar os pontos citados.
3- Este hyperlink evidencia a afirmação do jornalista de que Marcola agora enfrentará regras mais rígidas enquanto preso, pois, segundo a reportagem linkada, presídios federais são mais intransigentes que os normais. A matéria é aprofundada e se faz presente para que o leitor entenda mais sobre as restrições do presídio em que se encontra o chefe máximo do PCC.
4- O hyperlink é uma matéria do Uol do ano de 2017 que conta, na época, os crimes que Marcola cometeu e o isolamento das penas a serem cumpridas por ele. É uma explicação maior do caso e demonstra a continuação da história do líder do PCC, dando uma localização temporal ao leitor já na reportagem “Enquadrado”, em 2019. É também um auxílio a quem deseja entender mais os termos técnicos usados na matéria original.
5- Neste caso, o hyperlink direciona a uma matéria mais atual sobre o assunto. Mesmo que Marcola fique preso no presídio federal em Rondônia em total isolamento, segundo a reportagem do hyperlink, o promotor do caso não espera que o PCC acabe. A reportagem é uma análise das expectativas após a prisão do líder da facção e de outros 21 presos ligados ao PCC, explicando quais serão as possíveis consequências dessa ação da justiça.
6- O último hyperlink é outra grande reportagem do Uol de agosto de 2018 sobre a origem e a trajetória do PCC durante seus 25 anos. O link se faz presente porque no os jornalistas contam em um subtítulo da matéria original como Marcola se tornou líder do PCC, mas o fazem de forma geral. Por conta disso, o hyperlink é um aprofundamento para o leitor que queira entender melhor como surgiu a facção, visto que esse não é o foco de “Enquadrado”.
Tarefa 2:
A crise do chavismo
A problemática da crise na Venezuela não é de hoje. Essa é a premissa para que possa ser feita uma análise fiel ao contexto venezuelano. Existe uma constante luta entre forças opostas que tentam tomar o poder a força no país, tanto por golpes quanto por referendos, que deixa claro como existe uma grande fragilidade em sua democracia. No dia 5 de janeiro deste ano, Juan Guaidó foi empossado presidente da Assembleia Nacional. Dezoito dias depois, o oposicionista se autodeclarou presidente interino da Venezuela , passando por cima do atual presidente Nicolás Maduro, sucessor de Hugo Chavéz. Os fatos revelam que a crise na Venezuela é mais que uma recessão econômica ou a queda no preço do petróleo, principal e mais importante produto exportado pelo país, o desmoronamento nacional vem sido causado por processos democráticos quebradiços que, causados tanto pela oposição quanto pela atual situação, geram instabilidades nacionais e internacionais.
Um fato importante a ser considerado é a questão da militarização do poder venezuelano. O frequente rompimento dos direitos humanos no país dá-se muito pelo uso das forças armadas e, por consequência ou objetivo, contribui para a manutenção do poder. Por isso, as tentativas de tomada de poder também recorrem a mesma estratégia de militarização (*). É visto, no entanto, que a solução de intervenção militar externa ou mesmo interna (apoiada pela oposição) não seria saudável para um país que não respira normalmente a muito tempo. O imperialismo estadunidense, além de visar seus interesses em um país rico em petróleo, dita, mesmo que ocasionalmente de forma subjetiva, os caminhos a serem seguidos por grande parte do continente latino-americano. Se a autonomia e soberania da América Latina é o caminho ideal para o desenvolvimento justo de seus países, não há como uma intervenção militar ser uma alternativa viável a crise da Venezuela.
(*)- Reportagem do jornal impresso Agora São Paulo. Não encontrei na internet o link para a matéria. A manchete é “Guaidó diz que intervenção militar na Venezuela é opção”.