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Utilizador:Syrd Zeferino de Morais Rainha

De Wikiversidade

GLOSSÁRIO VOLTADO AO COMBATE Á DESINFORMAÇÃO

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Algoritmo: Um algoritmo é uma série de passos fixos que um computador desempenha para resolver um problema ou uma tarefa complexa. Por exemplo, plataformas de mídia social usam algoritmos para compilar o conteúdo que os usuários veem. Esses algoritmos, em particular, são projetados para mostrar aos usuários materiais pelos quais eles se interessarão, com base na história de engajamento de cada usuário naquela plataforma. Por exemplo, algoritmos podem filtrar conteúdo de forma que os usuários vejam primariamente os tipos de conteúdo com que se engajaram anteriormente. Usuários tendem a se engajar com conteúdos que provoquem reações emocionais, como medo e raiva. Assim, argumenta-se que os algoritmos projetados para tirar vantagens das emoções dos usuários criam um ambiente no qual florescerá a desinformação criada para atuar em medos profundos e identidades culturais.

Automação (automation): é o processo de projetar uma “máquina” para completar uma tarefa com pouco ou nenhum esforço humano. Desempenha atribuições que seriam demoradas para os humanos, convertendo-as em algo concluído rapidamente e quase sem esforço. Por exemplo, é possível automatizar o processo de envio de um tuíte para que um ser humano não precise clicar ativamente em "publicar". Processos de automação são a espinha dorsal das técnicas usadas para efetivamente "fabricar" a amplificação da desinformação.

Bolha informacional/bolha de informação: Ambiente, especialmente online, em que as pessoas são expostas apenas a informações e opiniões que confirmam aquilo em que já acreditavam. A bolha informacional é um viés construído pelos algoritmos a partir de nossos hábitos e pesquisas na internet

Blog: Canal de comunicação na internet, que permite atualização rápida. Originalmente o termo era associado a uma espécie de “diário” na rede.

Bots: são contas de mídia social operadas inteiramente por programas de computador, projetadas para gerar posts e/ou engajar com algum conteúdo numa plataforma específica. Em campanhas de desinformação, os bots podem ser usados para chamar a atenção para narrativas enganosas, para apropriar-se de listas de tendências de plataformas e para criar a ilusão de discussão pública e apoio . Pesquisadores e tecnólogos usam abordagens diferentes para identificar bots, empregando algoritmos ou regras mais simples baseadas no número de posts por dia.

Botnet: Uma botnet é uma coleção ou rede de bots que atua de forma coordenada, tipicamente operada por uma pessoa ou grupo. Botnets comerciais podem incluir até dezenas de milhares de bots.

Bug: na informática, bug significa que o sistema está com um mal funcionamento ou uma falha de desenvolvimente.

Caça-cliques: As manchetes sensacionalistas também são características deste tipo de conteúdo. Outra marca são imagens chamativas, que despertam grande curiosidade nos leitores. Apesar disso, o conteúdo vinculado geralmente não entrega o que está sendo noticiado na chamada. Trata-se de um formato produzido para atrair cliques e compartilhamentos, com a finalidade de gerar receita para as publicidades online. Embora parte desses conteúdos não traga as informações desejadas ou aposte direto em informações duvidosas, alguns conteúdos jornalísticos são atribuídos pejorativamente ao termo quando utilizam artifícios ao exagerar ou ocultar informações no título para chamar atenção do leitor.

Checagem de fatos (fact-checking): (no contexto da desordem da informação) é o processo de se determinar veracidade e precisão de informação oficial e publicada, como declarações de políticos e reportagens noticiosas . A checagem de fatos surgiu nos EUA na década de 1990 como uma forma de autenticar afirmações feitas em anúncios políticos veiculados na televisão. Existem atualmente 150 organizações de checagem de fatos no mundo e muitas, agora, também desmascaram informações incorretas e desinformação de fontes não oficiais que circulam online.

Cyberbullying: Prática da intimidação, humilhação, perseguição ou difamação de alguém por meio de ambientes virtuais, como redes sociais. O poder de agressão e constrangimento do cyberbullying é imenso por conta do alcance e da velocidade com que se propaga na internet.

Conta inativa: Uma conta inativa (dormant account) é uma conta de mídia social que não tenha postado ou se engajado com outras contas por um período extensivo de tempo. No contexto da desinformação, essa descrição é usada para contas que possam ser humanas ou operadas por bots, permanecendo inativas até que sejam “programadas” ou instruídas para desempenhar outra tarefa.

Correntes de WhatsApp: São mensagem alarmistas e desinformações que circulam em grupo do aplicativo. Essas mensagens pedem para serem compartilhadas.

Crack: é um programa criado para violar outros programas sem permissão do autor. Um crack permite que programas sejam utilizados sem direitos.

Copyright: São os direitos autorais que atribuem direitos exclusivos de exploração de uma obra artística, literária ou científica ao autor de trabalhos originais. Esses direitos proíbem a reprodução

Curadoria: Processo de seleção e organização de conteúdos. Funciona como uma espécie de “filtro” de qualidade aplicado sobre um conjunto muito extenso de opções.

Dark web: Área da internet que não pode ser encontrada pelos métodos tradicionais (sistemas de busca ou endereço do site). Para acessar um site “dark” é necessário usar softwares, configurações e autorizações especiais e, por isso, esse é um ambiente propício para o anonimato e para abrigar conteúdos controversos.

Database: é o banco de dados, um conjunto de arquivos que formam uma biblioteca de informações e documentos.


Deep fake (mídia sintética): Desinformação sofisticada e altamente convincente produzida a partir de recursos tecnológicos avançados, como Inteligência Artificial e videomapping. Como exemplo, vídeos digitalmente manipulados em que a boca ou o rosto de uma pessoa parecem transmitir, de forma muito convincente, algo que na verdade foi dito por outra pessoa (com sincronização de movimentos labiais e expressões).


Desinformação (disinformation): é a informação falsa deliberadamente criada ou disseminada com o objetivo expresso de causar dano. Produtores de desinformação tipicamente têm motivações políticas, financeiras, psicológicas ou sociais.

Doxing: Doxing ou doxxing é o ato de publicar informações privadas ou que identifiquem um indivíduo sem a sua permissão. Pode incluir nomes completos, endereços, números de telefone, fotos etc . Doxing é um exemplo de mal-informação, que vem a ser a informação correta compartilhada publicamente para causar dano.

Encriptação (encryption): é o processo de codificar dados para que sejam interpretados apenas pelos destinatários desejados. Muitos serviços populares de mensagens, como o WhatsApp, encriptam textos, fotos e vídeos enviados por usuários. Isso evita que governos leiam ou interceptem mensagens de WhatsApp e que jornalistas tentem monitorar a mal-informação ou desinformações compartilhadas na plataforma.

Fact-checking (checagem de informações): Método jornalístico para verificar se uma determinada informação é confiável. Nas agências de checagem, os jornalistas pesquisam como a informação surgiu e de que maneira pode ser confirmada -- a partir daí, costumam criar “selos” para classificá-la em categorias como 'verdadeira', 'falsa', 'exagerada', 'desatualizada', 'fora de contexto' etc.

Falsificações profundas (deep fakes): é o termo usado atualmente para descrever mídia fabricada por meio de inteligência artificial (IA). Ao combinar diferentes elementos de arquivos de vídeo ou áudio existentes, a IA cria métodos relativamente fáceis para produzir "novos" conteúdos, nos quais os indivíduos parecem falar palavras e executar ações que não se baseiam na realidade. Embora as "deep fakes" ainda estejam em sua infância, é provável que vejamos o termo usado com mais frequência em campanhas de desinformação quando as técnicas se tornarem mais sofisticadas.

Falsos seguidores (fake followers): são contas de mídia social anônimas ou impostoras criadas para gerar a falsa impressão de popularidade para uma outra conta. Usuários de mídia social podem pagar por falsos seguidores e também por falsas curtidas, visualizações e compartilhamentos para dar a aparência enganosa de uma audiência maior. Por exemplo, um serviço que usa o idioma inglês oferece a usuários do YouTube um milhão de visualizações de “alta qualidade” e 50 mil curtidas por US$ 3.150 .

Fake news: informações fabricadas que imitam o conteúdo da mídia de notícias na forma, mas não no processo organizacional ou na intenção. Veículos de notícias falsas que por sua vez, carecem das normas editoriais e processos da mídia de notícias para garantir a precisão e credibilidade de informações.

Fazenda de trolls: Uma fazenda de trolls (troll farm) é um grupo de indivíduos engajados de forma coordenada em trollagens ou na promoção de narrativas, à maneira dos bots. Uma notória fazenda de trolls era a Internet Research Agency, sediada na Rússia, que difundia conteúdo online exaltado na tentativa de interferir na eleição presidencial dos EUA .

Fontes: Portadores de informação consultados pelos jornalistas para elaborar reportagens. Podem ser autoridades, especialistas ou mesmo documentos, dados e gráficos. As fontes transmitem as informações aos repórteres e, no caso de pessoas, podem ou não ser identificadas (quando a identidade da fonte é preservada, para evitar retaliações, por exemplo, chamamos de fonte ‘em off’).

Fontes fiáveis: são informação, quer sejam em livros, jornais, internet ou outros locais, que são "confiáveis" e obedecem normalmente a determinados critérios de verificação da informação, entre outros fatores. Um rumores publicado ou transmitido por alguém é um exemplo de uma fonte não fiável.

Hipertexto: Forma de escrita e leitura não-linear, que permite acesso ilimitado a outros textos por meio de links.

Hooax: Boato ou embuste. Com a internet, esse tipo de conteúdo fraudulento tem poder de circular rapidamente e alcançar um grande número de pessoas.

Infodemia: Se refere a um excesso de informações a um grande aumente no volume de informações associados a um assunto específico, que pode se multiplicar subitamente em pouco tempo devido a um evento específico, como a pandemia atual.

Informação incorreta (misinformation): é a informação falsa, mas que não tem a intenção de causar dano. Por exemplo: indivíduos que não sabem que um conteúdo informativo é falso podem difundi-lo nas mídias sociais numa tentativa de serem úteis .

Influenciadores digitais (influencers): São pessoas com muitos seguidores nas redes sociais e, portanto, com capacidade de influenciar comportamentos e potenciais compradores de um produto ou serviço, promovendo ou recomendando os itens.

Inteligência Artificial (IA): descreve programas de computador “treinados” para resolver problemas que normalmente seriam difíceis de solucionar. Esses programas “aprendem” com os dados analisados, adaptando métodos e respostas para maximizar sua precisão. À medida que a desinformação cresce em seu escopo e sofisticação, alguns buscam a IA como uma forma de detectar e moderar efetivamente o conteúdo. A IA também contribui para o problema, automatizando os processos que permitem a criação de manipulações mais convincentes de imagens visuais e permitindo campanhas de desinformação que podem ser direcionadas e personalizadas com muito mais eficiência .

Lei de acesso à informação: Lei que assegura o direito de acesso a informações produzidas ou armazenadas por órgãos e entidades dos três poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) e de todas as esferas do governo (União, Estados e municípios). Estabelece que o governo deve fornecer informações requeridas pelos cidadãos em prazos determinados, além de publicar espontaneamente informações de interesse coletivo.

Live:Transmissão ao vivo de vídeos, geralmente em plataformas digitais e redes sociais.

Link: é um mecanismo que podemos clicar e passar para outros conteúdos de um site sem uma ordem definida. É possível ir de uma página à outra, pular parágrafos, voltar para a página inicial e acessar outros sites por meio de um link.

Mídias: Canais de comunicação de uma informação ou mensagem. Podem ser revistas, livros, internet, rádio, TV, panfletos, fotografias, imagens, filmes etc.

Misinformation - informações falsas ou enganosas ou equivocadas ou incorreta, mas que não há intenção de prejudicar.

Notícias falsas: São textos que se parecem com notícias de verdade. Possuem um layout semelhante ao um site de notícias tradicionais, citam dados e, ás vezes, trazem supostas afirmações de especialistas entrevistados.

Opiniões super-partidárias: São textos que apresentam argumentos, dados e informações referentes a um tema ou personalidade.

Output: é a saída de dados, aparelhos e informações no computador.

OVERSIGHT: É um usuário que pode deletar uma ou mais edições do histórico de uma página. Sua função é de eliminar informações pessoais dos usuários. Os usuários oversight também podem eliminar edições que violem os Direitos de autor.

Práticas informacionais: O primeiro conjunto de práticas sociais da cultura digital denomina-se práticas informacionais. A etimologia da palavra "informação" remete à ideia de dar forma, moldar algo usando os recursos da própria mente. Há algo aqui que possui a característica de um evento, ou seja, há uma dinâmica de moldar algo a partir dos sinais que se recebe do mundo através de capacidade sensorial e sensibilidade e a busca que se move por um desejo de produzir uma forma de representar um significado, uma forma de ver um pedaço do mundo que a lente sintetiza na ideia que se traduz palavra.

Pegadas digital (rastro digital): Conjunto de dados e informações registrados a cada clique nosso na internet. Informações sobre nosso perfil e preferências coletados a partir de sites visitados, postagens em redes sociais, compartilhamentos, curtidas etc.

Phishing: Tipo de armadilha ou fraude virtual, com o objetivo de “pescar” informações e dados pessoais importantes (como nomes de usuário e senhas) através de mensagens falsas.

Pós-verdade (post-truth): Situação em que fatos objetivos têm menos importância na formação da opinião pública do que crenças pessoais ou mensagens que apelam para a emoção.

PodvArquivo digital de áudio: Funciona como um programa de rádio, mas tem a vantagem de não precisar ser ouvido em um horário pré-definido. Pode ser escutado num site, numa plataforma de música ou em aplicativos exclusivos para podcast no celular.

Robô ou bot: São programas usados por alguns usuários, numa segunda conta destes e apenas para as edições do robô. Servem para fazer edições automáticas em artigos para determinadas tarefas rotineiras e repetitivas. Tarefas essas que poderiam ser bastante maçadoras, caso fossem feitas manualmente.

Sátira: Alguns sites se inspiram em notícias, acontecimento ou personagem reais para produzir conteúdos satíricos sobre os fatos relatados. Eles são uma espécie de paródia dos conteúdos jornalísticos e, diante de um olhar descuidado, podem ser interpretados como informações reais.

Trollagem (trolling): é o ato deliberado de postar conteúdo ofensivo e exaltado numa comunidade online com a intenção de provocar leitores ou interromper uma conversa. Hoje, o termo “troll” é mais usado para se referir a uma pessoa que assedia ou insulta outras online. Mas também descreve contas controladas por humanos que desempenham atividades semelhantes a bots.

Verificação (verification): é o processo de determinar a autenticidade da informação postada por fontes não oficiais, particularmente mídia visual . Surgiu como um conjunto de habilidades para jornalistas e ativistas de direitos humanos no final da década de 2000, mais notavelmente como uma resposta para a necessidade de se verificar imagens visuais durante a “Primavera Árabe”.

Viralizar: Tornar viral, muito visto ou com partilhado por muitas pessoas, especialmente em redes sociais ou aplicativos de compartilhamento de mensagens, compartilhado por muitas pessoas, especialmente em redes sociais ou aplicativos de compartilhamento de mensagens. Fazer com que algo seja compartilhado por um grande número de pessoas: a agência viralizou o ví deo; o vídeo da briga viralizou; aquela situação vergonhosa.

VPN: Uma VPN, ou rede virtual privada (virtual private network), é usada para encriptar os dados de um usuário e esconder sua identidade e localização. Isso torna difícil para as plataformas saberem a localização de alguém que promove desinformação ou compra anúncios. Também é sensato usar uma VPN ao investigar espaços online onde campanhas de desinformação estão sendo produzidas.

REFERÊNCIAS

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Disponível em: https://www.manualdacredibilidade.com.br/glossario-da-desinformacao. Acesso em 24 de maio de 2021.

Disponível em: https://www.manualdacredibilidade.com.br/glossario-da-desinformacaoa. Acesso em 26 de maio de 2021.

Pesquisar Termo específico. EDUCAMÍDIA.Disponível em: https://educamidia.org.br/glossario. Acesso em 27 de maio de 2021.

Disponivel em: https://pesquisa.tainacan.org/wp-content/uploads/2019/02/ae47437a7b3e.pdf Acesso m 30 de maio de 2021

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Gloss%C3%A1rio#F Acessi em 30 de maio de 2021