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Varo, Remedios

De Wikiversidade

Remedios Varo (María de los Remedios Alicia Rodriga Varo y Uranga. Espanha, 1908 – México, 1963) foi uma proeminente pintora e escritora espanhola, naturalizada mexicana. Sua obra é caracterizada por uma fusão ímpar de rigor acadêmico, fantasia onírica e precisão técnica (influenciada por mestres como Hieronymus Bosch), explorando temas profundos como alquimia, ciência, misticismo e magia. A vida marcada por jornadas inesperadas refletiu-se em suas telas, que narram contos de fantasia com detalhes íntimos da experiência feminina.

Varo alcançou sucesso retumbante no México, onde residiu a partir de 1941 — quando fugida de regimes ditatoriais europeus — sendo este o lugar onde consolidou o estilo distinto que a elevou ao patamar de artista de projeção universal que reconheceu sua produção primorosa. Usou principalmente a pintura a óleo sobre masonite (painéis de fibra rígida, um tipo de compensado de madeira) para materializar sua arte. Dentre as obras mais notáveis destacam-se Papilla estelar (1958), Mujer saliendo del psicoanalista (1960) e o tríptico formado pelas obras Hacia la torre (1960), Bordando el manto terrestre (1961) e La huida (1961).

Seu trabalho inspirou poetas (como Octavio Paz, mexicano que escreveu que “Remedios não inventa, recorda”) e escritores (como Thomas Pynchon, que usou uma de suas pinturas — Bordando o manto terrestre — como metáfora central em seu romance The Crying of Lot 49). Nos últimos anos, sua popularidade cresceu, inclusive na América do Norte, e exposições continuam a proliferar, como a retrospectiva The Magic of Remedios Varo, em 2000, nos EUA, e Constelaciones no Malba (Museo de Arte Latino-Americana de Buenos Aires), em 2020. A Espanha, tardiamente, tem buscado reconhecer seu papel como uma filha do exílio.

Biografia: formação e exílios

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Remedios Varo nasceu em 16 de dezembro de 1908, em Anglés, um povoado da cidade de Girona, na região da Catalunha, Espanha. Filha de Rodrigo Varo y Zejalvo, um engenheiro hidráulico e pensador livre, e Ignacia Uranga y Bergareche, de origem basca e muito religiosa, foi batizada Remedios por sua mãe para tentar curar a dor de ter perdido uma filha mais velha. Sua infância foi marcada pela criação em uma rígida família espanhola e por uma educação rigorosa em um colégio de freiras católico. A formação de Varo foi profundamente influenciada por seu pai, que a encorajou na arte ensinando-lhe perspectiva, matemática e desenho técnico.

A artista nutria um interesse pela arte desde a infância, preenchendo as paredes de sua casa com desenhos inventivos de personagens de contos de fadas. Após uma educação básica em escolas católicas, Varo se matriculou na prestigiada Academia de San Fernando de Madrid em 1924 (sendo uma das primeira mulheres aceitas a estudar ali), uma escola tradicional que enfatizava o rigor acadêmico e a precisão técnica. Além dos cursos tradicionais, ela realizou um curso de desenho científico, o que demonstrava seu interesse pela ciência. Durante seus anos de estudo, o Surrealismo fervilhava na Espanha, e Varo se aproximou das ideias do movimento.

Em 1930, Varo casou-se com o artista Gerardo Lizarraga para escapar do controle familiar e realizar uma breve estadia em Paris. Em 1932, fixou residência em Barcelona, que era a capital vanguardista espanhola, participando ativamente de círculos artísticos. Participou do movimento Logicofobista, que realizou uma exposição em 1936 e é citada como o “último resquício surrealista na Espanha antes da Guerra Civil”. Em 1936, conheceu o poeta surrealista francês Benjamin Péret. Com a eclosão da Guerra Civil Espanhola, Varo e Péret fugiram para Paris em 1937. Ali, Varo ingressou no círculo íntimo de André Breton, convivendo com artistas como Max Ernst, Victor Brauner, Joan Miró, Wolfgang Paalen e Leonora Carrington (que veio a se tornar sua melhor amiga). Varo descreveu sua posição naquele grupo como a de uma “tímida e humilde ouvinte”, sentindo-se intimidada pelas figuras proeminentes.

A Segunda Guerra Mundial impôs uma nova fuga: a ocupação nazista forçou Varo e Péret a enfrentarem um ano de perigo em Marselha. Chegaram à Cidade do México no final de 1941 — o México era visto como o país surrealista por excelência e tornou-se um refúgio para muitos exilados. Os primeiros anos  foram financeiramente desafiadores. A artista trabalhou na restauração de cerâmicas pré-colombianas e, notavelmente, como ilustradora comercial e científica: entre 1942 e 1949, usando seu sobrenome materno, Uranga, produziu guaches para a empresa farmacêutica Casa Bayer, anunciando produtos como pílulas para dormir e remédios para reumatismo. Em 1947, Péret retornou a Paris, mas Varo optou por permanecer no México. Viajou à Venezuela (1947-1949), onde seu irmão trabalhava em epidemiologia, e realizou desenhos técnicos de insetos parasitas para o Ministério da Saúde Pública.

Em 1952, Varo uniu-se a Walter Gruen, um refugiado austríaco, que lhe proporcionou estabilidade emocional e financeira. A partir de 1955, ela pôde se dedicar integralmente à pintura, entrando em seu período de maior produção e maturação artística. Remedios Varo morreu de ataque cardíaco em 8 de outubro de 1963, no auge de sua carreira, aos 55 anos.

A arte de Remedios Varo

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A arte de Varo se distingue por sua habilidade em sintetizar a tradição pictórica europeia com as inovações da vanguarda surrealista. Sua técnica era meticulosamente lenta; uma pequena pintura podia levar meses para ser concluída, exigindo uma visualização lenta e deliberada.

Surrealismo, autonomia e gênero

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Embora Varo estivesse profundamente ligada ao círculo surrealista (inclusive por meio de Péret, um dos amigos mais próximos de Breton), esforçou-se para desenvolver uma voz própria. A artista usou técnicas surrealistas como o cadavre exquis (cadáver esquisito), o fumage (defumação) e a decalcomania (técnicas de borrar), que aplicou para criar atmosferas etéreas e dar textura aos seus fundos.

Contudo, sua arte madura no México demonstra uma evolução pessoal e se diferenciava do automatismo puro defendido por Breton e usado por muitos surrealistas. Preferindo o controle e o desenho prévio para transferir ideias, planejava meticulosamente suas obras, baseando-se em rascunhos detalhados e adaptava técnicas surrealistas a áreas predeterminadas (negando o acaso). Sua arte é placidamente narrativa, contando histórias com uma lógica coerente, ainda que surpreendente. Ela entendia o Surrealismo não apenas como um estilo, mas como uma abordagem para a vida.

Como mulher artista em um movimento dominado por homens, Varo enfrentou a visão de Breton que muitas vezes reduzia a mulher a uma musa ou femme fatale. Em sua arte, frequentemente explorou o imaginário feminino e a busca por liberdade e autonomia. Em 1958, declarou a Walter Gruen que havia “definitivamente deixado de pertencer a essas pessoas [os surrealistas]”. Seu trabalho posterior representava uma proposta particular fascinante, sendo uma artista que madurou para além do Surrealismo.

Técnica e materiais

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Varo era conhecida pelo refinamento de seu estilo distinto e por uma precisão delicada baseada em anos de treinamento rigoroso. Ela aplicava uma atenção de miniaturista ao detalhe. Utilizava sobretudo tinta óleo sobre masonite, que preparava cuidadosamente com vidragem e envernizamento para produzir composições “com cara de joia”, inclusive por sua escolha de paleta de cores. Seu pincel era aplicado com traços finos e repetidos (fine strokes). O desenho era a base de sua criação. Quase 50% de sua obra catalogada são desenhos, e é impensável entender a pintora sem analisar a hierarquia e o esforço que dedicou ao grafite sobre papel. Ela criava desenhos preparatórios meticulosos para cada pintura, transferindo-os para o masonite.

Temáticas centrais

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A artista dedicou-se apaixonadamente ao estudo do misticismo e a busca por um conhecimento oculto — tinha uma crença mística em forças além do eu que influenciam e dirigem os eventos. Aprofundou-se em diversas disciplinas espirituais e filosofias herméticas como magia, astrologia, alquimia e ciências ocultas pois acreditava que eram caminhos para o autoconhecimento e a transformação da consciência. Explorou as ideias de C. G. Jung (arquétipos e Inconsciente Coletivo), G. I. Gurdjieff e P. D. Ouspensky, Helena Blavatsky, Meister Eckhart, do sufismo e da Cabala. Recorria frequentemente a símbolos do opus magnum (obra magna) dos alquimistas e evocava o conhecimento esotérico, fazendo uso também de conceitos da irmandade invisível dos Rosacruzes.

O tema da ascensão e do desenvolvimento espiritual é recorrente em suas obras (manifestado por meio de escadas, torres e espirais), assim como a busca por um estado mais elevado e a harmonização do microcosmos (o ser humano) com o macrocosmos (o universo). Para Varo, a pintura, com sua técnica lenta e meditada, era em si mesma um processo de transformação e uma busca espiritual, semelhante à purificação da matéria na alquimia. O tema da costura/tecido aparece frequentemente, ligando-se tanto à sua avó costureira quanto às práticas de grupos místicos que buscavam a concentração e a transformação interior.

Ciência e crítica racionalista

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Varo tinha um grande interesse por botânica, zoologia e cosmogonia, porém não era um mero viés contemplativo. A artista utilizava sua arte para criticar a ciência racionalista, visões ingênuas ou deturpadas da ciência e o abuso das tecnologias, abordando por vezes temas como a física quântica, a relatividade de Albert Einstein e a existência de múltiplos tempos. Questionava a visão de dominação sobre a natureza e ridicularizava a figura do “gênio isolado” e a postura de neutralidade da ciência, mostrando que a humanidade é afetada pelos seus próprios atos destrutivos. Por exemplo, em Planta insumisa (1961), ela critica a uniformização da natureza através de descrições matemáticas. Em contrapartida, Varo defendia uma ciência que fosse aberta ao novo e encarasse o potencial do desconhecido com humildade.

Traduzidos em sua obra, os temas apresentam um “mundo total, coerente, secreto”, habitado por figuras andróginas — muitas vezes autorretratos transmutados por fantasia. Suas pinturas narram contos de fantasia que exploram e relacionam muitos de seus temas recorrentes. Pode-se estruturá-los em:

  • Alquimia, misticismo e magia: Varo acreditava em forças além do self, estudando ideias de C. G. Jung, G. I. Gurdjieff, P. D. Ouspensky, Helena Blavatsky, os sufis e Meister Eckhart. Para ela, alquimia e magia eram vias para o autoconhecimento e a transformação da consciência. O tema da ascensão espiritual é recorrente, manifestado em escadas e espirais.
  • Ciência e cosmovisão: com sua formação em desenho técnico, explorava a física quântica, a relatividade de Einstein e a existência de múltiplos tempos. Frequentemente parodiava a ciência racionalista (como em De homo rodans, um tratado pseudocientífico). Suas obras propõem uma visão crítica sobre a dominação da natureza pela ciência e a figura do “gênio isolado”, defendendo a harmonia e o potencial do desconhecido.
  • Experiência feminina: Varo dedicou-se a criar uma arte que refletia uma perspectiva distintamente feminina. Suas obras tratam de temas como confinamento, a necessidade de fuga e a passividade forçada em esferas domésticas.

Principais influências artísticas

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Por seus estudos acadêmicos, Varo absorveu influências de grandes mestres, sendo por vezes comparada a Hieronymus Bosch e Brueghel (por sua imaginação enciclopédica, a invenção de máquinas-animais híbridas e o mundo onírico); pintores primitivos flamengos e italianos do Quattrocento (apreço pelo detalhe meticuloso e técnica apurada); Giorgio de Chirico (cenas de viagem ansiosa e o uso de arquitetura teatral cujos ambientes arquitetônicos metafísicos influenciaram sua obra); El Greco e Goya (este, em particular, validou para ela a imaginação como fonte artística e a exploração do subconsciente, prefigurando o surreal); e Victor Brauner (que a influenciou na concepção de seres fantásticos e na exploração da alquimia).

Principais obras

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Varo produziu centenas de obras, incluindo cerca de 500 peças catalogadas entre desenhos, colagens e pinturas. Suas obras são ricas em detalhes autobiográficos, criando um “mundo total, coerente, secreto”, habitado por figuras andróginas que frequentemente serviam como autorretratos transmutados por fantasia. O poeta mexicano Octavio Paz afirmou que Varo “não inventa, recorda”, pois suas imagens surgem de sua memória pessoal e traumas.

  • Hacia la torre (Toward the Tower, 1961): parte de um tríptico que reflete autobiograficamente o confinamento da educação conventual e a necessidade de fuga.
  • Bordando el manto terrestre (Embroidering Earth’s Mantle, 1960): parte do mesmo tríptico que mostra jovens presas em uma torre, bordando o manto do mundo. Esta obra foi usada como metáfora central no romance The Crying of Lot 49, de Thomas Pynchon.
  • Ruptura (Rupture, 1955): relembra o momento em que a pintora se muda da casa dos pais, marcando o início de sua jornada.
  • La creación de las aves (Creation of the Birds, 1957): traz uma figura feminina híbrida (mulher-coruja-artista-alquimista) que cria pássaros usando um aparelho científico com pigmento, luz e som.
  • Papilla estelar (Celestial Pablum, 1958): retrata uma mulher alimentando a Lua com uma substância feita de corpos celestes.
  • Mimetismo (Mimesis, 1960): apresenta uma figura feminina que se transforma em objeto (uma cadeira), criticando a passividade e o isolamento doméstico.
  • Revelación o el relojero (Revelation or the Clockmaker, 1955): mostra um relojoeiro assustado com a revelação do conhecimento, possivelmente aludindo à relatividade do tempo.
  • Tránsito en espiral (Spiral Transit, 1962): traz um microcosmos detalhado em espiral, que remete à arquitetura medieval e a textos esotéricos como Mount Analogue, representando a jornada espiritual.

Reconhecimento e legado

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Varo alcançou sucesso retumbante e imediato no México após sua primeira exposição coletiva em 1955, na Galería Diana. Ela expôs apenas quatro pinturas, mas a crítica mexicana acolheu seu trabalho com entusiasmo, contrastando com o estilo solto dos muralistas. A crítica considerou sua arte “coerente, secreta” e de “extraordinário refinamento”. Diego Rivera afirmou publicamente que Varo estava entre as mulheres pintoras mais importantes do mundo. Suas exposições solo subsequentes (1962) tiveram suas obras esgotadas rapidamente, com longas listas de espera e encomendas. O reconhecimento internacional da obra de Varo começou a se consolidar durante seus últimos anos de vida no México.

Após sua morte, em 1963, o reconhecimento se intensificou. André Breton reivindicou totalmente a obra de Varo (mesmo a própria artista tendo se distanciado e declarado esse afastamento), chamando-a de “obra da encantadora que partiu demasiado cedo” e garantindo-lhe um lugar nas fileiras do Surrealismo internacional. O trabalho de Varo tem sido exposto de forma quase ininterrupta desde 1964. No México, as retrospectivas póstumas atraíram recordes de público em grandes instituições (Palacio de Bellas Artes em 1964, Museo de Arte Moderno em 1971, 1983, 1994), exibindo centenas de peças.

Reconhecimento crítico e exposições

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A arte de Remedios Varo tem sido objeto de estudos acadêmicos, retrospectivas e exposições de grande porte desde sua morte. O interesse em suas referências científicas levou a exposições temáticas na Academy of Sciences de Nova York e Washington em 1986. A Espanha, país de seu nascimento, realizou uma retrospectiva substancial em Madri em 1988.

A crítica contemporânea reconhece Varo como uma artista que “conseguiu afirmar-se com sua própria identidade de mulher artista”. A estudiosa Janet A. Kaplan publicou a primeira crônica vívida de sua vida e arte em inglês em 1988.

Influência literária

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O legado de Varo se estende para a literatura. Octavio Paz, ganhador do prêmio Nobel que conheceu Varo no exílio, escreveu o elegante tributo poético “Remedios Varo’s Appearances and Disappearances” em 1966, capturando a essência da artista e sua visão de harmonia. Paz reconheceu seus quadros como “enigmas” que não devem ser decifrados, mas sim “ouvidos em suas cores e dançados com suas formas” pois fogem de uma lógica descritiva para se tornarem metáforas oníricas e cosmológicas. O escritor americano Thomas Pynchon utilizou a pintura Bordando el manto terrestre como metáfora central em seu romance The Crying of Lot 49 (1966), sendo a obra de Varo creditada como a principal fonte iconográfica do livro.

Varo também deixou uma obra escrita fragmentária, nunca destinada à publicação, mas caracterizada por um virtuosismo espontâneo e um estilo transparente, incluindo cartas hilárias, histórias surrealistas, projetos teatrais e tratados antropológicos paródicos, como o De homo rodans.

O legado de Remedios Varo reside na criação de um universo coeso, onde cada detalhe meticuloso serve para mapear os caminhos ocultos da consciência. A obra de Remedios Varo é como um antigo mapa alquímico, onde a precisão do traço técnico se transforma na revelação do mistério, mostrando que o mundo que negamos está, na verdade, no centro da nossa imaginação.

Referências

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BARBINI, S. El espíritu surrealista en el doble hilo creativo tejido por Remedios Varo y su legado en la actualidad. Revista Brasileira de Literatura Comparada, v. 27, e20251104, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2596-304x202527e20251104 Acesso em: 29 nov. 2025.

CARVALHO, T. A.; REIS, J. C. Diálogos entre ciência e arte: uma leitura a partir da obra de Remedios Varo para um ensino sobre as ciências. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 37, n. 1, p. 173-196, abr. 2020. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5007/2175-7941.2020v37n1p173 Acesso em: 29 nov. 2025.

DE MARCO, I. P. Os arquétipos do imaginário feminino nos trabalhos de Remedios Varo e Louise Bourgeois. Revista Cientí fica — FAP, Curitiba, v. 26, n. 1, p. 134-152, 2022. DOI: 10.33871/19805071.2022.26.1.6902. Disponível em: https://periodicos.unespar.edu.br/revistacientifica/article/view/6902 Acesso em: 29 nov. 2025.

REIS, J. C.; GUERRA, A.; BRAGA, M. Ciência e arte: relações improváveis. História, Ciências, Saúde  —Manguinhos, v. 13, p. 71-87, 2006.

Artigo on-line

LA MÁQUINA del sueño de Remedios Varo. La Gaceta de la Universidad de Guadalajara, Guadalajara, 29 jun. 2015. Disponível em: https://www.gaceta.udg.mx/la-maquina-del-sueno-de-remedios-varo/ Acesso em: 30 nov. 2025.

Livros e monografias

CALVO, A. L. Remedios Varo: el espacio y el exilio. Alicante: Coleção Lilith, 2009.

KAN, J. L. Uma visita ao universo de Remedios Varo. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Artes Cênicas — Cenografia) — Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: http://hdl.handle.net/11422/14682 Acesso em:  29 nov 2025.

KAPLAN, J. A. Unexpected Journeys: The Art and Life of Remedios Varo. New York: Abbeville Press, 1988.

PAZ, O.; CAILLOIS, R.; GONZALEZ, J. Remedios Varo. Cidade do México: Ediciones ERA, 1966.

VARO, R. Letters, Dreams & Other Writings. Tradução de Margaret Carson. 1. ed. Nova York: Wakefield Press, 2018.

VARO, R. El tejido de los sueños: obra escrita. Edição e introdução de Isabel Castells Molina. [S. l.]: Editorial Renacimiento, 2023.

Capítulos de livros e catálogos de exposições

GRUEN, W.; OVALLE, R. Remedios Varo: catálogo razonado. México: Ediciones Era, 1994.

INSTITUTO NACIONAL DE BELLAS ARTES. La obra de Remedios Varo. Catálogo de exposição. Introdução de Horacio Flores-Sanchez. Ensaio de Raul Flores Guerrero. Poema de Carlos Pellicer. Cidade do México: INBA, 1964.

LOZANO, L.-M. Deciphering the Magic of Remedios Varo: An Artist from Mexico Who Emerged from Surrealism. In: LOZANO, L.-M. (org.). The Magic of Remedios Varo. Washington, D.C.: National Museum of Women in the Arts, 2000.

VARO, R. Cartas, sueños y otros textos. Introdução e notas de Isabel Castells. México: Ediciones Era, 1997.

Publicações de eventos

LOUSA, T. MIKOZS; J. E. Imagens do exílio: a pintura exotérica de Remedios Varo. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISADORES EM ARTES PLÁSTICAS, 29., 2020, Goiânia. Anais eletrônicos [...]. Goiânia: Anpap, 2020.


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