Wikinativa/Mayná Isabel Morais dos Santos(vivencia Guarani 2016 - relato de experiência)

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Introdução[editar | editar código-fonte]

O trabalho apresentado foi desenvolvimento na visita de campo e imersão à Aldeia Rio Silveira - Bertioga/SP, viagem didática realizada no curso da disciplina Seminários de Políticas Públicas Setoriais II - Multiculturalismo e Direitos, apresentada pelo Professor Dr. Jorge Alberto Machado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), da Universidade de São Paulo.

A partir de uma didática pedagógica com base nas experiências pessoais da vivência na aldeia Rio Silveira, a disciplina procedeu com aulas no período noturno das terças-feiras, intercaladas de quinze em quinzes dias, debatendo sobre diferentes temas indígenas e a elaboração das atividades que seriam realizadas, foi apresentado desde os conceitos base da relação de tempo dos povos indígenas, até relativismo cultura e etnocentrismo.

Para realização do trabalho e do relatório final, foram formados grupos de acordo com as atividades que seriam realizadas na aldeia, num total de sete grupos: Compreender a mulher indígena, Agroecologia e Bioconstrução, Cultura e História Guarani, Intervenções culturais, Esporte e lazer, Brincadeiras e gincanas e Artes. Devido a interesses acadêmicos na parte educacional, e para entender melhor a vivencia e relação das crianças indígenas, fiz parte do grupo de “Brincadeiras e Gincanas”.

Imersão - Aldeia Rio Silveira[editar | editar código-fonte]

A viagem a Aldeia Rio Silveira localizada em Bertioga, ocorreu dos dias 28 a 31 de Outubro de 2016, acompanhada pelo grupo de Projeto de Extensão "Tupi-Guarani", da turma matriculada na disciplina Seminários de Políticas Públicas Setoriais II - Multiculturalismo e Direitos, extensão da matéria Sociedade, Multiculturalismo e Direitos (SMD), lecionada pelo Professor Dr. Jorge Machado, viagem de imersão obrigatório para desenvolvimento e aproveitamento da matéria, rompendo com os padrões tradicionais e conceitos de aulas expositivas, dando maior autonomia aos alunos.

1º Dia[editar | editar código-fonte]

A viagem ocorreu dia 28 de Outubro, às 10h da manhã na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH – USP) próximo ao portão três, o primeiro contato com a aldeia se deu na retirada das mochilas do Ônibus e a montagem das barracas, e meu primeiro contato com um índio foi justamente com uma criança, um menino de mais ou menos uns sete anos de idade, que me ajudou a encher um colchão. Enquanto montava a barraca notava a curiosidade das crianças, a maioria de meninos, que chegavam e ficavam olhando e se oferecendo a ajudar, eles em nenhum momento deixaram de falar em guarani, somente quando eram interrogados que respondiam em português.

Após as montagens das barracas e alguns minutos de descanso, houve a realização da primeira atividade em grupo, o grupo de Brincadeiras e Gincanas, no qual também faço parte, se ajuntamos e decidimos começar com uma bola, uma corda e com pintura nas crianças, a bola foi descartada rapidamente, as crianças menores e principalmente as meninas foram para pintura de rosto, já os meninos foram pular corda, no qual disputavam entre si pra ver quem permanecia mais tempo pulando. Aos poucos as meninas entravam na brincadeira de pular corda, mas rapidamente saiam por não acompanhar o ritmo dos meninos, muitas desistiam e outras procuravam outras cordas pra pular sozinhas.

Nota-se, que as crianças menores são carinhosas e gostam, sobretudo, de contato físico, com abraço, fazendo “cavalinho”, ou simplesmente permanecendo do lado, e que não havia dificuldade alguma em se aproximar e interagir com elas, era só chegar e as chamar que viam. Essa primeira e ultima atividade realizada pelo meu grupo, seu deu com sucesso, no geral, as crianças são carinhosas e ansiosas por brincadeiras. Muitas conheciam brincadeiras que achávamos que talvez não conseguisse realizar, mas apesar da limitação de brincadeiras que foram realizadas pelo grupo, aquele primeiro contato com a aldeia e principalmente com as crianças foi um momento mágico de entrega e o inicio do sentimento de pertencimento, pois poder correr, pular, abraçar e interagir com todos (as) de uma forma tão receptiva, foi o primeiro contato mais intenso que eu poderia imaginar.

Após a realização da atividade com as crianças, almoçamos e descansamos. Logo depois da primeira refeição, o Cacique fez uma pequena fala de boas vinda, de forma carinhosa e terna, e então fomos tomar banho num lago próximo onde estávamos. A caminhada durou poucos minutos, mas devido ao frio, foram poucas pessoas que tiveram coragem de se banhar.

A ultima “atividade” e a mais importante do dia foram participar na Casa de Reza, o primeiro contato foi de insegurança, com medo de fazer algo que o desrespeitasse, mas aos poucos fui percebendo o quanto erámos bem vindos naquele lugar. Na casa de reza foi separado homens de um lado, mulheres de outro, apesar da fumaça e dela causarem irritação nos olhos e gargantas, estar ali era confortante e especial, de inicio os indígenas realizaram uma cerimonia religiosa em guarani, no qual o pajé que a realizou, onde teve cantorias com a participação das mulheres, o que tornou a melodia mais bonita ainda de se ouvir. Em seguida, o Cacique Taruan conduziu à conversa, explicando o modo de vida dos indígenas e suas lutas politicas e sociais, explicou sobre as questões de saúde, educação, religião, modo que lidam com o tempo e ressaltando todos os problemas que enfrentam, e por fim responderam as perguntas do grupo. Antes da conversa, no entanto, o grupo de extensão, no qual também faço parte, teve que se apresentar na frente, falando nome e o que estava sentido naquele momento. Por coincidência e minha alegria, soube que a neta do cacique se chama “Mayná” e seu significado em Tupi-Guarani é Beijar- flor.

2º Dia[editar | editar código-fonte]

O segundo dia fui uma dos responsáveis por fazer o café da manhã, acordamos meia hora mais cedo para poder preparar tudo, as mulheres indígenas se sentiam muito receosas quando pedíamos para fazer algo, mas conversando com uma delas e para ajudar, ela nos deixou cortar o queijo e presunto, e a arrumar a mesa lá fora com os pães e café. Após o café se preparamos para irmos fazer a trilha até uma cachoeira, pelo menos era esse o plano inicial.

Antes de iniciar, teve uma pequena conversa explicando que iríamos realizar a trilha até cachoeira, e que era necessário respeito à natureza. O início se deu de forma tranquila, porém a turma que acompanhava o pajé na frente e a turma do meio avançou mais rápido que a turma do fundo e com isso, a turma acabou se perdendo do resto da turma, o pajé ficou extremamente preocupado com a situação e decidiu não ir até a cachoeira, muitas pessoas ficaram chateadas com a decisão e ficaram no lago que havia próximo. Apesar do mal entendido, a trilha foi extremamente importância, o contato direto com a natureza e o caso da turma que pegou caminho errado, nos alertou a respeitar mais a natureza, a tomar cuidado e, sobretudo, a preservar o espírito em grupo.

Após a volta da trilha, alguns foram tomar banho e outros descansar, a atividade seguida se deu pela atividade de pinturas com tintas guaches, e um adolescente indígena – que pela definição de seus costumes já é adulto - fazendo pintura indígena, no qual a grande maioria da turma pintou desde pequenos desenhos no braço e/ou perna, até pinturas mais visíveis no rosto, cada uma com seu significado especifico – coragem, força, guerreira, etc. A atividade realizada pela turma com pinturas foi totalmente eficaz pra concentrar e estimular as crianças, não havia nenhum sexo e diferença de idade que se sobressaia sobre outro, todos pintavam de maneira iguais, e a grande maioria desenhavam arvores e pessoas, demonstrando claramente a influencia do meio social em que vivem. Nesse dia ganhei uma folha desenhado um coração e meu nome, presente dado por umas das meninas indígenas, a Ludmila, que escolhi para melhor representar minha vivência e toda a experiência que a viagem me proporcionou, um presente que representa o carinho e receptividade que todos tiveram com nós, um presente singelo, mas que demonstra o quanto levarei cada momento pro resto da vida, inclusive esse desenho tão significativo.

A segunda ida à casa de reza foi tão espiritualizada quanto à primeira, seguido dos mesmos procedimentos do dia anterior, só que seguido pela defumação, que apesar de não ter participado nenhum dia, pude perceber a energia que todos (as) saiam após o pajé os purificar, era momentos de entrega e união.  Após a reza, formou-se roda em volta da fogueira, uns tocavam violão, outros comiam palmito com mel, uns apenas conversavam, foi nesse segundo dia que pude brincar de pega-pega com uns meninos indígenas, no inicio ficaram-me “zoando”, pois achavam que eu não conseguiria ganhar deles, mas no decorrer da brincadeira perceberam que eu conseguia correr tanto quanto eles, e isso os instigou, pois ficaram com mais vontade ainda que eu percebesse. Depois de alguns minutos já sem folego, me rendi a eles, o que gerou algumas risadas. Complementando a questão do palmito, é interessa ressaltar, que o palmito foi um presente do pajé para a turma, eles utilizam do palmito com fonte de renda e mesmo assim, nos ofereceu com presente, e para acrescentar, nos ofereceu o palmito com mel, o que foi um presente tanto pra mim, como para o restante do grupo, sem contar que todos adoraram e acabava rapidamente.

3ºDia[editar | editar código-fonte]

O terceiro dia foi o mais tranquilo de todos, pois além de muitos integrantes do grupo ir embora – devido a compromissos e afins, ficamos uma parcela da manhã e tarde apenas descansando. Acordamos novamente cedo, depois do café, que foi preparado com um “pão indígena”, segundo umas das mulheres, ficamos a tarde esperando a hora do jogo de futebol.

No primeiro jogo de futebol foi das mulheres da nossa turma contra as mulheres indígenas, no qual perdemos de lavada. Eu participei do primeiro tempo, sem costume de jogar qualquer esporte e por ser péssima, não ajudei em nada, mas foi uma experiência incrível, todas estavam entregues ao momento e fazendo o melhor, as mulheres indígenas, sobretudo, se esforçavam a todo instante para fazer gol, o que não era muito difícil, pois era elas chegaram perto do nosso gol e já faziam um gol novamente. No segundo jogo, infelizmente, pelo cansaço e vontade de tomar banho, não assisti o jogo dos homens, que pelos que falaram nossa turma conseguiram ganhar, mas porque eles jogaram contra meninos bem mais novos.

Novamente teve pinturas na turma realizada por mulheres e alguns homens indígenas, e é interessante notar, que muitas pessoas apesar de saber que tais pinturas iriam durar no mínimo por três dias, pintou sem medo, uma mais linda que a outra. No inicio as pinturas foram no rosto, depois nos braços e pernas, quanto mais fazia, mas vontade dava de fazer outra, devido à delicadeza e perfeição que ficavam, fiz no total três, que significa guerreira e coragem, não me arrependi de fazê-las, e foi interessante notar o olhar das pessoas, já em São Paulo, quando via o meu rosto pintado – apesar de ter sido um dos menores desenhos.

A ultima ida à casa de reza, seguida pela passagem de filmes, não consegui acompanhar, durante a casa de reza me deu ataque de alergia, talvez devido a fumaça, então tomei antialérgico e deitei, esperando que melhorasse, porém cai no sono e perdi. No outro dia fiquei extremamente triste, ouvia os comentários e ficava com um sentimento de culpa e tristeza por ter perdido.

4º Dia[editar | editar código-fonte]

O última dia, plena segunda feira, foi marcado por despedida e a vontade de permanecer na aldeia. Acordamos relativamente cedo e tomamos café da manha. Após fomos aos poucos desmontando barraca e arrumando as coisas, pois o ônibus estava marcado para cedo logo pela manhã. Apesar de ter atrasos, o ônibus chegou e se despedimos daquela vivencia, que pra mim e muitos outros integrantes da matéria sentiram, a dor de dizer tchau. O mais marcante do dia foi o momento que fizemos uma roda enorme e algumas pessoas falaram, as falas do professor, do cacique e do pajé encerraram e exemplificaram o carinho e gratidão de ambas as partes.

Observações Gerais[editar | editar código-fonte]

Crianças indígenas[editar | editar código-fonte]

As crianças indígenas são apenas crianças, apesar de muitas e muitas diferenças com as que convivo, nota-se que todas tem algo em comum, a vontade de brincar. Porém, as crianças indígenas, devido ao meio social e criação, são plenamente livres, não tem responsáveis que fiquem cuidado e as vigiando, elas brincavam sozinha o tempo todo, sem ninguém cuidado delas, e muitas vezes se insultavam entre si, em nenhuma vez vi isso gerar que alguma chorasse ou chamasse algum mais velho para “resolver”, elas se entendiam sozinhas perfeitamente. Os menores eram as que mais se aproximaram da turma, muitas abraçavam e queria brincar. Os maiores eram mais espoletas, corriam bastante e sabiam se articular perfeitamente, os meninos principalmente, eles não tinham vergonha e receio algum pra chegar perto de nos, no entanto, as meninas tinham certo receio, em um dos dias duas meninas chegaram a mim e em outras garotas da turma, perguntando se eu queria ser amigas delas, respondi que sim, e elas logo abriram sorriso e começaram a se abrir muito mais, mas ainda assim, tinham vergonha de chegar perto dos meninos da turma e ou de aproximar muito. Em contrapartida, os meninos eram mais abertos, e um fato importante, é observar que somente eles podiam nos acompanhar fora de onde estávamos alojados, nos acompanharam nas idas ao lago, na trilha e estiveram presente em todos os dias. Numa dessas idas ao lago, um dos meninos, o Vinicius, falou bastante sobre os estudos dentro da reserva, o que eles fazem depois da escola, do que brincam, do que gostam etc. O que ele mais falou e nos questionou, foi sobre os gostos musicais, ele falou das musicas que conhecia a grande maioria sertanejo e funk, ele e o outro amigo até chegaram a cantar um pedaço de um funk pra nos, o que gerou surpresa, pois não esperávamos que eles tivessem acesso e até gostassem, mas apesar disso, percebe-se claramente, que eles não perderam seus costumes e crenças, tanto que ao chegar outro menino ou homem, eles só conversavam na sua língua nativa. Outro ponto a se levantar, que além da questão do gênero seja um fator presente na composição que cada um ocupa na aldeia, a questão da idade também se encontra muito presente, pois como explicado pelo Cacique Taruan, eles se dividem em crianças e adultos, então os que pra nos são considerados adolescentes, já são adultos, com isso tem mais afazeres e tiveram menos tempo e contato com a turma durante os quatro dias.

Homens/ Mulheres indígenas[editar | editar código-fonte]

O fator mais discrepante é a posição e diferenças que homens e mulheres indígenas na aldeia, os homens, assim como os meninos, são os mais comunicativos, eles falaram muito mais com a turma e deram maior abertura, em especial o cacique Taruan, que como líder político, nos elucidou sobre questões politicas e sociais que vivem, sempre com um tom de humor presente, nos falou de preconceitos que sofrem até os costumes que se “perderam” ao longo dos anos, sempre com a maior naturalidade, explicando e abrindo perguntas, o que rendeu boas explicações e respostas.

As mulheres sempre estavam presentes, mas, sobretudo, nos afazeres, elas que preparavam a comida, apesar de termos separado grupo para fazer as refeições, elas se viam na obrigação de fazer – muito devido estar recebendo pelo serviço – então, a cada dia elas trabalhavam na preparação, e pessoalmente, tenho que admitir que fiquei extremamente grata por cada refeição, o carinho com que faziam, o afeto que demonstravam foi algo marcante, levamos uma considerável doação de alimentos para aldeia, e foi justamente aquelas doações que fizeram nossas refeições, o que me deixou um pouco triste, já que gostaria que toda doação tivesse revertido diretamente para eles. O que posso deixar como reflexão pra vida inteira, é que mesmo com todas as dificuldades, nos proporcionaram refeições simples, mas totalmente maravilhosas.

Disciplina ACH3707 – Seminários de Políticas Públicas Setoriais II[editar | editar código-fonte]

Abrangendo desde alunos, grupo de extensão e o professor responsável, a disciplina, juntamente com a viagem, foi uma vivencia de aprendizado e amadurecimento para mim, que no meu primeiro ano, pude ter o privilégio de vivenciar tanto a novidade da vida acadêmica, como também sair dos moldes tradicionais que elas no impõe.

No geral, a turma matriculada, foi harmônica e supriu todas as expectativas que tivemos até a viagem. muitos, assim como eu, saíram um tanto decepcionado por não ter ocorrido tudo que tínhamos planejados durante o semestre, mas entendendo as circunstâncias que nos "impediu" de não realizar tudo, assim como entender a vivencia diferente que os índios tem com a questão do tempo e nas atividade previamente planejadas, porém vivenciamos tudo que tinha que ser vivenciado, sem mais nem menos, sendo apenas perfeito. Infelizmente, presenciei momentos e frases tristes, alguns alunos que foram contra os pedidos feito pelo professor, como beber e usar algum tipo de droga ilícita, pedido feito por respeito às normas da aldeia e pedido do pajé. Assim como as frases pronunciadas, que continham puro euro centrismo, racismo e machismo, que apesar de isoladas, foram pronunciadas na frente de um menino indígena, que não teve consequências, mas que me causou total desconforto, Após a vigem o imprevisto foi resolvido e conversado com os responsáveis, não como uma forma de brigar, mas de alertar sobre os efeitos de tais frases e cuidado para que não se repita, não apenas lá, mas em todos os lugares.

O grupo do projeto de extensão “Tupi-Guarani”, no qual tenho o maior privilégio de ter entrado, teve muitos apontamentos de falhas, como a falta de organização e de informação para a turma no geral. Realmente, tivemos muitas falhas, como no caso da trilha que uma parte acabou se perdendo, mas, sobretudo, todos ali presentes estavam de corpo e alma, vivenciando o momento e tentando fazer que todos pudessem aproveitar o máximo possível, mas cada “erro” servirá de aprendizado e aperfeiçoamentos futuros.

Em relação ao professor responsável, Jorge Machado, só tenho agradecer pela vivencia que me proporcionou, tanto como aluna da matéria, como membro do projeto de extensão. Ele, juntamente com o aluno Carlos, foram à alma e coração da viagem, sempre preocupados com todos os detalhes e demonstrando que estavam ali para ajudar e compartilhar aqueles dias, só tenho que demonstrar meus singelos agradecimentos. Assim também, como a ajuda e presença do Professor André Mountain, que nos acompanhou e tentou, ao máximo possível, estar presente em todos os momentos.

Considerações Finais[editar | editar código-fonte]

As aulas e a viagem de imersão na reserva Rio Silveira, foi um dos maiores aprendizados que tive, vivenciei pela primeira vez outra cultura, com costumes diferentes dos meus, principalmente com o contato que tive com as crianças, que me surpreenderam mais que o esperado. Criada ouvido fatos totalmente errôneos sobre o povo indígena, sai da aldeia com um olhar mais delicado para com eles, saber quais suas verdadeiras demandas me fazem visualizar mil vezes melhor quais políticas públicas podem e devem ser aplicadas na reserva, sentir na pele o que eles passam, as dificuldades, mas ver cada sorriso me mostrou o quanto era leiga na questão indígena e que ainda tenho muito que aprender, mas me faz se sentir muito mais preparada para se aprimorar nas questões indígenas no Brasil, e continuar me monitorando para não pronunciar algum preconceito a respeito, mas, sobretudo, para iniciar meu total apoio e ajuda nas suas lutas, desde com os meios da vida acadêmica, mas como minha vida privada.