Alfabetização Midiática e Informacional e Diálogo Intercultural - UNESCO e UNICAMP

Fonte: Wikiversidade
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Índice

Letramento Midiático e Informacional e Diálogo Intercultural[editar | editar código-fonte]


Este conteúdo que está disponibilizado abaixo é uma versão prévia e de teste referente aos textos disponibilizados na Plataforma Coursera onde hospedamos o curso em seu formato completo. Há também, conjuntamente, um conteúdo midiático externo que serve como complemento aos textos elaborados. Na Plataforma, tanto os textos quanto as mídias podem ser acessadas em sua totalidade.

Nossa proposta ao apresentar este conteúdo é a de disponibilizar parte do material de forma pública para além da plataforma. Ainda que o conteúdo apresentado na plataforma também seja público, contamos com o alcance que a Wikiversidade pode ter na rede e a oportunidade de proporcionar um debate aberto pela Alfabetização Midiática, Informacional e o Diálogo Intercultural.

Esperamos que todos que tiverem interesse em contribuir com este conteúdo se juntem a nós para este debate, tanto aqui na Wikiversidade quanto na plataforma Coursera.

Para fazer uso e citação do conteúdo aqui disponível, siga os modelos que estáo disponíveis nos links abaixo, de acordo com as normas da Wikiversidade e Wikipedia e também da Plataforma Course e da UNESCO.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Licen%C3%A7as_Creative_Commons

https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

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Curso Alfabetização Midiática e Informacional e Diálogo Intercultural (AMIDI) disponível na plataforma Coursera:[editar | editar código-fonte]

O curso “ Alfabetização Midiática, Informacional e Diálogo Intercultural - UNESCO e UNICAMP" é de acesso aberto e foi traduzido, adaptado e oferecido como uma parceria entre a UNESCO e a UNICAMP. Introduz os conceitos de mídia e alfabetização da informação e do diálogo intercultural, juntamente com questões importantes que dizem respeito a este novo conjunto de competências para a cidadania global. Foi traduzido e adaptado por (ordem alfabética) Bruno Vieira Nery, Claudia Wanderley, Mariana Ferraz Almirón, Nátaly Stéfany Pereira e Robson Rodrigues Monteiro, ligados ao grupo de pesquisa Multilinguismo e Interculturalidade no Mundo Digital (até 2019 chamado Multilinguismo e Multiculturalismo no Mundo Digital) no Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Mídia e informação e Diálogo Intercultural (MILID - Media Information Literacy and Intercultural Dialogue) busca a compreensão de como se dá o acesso à informação, ao conhecimento, à liberdade de expressão, à igualdade de gênero, e a um alto nível de educação em um ambiente intercultural. Descreve habilidades e atitudes que são necessárias para entender as funções de produtores/fornecedores de informação na sociedade, através de uma variedade de formatos de mídia, inclusive os da Internet. Incentiva a valorizar, aceitar e compartilhar diversos pontos de vista.

O curso tem esta perspectiva, com o intuito de compartilhar conhecimentos e experiências, aprender uns dos outros e encontrar, avaliar e produzir informações e conteúdo midiático por conta própria. Em outras palavras, MILID abrange as competências que são vitais para as pessoas participarem de forma eficaz em todos os aspectos do desenvolvimento da sociedade da informação. O curso tem o propósito de auxiliar na difusão da alfabetização midiatica e informacional, de acordo com os princípios da MILID como compreendida pela UNESCO e adaptados para as inumeráveis culturas de países de íngua oficial portuguesa pela UNICAMP. Este curso é parte de um conjunto de ferramentas MIL (Toolkit MIL) abrangente sendo desenvolvido pela UNESCO e parceiros.

Todos interessados podem participar desta reflexão. O curso é aberto a qualquer pessoa que deseja conectar-se. Há 10 módulos abordando conceitos como meios de comunicação e alfabetização informacional, o diálogo intercultural, a liberdade de expressão, os múltiplos papéis dos meios de comunicação e da publicidade na vida contemporânea, a representação de gênero e os estereótipos na mídia, desafios e oportunidades para os jovens, e formas de envolvimento com novas tecnologias para a mudança social . Se você deseja receber um certificado para fazer este curso, você precisa para alcançar um grau de pelo menos 60 % do total. Você pode também solicitar um certificado de participação no curso, se assim o preferir.

Link em que o curso está disponível: <https://www.coursera.org/learn/alfabetizacaomidiatica>.

Temas para reflexão, e referências:

  1. Introdução a Letramento Informacional e Diálogo Intercultural
  2. Alfabetização Midiática, Informacional e Diálogo Intercultural, o que é?
  3. Avaliação do Uso e Conteúdo de Mídia
  4. Uso de Pesquisa e Análise para Produzir seu Próprio Conteúdo
  5. Liberdade de Expressão, de Informação e de Imprensa
  6. Representação de Gênero na Mídia, Livros, Internet e História
  7. Ética na relação com os grandes negócios, políticas e desenvolvimento
  8. Entendendo e avaliando o Mundo da Publicidade
  9. Desafios e Oportunidades para Crianças e Jovens na Internet
  10. Engajando com a Mídia e usando Novas Tecnologias



Bem vindo ao curso de Alfabetização Midiática, informacional e Diálogo Intecultural! Neste módulo você terá disponível uma introdução de recursos e informações que lhe levarão à uma maior capacidade de compreender porque os meios de comunicação e outros provedores de informações são importantes para o desenvolvimento e as sociedades democráticas, aprender sobre o que os meios de comunicação e outros provedores de informações devem fazer para apoiar o desenvolvimento e a democracia, reconhecer a necessidade de informação, aprender como melhor localizar e acessar  informações necessárias, e muitos outros aprendizados que a Alfabetização Midiática e Informacional e o Diálogo Intercultural pode lhe proporcionar em termos  de conhecimento.

Módulo 1 - Alfabetização midiática e informacional: uma introdução[editar | editar código-fonte]


Introdução[editar | editar código-fonte]

Imagem 1, Fonte: dribbble.com


A comunicação sempre foi fundamental para a existência humana. Em comunidades tradicionais além da linguagem articulada como a conhecemos, existem comunidades em que as pessoas falam imitando o canto dos pássaros, através de assobios, já foram encontradas informações sobre populações do passado em paredes, em chifres, pedras e conchas, e essas populações também enviam mensagens através de sinais de fumaça, de sons de tambores, sinos e gongos. Os seres humanos desenvolveram a comunicação através da fala, da música, da oratória, da dança, da pintura, da escultura, dos versos poéticos. Instrumentos de desenho, escrita e sistemas simbólicos se tornaram mais complexos, resultando - no caso das culturas ligadas à escrita - em culturas ligadas mais às pinturas, criando relações com ideias manuscritas e impressas. Transmissões tecnológicas como o telégrafo, telefone, cabo subaquático, rádio e satélite, e a internet, levaram mensagens ao redor do mundo em tempo recorde. As tecnologias de imagem de câmera, filme e televisão adicionaram um componente vibrante e visual à comunicação humana. Mais recentemente, as tecnologias nano e as tecnologias digitais permitiram o uso de ferramentas de comunicação anteriormente inimagináveis nas mãos de todas as pessoas, inclusive de crianças pequenas. A pesquisa voltada à inteligência artificial (IA) tem aumentado significamente e o uso de algorítimos em processos tecnológicos tem revolucionado a ciência.


Imagem 2, Fonte: blog.advids.co


A maioria desses avanços tecnológicos ocorreu no século passado (séc. XX), e de fato, muitos dos avanços ocorreram dentro dos últimos vinte anos. As mudanças nas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC)  têm sido distribuídas tão rápidamente e de forma tão desigual que algumas pessoas enfrentam cada vez um fluxo maior de informações a cada dia, enquanto outros ainda estão famintos por informações. No entanto, as sociedades em que vivemos hoje são orientadas através da informação e do conhecimento, e isso é uma questão que abre uma frente interessante de reflexão que abordaremos ao longo deste curso.

As pessoas que têm acesso à mídia e às Tecnologias de Informação de Comunicação (TICs) desempenham um papel na nossa vida pessoal, econômica, política e social. Juntos, o número de estações de televisão e rádio, jornais e revistas, telefones celulares, sites de internet e redes sociais, livros, bibliotecas, arquivos, outdoors e jogos de videogame determinam muito do que aprendemos sobre nós mesmos e sobre o mundo que está a nossa volta. Você já pensou que incrível que é isso, qual a importância e o como esses recursos influenciam nossas vidas?

Os meios de comunicação social e outros provedores de informações são fundamentais para a democracia, para o diálogo intercultural e para o bom governo, assim como podem promover os debates democráticos e a diversidade através dos provedores de informações e conhecimentos. No entanto, os provedores de informações, como os organismos públicos de radiodifusão, bibliotecas e arquivos, muitas vezes sofrem de controles e limitações colocadas sobre eles pelo governo. Os meios de comunicação de massa e outros provedores de informações geralmente são comercializados e podem contribuir para estereótipos, discriminação, desinformação e exclusão de certos grupos sociais e opiniões do debate público. A contribuição dos provedores de informação para prejudicar qualquer pesssoa que seja, não é considerada uma boa prática. Nós entendemos que os princípios devem ser mais fortes que as personalidades, e que todos precisam se respeitar e se responsabilizar por seus atos.


Imagem 3, Fonte: gifer.com


Os meios de comunicação social devem apoiar a democracia, os cidadãos, de forma política, precisam entender como usá-los criticamente: isto é, como interpretar a informação que recebem, incluindo o uso da metáfora e da ironia pela mídia. Os consumidores de mídia precisam entender como histórias e eventos são enquadrados para sugerir certos significados. Como cidadãos, as pessoas precisam de competências específicas (conhecimento, habilidades e atitudes) para se envolverem com a mídia. O objetivo final é que as pessoas como cidadãs sejam participantes ativos em processos políticos de governo, em grande parte, fazendo uso efetivo dos recursos fornecidos pela mídia, bibliotecas, arquivos e outros provedores de informações como griôs, pajés, xamãs, contadores de história, mestres de culturas tradicionais e até mesmo seus avós.

Integridade e respeito devem fazer parte de nossa maneira de estar no mundo, inclusive no mundo digital. Quando estamos no território digital, geralmente usamos um nome de usuário ou um avatar, isso significa que estamos em outra esfera de relações. Independentemente de onde estamos, somos seres soberanos e aceitamos a responsabilidade sobre nossos atos. Assim ao longo dos módulos do curso vamos desenvolver o que pode ser um código de ética simplficado para circular no espaço digital. Acrescente ao código que vamos te apresentar o que você achar necessário.


A alfabetização midiática e informacional (MIL em inglês) oferece o conjunto necessário de competências para os cidadãos negociarem a complexa rede de mensagens de mídia e fontes de informação agora disponíveis.


Este curso é construído em três pilares: pensamento crítico, exclusão e participação. Esta unidade considerará o conceito relativamente novo de AMI, fazendo perguntas como estas:

  • O que é informação?
  • O que são as mídias?
  • Por que aprender sobre elas?
  • Qual é a sua importância?
  • O que é a alfabetização midiática?
  • O que é a alfabetização em informação?
  • O que é a alfabetização midiática e informacional?


Vamos começar com um exercício simples. Sem fazer nenhuma pesquisa ou leitura, anote o que você pensa sobre Alfabetização e Letramento Midiático e Informacional. Certifique-se de salvar ou manter estas definições em suas anotações para referência à medida que você percorre o curso. Quando você trabalha em sua definição, considere as palavras individuais no conceito separadamente: 1) mídia, 2) informação, 3) alfabetização e letramento


Imagem 4, Fonte: 21cm.org


O que queremos dizer com “mídia”? O que queremos dizer com “informações”? O que queremos dizer com “alfabetização” e "letramento"?


Alfabetização em mídia (AM) e a alfabetização em informação (AI) se relacionam entre si. Elas têm diferenças e semelhanças, mas se sobrepõem em muitas áreas. Juntas, incluem todas as destrezas, conhecimentos e habilidades intelectuais que pensamos quando pensamos em alfabetização bibliotecária, alfabetização em notícias, alfabetização digital, alfabetização em informática, alfabetização em Internet, liberdade de expressão e liberdade de alfabetização em informação, alfabetização em televisão, alfabetização publicitária, alfabetização em cinema e alfabetização em jogos. Os termos "alfabetização" e "letramento" surgiram a partir dos estudos da área da Educação, porém com a necessidade de se educar a partir dos novos recursos que vêm surgindo com o advento da tecnologia, esses termos também foram sendo importados para diferentes áreas. A importância de se alfabetizar e ser letrado em mídia e informação tem sido maior conforme a complexidade dessas áreas vem sendo expandida.


Imagem 5, Fonte: namastetchnology.com


Depois de ler as três seções da Unidade 1 listadas acima, tire alguns minutos para ver algumas das definições fornecidas nesta unidade para esses conceitos. Agora, compare as definições que você escreveu anteriormente com as definições da lista. Suas definições são próximas de uma ou mais na lista? Não é necessário memorizar as definições. No entanto, é crucial que você entenda o que as pessoas que conhecem a mídia e a informação devem saber e poder fazer (habilidades), bem como a atitude que devem ter com a informação, mídia e tecnologia, e a ética que dá suporte a todas estas atividades e trocas. A lista abaixo resume as competências (conhecimento, habilidades, atitudes e ética) da mídia e alfabetização da informação.

Pessoas alfabetizadas e letradas em mídia e informações devem ser capazes de:

a) Compreender por que os meios de comunicação e outros provedores de informações são importantes para o desenvolvimento e as sociedades democráticas;

b) Conhecer o que os meios de comunicação e outros provedores de informações devem fazer para apoiar o desenvolvimento e a democracia;

c) Reconhecer a necessidade de informação;

d) Localizar e acessar  informações necessárias;

e) Avaliar ou julgar com cuidado informações e o conteúdo da mídia e outros provedores de informações;

f) Organizar informações;

g) Utilizar e compartilhar informações com base em princípios morais ou padrões de comportamento aceitos socialmente;

h) Usar habilidades de tecnologia da informação e comunicação para acessar, produzir e compartilhar informações e conteúdo de mídia;

i) Interagir com a mídia e outros provedores de informações para se expressar livremente, compartilhar sua cultura e aprender sobre outras culturas e participar de atividades democráticas e de desenvolvimento.

j) Independentemente de onde estamos, somos seres soberanos e aceitamos a responsabilidade sobre nossos atos.


Imagem 6, Fonte: dx1.com.br

Esperamos que você tenha adquirido estes itens até o final do curso.


FONTE DAS IMAGENS

1. <https://dribbble.com/shots/4322310-Office-communication>

2. <https://blog.advids.co/wp-content/uploads//2017/12/landingpage-illustration-iftikharshaikh.gif>

3. <https://i.gifer.com/TOtl.gif>

4. <http://21cm.org/musicianship/2017/10/05/design-thinking-for-musicians-part-one/>

5. <http://www.namastetechnology.com/website-redesigning.php>

6. <http://dx1.com.br/>

O que queremos dizer com “mídia”?[editar | editar código-fonte]

Fonte: subbly.co


Em primeiro lugar, precisamos falar sobre a palavra mídia, que é a forma plural da palavra medium (literalmente significa "meio" em latim), assim como curricula é o plural para curriculum. Normalmente, o plural no português é feito acrescentando um "s", mas essas palavras foram emprestadas diretamente de palavras do latim que originalmente formam o plural com a letra "a" no final. Embora mídia seja uma palavra muito antiga, emprestada, ela foi adotada por muitas línguas modernas em todo o mundo, e hoje usamos isso em dois sentidos principais. O entendimento mais comum que temos para as mídias é que elas servem como meios ou veículos através dos quais algo é transmitido ou compartilhado. No campo da comunicação, o "algo" que é transmitido através da mídia é a informação.

Desta forma, entendemos o rádio como um meio para compartilhar informações que escutamos. O livro é um meio para compartilhar informações que lemos. A televisão, os jornais e os computadores também são meios de comunicação. Quando nos referimos a dois ou mais formatos através dos quais as informações são transmitidas, usamos a palavra mídia. Neste primeiro sentido da palavra, a mídia é agente de transmissão central para valores compartilhados, conhecimento e informação sobre a sociedade. E promove nossa capacidade de atuar nesse conhecimento como cidadãos.

A mídia infere nos valores e conhecimentos que circulam, é considerada por muitos como o "Quarto Poder". Como há um monopólio das condições de circulação da informação, é preciso considerar que há uma manipulação possível das informações. A informação também pode ser vista como produto, e neste caso precisamos estar atentos. O público das mídias é amplo e aberto.

Fonte: eclipsemarketingservices.com

A mídia ganha um segundo significado, e mais amplo, quando falamos de desenvolvimento. Se estamos interessados ​​em política, negócios ou intercâmbio cultural, defendendo a liberdade de expressão, a liberdade de informação ou a igualdade de gênero, a mídia desempenha um papel fundamental como vigilantes e críticos de forças poderosas. Quando este é o sentido em que estamos usando a palavra mídia, às vezes nos referimos à Quarto Poder (quarto poder do Estado). Este termo tem cerca de 250 anos e se origina no desenvolvimento de governos democráticos na Europa e América. Mais importante ainda, o termo "Quarto Poder" destaca o papel principal da imprensa jornalística como agente da sociedade: o vigilante do governo democrático.

No século XVIII, pensou-se que o governo era composto por três ramos ou poderes. Estas três instâncias são 1) o legislativo, que faz as leis do país / estado; 2) o judiciário, que cumpre essas leis, e 3) o executivo, que administra os assuntos do dia a dia do país ou estado. Portanto, quando dizemos que a mídia é o Quarto Poder, nos referimos à mídia como uma instituição importante para a manutenção do governo, uma cidadania livre e um clima saudável para a sociedade em geral.

Quando a mídia funciona como vigilante de organizações governamentais, empresariais e até organizações de desenvolvimento como as Nações Unidas, seu objetivo é garantir que:


1. Instituições e organizações poderosas não possam esconder informações que os cidadãos deveriam saber;

2. Os cidadãos têm as informações que precisam para tomar as decisões que afetam a sociedade civil;

3. Aqueles que descumprem as regras ou violam as leis não se livram de sua responsabilidade;

4. Os direitos humanos são protegidos;

5. Os cidadãos sabem como proceder quando precisam fazer mudanças sociais ou políticas.


Fonte: sabaconsultants.com


Os meios de comunicação e a mídia faz dinheiro com o desempenho de suas funções. Isso significa que os meios de comunicação dominantes são empresas e também instituições de cunho político. O fato de que a mídia ganhe dinheiro, torna-se uma preocupação quando a própria mídia está corrompida ou quando está preparada para fazer qualquer coisa para ganhar dinheiro, como usar relatórios preconceituosos ou fatos e informações injustos, incorretos ou manipulados.

A presença de ideias preconcebidas, tendenciosas e corrupção são frequentemente as críticas que a mídia tradicional recebe, e uma das razões pelas quais todos os cidadãos devem ser alfabetizados em mídia e informação. Na verdade, quando os cidadãos usam meios de comunicação alternativos, blogs e mídias sociais para criticar os principais meios de comunicação, às vezes são chamados de o Quinto Poder: os vigilantes da mídia tradicional.

Ao longo deste curso, quando você vê a palavra mídia, pense na mídia:

1) como instituições com funções e responsabilidades para com todos os cidadãos. Pense neles como

2) entidades políticas. E pense em muitos deles como

3) empresas.

Eles podem ser todos os três, e às vezes as necessidades de uma dessas funções interferem nas necessidades das outras funções.


Fonte: mediaamp.io


Aqui está uma definição de mídia: instituições sociais cuja principal função é transmitir a informação de forma ética e precisa a todos na comunidade, com o objetivo de responsabilizar governos e organizações poderosas e permitir que os cidadãos atuem de forma responsável sobre a informação que recebem.


O que queremos dizer com “informação”?[editar | editar código-fonte]

Fonte: portifolio.adobe.com


A informação é necessária para todos os aspectos de nossas vidas. Pense em todas as atividades que você realiza a partir do momento em que acorda até você voltar a dormir. Quanta informação você precisou para completar todas as suas atividades? Algumas dessas informações talvez tenham chegado até você através de livros, de bibliotecas, da mídia como televisão, rádio, imprensa, internet - mídias de transmissão, das mídias como redes sociais ou de alguém da família, ou que você conheceu na escola ou no trabalho. Agora, tente imaginar viver em um país onde todas as informações que você precisa não estão disponíveis para você. Nos lugares da Terra mais urbanizados estamos rodeados pelos meios de comunicação, como nunca antes na história humana. Somos bombardeados todos os dias com informações através de jornais, transmissões e meios de comunicação social, mídias sociais e telefones celulares. Muitas vezes é mais do que podemos lidar. Esta quantidade de informações pode criar oportunidades para aprender muitas coisas que não seriam possíveis sem as tecnologias de comunicação e mídia, ou pelo menos não seria possível com a mesma velocidade. Também apresenta desafios. Como sabemos qual informação está correta e qual não está, ou se a fonte da informação pode ser confiável? Para onde vamos ao procurar por pontos de vista alternativos? O que fazemos com a informação uma vez que a temos? Reflita sobre essas questões ao decorrer deste curso e não se esqueça de voltar a elas sempre que lhe parecer necessário. Isso lhe ajudará construir ideias mais críticas e consistentes sobre o conhecimento que queremos passar através da AMIDI. A ciência é uma das maneiras que o homem encontrou para sistematizar os conhecimentos e as informações que procuramos compreender através da observação, da experimentação e da veracidade dos fatos.


Fonte: naaee.org


Aqui está uma definição de informação: a informação consiste em fatos, estatisticas, detalhes ou particularidades transmitidas ou aprendidas sobre alguém ou algo. - Willem Flusser


Qual é a sua definição de informação?

Para entender mais sobre o conteúdo e a iniciativa deste curso, assista ao vídeo a seguir. Este vídeo é uma entrevista elaborada pela TV Senado, no Brasil, com a participação de Alton Grizzle da Divisão de Liberdade de Expressão e de Desenvolvimento de Mídia da sede da UNESCO em Paris, quem fala sobre o tema e complementa sobre esta ideia de AMIDI.


vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ekPtaGYXHlY

O que queremos dizer com “alfabetização” e "letramento"?[editar | editar código-fonte]

Fonte: blog.advids.co


O terceiro conceito que você precisará entender é sobre alfabetização e letramento. De certa forma, todos pensamos que sabemos o que significa alfabetização: adquirir a capacidade de ler e escrever. No entanto, desde o advento dos computadores, o conceito foi utilizado para cobrir uma variedade de habilidades. Atualmente, as pessoas são ditas como alfabetizadas em leitura impressa, podendo ter alfabetização em informática, alfabetização midiática e alfabetização digital. Na verdade, a maioria das pessoas hoje pode reivindicar ter alfabetizações múltiplas. Mas o que isso significa? As pessoas são igualmente proficientes em uma variedade de áreas? Ou elas sabem um pouco sobre muitas coisas?

Fonte: dribbble.com

À medida que as tecnologias digitais se desenvolvem e mudam, diferentes alfabetizações estão sendo discutidas e definidas para que possamos testar um conjunto de novas alfabetizações em relação a um conjunto de padrões. Este é o caso da Alfabetização Midiática e Informacional, uma combinação de alfabetização em mídia e em informações.


Aqui está uma definição de alfabetização midiática:

A alfabetização midiática está preocupada com o desenvolvimento de uma compreensão informada e crítica da natureza dos meios de comunicação de massa, das técnicas que eles usam e do impacto dessas técnicas. (Associação para a alfabetização midiática de Ontario)


Aqui está mais uma definição de alfabetização informacional:

A alfabetização da informação diz respeito ao ensino e à aprendizagem de toda a gama de fontes e formatos de informação. Para ser "alfabetizada em informação " você precisa saber porquê, quando e como usar todas essas ferramentas e pensar criticamente sobre as informações que são fornecidas. (Federação Internacional das Associações de Bibiotecas e Instituições)


O que é letramento midiático?


Fonte: theeconomist.com


Letramento midiático é o resultado da ação de ensinar ou de aprender a fazer o uso no dia a dia dos recursos midiáticos, bem como o resultado da ação de usar essas habilidades em práticas  sociais: o estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo com consequência de ter-se apropriado do fato de conhecer os recursos e de ter-se inserido num mundo organizado diferentemente como o das mídias e dos recursos tecnológicos e midiáticos. Como os usos sociais da tecnologia acessível e as competências a eles associadas são extremamente variadas (fazer uma pesquisa, criar um conteúdo), é frequente levar em consideração níveis de letramento (dos mais elementares aos mais complexos). Tendo em vista as diferentes funções (para se distrair, para se informar e se posicionar, por exemplo) e as formas pelas quais as pessoas têm acesso aos recursos tecnológico-midiáticos – com ampla autonomia, com ajuda de um professor ou mesmo por meio de alguém que faz uso profissional ou recorrente.

Esta nova combinação de alfabetização é importante porque combina habilidades que podem ser necessárias hoje: conhecimento sobre como a mídia e outros provedores de informação trabalham - onde e como eles armazenam seus conteúdos, usam e produzem informações, os tipos de informações e como as usam para persuadir os outros, como encontrar informações e dizer se são corretas, justas e confiáveis, como selecionar as informações que você encontra e escolher o que é necessário, e como usar a informação para melhorar seu próprio conhecimento e o da sociedade como um todo. É muito importante refletir sobre o conteúdo que produzimos e que acessamos através dos dispositivos e recursos midiáticos que temos acesso.


Fonte: newyorker.com


Aqui está uma definição de alfabetização midiática e informacional:

''Uma combinação de conhecimento, atitudes, habilidades e práticas necessárias para acessar, analisar, avaliar, usar, produzir e comunicar informações e conhecimentos de maneiras criativas, dentro das leis e éticas que respeitem os direitos humanos. Os indivíduos alfabetizados em mídia e informação podem usar diversos meios, fontes e canais em suas vidas privadas, profissionais e públicas. Eles sabem quais informações precisam, onde e como obtê-las. Eles entendem quem as criou e o por quê, bem como os papéis, responsabilidades e funções da mídia, provedores de informações e instituições musais. Tais sujeitos são capazes de analisar informações, mensagens, crenças e valores transmitidos pela mídia ou qualquer tipo de produtores de conteúdo e podem validar as informações encontradas e produzidas em relação a uma variedade de critérios genéricos, pessoais e contextuais. Portanto, as competências AMI se estendem para além das tecnologias de informação e comunicação para abranger aprendizados, críticas, habilidades de pensamento e interpretação ao longo e além das fronteiras profissionais, educacionais e sociais. A Alfabetização Midiática e Informacional aborda todos os tipos de mídia (oral, impressa, analógica e digital) e todos os recursos disponíveis".  (Fonte: Declaração de Moscou em Alfabetização Midiática e Informacional, 2012)


Expanda suas ideias[editar | editar código-fonte]

Fonte: nimdesign.com


1. Depois de ter lido as várias definições para as competências de alfabetização e letramento em mídia e informação nesta unidade, pense se você concorda com os tópicos apresentados ou se você adicionaria ou mudaria qualquer uma das competências.

2. Você acha que essas competências são tão importantes como poder ler, escrever e fazer cálculos? Por que? Como você acha que essas competências se relacionam com sua vida diária?

3. Agora pense em escrever um pequeno registro nesta unidade com anotações de tópicos sobre o que você aprendeu. A partir das suas anotações, compare com o que você sabia sobre Alfabetização Midiática, Informacional e Diálogo Intercultural antes de começar o próximo módulo.

Aqui você pode compartilhar com os colegas sobre suas reflexões e ideias, sua compreensão, dar início e fomentar diálogos.

Teste: Relembrando...[editar | editar código-fonte]


Módulo 2 - Alfabetização em Mídia, Informação e Diálogo Intercultural[editar | editar código-fonte]


Introdução[editar | editar código-fonte]

Imagem 1, Fonte: blog.operand.com.br


Todos os dias estamos cada vez mais cercados por informações e mensagens da mídia e outros veículos de informação, incluindo a Internet. Informações e mensagens dizem respeito, frequentemente, às culturas em que nós crescemos ou sobre as culturas de outros países e regiões do mundo.

Elas chegam até nós através da televisão, do rádio, da internet, dos livros, de bibliotecas e arquivos, dos jornais, das revistas, dos dispositivos móveis, de outdoors e assim por diante. Cada um desses meios de transmissão e conteúdos de mídia pode influenciar nosso modo de pensar, o modo de agir e nossas crenças. Mas nem todos nós entendemos a importância da mídia e dos veículos de informação, incluindo a Internet, para a nossa vida diária e para desenvolvermos conhecimento de como examinar as mensagens e informações disseminadas a fim de decidir quais dentre elas são verdadeiras e justas. Muitas pessoas ainda não sabem ou não entendem que muitos dos desafios (como culturais e conflitos religiosos) que nós enfrentamos podem ser superados acessando e usando a informação correta; ou que nós perdemos muitas oportunidades por causa da ausência ou do mau uso da informação. É isto que o curso de Alfabetização em Mídia, Informação e Dialógo Intercultural (AMIDI) pretende fazer: levar às pessoas o conhecimento e as ferramentas intelectuais que elas precisam a fim de fazer escolhas informadas e participar ativamente na sociedade.


Imagem 2, Fonte: plannermedia


A mídia e outros veículos de informação não existem por si mesmos. Nossos ambientes culturais influenciam os conteúdos de mídia. Por sua vez, os conteúdos de mídia influenciam nossos ambientes culturais. É um complexo processo circular de elementos interagindo que cada pessoa deve aprender para entender e usar. No ambiente de mídia atual, não é suficiente entender nossa própria cultura; nós precisamos aprender a apreciar os pontos de vistas de outras culturas para que possamos trabalhar juntos, construir comunidades fortes e abordar questões mútuas. Aprender a entender, apreciar e aceitar todas formas de diversidades culturais é uma necessidade para manter a democracia, promovendo e incentivando a liberdade, praticando a justiça social, estabelecendo comunidades pacíficas, e garantindo a cooperação intercultural.


Cinco conceitos chaves para analisar mensagens de mídia online e offline


Cinco conceitos chaves para analisar mensagens de mídia:

  1. Os conteúdos de mídia e de informação são cuidadosamente planejados;
  2. A mídia e outros veículos de informação realçam frequentemente diferentes aspectos da realidade;
  3. Cada forma de mídia constrói mensagens de acordo com um único conjunto de regras;
  4. Toda mídia é dirigida por fatores econômicos, políticos e sociais;
  5. A audiência interpreta significados na mídia baseado na sua educação e experiências pessoal.


FONTE DAS IMAGENS

1. <http://blog.operand.com.br/wp-content/uploads/2016/06/giphy6.gif>

2. https://www.erretres.com/portfolio/planner-media/

Os conteúdos de mídia e de informação são cuidadosamente planejados[editar | editar código-fonte]

Fonte: codeias.com


Nada na mídia está lá por acidente. Tudo que você vê, lê e ouve foi cuidadosamente planejado e disponibilizado por uma equipe de pessoas que usam algumas informações, rejeitam outras, e inventam ou adaptam para se adequar os seus propósitos. Uma razão óbvia para isto é que, frente à uma dificuldade de limitação em tempo e espaço para apresentar informação, a mídia e os profissionais da informação não podem mostrar, dizer ou escrever tudo sobre um evento, uma situação, uma pessoa, um lugar ou uma coisa. Contudo, em alguns casos a informação é adaptada ou até mesmo inventada para se adequar aos propósitos daqueles envolvidos na produção de informação e mídia. Em outros casos, indivíduos e profissionais da mídia de modo igualmente inconsciente omitem pedaços importantes da informação devida à ignorância. Por exemplo, um repórter ou escritor  podem não estar consciente do viés de gênero em certas declarações por falta de treinamento. O mesmo vale em qualquer situação em que pessoas contam estórias. O que eles dizem, escrevem, ou o presenciam podem ser montado por todas as possíveis coisas que disseram ou escreveram a fim de entreter, informar ou persuadir a audiência.


Assista a este vídeo  - O vídeo é sobre como é feito um comercial. Também é importante notar as diferenças entre os filmes de ficção (não factual) e comerciais (pretende persuadir e nem sempre é factual) e as notícias (pretendem ser factuais ou opinativas). O desafio para o espectador é fazer a distinção entre o fato, a opinião e a desinformação. Você aprenderá mais sobre isto ao longo deste curso.


video: https://www.youtube.com/watch?v=9zEfA1BALkI

O que você aprendeu sobre as formas de como as mensagens são construídas? Você está surpreso(a)?

A mídia e outros veículos de informação costumam realçar diferentes aspectos da realidade[editar | editar código-fonte]

A maioria da informação que nós temos no mundo  chegam até nós pela mídia. Estas construções da realidade contém atitudes, valores, interpretações e conclusões. Muitas destas informações são tão habilmente elaboradas que nos persuadem a concordar com um certo ponto de vista. Mas esta versão da realidade reflete nossa própria visão?

Olhe para esta imagem com um carro amarelo:


Imagem 1, Fonte: Yellow Car por George Hodan CC0


À primeira vista, parece ser bastante objetivo. Alguns carros estão estacionados em uma rua. Mas um dos carros tem cor, enquanto o restante está em preto e branco. O carro amarelo está separado do carro atrás dele e está com uma forma e tamanho diferente dos demais carros. Embora esta imagem  não seja um anúncio, ela atrai a sua atenção de uma maneira específica. Quais conclusões você tira sobre o carro amarelo e da pessoa que dirige ele?


FONTE DAS IMAGENS

1. <https://www.needpix.com/photo/download/1319340/yellow-car-color-property-parking-freedom-ride-travel-background>

Cada forma de mídia constrói mensagens de acordo com um único conjunto de regras[editar | editar código-fonte]

Se você está lendo algo escrito, ou olhando para uma foto ou vídeo, tudo na mídia foi construído de acordo com um conjunto de regras que pode chamar sua atenção de maneira mais persuasiva.


Imagem 1, Fonte: giphy.com


Aqui estão elementos comumente usados pelas mídias:

1. Artigos e característica de jornais de televisão.

2. Capas de jornais

3. Imagens (posters, outdoors, fotos)

4. Textos persuasivos (editoriais, artigos de opinião, discursos)


1. Artigos e característica de jornais de televisão.

Tradicionalmente, jornalistas têm usado a pirâmide invertida para construir suas histórias, colocando a informação mais necessária sobre quem, o que, quando, onde, porque e como no primeiro parágrafo; Uma expansão e cada um desses componentes - um por parágrafo - na parte do meio; e outra informação ou um pano de fundo no fim. As estórias são construídas desta forma para que elas possam ser disponibilizados de baixo para cima se a falta de espaço for um problema. Além disso, com um tópico por parágrafo, é mais fácil para o editor reajustar parágrafos específicos de acordo com o espaço ou reordená-los para causar um melhor efeito.

Estas estruturas foram adotadas por jornais de televisão e features, com as informações mais interessantes e surpreendentes primeiro, além de uma expansão de detalhes importantes, informações de suporte ou opinião de especialistas, e um final que inclui uma referência resumida para o assunto ou uma pessoa em destaque. Na televisão, algumas histórias são frequentemente encerradas com a promessa de acompanhamento e uma melhor cobertura (matérias sensacionalistas, novelas, filmes, séries).


2. Capas de jornais

A localização das imagens e textos, o tamanho, o tipo de fonte ou a cor, a quantidade de espaço em branco: todos eles são componentes importantes para a construção da capa do jornal. Os editores de jornais impressos escolhem o que eles consideram ser importante ou histórias atraentes para o espaço “acima da dobra” - a parte do jornal que é exibido nas bancas de jornais. Este é também um lugar preferido para anúncios, já que é a parte do jornal que todos veem. Jornais online usam uma tática similar chamada “above the scrooll”. Está é a parte do jornal que é visível sem rolagem da página.


3. Imagens (posters, fotos, outdoors)

Uma imagem fala mais que mil palavras. Mas como ela faz isto? O uso da luz pode criar humores; o uso de cores pode enfatizar ou não enfatizar importâncias.

Uma das regras da composição de imagens é a “Regra dos Pássaros”, que diz que a imagem mais apelativa pode ser divida em linhas imaginárias por segmentos de três linhas iguais, na vertical e horizontal. Esta geometria aborda o alinhamento dos elementos em fotos, pinturas, posters e outdoors para um efeito agradável e  não tem apenas um recurso estético, mas tem sido usado por anunciantes e outras mídias por mais de um século para desenhar o olhar do espectador para os detalhes da imagem. O fotógrafo usa a Regra dos Passáros para colocar componentes importantes ao longo das linhas, ao invés de colocar no meio de uma das nove seções. Em outras palavras, a Regra dos pássaros pode ser usada para persuadir o espectador.

Exemplo:


Imagem 2, Fonte fotografiamais.com.br


Veja, na imagem abaixo, outra técnica de enquadramento que também faz uso de elementos visuais para a composição de imagens, é a chamada Proporção Áurea. Na internet, pesquise sobre a relação da composição de imagens com a Proporção Áurea. Se achar necessário, faça anotações sobre o que você aprendeu.


Imagem 3, Fonte fotografiamais.com


4. Argumentos persuasivos (editoriais, artigos de opinião, discursos)


Imagem 4, Fonte: imgur.com


Os argumentos persuasivos são compostos por três componentes, divididos em início, meio e fim; cada uma dessas posições tem seu próprio nível de poder de persuasão. A posição mais poderosa em qualquer texto é o fim - a última coisa que o leitor lê ou vê. Quase tão poderosa é a primeira coisa que o leitor ou espectador encontra no começo. Qualquer informação que esteja no meio tem menos poder de persuasão. Por este motivo o meio é usado para descrever, dar exemplos, e elaborar.


Argumentos persuasivos podem ser construídos de forma  direta ou indireta:

Argumentos diretos: A abordagem direta é tomada quando o autor sente que o argumento pode ser muito forte. Por conseguinte, colocará o argumento mais forte primeiro, muitas vezes descartando, ao mesmo tempo, o ponto de vista oposto. O argumento principal é frequentemente utilizado como plano de fundo ou contexto, e então os dois ou três próximos argumentos mais fortes são acompanhados com exemplos ou ilustrações, e finalmente o ponto forte do argumento principal retorna na conclusão. Essa abordagem assume que o argumento é tão forte que ele pode introduzir pontos de vistas opostos e descartá-los imediatamente.


Argumentos indiretos: A abordagem indireta é tomada quando o autor sente que o argumento pode ser fraco ou que provavelmente encontrará uma forte oposição. Começa, portanto, de forma indireta como um plano de fundo, é estendida por casos históricos, ou  com o argumento principal seguida de uma piada, e então um acúmulo lento de suporte para o argumento principal. Essa abordagem de persuasão irá inserir o ponto de vista oposto sobre dois terços do caminho através do texto na posição menos forte. Isso será seguido quase que imediatamente, reafirmando o argumento mais forte do autor na conclusão.


FONTE DAS IMAGENS

1. <https://giphy.com/>

2. <https://fotografiamais.com.br/wp-content/uploads/2018/08/regra-dos-tercos-paisagem-fotografia.jpg>

3. <https://fotografiamais.com.br/wp-content/uploads/2018/08/regra-dos-tercos-proporcao-aurea.jpg>

4. <https://imgur.com/gallery/5CSGrN2>

O que os jornais costumam enfatizar?[editar | editar código-fonte]

1. Observe a capa de dois jornais e compare quais problemas e assuntos eles acham importantes o suficiente para enfatizar. O que eles acham de menor valor e como eles representam isso? Registre sua pesquisa neste Prompt de Discussão.


Imagem 1, Fonte giphy.com


2. Tente tirar fotos seguindo a Regra dos Pássaros. Há muitos tutoriais gratuitos na internet que irão te ajudar a seguir as regras básicas. O que você notou sobre a qualidade de suas fotos quando pôs a Regra dos Pássaros em prática? Compartilhe suas observações neste Prompt de Discussão.


Imagem 2, Fonte fotografiamais.com


FONTE DAS IMAGENS

1. <http://gph.is/2v8IoX9>

2. <https://fotografiamais.com.br/wp-content/uploads/2018/08/regra-dos-tercos-fotografia-730x506.jpg>


Toda a mídia é dirigida por fatores econômicos, políticos e sociais.[editar | editar código-fonte]

Imagem 1, Fonte giphy.com


A maioria da produção de mídia é um negócio, e portanto, precisa lucrar. A propriedade e o controle das mídias podem ser um problema, considerando que um pequeno número de empresas controla o que assistimos, observamos e ouvimos. Uma maneira pela qual as empresas com lucro tentam controlar o conteúdo da mídia é chamada em inglês de gatekeeping, é um conceito jornalístico que foi emprestado para português e se refere a filtragem que é feita na seleção e publicação de conteúdo de informação nas mídias, principalmente jornais.

As mídias que não são comerciais podem ser de propriedade ou controladas por governos, igrejas, ou organizações sem fins lucrativos. O público deve estar ciente do viés na mídia, ou os fatores sociais e políticos que afetam a produção midiática. A representação de gênero, etnia, direitos humanos; causas de fome e eventos políticos são algumas das áreas onde o ponto de vista da mídia pode introduzir viés. As tentativas de controlar o que o público encontra na mídia podem envolver censura e o uso da propaganda.

A criação de informação também é relevante. As informações desenvolvidas através de estudos de pesquisa formal é feita tanto para o interesse pessoal, para o desenvolvimento de estudos ou requisitos profissionais, como com a finalidade de apoiar fins de desenvolvimento ou interesses comerciais.


Imagem 2, Fonte giphy.com


Um importante fator de condução da informação em muitos formatos de mídia hoje é o sexismo e a resultante representação de mulheres e garotas.  E um excelente recurso para examinar os estereótipos das mulheres na mídia pode ser encontrado no Mediasmarts (especialistas da mídia) de recursos on-line, que também oferecem recursos para pais e professores.


Imagem 3, Fonte dribbble.com


É nossa responsabilidade considerar este entendimento, uma vez que não podemos aceitar qualquer informação que está online, ou que nos é encaminhada, sem antes checar de onde ela procede e quais fatores econômicos, políticos e sociais podem estar relacionados com sua existência.


FONTE DAS IMAGENS

1. <giphy.com>

2. <giphy.com>

3. <https://dribbble.com/shots/4255634-oh-hell-no>


A audiência interpreta significados na mídia baseada na sua educação e experiências pessoais[editar | editar código-fonte]

Imagem 1, Fonte indradhanusschool


Nossas experiências pessoais, quando combinadas com  nosso conhecimento da mídia e alfabetização de informação, podem contribuir ou influenciar como entendemos e interpretamos os conteúdos de informação e mídia.  Nossas crenças, antecedentes e experiências geralmente afetam diretamente a forma como aplicamos nossas competências em Alfabetização Midiática e Informacional. O que sabemos e experimentamos também pode afetar a forma como interpretamos o conhecimento sobre a maneira como os meios de comunicação operam, sobre o ciclo de vida e sobre o próprio significado da informação. Portanto, é possível que diferentes pessoas tenham diferentes entendimentos ou diferentes mensagens da mesma informação ou conteúdo da mídia. Na verdade, as pessoas podem interpretar mensagens ou significados que o produtor ou o autor da informação não pretendeu, em primeiro lugar. Isso acontece, cabe a você prestar atenção nessas dinâmicas para lidar melhor com a informação que chega.

Saber o quão importante é a experiência e a prática individuais, torna-se ainda mais importante questionarmos todas as mensagens de mídia: quem produziu essa mensagem, por que, quando, como, para quem e com qual efeito pretendido?


FONTE DAS IMAGENS

1. <http://www.indradhanushschool.com/images/minku-reading.gif>


Desenvolvendo sua própria definição de diálogo intercultural - Prompt de discussão[editar | editar código-fonte]

Imagem 1, Fonte: medium.com


Desenvolva aqui sua própria definição de diálogo intercultural e observe como suas definições se relacionam com as de outras pessoas neste Prompt de Discussão. Pesquise sobre demais definições em sites e fontes confiáveis, que trazem dados de estudos, metodologias e fundamentos para chegar a uma definição factual.


FONTE DAS IMAGENS

1. <https://medium.com/dropbox-design/how-to-run-a-research-session-if-youre-not-a-design-researcher-2d6c1c769557>

Desenvolvendo um diálogo intercultural significativo[editar | editar código-fonte]

Imagem 1, Fonte medium.economist


Toda cultura tem suas próprias características distintivas que são definidas por sua história social, política e econômica, sua mistura de crenças religiosas e sua geografia. Algumas culturas têm uma história de diversidade étnica e, portanto, possuem mecanismos para entender e aceitar outros pontos de vista e formas de ser. Mas nem toda cultura, ou pessoa inserido em uma cultura, tem meios para se comunicar de forma significativa entre fronteiras tradicionais de raça, classe, etnia, gênero e noção de casa e meio ambiente. Mesmo assim, novas maneiras de atravessar esses limites podem ser aprendidas por qualquer pessoa com vontade de fazê-lo. Neste curso esperamos que você faça este exercício de ouvir alguém diferente de você, e que consiga se colocar no lugar desta pessoa – pelo período em que conversam - para promover uma conversa significativa.


Manter conversas significativas com pessoas de outras culturas pode ser um desafio. Aqui estão seis coisas a serem lembradas, a fim de garantir que as pessoas se ouçam e falem com respeito e compreensão.


1. Distinguir fato de opinião;

2. Esteja ciente das características distintivas entre sua própria cultura e a cultura de sua/seu interlocutor/a e outras culturas;

3. Reconhecer e rejeitar estereótipos culturais, religiosos e de gênero;

4. Manter igual atitude de dignidade para com todos os participantes da conversa;

5. Reconhecer e respeitar as diferenças e semelhanças culturais;

6. Faça um compromisso pessoal para ser aberta/o, curiosa/o e receptiva/o.


Imagem 2, Fonte 21cm.org


1. Distinguir fato de opinião

Jornalistas, escritores e outros provedores de informações, inclusive aqueles na Internet, podem criar mal-entendidos culturais por pura falta de cuidado ou ignorância mesmo, por isso é importante poder interpretar o que você encontra na mídia. Às vezes, os produtores de mídia indicam ao público quando a opinião influente (no caso de editoriais, charges políticas e blogs) se opõem aos fatos (por exemplo, colunas científicas ou notícias sobre negócios). É mais provável que a cobertura factual das notícias ou de contos ou de história use de uma linguagem objetiva, citando nomes, datas, lugares ou números que o leitor, ou o público que compõe a audiência, possa facilmente verificar transversalmente com outras fontes de notícias para uma melhor precisão factual. Os textos que expressam opinião são, em geral, mais propensos a usar linguagem emocional, depoimentos, histórias de vida e imagens emotivas para persuadir uma audiência, para dar a perceber que as opiniões do escritor são válidas.


2. Esteja ciente das características distintivas da sua própria cultura e de outras culturas

As culturas diferem de várias maneiras, como religião e linguagem; calendário, feriados; atitudes em relação à escolaridade; atitudes em relação ao álcool, tabagismo e outras drogas; comida e vestimenta; papéis de gênero e papéis geracionais. Como você vê sua própria cultura? Como você vê outras culturas? Orgulhosa? Amigável? Tolerante? Justa? Incompreendida? Militarista? Pobre?Diversificada? Educada? Moderna? Antiquada? Rica?


Sugestão de Atividade

Pense sobre as características listadas acima e pesquise sobre outras culturas. O que você sabe sobre os diferentes povos originários e tradicionais da região onde você vive ou do seu país em geral?


3. Reconhecer e rejeitar estereótipos culturais, religiosos e de gênero

O estereótipo é um meio de rotular, identificar um indivíduo ou um grupo com um número único ou limitado de traços, e que nem sempre pode refletir a sua realidade. Muitas vezes, é associado com preconceitos e discriminações. O que o ato de estereotipar faz é bloquear o pensamento reflexivo e perpetuar a ignorância. Uma maneira de rejeitar os estereótipos é criar um conjunto alternativo de opiniões que reconheçam a individualidade e a complexidade, trazer ideias que se abrem para compreender o que é diferente de nós, ao invés de se fecharem.


Imagem 3, Fonte rebellmotion dribbble.com


4. Manter igual dignidade para todos os participantes

O diálogo aberto e respeitoso ajuda a manter a dignidade dos participantes. Pense sobre como diferentes culturas se dialogam umas com as outras Pesquise sobre como a cultura árabe e a cultura de povos originários do Brasil é mal interpretada, procure exercitar a escuta do ponto de vista de uma pessoa da cultura árabe e de uma pessoa dos povos Yanomami, Kaingang, Paiter Suruí, por exemplo.


5. Reconhecer e respeitar as diferenças e semelhanças culturais

Quanto mais prática você tiver em reconhecer as diferenças e semelhanças culturais, mais aberto e aceitável será falar com pessoas de outras culturas, gêneros, idades e raças.

Sugestão de Atividade

Depois de pesquisar sobre o ponto de vista de pessoas de outras culturas, tome um momento para pensar sobre as semelhanças e diferenças entre elas. O que você pode perceber a partir da sua reflexão?


6. Faça um compromisso pessoal para ser aberta/o, curiosa/o e receptiva/o

Compreender por que o diálogo intercultural é importante deve levá-lo a encontrar maneiras de ser aberta/o, curiosa/o e aceitar outras pessoas e outras culturas com naturalidade. É importante refletir sobre os esteriótipos e expressões linguísticas que ofendem pessoas de outras culturas. Exercite essa reflexão.


FONTE DAS IMAGENS

1. <https://miro.medium.com/max/1280/1*O3JwR-YBFGS5LhvosEAawA.gif>

2. <http://21cm.org/wp-content/uploads/2017/10/Design_Thinking-01e.gif>

3. <https://dribbble.com/shots/3932521-Sexualidade-e-G-nero-Respeito>

O que querem os anunciantes?[editar | editar código-fonte]


  1. Assista ao vídeo no link abaixo e pergunte-se: O que os anunciantes estão tentando alcançar? Depois de ter visto a análise de um anúncio, liste as técnicas usadas pelos anunciantes para criar um certo efeito sobre o público.


video: https://www.youtube.com/watch?v=xsttl2_1I-U


Imagem 1, Fonte youtube geekiegames


FONTE DAS IMAGENS

1. <https://www.youtube.com/watch?v=xsttl2_1I-U>


Módulo 3 - Alfabetização midiática e informacional: avaliando e usando informações e conteúdo midiático[editar | editar código-fonte]


Introdução[editar | editar código-fonte]

Imagem 1, Fonte: milhomework


A alfabetização midiática e informacional é constituída por duas partes: mídia e informação. Algumas organizações se concentram na primeira e outras na segunda. No entanto, a alfabetização informacional, a midiática e a digital estão intimamente relacionadas. Para alguns usuários dessas mídias, a alfabetização midiática faz parte da informacional, e para outros é o contrário. Este curso combina ambas: a alfabetização midiática e a alfabetização informacional.


Aqui está uma definição de alfabetização informacional:

"A alfabetização informacional é saber quando e por que você precisa de informações, onde encontrá-las, como avaliá-las, e como fazer o uso e a comunicação destas informações de forma ética.” (Chartered Institute of Library and Information Professionals)


O que é alfabetização informacional? É a capacidade de encontrar, avaliar, usar e criar informações e conhecimentos. O acesso à informação constitui a base do aprendizado ao longo da vida, e é de grande importância no mundo digital para ajudar as pessoas a atingir seus objetivos sociais, educacionais e profissionais. Este acesso à informação está relacionado aos direitos humanos básicos.


Esta definição de alfabetização informacional, às vezes, é usada também para a alfabetização midiática.


Sabemos que vivemos em uma era da informação, que estamos experimentando uma revolução da informação. Devemos ser alfabetizados desta forma para ter sucesso em uma sociedade desse tipo ou uma economia baseada em produção de conhecimento. Nós ouvimos que a informação é poder, que o conhecimento é poder e que algumas pessoas são ricas em acesso à informação, enquanto outras são pobres quanto a isso. Podemos armazenar grandes quantidades de informações em dispositivos pequenos e aparentemente acessar informações de qualquer lugar e a qualquer momento.

No Brasil, a produção de conhecimento, como a conhecemos nas escolas e universidades, foi trazida pelos europeus. A ideia de acesso universal à informação funciona melhor em países ricos com alta taxa de alfabetização e com acesso mais barato às mídias digitais. O acesso à internet via telefone celular em nosso país já ultrapassou o acesso via computadores e laptops e chega a cerca de 70% da população. Entretanto, o projeto de produção de conhecimento online (de forma coletiva e com direitos autorais abertos) ainda está longe de nossas reais possibilidades como sociedade brasileira e entre países de língua portuguesa.

Não há dúvida de que a informação se tornou um termo poderoso que está ligado ao acesso dos cidadãos à informação à e liberdade de expressão. No Brasil a proposta do E-Gov tem implementação lenta, assim como o princípio da transparência dos gastos públicos. São ferramentas que auxiliam o cidadão a ter acesso aos serviços e a controlar os gastos do Estado. A informação também está ligada à cooperação global entre nações, à habilidade de resolver problemas econômicos e sociais, e a nossa qualidade de vida.

A questão é de que forma nos tornamos cidadãos experientes que utilizam efetivamente a informação que é fornecida pela mídia impressa e digital, a Internet, assim como bibliotecas e outras fontes, e como podemos encontrar e produzir a informação que é importante para nós.

Esta unidade apresenta meios para avaliar as informações que você encontra nas bibliotecas, em publicações, na mídia e na Internet. As atividades nesta unidade propõem algumas práticas com o uso da informação.


Imagem 2, Fonte studio.foxidot


O ciclo da informação


O ciclo de informação pode começar em qualquer lugar. Pode ser que tenhamos uma pergunta que pode ser resolvida procurando informações em uma biblioteca, em um arquivo, ou perguntando a outra pessoa. Pode ser que decidamos publicar um panfleto, criar um site, fazer alguma pesquisa ou publicar um vídeo ou áudio que produza informações que outros usarão mais tarde. Sempre que o ciclo da informação começa, as informações serão transferidas em uma variedade de formas, sendo alteradas, adicionadas e armazenadas para o uso futuro. Quando visto dessa forma, podemos pensar nas informações como tendo um ciclo de vida, entrando no domínio público de alguma forma e depois se espalhando para ampla gama de pessoas, muitas vezes perdendo sua importância e desaparecendo com o tempo, consecutivamente.

Eis uma maneira de analisar o ciclo de produção de informação. Pode ser visto como algo que começa como um acontecimento da vida real seguido de um relatório ou história da mídia. Se a informação é fornecida por mídia convencional ou mídia alternativa, torna-se parte de um ciclo onde uma história passa a ser vista como "notável" e disponível através de jornais, televisão, rádio e Internet. A medida que o ciclo progride, jornalistas, cientistas, médicos, historiadores e outros profissionais preenchem os detalhes e as análises. Políticos, especialistas, organizações e corporações podem ter declarações a serem feitas. Com o passar do tempo, as revistas semanais e mensais podem fornecer mais detalhes e análises mais aprofundadas para o conteúdo publicado. Os acadêmicos também podem adicionar perspectivas e análises a longo prazo. Os governos podem fornecer relatórios como parte deste mesmo conteúdo. O ciclo de produção de informação para qualquer história pode durar dias ou anos.

Todos os agentes envolvidos no ciclo da produção da informação tomam decisões sobre qual informação vale a pena ser publicada, disponibilizada para o domínio público. Essa decisão, seja por ONGs, mídia, governo, acadêmicos ou indivíduos, consiste no ato de escolher qual informação deve ser acessada e discutida e qual informação será ignorada, abandonada ou censurada. Estas decisões são influenciadas por uma série de fatores pessoais, incluindo filosofias políticas e religiosas, preconceitos, objetivos de negócios, medo e esperança. Às vezes, essas decisões são simplesmente conduzidas por praticidade. Por exemplo, nenhum fornecedor de informações tem espaço ou tempo para fornecer todas elas sobre um determinado tópico ou informações sobre todos os tópicos possíveis.

Pessoas envolvidas no ciclo de informação são bibliotecários, arquivistas, escritores, ativistas, jornalistas, editores e outras que devem saber priorizar a relevância das informações. O problema para a sociedade civil vem quando uma informação óbvia ou crucial é consciente ou inconscientemente omitida, manipulada ou apresentada de forma parcial e de maneira injusta. Existe também uma série de preocupações quando informações sobre minorias sociais, culturas, ou membros de uma religião, gênero ou raça é totalmente omitido de todos os livros, mídia ou outras fontes. Isso está relacionado ao conceito de representação. Um ambiente midiático saudável oferece uma tal variedade de fontes que os cidadãos podem encontrar informações abandonadas ou censuradas bem como uma variedade de perspectivas sobre essa informação. A internet e as mídias sociais podem oferecer enormes oportunidades para corrigir esses desequilíbrios.


Imagem 3, Fonte: giphy.com


Fontes de informação

A alfabetização informacional, como é o caso da alfabetização midiática, é em parte sobre o que fazemos com as informações que chegam até nós como um produto acabado da comunidade acadêmica, da mídia e da Internet, e é em parte sobre como encontrar informações, avaliá-las e usá-las para produzir seu próprio material. Esta unidade do curso se concentra nas informações que recebemos de três fontes:


Fontes acadêmicas

Fontes acadêmicas referem-se à pesquisa acadêmica e escrita, bibliotecas e arquivos. Essas fontes produzem grande parte da informação presentes no ciclos informacionais que entramos em contato. No Brasil, as pesquisas acadêmicas podem cumprir o papel de informar políticas e programas estabelecidos pelos governos, além de fazerem seu caminho na literatura popular, na internet, especialmente nas áreas de saúde, educação, sociedade e política. Ao mesmo tempo, era difícil para a maioria dos não-acadêmicos acessarem essas informações, mas a internet mudou isso. A maioria das revistas acadêmicas agora têm uma página digital de acesso e muitas estão agora disponíveis gratuitamente. No Brasil, dissertações de mestrado e teses de doutorado estão disponíveis online no site do IBICT.

Do mesmo modo que a grande mídia moderna, o mundo acadêmico filtra o que é publicado e o que é disponibilizado. Cada disciplina acadêmica tem sua própria maneira de escrever, e perspectivas que são hegemônicas ou periféricas na sua área de conhecimento. Por exemplo, psicólogos que não escrevem como outros psicólogos, ou que expressam pontos de vista que desafiam o discurso hegemônico, podem ter dificuldade em publicar sua pesquisa. Padrões são mantidos por um processo de revisão por pares nos quais colegas acadêmicos avaliam artigos e livros para publicação, e neste sentido a comunidade científica é razoavelmente reflexiva.

Embora as publicações revisadas por pares sejam as fontes de informação mais confiáveis ​​em qualquer campo, pontos de vista alternativos podem ser encontrados em arquivos e repositórios online. O diretório de acesso aberto, repositórios em todo o mundo redirecionarão você para abrir arquivos na maioria dos assuntos. Outros sites mantidos por organizações sem fins lucrativos e acadêmicos independentes dedicados podem fornecer informação. Pesquise na internet sobre a Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (RAWA) e outras Associações de mesmo cunho localizadas no Brasil.

Bibliotecas acadêmicas tendem a refletir as visões principais, tanto em suas coleções físicas quanto em suas assinaturas de bancos de dados online. Muitos bibliotecários lutaram para manter o princípio da liberdade intelectual para que possam usar suas bibliotecas para adquirir coleções que refletem uma diversidade de fatos e opiniões. Isso é semelhante aos profissionais de mídia e cidadãos que lutam pela liberdade de expressão, liberdade de imprensa e diversidade de mídia. Cada vez mais, coleções de bibliotecas e museus estão disponíveis online.


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Escreva seus pensamentos sobre a cobertura fornecida em duas organizações de mídia em um blog sobre um assunto que lhe interessa, escolhendo um espaço de blog gratuito e popular como o Blogger do Google. Digite "Google Blog” em seu mecanismo de pesquisa para se encontrar a página da internet. Se você quiser saber mais sobre o que é um blog e como escrever um blog, confira o seu “tour rápido” na página do blog. Blogs podem ser tão privados quanto públicos, como você preferir - você consegue controlar quem tem acesso à sua escrita.

Imagem 4, Fonte giphy in pinterest


FONTE DAS IMAGENS

1. <https://milhomework.files.wordpress.com/2018/07/giphy-4.gif?w=387&h=360>

2. <http://studio.foxidot.com/images/studio/web-animation.gif>

3. <http://gph.is/2d9n0Kq>

4. <https://www.pinterest.com/pin/501658845985081450>

Mídia tradicional e mídia alternativa[editar | editar código-fonte]

Como cidadãos, precisamos tomar decisões a partir de uma ampla gama de notícias e informações para agirmos no dever de cidadãos e conhecer sobre nossos direitos como o mesmo, por exemplo, na hora de aprendermos mais sobre política e sobre os parlamentares que trabalham como nossos representantes.

Os jornalistas são importantes provedores de tais informações, assim como os meios de comunicação que transmitem a informação. Por esta razão, a liberdade de imprensa é valorizada como um componente-chave para um estado democrático saudável.


A mídia tradicional domina os meios de comunicação em massa e, portanto, controla as informações sobre eventos e situações ao redor do mundo. Se a mídia tradicional é de propriedade privada ou controlada por governos, ela pode, e frequentemente representa os interesses dos proprietários, anunciantes, ou o partido político no poder. Por exemplo, no Brasil, cinco famílias detêm o controle de metade dos 50 veículos de comunicação privados de maior audiência no país. O Brasil apresenta risco alto em concentração de audiência e de salva guarda regulatória. É importante garantir sempre a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa,  e assegurar a descentralização do controle hegemônico dos meios de comunicação em massa, garantindo que o usufruto dos veículos de informação possam ser melhor distribuídos para a população e para a mídia alternativa.


Imagem 1, Fonte giphy.com


Embora a mídia convencional represente muitas vezes poderosos interesses, ela tende a reivindicar uma objetividade que nega o fato de que muitas vezes a história não é contada ou que todas as perspectivas são compartilhadas, o que é um desafio para a maioria dos conteúdos de mídia. Se houver muitos concorrentes na grande mídia, as pessoas podem comparar suas coberturas de eventos. Atualmente, há cada vez menos concorrência, porque essas grandes corporações têm se aliado e comprado seus concorrentes.


Imagem 2, Fonte 100% aprendizagem


A mídia alternativa em geral são operadas por organizações sem fins lucrativos que normalmente rejeitam financiamento de empresas, governos e anunciantes, contando com recursos de ouvintes e espectadores. As mídias alternativas fornecem pontos de vista distintos do tradicional e representam uma gama mais ampla de opinião política. O que elas compartilham entre si é a insatisfação com a mídia tradicional e a reivindicação por liberdade jornalística.


Imagem 2, Fonte CTB

As mídias alternativas geralmente admitem que não é neutra, na verdade, afirmam que todo o jornalismo é consciente ou inconscientemente tendencioso. Por via de regra, os meios alternativos tendem a ser abertos sobre suas posições editoriais.


FONTE DAS IMAGENS

1. <http://gph.is/2kE4KPb>

2. <http://2.bp.blogspot.com/-G_7seJkTU_E/VUn87p8xkvI/AAAAAAAAMRQ/ZvahdL3c2Ho/s1600/midias.gif>

3. <https://ctb.org.br/wp-content/uploads/2015/04/Democracia_Sim_Golpe_N%C3%A3o_122.jpg>

Compartilhe com os outros - crie um blog[editar | editar código-fonte]

Imagem 1, Fonte semamomx giphy.com


Pesquise sobre um tema de seu interesse em diferentes fontes confiáveis e faça anotações sobre o que você aprendeu. Faça anotações também sobre as ideias que você estudou e escreva quais são suas opiniões a respeito deste assunto.

Escreva seus pensamentos em um blog sobre a cobertura fornecida em duas organizações de mídia que fez cobertura do assunto que lhe interessa, escolhendo um espaço de blog gratuito e popular. Há diversas plataformas que você pode utilizar. Algumas delas são Medium, Wordpress, LiveJournal, Weebly, Blogger. Digite "plataformas blog” em seu mecanismo de pesquisa para fazer sua escolha. Se você quiser saber mais sobre o que é um blog e como escrever um, confira o “tour rápido” na página do site. Blogs podem ser tão privados quanto públicos, como você preferir - você consegue controlar quem tem acesso à sua escrita e fazer edições a medida que lhe interessa.

Discuta com seus colegas e compartilhe seus blogs aqui no fórum.


Imagem 2, Fonte theprospect giphy.com


FONTE DAS IMAGENS

1. <http://gph.is/28RrmDq>

2. <http://gph.is/1GExFVp>

Avaliando a Mídia[editar | editar código-fonte]

Acesse o site de um jornal convencional com o qual você está familiarizado e verifique a cobertura de um evento recente que você julga bem conhecido ou popular. Agora, compare essa cobertura com um jornal alternativo como o Jornalistas Livres, Mídia Ninja, . O que você percebe de diferente? Parece haver um viés na pesquisa? Um jornal parece incluir uma abordagem mais equilibrada do tópico do que de outros? Sua análise pode ser conduzida usando um software online gratuito. Você pode querer experimentar o Programa de software Wordle para analisar as frequências de uso de palavras. Programas como este podem indicar através de um resumo quais palavras ou conceitos são mais importantes para o jornalista que escreveu o texto publicado.


Imagem 1, Fonte armsattavorn giphy.com


Depois de fazer sua pesquisa, aproveite e escreva um texto em seu blog sobre as tendencias das mídias, suas diferenças em como abordar um mesmo assunto e como essa diferença de abordagem está ligada a questões politicas e sociais.

Você também pode compartilhar no fórum do curso.


FONTE DAS IMAGENS

1. <http://gph.is/2d5WSm8>


Atividades sugeridas:[editar | editar código-fonte]

Imagem 1, Fonte christianlomholt dribbble.com


1. Pesquise e acesse uma biblioteca aberta online de seu interesse.

Pesquise por revistas para ver a ampla gama de revistas acadêmicas atualmente disponíveis para qualquer pessoa. Escreva aqui no campo de respostas as que lhe chamaram mais atenção.


2. Usando o Google Acadêmico, faça uma pesquisa sobre um assunto.

Tente "Primavera Árabe" e clique em "Artigos".

[Nota - Não use apóstrofos ou aspas quando estiver digitando]. Você encontrará dezenas de artigos.

Agora tente "Primavera árabe e mulheres muçulmanas”. Na época que este curso foi desenvolvido em língua inglesa e disponibilizado online, havia apenas um artigo sobre este assunto na plataforma. Agora, tente "Primavera Árabe e Liberdade de Expressão”. Em relação a este assunto, havia dois artigos quando este curso foi desenvolvido.

Quantos resultados dessa pesquisa você tem sobre o tópico, sobre o quê os escritores estão escolhendo escrever e quais periódicos estão publicando? Deixe sua respostas no campo disponível desta atividade.

Agora, tente um assunto de sua escolha e faça a você mesmo as mesmas perguntas sobre quantos artigos existem, quem está publicando e quais perspectivas são tomadas. Anote suas observações sobre um dos exemplos que você tentou e deixe aqui suas respostas.


Imagem 2, Fonte tubik dribbble.com


3. Outro lugar para encontrar artigos acadêmicos e capítulos de livros é no Google Scholar. Da mesma forma que fez no "Google Acadêmico", repita no Google Scholar a questão número 2. Deixe aqui suas respostas.

Da mesma forma que fez no "Google Acadêmico", repita neste através da janela de pesquisa escrevendo o assunto "Primavera Árabe" e em seguida, seu próprio tópico. Note a diferença. No caso de “Primavera Árabe”, talvez existam milhares de resultados de pesquisa. O Google Acadêmico foca em periódicos acadêmicos, livros, resenhas de livros, artigos de conferências e publicações e filtra fontes não acadêmicas. No entanto, nem todos os resultados da pesquisa estão disponíveis para você ler online sem pagar, ou sem acesso a uma assinatura. Anote suas observações sobre a pesquisa do Google Acadêmico e a diferença que esta plataforma pode ter em relação a outras onde você encontra disponiveis em aberto artigos diversos. Você pode pesquisar nos sites de universidades sobre artigos, ou ainda você procurar por artigos e plataformas através do seu mecanismo de pesquisa.

Imagem 3, Fonte olegfrolov dribble.com


4. Agora, use outro mecanismo de pesquisa

(por exemplo, Yahoo, Bing, DuckDuckGo) para a mesma pesquisa. O que você percebe? Nem todo mecanismo de pesquisa encontrará todas as informações online para você. Você sabe por que isso acontece?

Por favor, comente sobre suas observações em uma página, talvez no seu blog, sobre sua experiência usando essas pesquisas. Compartilhe também com seus colegas no fórum deste curso.


FONTE DAS IMAGENS

1. <https://dribbble.com/shots/6948716-Article-Hypothesis-Driven-Design>

2. <https://dribbble.com/shots/6493027-Research-in-Design-Illustration>

3. <https://dribbble.com/shots/4605344-Search-icon-interaction>

Teste - Mediando...[editar | editar código-fonte]


Módulo 4 - Alfabetização midiática e informacional: Usando pesquisa e análise para produzir sua própria informação e conteúdo de mídia[editar | editar código-fonte]


Introdução[editar | editar código-fonte]

Uma coisa é ser o público, disposto ou não a receber as informações enviadas pela mídia, pela internet ou por livros. Outra coisa completamente diferente é pesquisar um tópico ativamente usando uma variedade de fontes, classificando através dessas informações, decidindo o que manter e o que rejeitar e, em seguida, moldar essa informação em seu próprios meios de comunicação. Essas habilidades são necessárias para a alfabetização midiática e informacional. Elas também são usadas por profissionais de mídia e informação ao produzirem conteúdos.

Um mapa mental pode te ajudar nesse processo


Imagem 1, Fonte minasfazciencia


Reflita sobre a imagem do mapa mental de atividades que exigem habilidades para discernir a relevância das informações que servem como elementos de comunicação.

Que tal fazer um mapa mental parecido com esse sobre suas atividades de estudos, lazer, deveres de casa, trabalhos e outros entretenimentos?


FONTES DAS IMAGENS

1. <http://minasfazciencia.com.br/infantil/2018/04/12/aprenda-a-utilizar-mapas-mentais-para-estudar/>


Procurando por informações[editar | editar código-fonte]

Imagem 1, Fonte analyticsindiamag


A maioria das pesquisas envolve a realização de entrevistas e levantamento de dados, indo a bibliotecas e procurando por acervos, ou diretamente buscando pela Internet. Geralmente, nos sentimos confortáveis em coletar informações de outras pessoas, ou de realizar visitas a bibliotecas e acervos onde podemos consultar fontes em primeira mão, e pedir aos bibliotecários e arquivistas para nos ajudar a encontrar as informações que precisamos. No entanto, a maioria das bibliotecas e acervos têm seus catálogos e, de fato, algumas de suas coleções já são encontradas digitalizadas e on-line (Biblioteca Nacional, Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, Periódicos Capes) . Isto significa que grande parte da pesquisa que você está propenso a conduzir, seja na biblioteca, ou na sua própria casa, provavelmente envolverá a Internet Como cidadão ou pesquisador crítico, você precisa saber como

  • Desenvolver questões de pesquisa;
  • Identificar fontes relevantes e confiáveis;
  • Comparar seu ponto de vista com o de outros;
  • Fazer boas anotações;
  • Respeitar a propriedade intelectual de terceiros, dando crédito autoral às suas fonte

A busca por informações envolve pelo menos estas quatro etapas[editar | editar código-fonte]

  • Desenvolva uma questão de pesquisa
  • Pesquise em bibliotecas, por arquivos ou usando a Internet
  • Faça a informação vir a você
  • Mantenha um registro do que você encontrou;

Imagem 2, Fonte: nimdesign

Desenvolva uma questão de pesquisa[editar | editar código-fonte]

Toda pesquisa começa com uma pergunta (o que você quer saber?). E então fazemos uma busca metódica por informação ou conhecimento (Como você vai encontrar a resposta?). A pesquisa pode envolver levantamento de dados, entrevistas, observação, visitas a bibliotecas ou pesquisa online. Essa última atividade é o que vamos focar neste curso. Seu objetivo não é resumir ou reafirmar o que já foi dito, mas confrontar suas próprias ideias com o que você encontra. Você concorda com o que você encontrou? Você confia nessa informação? Ou você precisa procurar outras fontes? Qual a relevância das informações que você encontrou? Elas são coerentes, são verídicas, factuais ou hipotéticas?

Os objetivos pessoais da sua pesquisa são entender como o seu pensamento se encaixa em um contexto mais amplo, encontrar soluções criativas para problemas, satisfazer sua curiosidade e desenvolver suas habilidades críticas.

Lembre-se de que suas perguntas de pesquisa refletirão seus próprios valores, ideias e crenças. Sua visão de mundo influencia as suposições que você faz e os argumentos que você ignora. É importante que você esteja ciente de sua própria cosmovisão.


FONTE DAS IMAGENS

1. <https://analyticsindiamag.com/wp-content/uploads/2018/12/developer-dribbble.gif>

2. <https://nimdesign.com/wp-content/uploads/2018/01/blog-animated.gif>


Busque Informações[editar | editar código-fonte]

Pesquise mais em bibliotecas, acervos públicos e na Internet. Procure informações em catálogos de bibliotecas, bases de dados de revistas, do governo e de empresas.

A maioria das pessoas usa palavras-chave para pesquisar em bibliotecas e arquivos e na Internet. A maneira que você escolher essas palavras-chave irá determinar o quão bem sucedido você é em encontrar a informação que você quer. Saber escolher as informações de maior relevância com o tema que foi proposto também é muito importante. Ao direcionar as informações para sua pesquisa, elas precisam apresentar coerência e coesão.


Imagem 1, chris giphy.com


Atividade sugerida


1. Experimente os tutoriais de Universidades a fim de aprender sobre como usar e combinar palavras-chave. Pesquise na internet sobre modelos de pesquisas realizadas e como as palavras-chave são importantes para determinar o escopo em que as pesquisas são reguladas.


Faça a informação vir a você e faça novos amigos


Alguns bancos de dados permitem que você configure um alerta de pesquisa para que qualquer nova informação sobre o seu tópico seja automaticamente enviado para você.

Os feeds também podem ajudá-lo a manter-se atualizada com blogs, podcasts, bancos de dados de notícias e imagens.

Se aproximar de estudiosos e pessoas que têm profissões ou atividades ligados a algum tema de seu interesse pode ser também um bom caminho para começar a fazer parte de uma comunidade que se interessa por algum tema. As relações interpessoais também se estabelecem ao redor de ideias, e você ficará surpreso em descobrir que há muitas sociedades brasileiras interessadas no desenvolvimento da filosofia, das ciências e das pesquisas no país. Normalmente estas sociedades têm reuniões anuais que são públicas e que você pode participar. Invista em novas relações com pessoas que possuem o hábito de estudar e se aprofundar em ideias que você compartilha.


Imagem 2, Fonte mostexpensivest giphy.com


Veja abaixo algumas Associações que podem te ajuda a se inteirar de assuntos das áreas do seu interesse. Essas plataformas é mais uma maneira de você buscar por informações com maior precisão.

Compartilhe suas ideias com amigos e nos fóruns do curso.

  • Associação Brasileira de Antropologia
  • Sociedade Brasileira de História
  • Sociedade Brasileira de Lógica
  • Sociedade de Matemática
  • Sociedade de Artes
  • Sociedade Brasileira de Espeleologia
  • Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana
  • Sociedade Brasileira de Sociologia
  • Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos
  • Associação Brasileira de Linguística
  • Associação Brasileira de Linguistica Aplicada


FONTE DAS IMAGENS

1. <http://gph.is/2hh22uB> 2. <https://gph.is/2JD9Vq4>

Divida seu conhecimento[editar | editar código-fonte]

Imagem 1, Fonte: hazellee pinterest.com


1. Acesse um dos sites listados abaixo e procure pelo ícone RSS Feed.

Clique no ícone e inscreva-se para atualizações automáticas de notícias ou vá para um site que lida com um tópico que lhe interessa e se inscreva lá.


Repórteres Sem Fronteiras

Jornalistas Livres

Midia Ninja


2. Nem todos os sites usam RSS Feeds . Em vez disso, eles confiam nos usuários para compartilhar as informações que eles têm com seus amigos e parentes. Vá para o site Juventude pelos Direitos Humanos que está disponível em 17 idiomas. Clique nos ícones em “Compartilhar esta página” - isso permite que você use algumas ferramentas de mídia social para dizer às pessoas sobre o que você encontra no site Juventude pelos Direitos Humanos.


Imagem 2, Fonte zeldazheng dribbble.com


Da mesma forma, se você for ao site sobre direitos humanos você encontrará um número de opções de mídia social que permitem que novas pessoas participem de uma comunidade interessada em promover literatura e liberdade de expressão, por exemplo.


3. Experimente uma variedade de ferramentas de pesquisa enquanto procura informações relevantes para a sua pesquisa. Tenha atenção como estas ferramentas de pesquisa estão vinculadas a plataforma de compartilhamento, quais são e como é possível compartilhar. Quais a maneira que você nota ser a mais comum?


FONTE DAS IMAGENS

1. <https://br.pinterest.com/pin/290622982190178195/>


Mantenha um registro do que você encontrou[editar | editar código-fonte]

Imagem 1, Fonte: vipulsaxena dribbble.com


Você pode não ter tempo para ler sua pesquisa imediatamente, então você precisará encontrar maneiras de ir organizando e armazenando as informações. Quando você encontra sites especialmente úteis, pode adicioná-los como favoritos em seu navegador de internet (por exemplo Explorer, Firefox, Safari), estabelecendo pastas que ajudam você a organizar os sites em categorias que fazem sentido para você. Você também pode favoritar uma página que encontrou.

Bancos de dados em catálogos de bibliotecas permitem que você imprima, envie por e-mail ou salve os resultados de sua pesquisa no computador. Você também pode exportar os resultados de sua pesquisa para um gerente bibliográfico como Zotero ou Wikindx. Pesquisadores responsáveis mantêm um controle cuidadoso das informações exatas de que precisarão.

Para citar as suas fontes de informação, faz sentido começar a organizar uma bibliografia de trabalho que inclua todas as fontes que você usará no seu projeto.


Imagem 2, Fonte: nandan.info


Usando informações

Se o seu recurso de informação é um livro ou uma revista, uma entrevista, um filme ou uma página da Internet, você precisará pensar cuidadosamente em como usá-lo para atingir seus objetivos. Em ordem para produzir a sua própria comunicação sobre o tema que escolheu, terá de olhar para as informações coletadas e decidir o que é importante para você. O que você vai manter e o que você vai rejeitar? Como você vai usar essa informação de forma justa e honesta? Usar informações e recursos de maneira efetiva, significa que você irá:

  • Acessar a informação
  • Respeitar a propriedade intelectual
  • Avaliar informações


Bibliotecas - Como as bibliotecas são repositórios cuidadosamente escolhidos de conhecimento e informações, você pode confiar nessa informação para sua própria pesquisa. Se certificando que você fez um bom levantamento do assunto, incluindo diferentes pontos de vista. Cruzar informações é importante, assim consulte sempre mais de dois livros. Muita informação presente nas bibliotecas agora pode ser encontrada online.

Mas mesmo se você restringir sua pesquisa a bibliotecas, você ainda terá que decidir qual fontes e autores funcionam melhor para você e quais são os mais relevantes para o seu tópico. Só porque uma fonte de informação está alojada em uma biblioteca ou no site da biblioteca, não significa que é útil para o seu projeto ou que você vai concordar com o seu conteúdo.


Imagem 3, Fonte makeagif


A Internet, por outro lado, contém uma maior gama de informações, a maioria das quais não é revisada ou aprovada por professores da área. Alguns países têm este tipo de serviço para os estudantes poderem fazer pesquisa em sites reconhecidos como tendo informação fidedigna, em língua portuguesa este tipo de controle não está vigente. As revistas científicas, com selo de qualidade da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) respondem a este tipo de cuidado para educação superior em língua portuguesa. Quando você faz sua pesquisa em forma de perguntas na Internet e encontra informações que não foram postadas por uma instituição ou organização confiável, você precisará contrapor estas informações com o que você sabe de fontes confiáveis. Certifique-se de que a informação é consistente, relevante e verdadeira.


FONTE DAS IMAGENS

1. <https://dribbble.com/shots/3914968-Save-Button-Animation>

2. <https://giphy.com/gifs/tech-technology-yJULxdRowhRAY>

3. <https://makeagif.com/gif/tchalla-shuri-full-lab-sceneblack-panther-2018-n3_0dO>

Vídeo[editar | editar código-fonte]


Teste[editar | editar código-fonte]




Fake News e Linguagem[editar | editar código-fonte]

Link para página do evento: https://em-cena-14.abralin.org/

Repercussão:

Durante três dias docentes de diversas Universidades brasileiras dissecam o tema Fake News e Linguagem: http://adunicamp.org.br/novosite/durante-tres-dias-docentes-de-diversas-universidades-brasileiras-dissecam-o-tema-fake-news-e-linguagem/

Indústria das Fake News entrega verdades sob medida aos seus consumidores: https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2019/11/26/industria-das-fake-news-entrega-verdades-sob-medida-aos-seus-consumidores

Balbúrdia na Unicamp revela como Fake News e desinformação sistemática ameaçam a democracia brasileira: https://www.viomundo.com.br/desnudandoamidia/eliara-santana-balburdia-na-unicamp-revela-como-fake-news-e-desinformacao-sistematica-ameacam-a-democracia-brasileira.html?


O evento[editar | editar código-fonte]

O tema “Fake News e Linguagem”, que está sendo proposto para o ABRALIN em CENA 2019, é um dos eventos regionais anuais promovidos pela Associação Brasileira de Linguistas, a ABRALIN. Ele foi proposto pelo Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) da Unicamp e por seis cursos de pós-graduação: Linguística da UNICAMP; Linguística Aplicada da UNICAMP; Língua Portuguesa/USP; Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-Americana/USP; Linguística e Língua Portuguesa/UNESP-Araraquara; Linguística da UFSCar.

O evento pretende contemplar o tema Fake News e Linguagem de forma disciplinar, a partir de perspectivas sociocognitivas e aplicadas de estudo da linguagem, e de forma interdisciplinar, convocando pesquisadores de diferentes campos de estudos: ciências humanas - história, antropologia, ciências sociais, ciências econômicas e jurídicas, jornalismo, comunicação social, estudos literários - e ciências médicas, exatas e da computação.

Nossos objetivos com o evento são:

  1. dar visibilidade ao papel central da linguagem para a compreensão do fenômeno das Fake News; e
  2. colocar o campo de estudos da linguagem, mais especialmente os estudos lingüísticos, em diálogo direto e aberto com pesquisadores de outros campos, de forma a divulgar o modo como a ciência linguística vem se abrindo para o trabalho inter e transdisciplinar e também de forma a contribuir para a compreensão da natureza do fenômeno.


Chamada[editar | editar código-fonte]

Com acesso de aproximadamente 70% da população brasileira à internet, em geral através do celular (IBGE, 2018), a diferença do modo de circulação de informação nas novas mídias nos traz desafios que vão desde a distinção entre o valor da verdade científica e a verdade dos fatos até – em nosso caso - uma reflexão voltada para os países que navegam e produzem informação em língua portuguesa. O que é possível fazer para melhor compreendermos o fenômeno das notícias falsas no ambiente digital e criar condições para promover o acesso igualitário à informação e ao conhecimento online?

As notícias falsas não são novidades entre nós, e sempre houve a possibilidade de se incomodar com elas assim como de verificá-las. Por exemplo, Hannah Arendt (1967), em Verdade e Política, aponta para as dificuldades estruturais da relação entre a política e a verdade. Michel Foucault ([1983-84] 2011), em A Coragem da Verdade, nos leva pela história dos sistemas de pensamento na compreensão da verdade em suas aulas no Collège de France.

Do ponto de vista epistemológico, ao refletirmos a partir de uma racionalidade, poderíamos pensar em desinformação, ou em equívocos. Entretanto, o que estamos presenciando na realidade brasileira é muitas vezes um agenciamento de novas tecnologias de maneira a conduzir o leitor de boa fé, sem que ele tenha à disposição recursos claros e objetivos para se dar conta deste investimento das notícias falsas em integrar modificar e arraigar seus valores. Da perspectiva da linguagem, há um mundo de relações e imprecisões no qual precisamos compreender melhor. A Agência Lupa, que iniciou o processo de checagem de fatos no Brasil, aponta para uma gradação de categorias que vão de: Verdadeiro (A informação está comprovadamente correta), Verdadeiro, mas... (A informação está correta, mas o leitor merece mais explicações), Ainda é cedo para dizer (A informação pode vir a ser verdadeira. Ainda não é), Exagerado (A informação está no caminho correto, mas houve exagero), Contraditório (A informação contradiz outra difundida antes pela mesma fonte), Subestimado (Os dados são mais graves do que a informação), Insustentável (Não há dados públicos que comprovem a informação), Falso (A informação está comprovadamente incorreta) e De olho (Etiqueta de monitoramento). Lúcia Santaella (2018), em A Pós-Verdade é verdadeira ou falsa? aponta, entre outras possibilidades, para um ambiente da pós-verdade, em que nós escolheríamos deliberadamente acreditar em algo e desconsiderar fatos que venham a destituir nossas crenças. São caminhos de reflexão para os quais convidamos você.

A Unesco em relação às transformações e inovações digitais propõe que trabalhemos para «facilitar a aquisição de habilidades básicas no uso de computadores para todos, popularizar a implementação do uso de tecnologias de informação e comunicação (TIC) para o desenvolvimento sustentável e a paz». No caso deste evento, nós queremos refletir a respeito deste fenômeno das fake news e apreender a dinâmica das notícias falsas no ambiente digital em língua portuguesa. Isto nos permitirá apresentar referências à/o cidadã/o falante de língua portuguesa de modo que ela/ele possa identificar que está recebendo uma notícia falsa, negociar novas informações para rever o que recebeu, e estar melhor informada/o sobre seus assuntos preferidos.

Se você se interessa pelo tema, e deseja participar desta reflexão coletiva, submeta um resumo para a organização do Abralin em Cena: Fake News e Linguagem.

Referências

  • Agência Lupa
  • Arendt, H. Verdade e política. Título original: «Truth and Politics». Este texto foi publicado pela primeira vez em The New Yorker, em Fevereiro de 1967 e integrado no livro «Between Past and Future», editado no ano seguinte. Tradução: Manuel Alberto
  • Foucault, M. A Coragem da Verdade: o governo de si e dos outros II. Curso no Collège de France (1984-1984), tradução Eduardo Brandão, São Paulo, Editora Martins Fontes, 2011, 339p. Isbn 978- 85-7827-476-4
  • Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, Isbn 978- 85-240-4481-6, IBGE, 2018.
  • Santaella, L. A Pós-Verdade é verdadeira ou falsa? Barueri, SP: Estação das Letras e Cores, 2018, 98p. Isbn 978-85-68552-80-3
  • UNESCO. Alfabetização Midiática e Informacional (AMI)


Metodologia[editar | editar código-fonte]

O evento está organizado de forma a contemplar sempre pelo menos um linguista no diálogo com pesquisadores de outros campos. Os temas escolhidos convocam tanto os pesquisadores de outros campos como os linguistas a pensarem sobre a centralidade do papel da linguagem nos mais diversos contextos.

O evento contará com 09 (nove) mesas-redondas, 02 (dois) pockets shows e (01) um Open Fórum. Além disso, há a previsão de apresentação de 64 trabalhos, a serem selecionados pela comissão científica do evento.

A proposta é que esta "ABRALIN em Cena" contemple pesquisadores do Sudeste, representados aqui pelas seguintes instituições: Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Museu Nacional (RJ), Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), USP, UNICAMP, UFSCar. Sendo assim, o evento contará com 21 linguistas e com 16 pesquisadores de outras áreas (comunicação social, ciências da computação, educação, ciências humanas, estudos literários, ciências exatas, ciências biológicas e ciências jurídicas).

As apresentações dos profissionais envolvidos no evento Abralin em Cena: Fake News e Linguagem poderão fazer parte de um acervo digital de livre acesso. Com este evento atraímos o debate sobre o letramento midiático e informacional para o espaço acadêmico brasileiro, com o protagonismo dos profissionais da teoria da linguagem. Há uma possibilidade de construção de publicação em conjunto com a UNESCO, no caso da linguagem dos artigos dos autores ser acessível ao público não acadêmico, o que - associado ao lançamento do curso e às parcerias acadêmicas com os países de língua portuguesa voltadas para a mesmo propósito, contribuirão para dispararmos um debate qualificado sobre o tema na sociedade brasileira.

Acreditamos que as discussões a serem levadas tal como estão organizadas poderão ser de grande contribuição para a compreensão do papel da linguagem na emergência de um fenômeno social tão importante nos dias de hoje que são as "fake news".

O formato desta ABRALIN em Cena pode contribuir de forma qualificada, tanto disciplinar como inter e transdisciplinarmente para a formação dos alunos de Letras e Linguística do Sudeste, assim como para a formação dos alunos de outras áreas, que deverão considerar, de forma mais contundente e informada, o papel dos estudos lingüísticos na compreensão de fenômenos sociais importantes.


Comissões[editar | editar código-fonte]

Comissão Organizadora

  1. Claudia Wanderley (Presidente) (CLE/UNICAMP)
  2. Anna Christina Bentes (Vice-presidente) (IEL/UNICAMP)
  3. Edwiges Maria Morato (IEL/UNICAMP)
  4. Eleonora Albano (IEL/UNICAMP)
  5. Beatriz Raposo (FFLCH/USP)
  6. Adrian Pablo Fanjul (FFLCH/USP)
  7. Paulo Segundo (FFLCH/USP)
  8. Jean Cristus Portela (UNESP-Araraquara)
  9. Otto Vale (UFSCar)
  10. Marcelo Buzatto (UNICAMP)

Comissão Científica

  1. Claudia Wanderley (CLE/UNICAMP)
  2. Anna Christina Bentes (IEL/UNICAMP)
  3. Edwiges Maria Morato (IEL/UNICAMP)
  4. Eleonora Albano (IEL/UNICAMP)
  5. Beatriz Raposo (FFLCH/USP)
  6. Paulo Segundo (DLF/USP)
  7. Marcelo Buzatto (IEL/UNICAMP)
  8. Adrian Pablo Fanjul (FFLCH/USP)
  9. Márcia Mendonça (IEL/UNICAMP)
  10. Cynthia Agra Brito (IEL/UNICAMP)
  11. Simone Hashiguti (UFU)
  12. Marci Fileti (Museu Nacional/RJ)
  13. Sandra Cavalcante (PUC-Minas)
  14. Junia Zaidan (UFES)
  15. Otto Vale (UFSCar)
  16. Margarida Salomão (UFJF)
  17. Inês Signorini (IEL/UNICAMP)
  18. Wilmar da Rocha D'Angelis (UNICAMP)
  19. Kanavilil Rajagapolan (UNICAMP)
  20. Miguel Oliveira (UFAL)
  21. Fabiana Komesu (UNESP - Rio Preto)


Programação[editar | editar código-fonte]

21/ 11 | qui |

8h45 – 9h15

Abertura

Autoridades: Reitor, Diretores (CLE/IEL), Presidente da Abralin, Coordenadoras do Evento

9h30 – 10h30

Fake news e o papel da linguagem no futuro da comunicação no Brasil

Coordenação: Miguel Oliveira

Participantes: Ivana Bentes (ECO-UFRJ), Kanavilil Rajagopalan (IEL-UNICAMP)

11h – 13h

Fake news e big data: o papel da linguagem

Coordenação: Edwiges Morato (IEL/UNICAMP)

Participantes: Marcelo Buzato (IEL/UNICAMP), Oto Vale (UFSCar), Esther Colombini (IC/UNICAMP)

14h – 16h

Fake news, cultura de massa e linguagem: o papel do texto e do discurso

Coordenação: Débora Mazza (FE/UNICAMP)

Participantes: Vinicius Romanini (ECA/USP), Anna Christina Bentes (IEL/UNICAMP), Paulo Segundo (USP)

16h – 18h

Linguagem das/nas fake news

Coordenação: Simone Hashiguti (UFU)

Participantes: Edwiges Morato(IEL/UNICAMP), Sandra Cavalcante (PUC-MG) e Beatriz Raposo (USP)

18h – 19h

Open Forum: Ações para o Letramento Midiático Informacional

Participantes: André Pasti (Intervozes/Cotuca/Unicamp) e Alexandre Le Voci Sayad (Co-Chair GAPMIL Unesco)

Lançamentos:

a) Cartilha: "Desinformação: ameaça ao direito à comunicação muito além das fake news" (Intervozes)

b) Livro: "Pós Verdade e Fake News" (Alexandre Sayad)

19h-21h

Fake News, Jornalismo e Cidade

Coordenação: Anna Christina Bentes (IEL/UNICAMP)

Participantes: Eliara Santana (PUCMG), Maria Eduarda Giering (UNISINOS), Adrian Pablo Fajul (USP), Adriana Bernardes (IFGW)

///////////////////////////////////////////////////

22/ 11 | sex |

9h – 11h

Fake news e suas repercussões nas humanidades

Coordenação: Jean Cristtus Portela (UNESP-Araraquara)

Participantes: Sávio Cavalcante (IFCH/UNICAMP), Carlos Etulain (FCA/UNICAMP), Junia Zaidan (UFES)

11h – 13h

Fake news, movimentos sociais e resistência: o papel da linguagem

Coordenação: Cláudia Wanderley (CLE-UNICAMP)

Participantes: Maria Manuel Baptista (Universidade de Aveiro, Portugal), Iara Beleli (IFCH/UNICAMP)

14h – 16h

Fake News e Letramento Informacional

Local: Auditório da ADUNICAMP

Participantes: Ana Paula Grillo El-Jaick (UFJF); Cássio Pereira Oliveira (UFES); Gabriel Agustinho Piazentin (UNICAMP); Janaísa Martins Viscardi (UNICAMP); Karine Silveira (IFES); Leonel Andrade dos Santos (UFC); Marcel Fernandes Gugone (PUC-SP)

17h – 18h

Open Forum

Participante: Gustavo Conde (Brasil/247)

18h – 19h

Lançamento de Livros

19h – 21h

Fake news e Letramento digital

Coordenação: Sandoval Nonato Gomes-Santos (USP)

Participantes: Márcia Mendonça (IEL/UNICAMP), Claudia Wanderley (CLE-UNICAMP), Patrícia Blanco (Palavra Aberta)

///////////////////////////////////////////////////

23/ 11 | sab |

9h – 11h

O papel da linguagem na produção de fake news na ciência

Coordenação: Inês Signorini (IEL/Unicamp)

Participantes: Peter Schutz (FCA/UNICAMP), Eleonora Albano (IEL/UNICAMP), Ana Arnt (IB/UNICAMP)

11h – 13h

Fake news na relação com a literatura, com o corpo e com a história

Coordenação: Suzi Sperber

Participantes: Sandra Luna (UFPB), Paula Vermeersch (UNESP-Presidente

Prudente), Odilon Roble (FEF-UNICAMP)

14h – 16h

Fake News, Linguagem e Política

Local: Auditório da ADUNICAMP

Participantes: Ana Clara Teixeira da Silva (UFRJ); Barbara Cristina Gallardo (UNEMAT); Gisele Azevedo Rodrigues (UnB); Istárlet Kétile Santos de Melo e Lilian Noemia; Janaísa Martins Viscardi (UNICAMP); Lidiane Pedroso Gonçalves (PUC-SP); Andreia Cunha (PUC-SP) e Daniela Barbosa (PUC-SP)

14h – 16h

Fake News: Abordagens Linguístico-discursivas

Local: Sala Multiuso da ADUNICAMP

Participantes: Clara Moreira Molinari (UNESP-Araraquara); Ester Cordeiro da Fonseca (UEA) e Claudiana Nair Pothin Narzetti (UEA); Gabriela Wick Pedro (UFSCar); Luiz Arthur Pagani (UFPR); Rodrigo Esteves de Lima-Lopes (UNICAMP), Karen Tank Mercuri (UNICAMP) e Maristella Gabardo (IFPR/UNICAMP); Valéria Adriana Maceis (USP)

16h – 18h

Fake News e Letramento Midiático

Local: Auditório da ADUNICAMP

Participantes: Assunção Aparecida Laia Cristovão (UNIFRAN); Cesar Augusto Gomes (UNICAMP); Filipo Figueira (UNICAMP); Francisco Renato Lima (UFPI); Karina Rocha Campos (UNESP – Araraquara) e Jean Cristtus Portela (UNESP – Araraquara); Rafaely Carolina da Cruz (Portal TEC Sala de Aula) e Paula Rodrigues Furtado (Portal TEC Sala de Aula)

16h – 18h

Fake News: Abordagens Discursivas

Local: Sala Multiuso da ADUNICAMP

Participantes: Andréia Honório da Cunha (PUC-SP), Maristela Costa (PUC-SP) e Camila Capps (PUC-SP); Débora Leite de Oliveira (UECE) e Maria Helenice Araújo Costa (UECE); Izabel da Silva (IFPR/UNICAMP) e Ana Cecília Bizon (UNICAMP); Marta Aparecida Paulo Ferreira (PUC-SP); Nathalia Melati (PUC-SP); Renata Coelho Marchezan (UNESP-Araraquara)

18h – 19h

Pocket Show: Fake News no Samba

19h

Open Fórum – Enfrentamento das Fake News: Política, Justiça e Linguagem

Coordenação: Cláudia Wanderley (CLE-UNICAMP) e Anna Christina Bentes (IEL-UNICAMP)

Participantes: Margarida Salomão (Linguista), Desembargador Jorge Souto Maior (TRT-Campinas).


Moção de Repúdio aos ataques feitos à Universidade Pública pelo Ministro da Educação[editar | editar código-fonte]

Diante dos mais recentes ataques perpetrados pelo sr. Abraham Weintraub, ministro da Educação do Governo Bolsonaro, professores, pesquisadores e estudantes presentes a um evento científico intitulado “ABRALIN em Cena: Fake News e linguagem”, promovido pela Associação Brasileira de Linguística e realizado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), vêm a público juntar-se às vozes democráticas brasileiras no sentido de repudiar veemente as declarações feitas em vídeo. Infames, mentirosas e irresponsáveis, as declarações segundo as quais a comunidade acadêmica são “madraças de doutrinação” e que algumas universidades federais têm “plantações extensivas de maconha” procuram não apenas ameaçar a autonomia universitária, agredir e achincalhar a educação e a ciência brasileiras, mas torná-las refém de um projeto pedagógico neoliberal antidemocrático, privatista e antinacional.

As Universidades brasileiras, fundamentais para a soberania nacional e reputadas internacionalmente, têm enfrentado sérias dificuldades em função do subfinanciamento e dos efeitos da Emenda Constitucional 95/2016, que congelou gastos públicos por 20 anos em áreas essenciais como Ciência, Saúde e Educação. Com o Governo Bolsonaro e seu desprezo pelo Conhecimento e pela Democracia, as Universidades Brasileiras têm enfrentado cotidianamente as ameaças à sua autononomia, à liberdade de cátedra, ao ensino público, laico, gratuito e socialmente referenciado. As declarações do sr. Weintraub se inscrevem nesse projeto de tentativa de aniquilamento de sólidas e respeitáveis instituições nacionais.

A comunidade acadêmica presente no encerramento dos trabalhos desta última edição do “Abralin em Cena”, centrado providencialmente na análise do fenômeno social intitulado “fake news”, vem a público manifestar seu repúdio às novas declarações do atual ministro da Educação e sua expectativa de que providências jurídicas sejam tomadas para apurar eventual cometimento de crime de responsabilidade, improbidade, difamação ou prevaricação.

Vem a público, também, juntar-se aos que defendem a continuidade do papel fundamental da Universidade Pública – demonstrado por indicadores e rankings nacionais ou internacionais, públicos ou privado - na vida do País a partir de suas mais diferentes funções e responsabilidades, como o ensino gratuito, o atendimento via sistema público de saúde, a pesquisa de interesse social, a soberania nacional, o aprofundamento da democracia e o respeito à diversidade.


Assista no YouTube[editar | editar código-fonte]

Abralin em Cena: Fake News e Linguagem | 21/11 | Parte da manhã

https://www.youtube.com/watch?v=rxEYT0tqS60


Abralin em Cena: Fake News e Linguagem | 21/11 | Parte da tarde

https://www.youtube.com/watch?v=aTxeAgudMRc


ABRALIN EM CENA: fake news e linguagem | 22/11

https://www.youtube.com/watch?v=H4MlcNjRCc8


ABRALIN EM CENA: fake news e linguagem | 22/11 - Parte da tarde/noite

https://www.youtube.com/watch?v=GQoam_Sfm10


ABRALIN EM CENA fake news e linguagem | 23/11

https://www.youtube.com/watch?v=M4F5ApkhWAk