AULA 10

Fonte: Wikiversidade
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Corpos Dóceis -"Vigiar e Punir - Michel Foucault"[editar | editar código-fonte]

Introdução[editar | editar código-fonte]

No dia 14/05/2015, com a presença da Professora Dourora Marina Souza Lobo Guzzo, Professor Doutor Conrado Federici e com a presença do Professor Doutor Vinícius Terra, foi discutido na primeira parte da aula, sobre a assembléia estudantil que iria ocorrer no mesmo dia, sendo este durante o período da tarde e do período da noite no saguão da UNIFESP-CAMPUS BAIXADO SANTISTA. Todos os alunos e professores, em aula ou não, estavam convidados para participar da mobilização. Sendo assim, os professores opinaram a respeito e se abriu uma roda de discussão onde os aluno também puderam colocar em evidencias as suas opiniões sobre tal evento.

Após a abordagem, inicia-se a segunda parte da aula que, ocorreu a apresentação do grupo que estava responsável pela aula de número 09, e a qual falaram sobre o texto Corpos Dóceis do livro Vigiar e Punir, de Michel Foucault.

Em seguida, o grupo de aula número 10, começa a sua apresentação referente ao livro já citado, sendo este, a partir da terceira parte: "A Organização das Gêneses", onde em um curto espaço de tempo, expomos os principais pontos que o capítulo aborda.

Resumo[editar | editar código-fonte]

A Organização das Gêneses[editar | editar código-fonte]

Nesse tópico do texto é abordado bem o tema da escola de Gobelins. Um evento onde algumas crianças começariam a praticar com seus mestres atividades de tapeceiros. Após determinado tempo de estudo, eram encaminhados à aprendizagem corporativa e depois a uma avaliação, onde, dependendo da qualificação, poderiam abrir suas lojas em qualquer lugar do reino. Alguns anos depois foi criada uma escola de desenho que visava complementar o primeiro curso.Tal escola possui subdivisões que aumentavam gradativamente seu nível de dificuldade e, ao final, era realizada a prova a fim de determinar se passariam ou não para a subdivisão seguinte.

Esse acontecimento tinha como ponto visar métodos de como administrar o tempo e os corpos para algo útil. E isso se refere a quatro processos militares:

  • Divisão em segmentos, paralela ou não. Ou seja: dar aulas as demais subdivisões sem misturá-las.
  • Organizar as subdivisões em graus de complexidade, começado pelo mais simples e ir deixando as atividades mais exigentes.
  • Finalmente finalizar a subdivisão com uma prova e ver se o soldado está apto para seguir a próxima e constatar as individualidades.
  • A partir da individualidade antecedente, determinar um espaço e uma sequência de séries que o soldado irá pertencer atemporalmente.

Isso se põe a caráter da prática pedagógica, onde se é necessário haver diversas divisões, aumentando seu grau de complexidade e pedindo uma avaliação ao término da mesma. Isso faz com quem quer que possua domínio sobre o tempo possa articular sobre o mesmo, tendo assim a garantia de como será usado. Tais procedimentos revelam um tempo linear, que gradativamente vai evoluindo (juntamente com as práticas de dominações)

Encontramos um procedimento que é fundamental para a individualidade-gênese: o exercício. Ele vai se aperfeiçoando junto com os demais indivíduos ou apenas no individual, levando em conta sua progressiva prática, no seu progressivo crescimento.

Mas antes de entrar na prática disciplinar, o exercício passou por inúmeras vertentes; como religiões, culturas, exército e etc. Teve início com Os Irmãos da Vida Comum. Onde visavam “a salvação comunitária o primeiro núcleo de métodos destinados a produzir aptidões individualmente caracterizadas mais coletivamente úteis”.

Composição da Forças[editar | editar código-fonte]

 Nessa parte do texto é explicada como era feita a formação do exército e a preparação dos soldados. O exército era formado pelo modelo físico de massa, onde os batalhões era usados como projéteis, muros ou fortalezas e que era levada em conta a antiguidade e valentia dos soldados. Com o avanço da tecnologia bélica, começou a ser valorizada a habilidade do soldado, tentando torna-lo útil e extrair o máximo da sua eficiência, fazendo com que o exército se tornasse uma maquina de peças múltiplas.

 Esse novo conceito foi aplicado como uma nova disciplina, na qual os corpos combinados deviam ser articulados e combinados afim de obter um aparelho eficiente. Para chegar a essa disciplina o treinamento foi dividido em 3 partes fundamentais:

  • O corpo singular torna-se um elemento, que se pode, mover e articular com outros. São também peças, as varias séries cronológicas que a disciplina deve combinar para formar um tempo composto. O tempo dos corpos devem se adequar uns aos outros para que possa extrair a máxima quantidade de força. Essa combinação cuidadosamente medida das forças exige um sistema de comando preciso. O indivíduo deve ser capaz de responder as ordens emitidas através de sinais rapidamente.

 Ao final do capítulo, Foucault demostra como esse tipo de disciplina pode ser aplicada a um povo como forma de manipulação e a partir do corpo que controla cria uma individualidade dotada de 4 características:    

  •  É celular ( pelo jogo de repartição do espaço).    
  •  É orgânica ( pela codificação das atividades).    
  •  É genética ( pela acumulação do tempo).    
  •  É combinatória ( pela composição das forças).    

Referências[editar | editar código-fonte]

https://comunicacaodasartesdocorpo.files.wordpress.com/2013/11/foucault-michel-vigiar-e-punir.pdf

http://pt.wikiversity.org/wiki/AULA_9